sexta-feira, 20 de novembro de 2009

E a Bíblia continua sendo rejeitada por essa geração....


A incredulidade no meio acadêmico em relação à Bíblia não é segredo para ninguém. Conjugam-se esforços a cada dia para trazer à lume pesquisas científicas que provariam que as Escrituras não passam de um livro como outro qualquer.

Os pressupostos utilizados pelos pesquisadores seculares são o começo para que possamos entender a grande rejeição das Escrituras do Antigo e Novo Testamento. Esses pressupostos incluem o uso da razão humana que desemboca numa rejeição dos milagres narrados no texto sagrado e a não atribuição da inspiração divina sobre os escritores bíblicos. Segue-se com isso que, naturalmente, negam a existência de Deus. Se Deus não existe, logo, o compêndio que é chamado de Livro de Deus não passa de uma fábula.

A crítica contemporânea em relação à Bíblia está firmada sobre os trabalhos da Alta Crítica desenvolvida nos séculos 18 e 19 nas universidades alemãs onde métodos de investigação e análise foram desenvolvidos por historiadores para reconstruir o passado. Nestes estudos, procuram descobrir a data de cada livro, seu autor, seu propósito e características de estilo e linguagem. A Baixa Crítica, também conhecida por Crítica Textual, por outro lado, é a que se ocupa do estudo do texto em si. Observa os manuscritos existentes para estabelecer qual o texto mais aproximado do original. Suas investigações têm deixado textos muito exatos e dignos de confiança. A crítica bíblica, tanto a textual como a alta, pode lançar muita luz sobre as Escrituras, sendo aplicada com reverência e erudição. O exemplo dos Pais da Igreja, dos reformadores e dos eruditos evangélicos demonstram o grande benefício que obtiveram e para toda a Igreja, dos estudos feitos sob este prisma adequado. Infelizmente, os críticos alemães, sob a deletéria influência do racionalismo daquele tempo, chegaram a conclusões que, começando naquela época, geraram um crescente repúdio e a hostilidade para com a Bíblia em nossos dias aumenta cada vez mais.

Os estudiosos alemães aceitaram a teoria idealizada pelo filósofo Hegel de que a religião dos hebreus teria seguido um processo evolutivo. Assim, no princípio de sua história, os israelitas acreditavam em muitos espíritos, depois desenvolveram a crença em um só Deus, e mais tarde chegaram à fase sacerdotal. Igualmente o culto dos hebreus veio a evoluir quanto aos seus sacrifícios, suas festas sagradas e seu sacerdócio.

A base fundamental de toda a Alta Crítica, assenta-se na Hipótese Documentária de Julius Wellhausen e Karl H. Graf. O Pentateuco foi entendido como tendo sido composto por vários autores e não por Moisés. Assim, o produto resultante desta infundada teoria e tantas outras é o clima predominante nesta nossa época pós-moderna, tempo de desconstrução e de aceitação de múltiplas narrativas, todas consideradas igualmente válidas.

A Arqueologia têm trazido ao conhecimento de todos que queiram enxergar, descobertas que têm provado muitas das afirmações do Antigo Testamento. A historicidade de grande parte do livro de Gênesis vem sendo confirmada, por isso, já não se pode denominá-lo de "uma coleção de lendas cananéias adaptadas pelos hebreus." Particularmente no que tange ao Pentateuco, rejeitar Moisés como seu autor é, de maneira óbvia, obra de estudiosos que creem cabalmente de que não existe nenhuma ação sobrenatural de Deus no mundo, nem jamais houve. Para eles, seria absurdo acreditar em todas as informações históricas escritas sobre a criação do mundo, o Dilúvio, a travessia do Mar Vermelho, Deus falando a Moisés, etc.

As pesquisas do erudito liberal estão assentadas no pressuposto de que nada de sobrenatural existe na Bíblia, sendo que tudo o que é referente a milagres são considerados relatos míticos.

Em contrapartida, o erudito conservador parte do pressuposto de que Deus interveio milagrosa e sobrenaturalmente em determinadas épocas conforme o relato bíblico deixa inteiramente demonstrado.

Consultando ao Texto Sagrado com ideias preconcebidas revestidas de um ceticismo absoluto, naturalmente que estes pesquisadores e todos que se servem do resultado de seus estudos, continuamente estarão a rejeitar a verdade eterna da Palavra de Deus.

Cumprem-se assim as palavras de Jeremias: "Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor" (17.5) .

Irmãos, mais do que nunca, devemos proclamar em alto e bom som e por todos os meios, a verdade da Palavra de Deus. Devemos escrever e publicar livros, artigos, estudos, reportagens, postagens, enfim, o que for de nosso alcance e capacidade para refutar as afirmações de homens néscios, insensatos, desprovidos de entendimento, que tratam a Bíblia como um mero livro humano, que rejeitam o Deus da Bíblia e tentam a cada dia ridicularizar a bendita figura de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quanto a mim, em que pese minhas inúmeras falhas, minhas fraquezas e defeitos, continuarei neste afã de escrever e contribuir para que a Palavra de Deus seja amplamente divulgada, esperando no Senhor que Sua santa semente caia em terreno fértil.

E quanto a ti? Já pensou sobre isso? Então comece agora mesmo, em o Nome de Jesus, pense nisto.

"Porque
Toda a carne é como a erva,
E toda glória do homem como a flor da erva.
Secou-se a erva, e caiu sua flor;
Mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada."

1 Pedro 1.24,25



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Igreja: Vivendo em esperança e em expectativa


Vivemos como Igreja do Senhor na dimensão da esperança e da expectativa escatológica. Sabemos, pelas Escrituras do AT e NT, que Jesus Cristo retornará e estabelecerá o Seu reino sobre todas as coisas (Dn 7.13, 14).

É a Igreja, por vocação, um lugar de esperança. Organismo vivo, composto de muitos membros e com variadas funções (1Co 12.12-31; Rm 12.4-8), está a Igreja comissionada por Deus para proclamar esta esperança, oriunda que é da verdade do Evangelho.

Nossa expectativa é pelo breve retorno de Nosso Senhor nas nuvens do céu e nosso arrebatamento e união com Ele para todo o sempre.
O crente em Jesus nutre-se desta esperança. E por causa da iminência do retorno de Jesus, vigia e ora (Mt 26.41) como Ele mesmo ordenou que fizéssemos.

Fundamentado no que diz a Palavra de Deus, tem a Igreja portanto o que realmente oferecer a um mundo sem esperança e que não nutre expectativas alentadoras sobre o estado do mundo e seu futuro, futuro este quase sempre projetado em tons sombrios de guerras, fomes, poluição e destruição do meio ambiente, etc. Para este mundo está a Igreja plenamente comissionada para oferecer a luz e a verdade que promanam do Evangelho.

Todavia, lamentavelmente em inumeráveis vezes em sua história e ainda hoje, vemos uma Igreja não cumpridora desta santa vocação de esperança e expectativa. Uma Igreja afetada por ventos de doutrinas (At 20. 29, 30; Ef 4.14; 2 Pe 2.1-3; Jd 4), por divisões e dissenssões (1 Co 3.1-3), uma Igreja morna (Ap 3.15,16) e, infelizmente, uma Igreja apóstata (1 Tm 4.1-3).

Urge que aconteça um pleno retorno ao fundamento único e seguro da Bíblia Sagrada (Ef 2.20). Que haja igualmente um fervor renovado na vida de cada cristão individualmente. Uma real conversão de nossos afetos a Deus, num relacionamento inteiramente calcado no amor à bendita Pessoa do Senhor e ficando de fora qualquer coisa menor que isso, porque a verdade é que muitas vezes nosso relacionamento com Deus tem como base somente o interesse mesquinho em Suas dádivas, Suas bençãos e não em Sua própria Pessoa, como realmente Ele é, em Seus divinos e gloriosos atributos e na magnificência augusta de Sua presença que nos atrai.

Portanto, só oferecerá real esperança ao mundo, aquele cristão que, individualmente, serve a Deus conforme orientações em Sua Palavra, e a Igreja, coletivamente, faz da mesma forma e sinaliza ao mundo a glória do Evangelho.

Nossa esperança e expectativa são utilizadas pelo Espírito Santo, creio, para atrair muitas almas para Cristo. Quando a comunidade dos redimidos vive exultantemente, mesmo em meio a variadas tribulações, dando glória a Deus por tudo, causará um efeito de atração para vidas destroçadas pelo pecado. Quando a comunidade dos redimidos vive em união (Sl 133.1), procurando autenticidade nos relacionamentos e vivendo verdadeiramente à luz do Evangelho, atrairá vidas que vivem em desilusão. E é esta Igreja, alegre, unida, por causa do amor de Deus e pela esperança e expectativa presentes em si que haverá de buscar, cuidar e restaurar o ser humano pecador através do poder de Deus.

O Espírito de Deus continuamente trabalha em nós, quer individualmente (Fp 1.6), que coletivamente (1 Co 12.1-31). Permitamos este bendito trabalho do Parácleto divino. Não podemos cometer os erros do passado e nem ser derrotados pelos clamores vãos do presente. Viver em esperança e expectativa pelo breve retorno de nosso Senhor e Salvador é característica fundamental da comunidade dos redimidos - fator que distingue a Igreja de Cristo de qualquer outra instituição do mundo.

Pense nisto e que seu coração esteja inundado pela esperança e você possa viver na expectativa do breve encontro com o Senhor Jesus. Deus te abençoe.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Compreendendo os meus caros amigos apóstatas


Que esperança, que perspectiva de vida tem aqueles que um dia conheceram a Jesus, foram participantes das bençãos do Evangelho mas apostataram da fé?

Estão se cumprindo hoje, de forma acelerada, as palavras de Paulo em 1 Tm 4.1: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores,e a doutrinas de demônios." Muitos há que neste presente momento estão abominando a fé que um dia abraçaram, seja aquele que foi criado no seio de uma família cristã ou que recebeu a Cristo por ter sido alvo de evangelismo. O secularismo e o ateísmo crescem continuamente e efetivamente tem afetado a muitos que têm crido em Jesus.

Eu tenho um amigo que estava aborrecido com as inconsequências e incoerências da igreja e seus líderes e, sendo influenciado por um professor universitário, humanista e ateu, aos poucos teve sua fé solapada e, quando finalmente entrou na universidade, foi complementado o processo deletério em sua mente e coração que começara anos antes. Criado por pais cristãos evangélicos, foi líder de juventude na igreja e pregador talentoso. Todavia, e eu entendo muito bem, decepcionou-se com o sistema eclesiástico e nem quis considerar a possibilidade de migrar para uma outra denominação, vindo a abandonar a fé e hoje fala contra a mesma e contra os amigos que desejam trazê-lo de volta. Este amigo em sua atitude de voltar as costas para tudo o que representa a igreja ou o Evangelho, não está sozinho. Veja por exemplo, o que disse Rubem Alves ex-pastor presbiteriano: "Hoje, as idéias centrais da teologia cristã em que acreditei nada significam para mim: são cascas de cigarras, vazias. Não fazem sentido. Não as entendo. Não as amo. Não posso amar um Pai que mata o Filho, para satisfazer sua justiça."

Incrementam-se os ataques a Deus, à Bíblia e à fé cristã a cada dia. Veja homens como Richard Dawkins ou Daniel Dennett nos dias de hoje ou Friedrich Nietzsche e David Hume, por exemplo, no passado. Aqueles que optam por abandonar a fé, escolhendo a sabedoria do mundo, como o meu amigo já citado, firmam-se em valores da filosofia humanista é declaram que o Cristianismo é irrelevante, não tendo nenhuma aplicabilidade para o homem atual. Outros há que reconhecem a fé cristã até certo ponto, mas não o recebem totalmente porque sabem das implicações morais para suas vidas - como disse Dostoiévski em Os Irmãos Karamazov: "Se Deus não existe, tudo é permitido."

Os ateus podem ser distinguidos de duas maneiras: os teóricos são aqueles que por meio de argumentos, procuram defender a ideia da não-existência divina. Os práticos são aqueles que até afirmam que Deus existe, mas vivem de tal maneira que esta sua forma de viver equivale a negar, por meio de suas atitudes, a existência do Todo-Poderoso que criou todas as coisas incluindo o homem. Tanto um como o outro são condenáveis sob a ótica divina.

Estou abarcando com esta argumentação, aquele que, criado nos princípios do Evangelho, aborrece-se com a instituição eclesiástica ou com a liderança, ficando muitas vezes amargurado e irresolvido nesta parte. Muitos começam a fazer pouco da igreja, menosprezando-a e começam a generalizar achando que todas são iguais, que todas possuem as mesmas falhas e injustiças que porventura possa ter sofrido. E o que é mais grave, passam a rejeitar os pressupostos bíblicos, a sã doutrina, a teologia e entregam-se às especulações vãs da filosofia. Ou, reinterpretam a teologia de acordo com os seus próprios pressupostos, de acordo com sua nova cosmovisão.

Tudo isto, para nós que estamos batalhando na fé que de uma vez por todas foi dada aos santos (Judas 3) causa tristeza, causa mal-estar. Saber que alguém que trilhou o caminho estreito do peregrino cristão, resolve tomar outro caminho, a via plana da fé humanista, hedonista e relativista. Entretanto, a Palavra de Deus cada vez mais se confirma em sua veracidade em face destes que assim procedem. Fica a lição de que a igreja, muitas vezes, constitui de fato um empecilho para a fé e para o crescimento saudável do discípulo de Cristo. As convicções cristãs dos crentes deveriam ser melhor trabalhadas, a Palavra pregada com excelência em mensagens expositivas, a vida de devocionalidade, o pleno cultivo da espiritualidade, a vivência de um Evangelho integral abrangendo a totalidade da vida do cristão, num ambiente de real comunhão, na prática da mutualidade, uns cuidando dos outros em amor fraternal, faria com que a fé débil e fragilizada que muitos manifestam, pudesse ser trabalhada suscitando seu crescimento e amadurecimento.

Infelizmente, muitos não observaram a recomendação do apóstolo Paulo em Cl 2.8 e tornaram-se presas das filosofias e vãs sutilezas, segundo as tradições e rudimentos do mundo. Agora estão rejeitando o glorioso Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que se pode fazer? Continuar a amá-los, continuar a orar por eles rogando que o Espírito Santo os traga à razão.

Que nós como Igreja una e santificada pelo sangue do Cordeiro, possamos refletir e contribuir para que esta Igreja seja de fato Igreja neotestamentária, cristocentrada. Sendo desta maneira, o impacto causado nas vidas, cremos, fará com que jamais alguns queiram afastar-se dos caminhos do Senhor. A vida cristã autêntica e íntegra é um poderoso atrativo para alcançar outros para Cristo.

Se você faz parte do povo de Deus, pense nisto!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O muro de Berlim caiu, mas há outros muros....


Foi triunfal a queda do famigerado muro de Berlim em 09 de novembro de 1989. Um fato histórico que determinou os caminhos do capitalismo e do comunismo, demonstrando notadamente a crueldade deste, todavia, não se pode esquecer as mazelas daquele.

Angela Merkel, atual chanceler alemã, disse que a queda do muro "foi o dia de uma vitória da uma liberdade que deve ser defendida a cada dia." Lembrou que tal momento não teria sido possível sem a generosa ajuda "de nossos aliados."

O muro de Berlim foi erigido a partir de 13 de agosto de 1961 numa tentativa dos comunistas de impedir a passagem dos alemães orientais para o lado capitalista onde os salários eram muito melhores e havia liberdade. A cidade de Berlim estava isolada dentro da Alemanha Oriental e a solução que os comunistas previram para a evasão de pessoas foi construir o muro. Eram 3 metros de altura e na realidade os comunistas fizeram um outro muro recuado aproximadamente 100 metros do outro e neste espaço entre muros havia arame farpado, minas, metralhadoras acionadas por células fotoelétricas, pedaços de trilhos de trem para obstruir a passagem de carros e cães treinados.

Oficialmente, morreram 180 pessoas, mas a conta passa de 800 mortos dos que tentaram atravessar o famigerado muro. Porém, muitos conseguiram passar para o lado capitalista de variadas formas - em porta-malas de veículos, de ultraleve, nadando sob o arame farpado (havia trechos de água, lagos, por onde passava a cerca de arame), cavando um túnel, escondido em materiais de construção transportados por caminhões, ou simplesmente pulando o muro.

Por 38 anos os cidadãos berlinenses conviveram com esta situação trágica. Mas com os ventos de liberdade que começaram a soprar na hoje extinta União Soviética, não demorou muito para que o governo comunista permitisse que seus aliados abrissem as fronteiras, sendo que os primeiros países foram a Hungria e a Tchecoslováquia (que hoje se constitui em dois países - a República Tcheca e a Eslováquia) em meados de 1989. E em 09 de novembro do mesmo ano, o governo alemão-oriental libera a travessia entre as duas Berlins. No dia seguinte, a população de forma totalmente espontânea começa a demolir o muro com picaretas e marretas.

Hoje, vemos a pujança da Alemanha reunificada, conhecida como a locomotiva da Europa por sua força industrial e financeira. Apesar dos abalos econômicos da década de 90, a Alemanha é um país com um alto padrão de desenvolvimento humano e econômico, sendo uma das grandes potências do globo.

Um muro físico foi derrubado. Mas, e os muros que continuam a estar da pé? Falo aqui dos muros da xenofobia e do neonazismo. As minorias étnicas sofrem para serem inseridas no tecido social alemão e em outros países da prosperidade européia.

Na Alemanha de hoje há um partido político, o NPD (sigla para Partido Democrático Nacional da Alemanha) e outros partidos da extrema direita (que são fragmentados e não conseguiram nem 5% de votos necessários para ocupar uma vaga no congresso alemão) que vislumbram boas perspectivas de fazerem vicejar sua ideologia extremista sobre o racismo. É incrível como estas ideias odiosas tem crescido ultimamente na Alemanha e em outros países da Comunidade Européia como a França por exemplo. Aproximadamente 10% da população da Alemanha é de estrangeiros dos quais 28% são turcos. Estes são os mais atingidos pela discriminação e esta é especialmente visível em demonstrações da extrema-direita e em músicas sendo que estas últimas já criaram um novo mercado: o mercado do rock de direita.

Outro muro é o que existe na cabeça dos alemães, o chamado "muro psicológico." Os salários mais baixos e o maior desemprego no leste da Alemanha demonstram que após a unificação do país, ainda há muitas insatisfações que são terreno propício para o avanço das ideias xenófabas e racistas.

Isto demonstra para nós, Igreja de Cristo, que a Alemanha e a Europa como um todo devem ser um alvo constante de nossos esforços missionários porque cremos que o Evangelho tem poder para quebrar as trevas espirituais que se abatem sobre aqueles povos, em que pese o desenvolvimento e a prosperidade. A própria Alemanha é um país de muitos ateus e/ou pessoas que são indiferentes a fé cristã, o índice de cristãos alemães é muito baixo e o que predomina é o nominalismo entre aqueles que se dizem seguidores de Cristo.

Por isso, creio que o maior muro a ser derrubado é o muro da separação entre o homem e Deus. Isso fará com que os muros da xenofobia e do racismo sejam derribados e possa acontecer o que está escrito em Ef 2.14-17: "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto."

Deus fez com um muro de concreto caísse. Não teria Ele poder para que os muros nas vidas de muitos, o ódio, a discriminação, a indiferença, a vingança, o egoísmo, fossem derrubados da mesma maneira?

Eu creio no poder deste grande Deus. E você? Pense nisto!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A estudante, a lascívia e a hipocrisia


Realmente causou um frissom o caso da universitária de São Paulo que teria provocado aos colegas ao usar determinado vestido, vindo a sofrer hostilidades dos alunos. A direção da Universidade Bandeirante (Uniban) em São Bernardo do Campo, votou pela saída da aluna da instituição.

Segundo o advogado da Uniban, não teria sido propriamente pela vestimenta, mas a jovem teria provocado aos alunos por ter levantado a saia. Em comunicado pago publicado em jornais do estado de São Paulo, a universidade informou ter decidido expulsar a jovem "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade". "Foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar que já manifestava há tempos", diz a nota da Uniban. A direção da instituição acrescentou ainda que a atitude dos alunos foi "uma reação coletiva em defesa do ambiente escolar". A direção informou que os alunos e funcionários da universidade foram consultados antes de ser decidida a expulsão da estudante.

O que acho interessante nesta história real, é o fato de que a hipocrisia salta aos olhos de todos que viram as imagens nas reportagens nos telejornais. Alunos subiram na parede, disputando para observar a aluna dentro da sala por uma janela acima da porta, regozijando-se em contemplá-la em seus trajes provocantes.

Todos nós sabemos que estamos vivendo em uma sociedade erotizada onde o sex-appeal é fortemente estimulado desde que o jovem entra na puberdade e até antes. A mídia estimula a sexualidade constantemente por meio de imagens e programações que, se não são explícitas, demonstram de maneira expressiva o apelo do sexo de muitas formas. Todos sabem disto, não é fato oculto de ninguém de que há uma liberalidade no tocante às roupas que mulheres e também os homens utilizam no intuito de chamar para si a atenção, atraindo olhares e despertando a lascívia latente em seus corações.

No episódio da Uniban, não duvido de que a jovem possa ter provocado aos alunos, mas, com toda sinceridade, aqueles seus colegas estavam ali hostilizando-a, todavia, quantas vezes não devem ter se deleitado com as curvas daquela jovem, quantas vezes não devem ter alimentado em seu coração desejos libidinosos tendo como alvo aquela colega de estudos? A hipocrisia neste caso é gritante porque não estamos em nenhuma hipótese diante de alunos "santinhos", "comportadinhos", longe disso, o que eles mais queriam era que a jovem continuasse a expressar sua sensualidade para que eles se deleitassem mais e mais.

Essa é uma realidade desta nossa sociedade que jaz no maligno (1 Jo 5.19). Os homens estão entregues aos seus próprios apetites e desejos. Conforme Romanos 1.24, homens e mulheres que não conhecem ao Senhor Jesus Cristo, que não passaram pela experiência vital do novo nascimento, estão entregues à imundícia, pela concupiscência de seus próprios corações, para desonrarem os seus corpos entre si. Por isso cresce a cada dia a imoralidade que, como já foi citado, é estimulado todos os dias nas programações televisivas sem pudor algum.

Mas Deus não se deixa escarnecer. Deus julgará o mundo, aproxima-se o dia do acerto de contas entre o Criador e Suas criaturas. Todo pecado e desejo ilícito dos homens será julgado naquele grande dia (Rm 2.16; Ap 20.11-15; 21.8).

Por isso amigo, se você ainda não conhece ao meigo Salvador, que entregou Sua vida para salvá-lo do pecado e de uma eternidade longe de Deus, para sempre apartado de Sua presença, pode ainda hoje recebê-lo para que uma mudança gloriosa se efetue em seu interior. Você, que é egocêntrico precisa ser cristocêntrico em sua existência afim de agradar a Deus.

Pense nisto, pense na podridão moral que o rodeia, pense que Deus ama a todos os seres humanos que Ele criou, mas abomina cabalmente as rebeliões e pecados destas mesmas criaturas. A imoralidade, a prostituição e tantos outros pecados campeiam nesta sociedade e cada vez mais os homens atraem a ira de Deus para si mesmos por causa destas atitudes.

Não fique longe do amor de Deus, não despreze o amor de Jesus por você, mas uma vez te rogo: Pense nisto!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Cuidado com o dano da segunda morte


Está findando o dia de hoje, 02 de novembro, dia de Finados. Sem dúvida, respeito à memória dos que se foram não se discute. Todavia, quero me reportar não ao dia da morte ao qual todos os seres humanos poderão passar. Disse poderão porque para o crente em Jesus, existe a bendita expectativa e esperança de que Ele voltará e levará para Si os que estiverem vivos na ocasião. Esses não passarão pela morte e muito menos serão atingidos pela segunda morte. E é sobre essa que quero discorrer.


Esta morte refere-se ao destino final de todos aqueles que rejeitarem a Deus e a salvação por meio de Seu Filho, Jesus Cristo. Apocalipse 20.14 declara de maneira indubitável que a segunda morte é o lago de fogo (gr. geena). Lugar final, lugar definitivo para os ímpios. As duas personagens que inaugurarão o lago de fogo, segundo Ap 19.20 são a besta, ou seja, o anticristo e o falso profeta. Todavia, Jesus, em Mt 25.41 declara que este lugar foi preparado para o diabo e seus anjos. É para um lugar destes que todos aqueles que rejeitarem a Cristo nesta vida irão, e terão como companhia, nada menos que Satanás, os demônios, o anticristo e o falso profeta. Mas não é só isso.


Apocalipse 20.14 diz ainda que a própria morte (gr. thanatos) e o inferno (gr. hades) foram lançados no lago de fogo. Este lugar é, na realidade, o verdadeiro inferno, lugar onde, segundo as palavras de Jesus que lemos em Mc 9.43-48, o fogo nunca se apagará. Jesus disse ainda que Deus pode fazer perecer no inferno, tanto a alma como o corpo (Mt 10.28). Os ímpios ressuscitarão após o Milênio, segundo Ap 20.11 e comparecerão perante o Grande Trono Branco no dia do Juízo Final para receberem o veredito e irem para o lago de fogo. Desta forma, estará sendo cumprida a passagem de Mt 10.28, pois haverão de ressuscitar, retomando seus corpos e em seguida irão para aquele lugar terrível.


Esta segunda morte é final. Não há retorno. Não haverá nenhuma espécie de contemporização. Hb 9.27 informa taxativamente que aos homens está ordenado morrerem, vindo após isto o juízo. QUEM REJEITA A JESUS HOJE, ESTÁ COM SEU DESTINO RESERVADO PARA AQUELE LUGAR!


Atentemos bem para o que descreve o escritor de Apocalipse, João, no cap 20.6: "Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos."


Assim, amado leitor deste blog, quer seja cristão ou não, saiba que a Palavra de Deus deixou a orientação sobre o nosso destino eterno de forma bastante clara. Para os que aceitam ainda em vida a mensagem do Evangelho e recebem a Jesus Cristo como seu Único e suficiente Salvador, passando a viver uma nova vida por meio do Espírito Santo, pode descansar inteiramente no poder de Deus em preservá-lo até ao fim. Mas, aos que rejeitam a Jesus, aos rebeldes ao Evangelho que ouçam o que diz a Palavra: "Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte" (Ap 21.8) .


Cuidado com o dano da segunda morte. Se morreres sem conheceres a Cristo, saibas que passarás por esta primeira morte física, mas invariavelmente já estarás contado entre aqueles que participarão da ressurreição dos injustos após os mil anos do governo de Cristo sobre a Terra. Julgado diante do Soberano Senhor do Universo, irás para o teu destino eterno, o lago de fogo.

Pense com seriedade sobre esta verdade bíblica e, se é o caso, rogo-te a que te reconcilies com Deus. Abandone já o pecado e receba a salvação de graça na Pessoa de Jesus, porque não é da vontade de Deus que o homem se perca eternamente.

Como está escrito: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte" (Ap 2.11).


sábado, 31 de outubro de 2009

O exemplo que vem da Reforma Protestante

A Reforma Protestante completa hoje 492 anos. Quando, em 31 de outubro de 1517, foram afixadas as famosas 95 teses de Martinho Lutero na porta da Catedral de Wittenberg, estava Lutero delimitando de maneira bem clara e contundente a verdadeira fé cristã e bíblica, daquela outra fé que constituia-se na verdade "um outro evangelho" (Gl 1.6-9).

O que causa espécie é que este outro evangelho continuou e tem conseguido aqui e ali contaminar o verdadeiro evangelho com toda a sorte de ensinamentos estranhos. Lutero escandalizou-se com a questão das indulgências. Com este comércio nefando, a igreja romana conseguia que seu prestígio caísse dia-a-dia e fazia com que entre seus líderes honestos e esclarecidos campeasse a revolta. Vultosas quantias de muitas formas eram direcionadas ao Vaticano. O comércio de indulgências além de tudo, fazia com as populações da Europa empobrecessem tanto material, como moral e espiritualmente. A remissão dos pecados era obtida quando o fiel, sem necessidade de arrependimento, compraria a indulgência que por si mesma era capaz de dar perdão completo de todo o pecado.

As 95 teses foram então o protesto de Lutero, um doutor da Bíblia que era um monge sobejamente conhecido pelo zelo e seriedade com que encarava os assuntos ligados à fé cristã. Nas teses, ele estava criticando os abusos do sistema das indulgências e desafiava a todos para um debate aberto sobre o assunto. A história demonstra que entre 1518 e 1521 Lutero foi levado a apartar-se do romanismo porque entendeu que era a única forma para se chegar a uma reforma que significasse uma volta do ideal da Igreja revelado nas Escrituras.

Se a história da Reforma Protestante e a vida e o ministério de Lutero tem a nos ensinar é que devemos sempre nos reportar à Bíblia como efetivamente nossa única regra de fé e prática. O ideal de Igreja como preconizada no NT está perdendo-se e em alguns lugares, a nosso ver, perdeu-se quase totalmente. Se os reformadores (Lutero, Calvino, Zwinglio e outros) tivessem conhecimento do que se passa hoje na igreja de Jesus Cristo o qual Ele comprou com Seu precioso sangue, ficariam altamente revoltados pela vulgaridade, falta de zelo, ausência de conhecimento das doutrinas da fé cristã e a contaminação pelo misticismo e a ausência de uma vida de verdadeira piedade.

Nem tudo está perdido, obviamente até porque o Senhor Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam sobre a Igreja. Mas também o apóstolo Paulo, pelo Espírito Santo declara que estes últimos tempos seriam trabalhosos (2 Tm 3). Portanto, todos nós temos a responsabilidade de estar inteiramente sintonizados com a Palavra de Deus e com o Espírito Santo. Para que a Igreja seja de fato sal e luz e cumpra em sua plenitude a missão para a qual foi levantada, que é primordialmente proclamar e viver a verdade do Evangelho.

Bons exemplos devem ser imitados. O testemunho dos reformadores está aí para que todos nós entendamos que Deus sempre honrará aqueles que permanecem n'Ele e não se vendem aos mercadores da fé que anunciam o Evangelho com imundícia e fraudulência e não se entregam à avareza (1 Ts 2.1-5). E somos testemunhas dos que muitos hoje fazem do Evangelho negócio e estão enganando o povo como o fez a igreja romana na época da Reforma. O povo continua a ser enganado. Onde estão os verdadeiros pastores e as igrejas que praticarão o verdadeiro Evangelho conforme as Escrituras?

Igreja de Deus sobre a terra, pense nisto!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Há diferença entre o cristão e o não-cristão

Sendo claramente óbvio o título desta postagem, gostaria de tecer algumas considerações no que tange à diferenciação entre o seguidor de Jesus Cristo e o não-seguidor. Isto porque, devido à evolução dos tempos e dos costumes, o avanço da secularização e do pluralismo, vemos uma descaracterização do homem e da mulher cristã. Não estou absolutamente me referindo à questão da aparência exterior tão somente, muito embora em algumas comunidades, outrora fechadas no que tange ao uso de jóias pelas mulheres, por exemplo, já tenham permitido uma "abertura" neste sentido (e em outras questões parecidas com estas), refiro-me mais exatamente ao aspecto moral na vida de muitos que se dizem "cristãos".

Muitas vezes, já não quase mais se percebe a distinção que, evidentemente, deve haver entre discípulos e não-discípulos de Cristo. A pós-modernidade em muito contribuiu para estado de coisas. Ao defenderem a tese de que não há uma verdade final, absoluta, repudiando qualquer dogmatismo (note que esta própria afirmação dos pós-modernos já é em si um dogma), abriu-se a porta para que qualquer um que professe o nome de Jesus, só por causa disto, seja tachado portanto de "cristão". O abandono da crença na verdade universal certamente deixa implícita a perda de todo critério final e assim todas as interpretações humanas, inclusive a cosmovisão cristã, são igualmente válidas porque todas são igualmente inválidas.

Assim, é perfeitamente possível e aceitável hoje, que alguém seja tido por um crente em Jesus e possa igualmente venerar a Buda ou prestar plena adoração a um dos deuses africanos (orixás). Esta pluralidade de deuses é algo desejável e Jesus Cristo constitui-se em apenas mais um na concepção de muitos.

Se optam em servir-se no supermercado da religião com suas variadas e atraentes mercadorias, os "cristãos" de hoje, naturalmente, não têm a ética cristã como revelada nas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos como sua marca distintiva. Como aceitam todas as "verdades" como igualmente válidas, podem tanto simpatizar pela ética da família e do casamento, por exemplo, conforme manifestas na Bíblia, como poderão igualmente reverenciar esta ética como encontra-se entre os muçulmanos, os adeptos da Nova Era, etc.

É notório que o Cristianismo é uma fé exclusivista. Declara em alto e bom som que somente em Jesus Cristo temos o único caminho para a salvação do homem de sua vida de pecado e sua condução a uma reconciliação com Deus. Já o Hinduísmo, por exemplo, afirma o inclusivismo porque aceita igualmente todas as opções como válidas para se chegar a Deus, dentro de suas fileiras encontram-se tanto aqueles que creem numa chamada tríade hindu (Brama, Vixnu e Shiva) como outros que creem em mais de 300 milhões de deuses.

A Bíblia é categórica em afirmar: "Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve" (Ml 3.18). Deus não compactua e não compactuará jamais com aqueles que teimam em não fazer uma distinção entre aqueles que verdadeiramente O adoram e O servem e os que não o fazem ou pensam que assim o fazem. O escritor aos Hebreus declara: "Temos um altar, de que não tem direito de comer os que servem ao tabernáculo" (13.10).

O que tem acontecido hoje, por causa do crescimento da impiedade, é que muitos tem se deixado levar em redor por doutrinas várias e estranhas (Hb 13.9). O verdadeiro crente em Jesus, que serve a Deus agradavelmente em temor e tremor, é conhecido por Ele. Deus conhece os que são seus e em Sua onisciente visão, Ele sabe verdadeiramente aqueles que são Seus.

Pense nisto quando você for tentado a deixar os parâmetros bíblicos para aderir então à última moda gospel ou querer flertar com o mundanismo de alguma forma. Preocupe-se em que Jesus O considere como verdadeiro seguidor seu como ordena a Bíblia e não como os homens, inclusive eu ou você mesmo pensa que deve ser. Não caia neste laço do diabo e mantenha firme sua distinção e singularidade como um autêntico discípulo de Jesus Cristo.

Que a alta mão do Senhor dos Exércitos seja sobre ti.

domingo, 25 de outubro de 2009

Sexo para felicidade e não para a miséria


Deus nos criou de maneira a glorificarmos seu Nome. De uma maneira bela, vejo a união entre um homem e uma mulher algo tão profundo e tão intenso que Paulo a comparou com a união entre Cristo e a Igreja em Efésios 5.22-33. Por isso, há recomendações por toda a Bíblia sobre o cuidado que se deve ter nesta relação homem-mulher. O matrimônio foi instituído por Deus mas sempre será alvo de Satanás para seu pleno aviltamento.

É de se espantar a quantidade de mães solteiras no Brasil, segundo uma estatística recente, 30% das jovens tem seus filhos sem estarem casadas. Isto denigre o plano original de Deus que dará plena felicidade ao ser que Ele criou segundo sua imagem e semelhança. A nossa sociedade entronizou o deus da sexualidade. Todo nosso cotidiano permeado está pela sensualidade: nas publicações, na música, tv, conversas, etc.

A Palavra de Deus tem sido posta de lado pelo ser humano para permitir a passagem destruidora da impureza e da lascívia. A Bíblia diz em 1 Co 6.18 para que fujamos da impureza, ou, da prostituição. O Espírito de Deus não habitará em um templo maculado pela impureza sexual, 1 Co 6.19. O homem que se une a uma prostituta torna-se um com ela, 1 Co 6.16 (prostituição refere-se ao ato sexual efetuado de maneira ilícita, quer seja entre solteiros ou entre casados, ou entre casados e solteiros) . A imoralidade destrói o templo de Deus que somos nós, 1 Co 3.17.

Deus ordena uma só coisa no que tange à imoralidade: FUGA! Não estamos autorizados a flertar com a impureza. A direção da mídia tem sido no sentido de contrariar o projeto maravilhoso que o Senhor Deus intentou para um homem e uma mulher. Em Gálatas 5.16 Paulo escreveu: "Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne." Andar em Espírito significa exatamente FUGIR da impureza conforme 1 Co 6.18.

Tantas misérias na vida de tantos homens e mulheres, tantas crianças criadas em uma família disfuncional, onde falta a figura paterna e/ou materna, dá-se exatamente pela não-obediência aos preceitos bíblicos que Deus determinou, não podar a alegria do homem, mas exatamente para nortear sua vida no que tange ao desejo de um homem por uma mulher ou vice-versa de forma saudável e adequada, é a razão de ser dos mandamentos divinos.

Em 1 Co 7.1-9, Paulo ensina da parte de Deus de uma forma consistente, como verdadeiramente devem o homem e a mulher considerarem sua relação mútua. Casados, não devem negar-se um ao outro, exceto para uma consagração pessoal a Deus por meio da prática da oração, mas o apóstolo ensina no verso 5 que, fora este motivo, não devem fugir um do outro mas devem UNIR -SE em relacionamento sexual, proporcionando alegria e felicidade um ao outro e considerando o que é dito ao final do versículo porque o diabo sempre estará procurando achar brechas nesta área porque ele sabe que o homem facilmente cai em pecado contra Deus quando deixa estes parâmetros ora considerados.

Sendo assim, penso que a visão de Deus para a vida sentimental do homem, para a plena realização de seus desejos sexuais (lícitos, não esqueçamos, foi Deus quem os criou) passa em voltar-se de forma total ao que já está preordenado há muito. Por isso reveste-se de capital importância que a Igreja de Jesus Cristo proclame o Evangelho de forma integral, não é de forma alguma uma pregação para agradar ao homem pecador, mas é uma pregação autêntica para proclamar a verdade da Palavra de Deus sobre o homem e denúncia de seu pecado na área do sexo.

Para muitos, fazer sexo fora do casamento é a regra, é o normal. Para Deus, é quebra de seu mandamento, é pecado.

Com quem ficaremos, com Deus e Sua Palavra ou com as influências pecaminosas devastadoras de nossa felicidade deste mundo que jaz no maligno?

Olhe a quantidade de mães solteiras ou de abortos realizados. Olhe a miséria social e a promiscuidade sexual em consequência da não-observância da lei de Deus.

Jesus confirmou em Mateus 19. 4-6 o que está escrito em Gênesis 2.24: "Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne."

Pense nisto.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Devemos votar sim....com consciência!


No ano que vem estaremos votando para o cargo máximo de nossa nação, presidente da República. No quadro que vemos hoje está lentamente começando a delinear-se a apresentação de candidaturas para a disputa do pleito em 03 de outubro de 2010. Tenho verificado em vários blogs uma campanha onde se apresenta a proposta: "Não Reeleja Ninguém - O Único Jeito Democrático de Moralizar e dar Dignidade ao Congresso Brasileiro." É um apelo no sentido de não se votar em nenhum candidato para que continue em sua carreira parlamentar (estaremos também elegendo senadores, deputados federais e governadores).
Isto porque, e é compreensível, os brasileiros estamos todos decepcionados com os vários escândalos na arena política. Já não suportamos mais a corrupção, os desmandos, as negociatas, as jogadas escusas, o ganho "por fora." A cultura política é pródiga em vários casos constatados e comprovados de corrupção de variadas formas e em todas as correntes do espectro político. Sofremos, ficamos sobremodo indignados, exigimos apuração dos fatos, mas alguns destes imbróglios são varridos para baixo do tapete e aumenta mais ainda a nossa decepção com a classe política.
Se você se alinhar ideologicamente com qualquer corrente, ainda que permeado de ideais, verificará na práxis política o infortúnio de constatar que quase todos possuem "telhado de vidro." Sabemos muito bem da imperfeição que nos a todos é peculiar, porém não queremos com isso justificar qualquer jogo de interesses para benefício próprio e que é o que caracteriza muitos de nossos digníssimos parlamentares.
Mesmo ciente destas lamentáveis verdades, não concordo de que devamos boicotar as próximas eleições. Não no sentido de não se votar em ninguém, se esta referida campanha chegar a este extremo. Por que? Porque não acredito que todos os políticos sejam efetiva e declaradamente corruptos. Porque acredito que existem pessoas sérias e éticas. Porque creio na democracia.
Ingênuo? Talvez, mas eu me baseio nos princípios da lei e da ordem para os governos humanos porque isso provém de Deus (Rm 13.1-7; 1Pe 2.13, 14). Foi o Senhor quem instituiu a autoridade do governo humano. O princípio da autoridade e da ordem é condição sine qua non para vivermos ordenadamente em sociedade. O fator corrupção é uma exceção à regra que deve ser tratado com o devido rigor da lei. Deus abomina o ganho indevido e a injustiça dos governantes (Is 5.8; 10.1, 2).
Mas agora, fazermos boicote, sem analisarmos propostas e quem as defende, é faltar com nosso dever e é também uma questão de inteligência. Urge termos discernimento para separarmos o joio do trigo na área política. Jesus disse que o fruto se conhece pela árvore. Devemos exercer plenamente nosso bom senso e ter tirocínio para a análise das propostas dos candidatos. Isto é cidadania. Não aceito aqueles que dizem que está tudo perdido e de que toda a classe política é igualmente corrupta. Porém, devemos sim, e nesse sentido posso concordar com a campanha, identificar as "figurinhas carimbadas" e realmente baní-las da vida pública não votando nelas de forma alguma. Para esses sim, eu também digo FORA!
Como cristão, servo de Deus, penso que necessariamente não seria o caso de, para exercermos nossa cidadania plena, ter de se filiar a algum partido político, por exemplo. Com isso, não digo que o crente tenha de ser apolítico ("política é coisa do diabo" como muitos equivocadamente falam). Não. Mas, a forma mais adequada de exercer esta cidadania é o voto consciente.
Não sejamos imaturos. A política é, segundo Aristóteles, "a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e da qual todas as demais se servem numa cidade (ou, no país) . A tarefa da Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva."
Sendo assim, vote consciente. Analise propostas. Esquadrinhe a vida dos candidatos. Observe os frutos. O cristão não deve desejar que haja um caráter de anarquia nas instituições. Isto não glorifica ao Senhor. Porventura não fomos chamados para desejar o bem de todos a exemplo do próprio Deus ( Mt 5.44-48) ?
Não aceite manipulação ou negociatas. Não aceite pastores que indicam este ou aquele candidato. Não sou pastor, se fosse, jamais diria às minhas ovelhas para votar neste ou naquele candidato. Não permitiria que o púlpito de minha congregação se tornasse palanque político, mesmo se o candidato fosse um crente em Jesus. Não seja alienado meu querido irmão, não seja obtuso. Procure exercer sua capacidade de análise e discernimento e vote com consciência.

Comece desde já a pensar nisto, ore a Deus, medite em Sua Palavra e seja sábio.

Fique neste dia com a benção de Deus, é o meu desejo para você.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A perene calamidade da fome

Recentemente, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), emitiu um comunicado em sua sede em Roma afirmando que um em cada seis seres humanos, ou seja, 1,020 bilhão de pessoas, passará fome em 2009. É uma previsão que diz que aumentará em 11% o número de vítimas da fome neste ano. A crise econômica mundial, que deu origem a uma diminuição da renda e um aumento no desemprego contribui na redução ao acesso aos alimentos por parte das populações mais pobres.
A FAO informa que a maior parte das populações com problemas graves de falta de alimentos está nos países em desenvolvimento. Na Ásia e no Pacífico, segundo o órgão, calcula-se que 642 milhões de pessoas sofram de fome crônica, 265 milhões passam fome na África Subsaariana, 53 milhões na América Latina e no Caribe, 42 milhões no norte da África e no Oriente Médio e 15 milhões nos países desenvolvidos. Também está sendo previsto que os pobres que moram em zonas urbanas terão mais dificuldades para enfrentar a recessão mundial por causa do aumento do desemprego em virtude da queda da demanda de exportações e a redução do investimento estrangeiro direto. A partir daí, já se prevê que as áreas rurais sofrerão pela volta de parte desta população urbana para o campo.
Essas previsões por parte deste órgão da ONU tem razão de ser em face do que se observa na atual conjuntura mundial. Convém considerarmos os dois tipos de fome que existem: 1) Fome aberta ou epidêmica, ocorre quando acontecem guerras em determinados lugares, desastres ecológicos ou pragas que comprometem drasticamente o fornecimento de alimentos; 2) Fome oculta ou endêmica, ocorre quando o indivíduo não ingere a quantidade mínima de calorias diárias, resultando assim em desnutrição ou subnutrição que tem tragicamente assolado uma grande quantidade de pessoas em todo o mundo.
Muitos afirmam que a fome ou subnutrição não é decorrente da produção insuficiente de alimentos pois que em muitos países tem aumentado ano após ano a produção e que só este fato já se traduz em suprir as necessidades de toda a população mundial.
Mas a verdade é que mesmo com aumento na demanda de produção alimentícia, a ganância do homem, as guerras e tantos outros fatores contribuem para a tristeza em sabermos que muitos hoje irão dormir ao redor do globo sem ter nada ou muito pouco para se alimentarem.
Jesus demonstrou grande preocupação com isto porque ele disse aos discípulos "dai-lhes vós de comer" se referindo à multidão que estava junto a Si para ouvir Seus ensinamentos. Também em outra passagem Ele disse "os pobres sempre tendes convosco, e quando quiserdes podeis lhes fazer bem." Poderemos então nós como Igreja de Jesus Cristo, sermos insensíveis ao clamor das multidões que clamam por um pedaço de pão?
De forma alguma. Onde nós estivermos, devemos dar nossa contribuição de alguma maneira para extirpar ou minorar consideravelmente a calamidade da falta de alimento. Este planeta que Deus criou é pródigo em produzir abundantes e variadas espécies de alimentos (Gn 1.12, 29), por isso não podemos aceitar os que dizem de que se aumentar ainda mais a população do mundo, por isso faltarão alimentos. Isto é uma mentira. A terra pode produzir alimento suficiente para todos. O que falta muitas vezes como sempre acontece, é a sensibilidade de governantes e administradores que visam somente o lucro. Muitos alimentos deveriam, principalmente para populações de baixa renda, ser subsidiados pelo governo. É um absurdo constatar a carestia nos preços da alimentação nossa de cada dia juntando-se ao fato de nossos salários não poderem acompanhar a espiral de aumento que faz empobrecer nossa mesa.
No pensamento de Deus, nunca ocorreu de que deixaria de prover alimentos para toda a espécie humana. Ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas (At 17.25). Jesus mesmo disse que não devemos estar inquietos perguntando o que comeremos, ou o que beberemos (Mt 6.31). Deus é provedor. Mas, a irresponsabilidade dos homens e sua impiedade é que faz o sofrimento de muitos outros, é que o que está por detrás da falta de alimentos ou, de sua presença mas a enorme dificuldade para adquirir em qualidade e em quantidade por causa da carestia.
A Igreja não pode fechar os olhos para esta realidade da fome. Devemos protestar contra aqueles que fazem miséria humana fonte de lucro. Existem fatores climáticos, existem pragas, que podem de fato contribuir para a diminuição dos alimentos, mas cremos que o principal fator gerador da fome no planeta é o pecado do ser humano. Ouçamos o que diz o profeta Amós: "Ouvi isto, vós que esmagais os necessitados e destruís os pobres da terra, dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos o cereal? E o sábado, para expormos o trigo, diminuindo a medida e aumentando o preço, e tirando proveito com balanças adulteradas, para comprarmos os pobres por prata e os necessitados por um par de sandálias, e para vendermos o refugo do trigo? O Senhor jurou pela glória de Jacó: Certamente nunca me esquecerei de nenhuma de suas obras" (8.4-7).
Deus está atento a estas injustiças. Não é porque está escrito em Mt 24.7 de que a fome seria um dos sinais que caracterizariam os tempos imediatamente anteriores ao retorno de Jesus que devemos por isso nos omitir. Possamos como Igreja dos redimidos ajudar e contribuir para reverter esta calamidade. É o nosso dever. Jesus disse: "Porque tive fome, e deste-me de comer" (Mt 25.35). Podemos dar de comer. Podemos fazer bem ao necessitado. Podemos ajudar a aprovar leis justas que favoreçam ao conjunto da população para que seja suprida a demanda alimentar. O Brasil, muitos dizem é o "celeiro do mundo" mas temos notado também que é a "casa-grande da corrupção e da ganância" e isto reflete e refletirá na produção de alimentos de alguma forma.
Devemos orar, mas também devemos agir. Pensemos hoje nisto.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Judeus, sofrimento e salvação

Ontem, 12 de outubro, assisti a uma película muito comovente o qual recomendo a todos O Menino de Pijama Listrado (BBC Films, 2008) que conta a história de Bruno, filho de um oficial nazista das SS, o qual é promovido e vai comandar um campo de concentração em um local distante de Berlim onde vivia toda a família. O filme começa com Bruno e seus amigos correndo e brincando pelas ruas da cidade até chegar em sua bela casa e constata que algo está para acontecer. Ele indaga sua mãe que lhe compartilha o fato de que estão para mudar dali. O menino questiona de que não deseja isto porque gosta da casa e de seus colegas, mas a mãe lhe explica que seu pai é um oficial muito importante e está fazendo um trabalho muito importante por seu país.
A família muda-se para a nova casa em outra região, e o menino descobre um mundo novo e diferente mas logo lhe chega o tédio pela ausência de amigos. Sua grande curiosidade infantil é aguçada quando vê da janela de seu quarto um bosque aos fundos da casa e uma nuvem de fumaça que sobe continuamente além da floresta. Após conseguir distrair a todos, segue por uma trilha e logo à frente depara com um riacho e em seguida uma alta cerca de arame farpado. Vê então, no lado interno da cerca um menino de sua idade com um semblante triste e trajado com o que parece ser um pijama listrado.
A partir daí a história do pequeno Bruno toma outro rumo por causa do novo companheiro que arranjara. Bruno começa a ter reflexões sobre o mundo adulto que o cerca à medida que desenvolve a amizade com o menino.
O filme é comovente em todos os sentidos principalmente porque a inocência de uma criança de oito anos vai aos poucos sendo conspurcada e a hipocrisia, a crueldade e o cinismo vão sendo demonstrados sem pudor algum. O final do filme é surpreendente como você mesmo poderá conferir. E faz com que nós mais uma vez pensemos sobre a barbárie cometida contra 6 milhões de judeus. Quanta injustiça, quanta dor, quanto sofrimento. E o que é pior: existem aqueles nos dias de hoje que teimam em negar o holocausto, sendo o mais famoso representante desta estirpe famigerada o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejah. Outros há que tem trazido à tona as ideias e práticas de Adolf Hitler com a ressurgência de grupos neonazistas. Não basta toda a tragédia que se abateu sobre o povo judeu, a dizimação de famílias inteiras, os trabalhos forçados, a tortura, a dilapidação de seus bens por parte dos capangas de Hitler.
O que abate bastante meu coração, é o fato já profetizado na Palavra de Deus de que um futuro ditador mundial, com muito mais fúria, perseguirá tanto a judeus como a cristãos. Tem aumentado muito em todo o mundo os grupos que apreciam a ideologia do nazismo. O antisemitismo gradualmente crescerá pelos meios de comunicação, assim como aconteceu na Alemanha nos anos entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundiais, através da propaganda insuflada por Hitler e o Partido Nazista. Isto aconteceu, acontece e acontecerá porque Satanás odeia ao povo judeu e quer sua destruição e o Anticristo tomará medidas para que a oposição e o ódio aos judeus retorne com força total.
Oremos pela conversão do povo judeu ainda no tempo presente. É necessário que reconheçam que Jesus Cristo é de fato o Messias prometido pelas Escrituras do Antigo Testamento. Urge então que lhes seja pregado o Evangelho de Jesus Cristo. Alguns há que defendem a tese de que não se lhes deve pregar porque em Zacarias 12.10 está profetizado sobre a conversão da nação judaica em um só dia, mas Jesus disse que nós deveríamos pregar o Evangelho a toda criatura e isso naturalmente inclui os judeus. Este filme assim como outros como A Lista de Schindler, A Vida é Bela, O Pianista, mostram de forma absolutamente clara os sofrimentos dos descendentes de Abraão nas mãos dos carrascos nazistas e creio que produções desta estirpe servem como despertamento para que todos nós, que já seguimos ao Messias ao qual rejeitam, possamos orar pelos israelitas, pelo povo judeu como um todo e fazer algo para que ouçam acerca de seu Messias e se convertam a Ele. Que as palavras de Paulo acerca de seus irmãos possam ser também as nossas: "Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que tem zelo de Deus, mas não com entendimento" (Rm 10.1, 2) . Meu querido irmão em Cristo, pense muito sobre o que acabou de ler e que a virtude do Altíssimo possa pairar sobre a sua vida hoje e sempre.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cristianismo de resultados (Megaigrejas S.A.)


O pragmatismo que assola a igreja de Cristo hoje no Brasil, tem sua geratriz em solo norteamericano. A tendência da igreja de copiar o que vem dos irmãos do norte da América é impressionante. São vários os modelos eclesiológicos para os quais a igreja pátria tem se voltado no afã de ganhar almas para Cristo, mas que tem se revelado modelos antropocêntricos, cujo foco, como no mundo da publicidade e marketing é o consumidor. Isto usurpa o que Deus tencionou para o crescimento saudável, real e natural da comunidade dos redimidos.
Não se trata de uma disputa entre o tradicional e o contemporâneo, mas sim entre o bíblico e o não-bíblico. Muitos ministérios tem como alvo o crescimento, os números, o templo lotado, em detrimento à qualidade do Cristianismo que se propõe a praticar, ou seja, qualidade de vida espiritual.
Há um triunfalismo exacerbado na igreja brasileira: "O Brasil é do Senhor Jesus". Não se considera mais em determinadas igrejas, a oração, o jejum, a importância do sofrimento pela causa do Evangelho, a leitura e a meditação nas Escrituras, o estudo bíblico-doutrinário. O que é evidenciado é o show, a festa, o ser cabeça e não cauda, a prosperidade somente (dinheiro, casa, carro, viagens, saúde perfeita), a leitura superficialíssima da Bíblia. O discipulado que deveria ser considerado prioritariamente em uma dimensão estritamente bíblica, calcada no ministério de Jesus, é menosprezado porque comodamente, pastores, muitos deles, não ensinam sobre este tipo de discipulado e, acima de tudo, não dão o exemplo porque não discipulam à maneira bíblica. O superficialismo na relação pastor X ovelha é gritante em muitos ministérios. Assumiram muitos destes pastores a postura de empresários da fé. Já não pastoreiam conforme a base bíblica, única e imutável.
Tudo isto denota o pragmatismo. Resultados são cobrados e evidenciados porque o que predomina são os números a casa cheia. Alegam que isto é resultado de evangelização, é benção de Deus. Não acredito. Muitas vezes, o público destas igrejas é um público flutuante que está ali para buscar as bençãos e não o Abençoador; está ali para se "sentir bem", mas não querem um profundo compromisso com Cristo, com honrosas exceções. Este público deseja o fruir de emoções e repudia a reflexão da verdade doutrinária que é o que alicerça a fé do crente. Busca o showgospel até nos cultos e não adora a Deus em espírito e em verdade.
Igrejas lotadas, é tudo o que importa. Alistaremos aqui as cinco maiores megaigrejas nos EUA hoje em número de membros: 1) Lakewood em Houston, Texas (foto), liderada por Joel Osteen com 42 mil membros; 2) Saddleback Church, Califórnia, liderada por Rick Warren com 30 mil; 3) Potter's House, Dallas, Texas, liderada por T.D. Jakes com 30 mil membros igualmente; 4) World Changers International Church, Geórgia, liderada por Creflo Dollar com 25 mil e 5) Willow Creek Church, liderada por Bill Hybels em Chicago com 20 mil membros. De uma forma ou de outra, todos estes citados líderes destas megaigrejas são questionados por seus métodos ou a teologia que praticam. Estando as igrejas cheias é o que basta, não importando se a filosofia de ministério desses líderes ou sua teologia tenha fundamentação na sã doutrina.
Gostam de utilizar de técnicas de marketing que de fato, produzem resultado, mas a verdadeira conversão seguida de uma profunda vida com Cristo num discipulado verdadeiro e autêntico é posta de lado. Indagamos se uma igreja cheia é, necessariamente, sinônimo de verdadeiro avivamento? De forma alguma, porque o verdadeiro avivamento é promovido unicamente pela Palavra de Deus. Palavra pregada expositivamente, Palavra ensinada sistematicamente na igreja e crendo sempre no que está escrito em 1 Co 3.6: "Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento."
Não é possível que determinados pastores continuem a utilizar-se de técnicas meramente humanas e não tenham seu ministério orientado pela perspectiva inteiramente bíblica. Certo que há insights interessantes nas ciências humanas mas lembremo-nos sempre: a igreja dos dois primeiros séculos da era cristã cresceu extraordinariamente por causa da dependência do Espírito Santo e da Palavra que era obedecida em sua íntegra.
Este pragmatismo afeta a vida da igreja na santificação, no louvor, porque tudo é direcionado para resultados. Isto gera uma mentalidade de autômatos que fazem o que lhes é ordenado, sem que reflitam, sem pensarem O QUE e o PORQUE de estarem fazendo o que fazem. Os pastores ordenam aos seus obreiros auxiliares e estes fazem sem pestanejar o que o "ungido do Senhor" está determinando.
O foco em resultados deve estar somente nas mãos de Deus conforme 1Co 3.6. Somos cooperadores de Deus, é certo, mas somente isto, cooperadores, o querer e o realizar é segundo a Sua vontade soberana. Ao servo de Deus cabe obedecer conforme os parâmetros exarados nas Escrituras sob a orientação do Espírito Santo. É necessário sem mais demora voltar aos princípios bíblicos no que tange não só a eclesiologia, mas a todo o espectro da vida cristã. Um líder que não tem uma filosofia de ministério derivada da Palavra de Deus (unicamente), será cooptado por esses modismos eclesiológicos.

Por uma eclesiologia estritamente bíblica, centrada nas Escrituras e não no marketing e em fórmulas para fazer crescer a igreja.
Por uma igreja totalmente centrada em Cristo, isto é, voltada para Cristo e não para o "consumidor."

A igreja pode ser genuinamente brasileira e eminentemente bíblica. É possível. Assim como pode uma igreja nos Estados Unidos ser autenticamente americana e totalmente bíblica em seu proceder. O Evangelho tem um maravilhoso caráter universal e ele pode transformar as culturas naquilo em que não procedem de acordo com a vontade divina. Mas hoje, a cultura tem invadido as igrejas ao invés da igreja transformar a cultura para a glória de Deus!
Irmãos, deixemos os resultados de nosso labor com o Supremo Pastor do rebanho o qual Ele comprou com o Seu sangue. Jesus mesmo disse "sem mim nada podeis fazer." Nossa parte é obedecer, repito, as instruções que o Senhor já deixou-nos em Sua Palavra. Alguém disse que o evangelicalismo brasileiro tem alguns quilômetros de extensão, porém alguns centímetros de profundidade. Uma igreja grande, numerosa. Mas uma igreja ávida por modismos. Uma igreja alegre. Mas que não considera com a devida seriedade o que dizem as Escrituras. O meu temor é que nesta última hora, muitos sejam levados de roldão pelos modismos que surgem a cada momento porque temos sido em grande parte uma igreja pragmática focada em resultados, em números e não em crescimento e enraizamento na fé em Cristo por meio do Espírito Santo tendo como base, como única regra de fé e prática a Palavra de Deus.
Meu apelo é que todos nós pensemos seriamente nisto, amém.



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

MST= Vandalismo e insanidade!


Para mim torna-se perfeitamente condenável um movimento de reivindicação de direitos que tem como métodos, o saque, a pilhagem e o roubo. Estarrecido, acompanhei mais um ato de destruição e terrorismo promovido pelo MST. As cenas mostradas em todo Brasil daquele trator destruindo os laranjais é de causar repulsa a qualquer pessoa de sã consciência. Computados os laranjais destruídos, chegam a 7 mil pés o que demonstra por si só toda a sandice deste movimento, isso para não mencionar a destruição na sede da fazenda da empresa Cutrale fabricante de suco de laranja.
Alegando que as terras da fazenda de 2,4 hectares onde a empresa tem plantados 1 milhão de pés de laranja são do governo federal e estariam destinadas à reforma agrária, o MST invadiu em 28 de setembro a fazenda, situada em Borebi próximo a Bauru, interior de São Paulo. expulsando os colonos, ocupando e pichando as casas e destruindo máquinas e equipamentos. A Cutrale informou que tem a posse legal das terras e a fazenda é produtiva.
Cumprindo o pedido de reintegração de posse emitido pela justiça, a Polícia Militar negociou com os invasores que aceitaram deixar pacificamente o local em cinco caminhões e dois carros.
Os métodos usados pelo MST para conseguirem a reforma agrária no Brasil são totalmente inaceitáveis, porque representam a violação do estado de direito e a instituição da desordem e da anarquia, vandalismo e intimidação como meios de conseguirem seus objetivos.
Alega-se que o MST tem três grandes objetivos: a terra, a reforma agrária e uma sociedade mais justa. Chega a ser cômico verificar que possuem estes objetivos, quando se vê quase todos os dias em nossos telejornais a notícia de que seus militantes invadiram mais uma propriedade, desrepeitando a lei e os direitos, promovendo a desordem, pichações e o quebra-quebra.
Quanto à necessária reforma agrária convém dizermos que ela deve ser implementada com mais agilidade e precisão porque os latifúndios improdutivos neste país são uma realidade. A identificação disto por parte do MST é correta. Somente não aceitamos em hipótese alguma a maneira de tratarem a questão usando recursos contra a lei e a ordem. Cabe somente ao governo todo o processo pertinente à reforma agrária através de um órgão destinado à isto, o INCRA.
Contrariamente ao que pensam os dirigentes deste movimento anárquico, a reforma agrária está sendo feita, embora lentamente, no Brasil, dentro das leis vigentes e respeitando a propriedade privada e os direitos constituídos.
O sistema injusto de distribuição de terras é fruto do pecado do coração humano. Adotando o sistema de capitanias hereditárias, Portugal colonizou o Brasil distribuindo enormes quantidades de terra em nosso país para poucos proprietários e desde então o acesso à terra foi dificultado aos brasileiros, situação que continua ainda hoje, não se pode negar.
Os cristãos cremos que o respeito à lei e aos direitos individuais e coletivos, são a base de uma sociedade justa e igualitária. Não aprovarmos a anarquia. Muito menos o vandalismo e a violência. São injustificáveis.
Assim, defendo que seja aberta sim a CPI do MST como está sendo articulado no Congresso para que sejam esclarecidas totalmente suas atividades, quem os financiam, quem são seus líderes e responsabilizando-os pelos seus atos e como são arregimentadas as pessoas que invadem as propriedades pelo Brasil afora.
O dever do cristão é zelar pela justiça e correção nas atitudes em prol dos desamparados e privados de seus direitos. É certo que há muitos trabalhadores do campo que precisam sim, urgentemente receber seu pedaço de terra para que ali vivam e produzam com todo o amparo do governo, com financiamento, infra-estrutura, assistência social e consultoria. Mas defendemos que isso seja feito dentro dos parâmetros constitucionais sem abrir mão da firmeza em corrigir os atos daqueles que querem sabotar a ordem e a justiça neste país.
Que todos pensemos nisto e oremos para que nossas leis sejam justas e igualitárias para todos. Abaixo a desordem, abaixo o vandalismo e terra para quem precisa com ordem e justiça!

domingo, 4 de outubro de 2009

Pregação em retalhos

Acabei de chegar em casa vindo de um culto onde me deparei com algo que ainda teima em acontecer no ministério de pregação de determinados pastores: a mania de pregar sem um texto bíblico que sustente sua ministração.

Foi, posso assim dizer, uma verdadeira "colcha de retalhos" como comentei com minha esposa que também teve o desprazer de ouvir o dileto irmão. Já adianto que não estou a questionar o caráter, a motivação ou a comunhão deste servo de Deus. Mas questiono sim e nisto temos respaldo na própria Bíblia (At 17.11; 1 Ts 5.21), o que é falado e a maneira como é feito. Isto posto, como o referido pastor era o pregador oficial daquele culto, esperávamos uma mensagem que de fato nos alimentasse, mas não foi o esperado. Assumiu o púlpito, abriu a Bíblia e começou a falar, falar, textos e mais textos mas sem a devida e necessária coerência, ajuntando esta passagem com aquela outra (sem ler a Bíblia, note-se) a tal ponto que perguntei a mim mesmo: afinal, onde ele quer chegar?

Disse que estava ali para trazer uma mensagem da parte de Deus. Não duvido. O que causa preocupação é esse mau hábito de não se expor o texto conforme se encontra na Bíblia, para trazer à lume exatamente o que Deus quis dizer e não o que ele possa achar que Deus teria falado.

Posso parecer rigoroso mais Deus disse a Jeremias (1.7) que ele deveria falar para o seus compatriotas tudo o que Ele estava ordenando. Posso parecer crítico demais mas Deus disse a Ezequiel de que ele deveria ir à casa de Israel e falar-lhes as Suas palavras (3.4). E poderia citar outros tantos exemplos de que devemos pregar somente a Palavra de Deus.

O que acontece, em minha ótica sobre esta questão é que a formação de determinados pastores e pregadores (note bem, não estou questionando o chamado de alguém para o ministério) é, muitas vezes, deficitária no que tange ao zelo de se estudar a Palavra de Deus para pregar sermões verdadeiramente bíblicos e expositivos. Não sou contra o sermão tópico ou textual, mas o sermão expositivo é aquele que faz a exegese do texto, e este texto não abrange um só versículo, mas uma passagem, um capítulos, vários capítulos ou mesmo um livro inteiro. "É o sermão primordialmente bíblico porque se ocupa em interpretar, literal ou de forma figurada, a passagem e o texto bíblico em estudo. O tema deste tipo de sermão é encontrado diretamente no texto sendo seu desenvolvimento feito com material que possua uma reta interpretação e tenha um propósito que se harmonize com o significado original do texto" (O Pregador Eficaz, p. 79 CPAD).

E este tipo de sermão, pela sua própria peculiaridade é o que realmente traz um proveito e um efeito salutar de alimentar a alma dos ouvintes com todo o conselho de Deus. No caso que testemunhei hoje à noite, não foi sermão tópico, textual e muito menos expositivo, mas sim uma verdadeira "salada" de passagens bíblicas.

"O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento" disse o profeta de Deus. E este conhecimento provém de uma pregação eminentemente bíblica e saudável por si só.

Oro com a esperança de que possam mudar a visão destes amados pastores que não pensam na possibilidade de não estarem realmente a edificar o povo de Deus. Dá-nos ó Senhor verdadeiros atalaias que falem a Tua Palavra como realmente ela é e como deve ser realmente pregada.

Pensemos todos sobre isso ao iniciar esta semana e que Deus nos abençoe. Amém!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vejo você no Rio em 2016!

A vitória é nossa! Sediaremos finalmente uma Olimpíada. Penso até que foi uma barbada esta vitória porque o Brasil está atualmente muito conceituado no cenário político internacional e isto com toda certeza ajudou e muito. A candidatura do Rio de Janeiro foi fortalecida depois do sucesso dos Jogos Panamericanos de 2007 e também pela estabilidade econômica que ora desfrutamos.
Logicamente, nem tudo é maravilhoso como deixa transparecer a canção "Cidade Maravilhosa" porque muitos problemas carecem urgentemente de soluções inteligentes e duráveis. Para mim, como carioca "da gema" mas já fora da cidade há alguns anos, é lamentável o estado de bandidagem que impera no espaço urbano e não falo só das favelas ou periferias. Toda a cidade respira violência. O atual governo fluminense têm envidado esforços para conter os avanços do tráfico, mas parece-me que aumenta a cada dia os seus tentáculos em toda a trama social. Outro fator nesta questão é o surgimento das milícias compostas por militares da ativa e policiais civis (lamentável, sob todos os aspectos), ex-policiais e bandidos, na verdade vejo todos como marginais pois alegam que estão protegendo a população dos traficantes e assaltantes mas igualam-se aos mesmos, extorquindo e violentando aos moradores das comunidades.
Certamente o atual governo e seus sucessores continuarão e vão incrementar as medidas para conter o avanço da violência no Rio de Janeiro. É uma situação insustentável, agora que vamos sediar a Olimpíada deve-se mais ainda investir na formação não de bons, mas sim de excelentes policiais, com sólida formação intelectual, que falem mais de um idioma, que tenham também excelentes salários, equipamentos de trabalho de última geração para que o serviço que prestam ao público seja motivo de orgulho e não de vergonha.
Estou enfatizando propositadamente o aspecto da violência da cidade porque creio que não só para mim que estou morando em outro estado como também para os turistas estrangeiros, o principal assunto que se fala do Rio, além da beleza da cidade ou do carnaval e agora também as Olimpíadas, é sem dúvida alguma a violência. Os investimentos em construção de estádios, alojamentos, melhoria do transporte público, das vias de acesso, enfim, toda a infraestrutura necessária para um evento do porte da Olimpíada serão feitos com afinco, mas, o governo deve envidar atenção plena para conter o tráfico e os assaltos.
Faltam sete anos para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. De todo meu coração, porque amo a cidade onde nasci, espero providências efetivas para a solução dos problemas.
Não se combate o caos social estabelecido pelo consumo e tráfico de drogas por exemplo, somente com medidas repressivas. Mas, as medidas preventivas são utilíssimas e prioritárias. Geração de de bons ou excelentes empregos, com salários justos e dignos, educação de alto nível, assistência médica de alta qualidade, excelentes creches, todo apoio de uma rede social que promova progresso e bem-estar, são sementes que germinam e que produzem frutos de progresso, felicidade e segurança.
Muito tem a contribuir o povo de Deus com isso tudo. Não podemos nos omitir. Não podemos agora aguardar a chegada de 2016 para assistir a esta tremenda festa do esporte e não pensarmos em ajudar de alguma forma a erradicar as consequências do pecado em nossa cidade.
A Igreja tem um papel fundamental a cumprir na sociedade. Jesus disse que somos sal da terra. O sal só demonstra seu efeitos beneficiadores fora do saleiro, em uso pleno nos alimentos. O Senhor também disse que somos luz do mundo. E a lâmpada em nossas casas só tem a devida utilidade se colocada no lugar central no teto de um ambiente para iluminá-lo de todo. Louvo a Deus pelas igrejas que tem demonstrado essas características no trabalho em prol de Seu Reino e que não tem se ensimesmado. Que tem saído fora das quatro paredes do templo e colocado mãos à obra pela causa do Evangelho.
Você, crente, mesmo que não seja carioca, deve também amar o Rio. Deve orar pelas suas autoridades como manda a Palavra de Deus (1 Tm 2.1-4). Deve interceder pela população daquela cidade bem como pelo povo de Deus ali. Oremos então todos nós para que, acima dos eventos humanos esteja levantada bem alta, não a chama olímpica, mas a tocha viva do Evangelho de Jesus Cristo porque para isso fomos como Igreja constituídos e comissionados pelo Senhor.
Cuidemos para não sermos levados de roldão pela alegria da festa do esporte e esqueçamos da tristeza dos que não conhecem a Jesus e sofrem por causa do pecado e das cadeias de Satanás. Por favor, pensemos todos nisto!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

De blogs, blogueiros e a nossa gratidão


Confesso, estou atônito,com o poder da web e da blogosfera. A revolução dos blogs é uma das maiores marcas da contemporaneidade. Realmente veio para ficar e revolucionar a forma como todos nós interagimos na web. De meros diários pessoais (que muitas vezes tem a marca registrada da chatice) tornaram-se em pouco tempo fundamentais na divulgação de nossa visão de mundo, na afirmação de nossos valores, na priorização da possibilidade plena de interação entre blogueiros e blogueiros e entre estes e os que ainda não aderiram a esta espetacular ferramenta virtual.
Os textos postados podem ser de poucas linhas a copiosas mensagens, mas, na média, acredito que o blogueiro consciente entende que, se postar (sempre) um texto extremamente longo, a possibilidade de que tenha muitas pessoas grudadas na tela lendo aquele post é pequena. Por isso, o ideal é o texto mediano, nem de mais para não enfadar, nem de menos para não carecer de certa fundamentação e profundidade. Claro, que tudo dependerá do tipo de assunto tratado no blog, a quem se destina, qualificação dos autores dos posts, etc.
Resolvi escrever esta reflexão, porque ontem, 30 de setembro, completei 60 dias de inauguração deste espaço. E pela bondade de Deus, alcancei exatamente ontem a marca de 30 seguidores o que, naturalmente dado ao pouco tempo, deixa-me imensamente feliz e grato a Deus.
Reafirmo que, conforme o subtítulo "a visão de Deus aplicada ao mundo e ao homem" pretendemos, sempre debaixo da graça divina, trazer à lume reflexões para pensarmos sempre o mundo e o homem segundo a perspectiva de Deus nas Escrituras do Antigo e Novo Testamento. Portanto, está diante de mim uma árdua tarefa: escrever sempre de acordo com a revelação de Deus. É semelhante à tarefa de um pregador, que deverá sempre falar os oráculos divinos como se lhe apresentam na Bíblia Sagrada, sem nada acrescentar ou tirar (Dt 4.2; 12.32; Ap 22.18,19). Aliás, não somente pregadores mas todos nós que realmente tememos a Deus e respeitamos a integralidade do texto sagrado, faremos isto.
Isto posto, deverei ficar atento a este santo padrão com a bendita ajuda do Espírito Santo. Se houverem eventuais falhas ou omissões, é culpa inteiramente minha, sendo eu finito, pecador e imperfeito. A Palavra de Deus sempre será perfeita e imutável. Tenho consciência de trazer à consideração do leitor deste blog, textos que de fato o ajudem a entender o mundo e o homem segundo o pensamento de Deus exarado nas Escrituras. E que o ajudem em sua peregrinação por este mundo (desejo neste momento recomendar também nosso outro espaço Blog do Discípulo - www.creioeunabiblia.blogspot.com).
Obrigado de coração a todos que se tornaram seguidores e que tem nos incentivado, mantendo-me motivado e demonstrando que trilho o caminho certo. Críticas e sugestões serão benvindas, afinal sou um aprendiz como eu creio também que todos os meus leitores o sejam.
Informo ainda que tenho grande apreço pelos blogs que procuram trazer a todos nós a relevância da Palavra divina, Palavra viva de Deus, nestes dias tão trabalhosos onde muitos estão a declarar de que a Bíblia é irrelevante.
Esta mentira do diabo é amplamente refutada pelo crescimento do número de blogs e sites que proclamam com excelência a Palavra de Deus e ajudam na edificação de muitas vidas. Apesar de nossas imperfeições, repito, continuaremos neste mister que reputo como um verdadeiro ministério a serviço do Reino de Deus.
Obrigado mais uma vez a todos e acima de tudo a Jesus Cristo minha verdadeira fonte de inspiração. Que Deus vos abençoe muitíssimo!