sexta-feira, 4 de junho de 2010

A perigosa psicologia ocultista de Jung

O suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), discípulo de Freud por algum tempo, foi o introdutor do esoterismo na Psicologia. Acreditava em uma dimensão transcendente da consciência humana procurando unir o intelecto à mente intuitiva. Assim como na doutrina ocultista, Jung acreditava que o ego humano é uma parcela da consciência universal. Daí o conceito de inconsciente coletivo, onde, segundo Jung, os homens possuem em seu interior as mesmas informações sobre as verdades universais.

Nesta crença, concluiu que o ser humano possui uma energia interior chamada de “libido” e que todos os fenômenos psíquicos são de natureza energética. Deduziu igualmente que o homem possui em seu psiquismo uma parte feminina denominada “anima”, e a mulher uma parte masculina denominada “animus”. Com isso, absorveu a crença da bipolaridade energética representada pelo símbolo oriental esotérico do Yin-Yang em sua pesquisa psicológica.

O ramo junguiano da Psicologia portanto, é caracterizado pelo misticismo e pelo ocultismo. Jung confessou que mantinha constantes diálogos noturnos com um espírito por nome Philemon. Em seu livro “Memória, Sonhos e Reflexões”, descreve que no ano de 1916, após anos de estudos, e também muitas fantasias e visões, chegara ao ponto máximo em sua pesquisa do sobrenatural. Os espíritos malignos perturbavam-no de contínuo, causando-lhe muitos terrores, ele mesmo escreve: “A casa toda (de Jung) se encheu como se tivesse uma multidão presente, abarrotada de espíritos. Eles estavam amontoados junto à porta, e o ar estava tão pesado que quase não se podia respirar. Quanto a mim, eu estava todo trêmulo, indagando: Pelo amor de Deus, o que está acontecendo?”

A prática contemporânea da psicoterapia e do aconselhamento, conforme Roger Hurding em seu livro A Árvore da Cura (Ed. Vida Nova) às vezes investiga áreas esotéricas que, na melhor das hipóteses, são débeis, e na pior delas, podem estar repletas de malignidade. Hurding cita o fato de que Jung, em uma bela tarde de domingo, teve a experiência de ouvir a campainha da porta da frente de sua residência soar freneticamente e ninguém encontrava-se lá. Jung influenciou a muitos com seus duvidosos conceitos. Denominou sua psicologia de Psicologia Analítica. Muitos cristãos, desavisados, assimilam com facilidade os conceitos da psicologia junguiana. São conceitos carregados de ocultismo e que se desviam em muito dos princípios salutares da Palavra de Deus.

O “inconsciente coletivo” tem sido definido como um “reservatório de imagens e forças psicológicas acumulado por toda a história e compartilhado por todas as pessoas”, segundo Douglas Groothuis. Na opinião de Jung, essas experiências são “as imagens primordiais que sempre foram a base do pensamento humano – a inteira casa do tesouro de motivos mitológicos”. O inconsciente coletivo, supostamente considerado “o infinito reservatório guardador de todos os mistérios da vida” na verdade é a sustentação da ideologia do Movimento da Nova Era para o processo de deificação da humanidade. É, em outras palavras, uma forma impessoal de Deus.

Os outros conceitos da psicologia junguiana como os arquétipos, por exemplo, são vistos como racionalizações psicológicas para demônios; os “tipos” psicológicos são determinadas características dentro de cada um de nós, segundo Jung, mas são ensinos que não têm nenhuma base bíblica. Ele promoveu todos os tipos de ocultismo, tais como, astrologia, alquimia, I-Ching, necromancia, visualização, interpretação de sonhos, imaginação ativa, yoga, meditação, etc. Por causa da ignorãncia, suas teorias e práticas são endossadas no meio cristão, como dissemos, e assim, mentiras demoníacas são rapidamente promovidas e encontram plena aceitação entre os discípulos de Cristo.

Richard Noll, professor de História da Ciência na Universidade de Harvard, um não-cristão, considerou em seu livro The Jung Cult que “as teorias psicológicas do coletivo inconsciente e arquétipos são essencialmente disfarces, com uma cobertura pseudo-científica para esconder as práticas do que era essencialmente um novo movimento religioso, no qual Jung ensinava as pessoas a receber visões em transe e a contatar diretamente ‘os deuses’ “. A tese de doutorado de Jung, publicada em 1902, foi embasada em sessões espíritas conduzidas por um primo de 13 anos, o qual ele colocava em estado de consciência alterada, por meio da hipnose, com o intuito de fazer contatos com antepassados falecidos.

Muito ainda poderíamos falar, mas o que aqui nos reportamos é para que possa o amado leitor entender que muitas vezes, práticas correntes na Igreja cristã, tem origem em conceitos pagãos e demoníacos. Sei que há muitos que, ignorantemente, utilizam-se de algumas dessas práticas julgando estar assim fazendo conforme preceitos da Bíblia. Mas é necessário que todo cristão exerça discernimento bíblico, com a preciosa ajuda do Espírito Santo e com uma salutar vida de oração, a fim de poder filtrar os ensinos aos quais é exposto constantemente. Não é nossa intenção esgotar o assunto, mas o pouco que apresentamos já servirá para maiores discernimentos da parte de você, amado discípulo de Jesus Cristo.

Lembremo-nos do que diz a Palavra de Deus: Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios” (1Tm 4.1). Jung era filho de um pastor protestante. Não tenho como julgar se ele verdadeiramente algum dia chegou a conhecer a Jesus Cristo, ou não. Mas mesmo assim quero usar o fato para que estejamos alertas porque estamos sim, em uma época de enganos, muitos ensinos estranhos têm assolado o rebanho de Cristo. Urge que pastores, obreiros e todos os cristãos possamos atentar ainda para as recomendações paulinas em Efésios 4.14: Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”. E ainda Colossenses 2.8: Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.”

Existem muitos ensinos mentirosos que permeiam a Psicologia, alicerçados que estão em conceitos inteiramente contrários à Palavra de Deus. Creio que é possível alguém exercer a profissão de psicólogo em bases inteiramente bíblicas. Mas é necessário muito discernimento da parte de Deus, porque o exemplo da Psicologia junguiana é de que tem sido de efeito deletério para a Igreja cristã. Oportunamente poderemos abordar este assunto em outos posts.

Meu desejo é de que você pense bem em tudo o que acabou de ler. Não se deixe levar por qualquer ensino que possa receber em sua Igreja ou outro lugar. Permaneça em Cristo. Sempre. Amém.

9 comentários:

  1. A paz e graça, irmão Cícero José...

    Muito bom este post... É uma advertêcia valiosa; tomara eu que todas as pessoas o lessem.

    PARABÉNS pelo seu blog, é muito edificante. Já estou seguindo. Se quiser visitar o meu, e: www.oguardadeisrael.blogspot.com

    Estamos juntos, irmão... Levando a palavra do SENHOR.

    DEUS É CONOSCO!

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  2. Olá Irmãos, Observatório Teológico, Graça e paz da parte do Senhor Jesus...

    Estou passando para conhecer o trabalho dos amados irmãos, e também, em busca de verdadeiros amigos da Palavra do Deus Vivo, e creio que encontrei.
    Já estou te seguindo, se assim também desejar, meu blog é um trabalho muito simples; mas com certeza, com os comentários dos irmãos, eu irei crescer muito, para glória de Deus.

    Deus abençoe sua vida e o seu ministério...

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  3. Obrigado irmão Aldo, de fato quisera eu também que todos lessem. Mas se o irmão gostou e indicar este modesto espaço a outros irmãos internautas, ficarei gratificado, quanto ao seu blog, irei acessá-lo em seguida. Deus abençoe sua vida, fique na Paz do Senhor!

    Cicero Ramos

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  4. Muito obrigado por suas palavras, tenha em mim um amigo, meu irmão, é uma alegria para mim ter cristãos como o senhor, interessado em crescer na graça e conhecimento de Jesus Cristo, estarei visitando seu blog, que Deus abençoe-o ricamente.

    Cicero Ramos

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  5. infelizmente por leituras preconceituosas e semconhecimento cientifico divulgam se posts como este seu, bem como freud não é com uma leitura simplista cheia de barreiras reigiosas que conseguira compreender jung, autor sim de uma belissima teoria do inconsciente, baseada em religioes e na psicologia oriental jung convida nós a olhar para dentro de nós para nossos medos...coisa que muitos que se dizem "cristãos" não fazem. Deus o abençõe

    Alexandre

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  6. Reconheço alguns insights interessantes de Jung bem como de Freud, porém somente a Bíblia tem a visão correta sobre nós seres humanos. Isto porque, ela é a perfeita revelação do Deus vivo. Jung baseava sua psicologia nas ideias religiosas orientais, que negam a pessoalidade de Deus, além de acreditarem na reencarnação. Além de se servir amplamente de práticas ocultistas. Discordo quando disse que meu texto seja preconceituoso. Obrigado por comentar.

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  7. Você ao menos entendeu alguma obra que leu de Jung?

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  8. Meu amigo não misture alhos com bugalhos.
    Religião é religião, psicologia é psicologia
    Estude Jung, pelo que vi, você leu Jung por outros autores( e não o próprio).
    Lembre-se: a Bíblia é um livro sagrado para os Cristãos. E Deus não tem ego. Então você crê que o resto da humanidade que não é cristã vai para o inferno? Que Deus é esse? Estude mais Jung e estude melhor a Bíblia para entender que é um livro com metáforas maravilhosas e de conduta moral.
    Conselho: Faça uma faculdade de filosofia, para acabar com sua miopia religiosa.
    Ah, claro o mundo foi povoado por Adão e Eva!
    Jesus foi recebido por 3 Reis Magos quando nasceu. Magos são praticantes de Magia e no relato bíblico na volta os Reis for salvos da morte por Deus!
    Abraços

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  9. JUNG ERA COLEGA DE FREUD E NÃO DICIPULO<><>

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