domingo, 23 de dezembro de 2012

CRISTO - e nada ou ninguém mais - é o Único SENHOR e SALVADOR !!!

A Palavra de Deus em Atos 4.10-12 nos mostra o testemunho do apóstolo Pedro diante dos anciãos, das autoridades e do sumo sacerdote acerca de um homem que fora curado sendo este aleijado desde seu nascimento. Quando indagado juntamente com João com que poder ou em nome de quem operaram aquele milagre (v.5), Pedro assim respondeu: "Saibam os senhores e todo o povo de Israel que por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem está aí curado diante dos senhores. Este Jesus é a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular. Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (Nova Versão Internacional).   

A fé cristã é exclusivista. Isto é, em hipótese alguma admite que o homem poderá ser salvo de seus pecados e ter comunhão com Deus, à parte de Jesus Cristo. Não se admite algo agregado a isso. Não se concebem caminhos alternativos. Atalhos são absolutamente desconsiderados quando o assunto é a salvação do ser humano. A salvação está centrada em uma Pessoa. Jesus Cristo é o Salvador. Seu próprio Nome JESUS  que é a forma grega do nome hebraico Josué, significa "o Senhor salva" ou "o Senhor é a salvação".

Dito isto, fico a pensar em quantos cristãos acreditam piamente em coisas agregadas ao fato de que Jesus Cristo é o nosso Único e exclusivo Salvador. Falo dos crentes que acham que ALÉM de Jesus DEVERÃO TAMBÉM guardar ciosamente as ordenanças peculiares de sua igreja ou denominação, julgando com isso estarem obedecendo melhor a Deus, ou pior ainda, GARANTINDO SUA SALVAÇÃO PELA GUARDA DE MANDAMENTOS DENOMINACIONAIS OU MANDAMENTOS HUMANOS.

São muitos no Brasil evangélico de hoje que fazem isso. O crente é membro de uma igreja X onde, apesar de se pregar a Cristo como Salvador único, contraditoriamente lhes é ensinado que deverá guardar determinadas coisas para "agradar realmente a Deus" ou, ensinam de forma direta que obedecendo ao que o pastor ou líder diz, estará assim o crente garantindo realmente sua salvação.

Isto é heresia. Anote: O DISCÍPULO DE CRISTO NÃO TEM OBRIGAÇÃO ALGUMA DE SEGUIR MANDAMENTOS DE HOMENS (Is 29.13; Mt 15.1-9; Mc 7.6-13). Jesus questiona os fariseus porque de forma extremamente zelosa guardavam a "tradição dos anciãos" e ao mesmo tempo anulavam os mandamentos de Deus por causa da obediência à tradição. É exatamente isso que acontece em muitas igrejas hoje. Aos crentes é ensinada a guarda de inúmeras regras que base nenhuma possuem na Palavra de Deus e ao fazer isto, inconscientemente o cristão pensa estar em conformidade com o que Deus revelou na Bíblia. Mas estas regras humanas se constituem em prisões porque a liberdade do filho de Deus é violada porque sua consciência ao invés de ficar atrelada ao que diz o TEXTO BÍBLICO fica demasiadamente apegada aos ensinos humanos.

O apóstolo Paulo ensinou em Colossenses 2.20-23 que o cristão morreu com Cristo para os rudimentos do mundo, isto é, os princípios elementares deste mundo, ou ainda, o crente ao morrer com Cristo, FOI LIBERTO DE SEGUIR AS IDEIAS DO MUNDO SOBRE A MANEIRA DE SER SALVO - ou seja, fazendo o bem ou obedecendo a diversos preceitos humanos. Esta passagem ensina que o crente não deve se sujeitar a ordenanças humanas. Que descentralizam a Cristo e colocam práticas e ideias outras como devendo ser observadas se o crente quiser chegar ao céu. E Paulo diz categoricamente que essas regras humanas até possuem alguma aparência de sabedoria, ou seja, de serem uma coisa boa. Na verdade, essas regras levam o cristão a uma prática de fé hipócrita, a uma falsa humildade e uma disciplina para o corpo, porém, elas não tem valor algum para frear os maus desejos e pensamentos do crente em Jesus. E também não garantem a salvação de ninguém, posto que nada mais são do que isto: PRECEITOS E ENSINAMENTOS DOS HOMENS!

CRISTO e somente Ele, é o SALVADOR, Ele é a nossa SALVAÇÃO. Foi Ele quem morreu pelos nossos pecados. Foi através Dele, de Sua morte na cruz que alcançamos a reconciliação com Deus (Rm 5.10,11) e fomos justificados (Rm 5.1). E assim, estaremos submissos a Ele no tocante a tudo que se refere à esta nossa nova vida que desfrutamos. Ele é o nosso Senhor. A obediência é devida a Ele. Como então não devo parar para pensar se estou somente obedecendo a Ele, mediante o que está registrado nas Escrituras, ou se em verdade sou somente um religioso cristão que obedeço a um sistema de igreja que castra minha liberdade que tenho em Cristo e me diz que para ser salvo tenho que me submeter aos ensinamentos da denominação a qual pertenço?

Um crente, seja qual denominação pertença, pode sinceramente permanecer em sua igreja mas precisa ter uma postura de sabedoria. Ou seja, SUA MENTALIDADE TÊM DE ESTAR ATRELADA SOMENTE À PALAVRA DE DEUS. Para isso, ele, o crente, precisa ler muito sua Bíblia. Precisa orar com base no que está escrito na Bíblia. Se ele fizer assim com diligência, terá a capacidade de discernir a vontade de Deus e entender que NEM TUDO O QUE SUA DENOMINAÇÃO APREGOA ESTÁ EM CONFORMIDADE COM O QUE A BÍBLIA DIZ. E nem precisa dizer que a Bíblia de fato é a nossa única regra de fé e de prática.

E é lamentável constatar o grande número de cristãos (não só em nosso país) que acham que pertencer, ser membro de sua particular igreja ou denominação, para eles é sinônimo de estar salvo. ISTO É HERESIA. A Bíblia deixa bem clara a posição singular de Jesus Cristo conforme o texto de Atos 4.12 e também leiamos o que o próprio Jesus disse em João 14.6: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." E também em 5.24 do mesmo Evangelho: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." Paulo disse também: "Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1Tm 2.5). 

Diante disso, do fato da singularidade de Jesus Cristo, é igualmente condenável qualquer outra concepção de fé que, além de Cristo Jesus, admita que outro possa compartilhar com Ele os méritos para nossa salvação. Buda, Maomé, Allan Kardec, Krishna, os orixás da Umbanda, os santos da igreja católica romana, enfim, quaisquer outros "deuses", "santos" ou fundadores de religiões, ou ainda, doutrinas quaisquer que sejam, nada mais são do que falsidades humanas, tentativas vãs de alcançar a salvação por méritos próprios ou atribuindo a si algum poder. Todos igualmente falsos, diabólicos e condenáveis. O ecumenismo religioso tenta juntar tudo em só pacote apregoando a falsa ideia de que todos os caminhos ou todas as religiões levam a Deus igualmente ou creem no universalismo, a doutrina que diz que, ao final. Deus é tão bom que a todos salvará sem fazer distinções.   

Por isso ratificamos conforme o título deste post: CRISTO - e nada ou ninguém mais - é o Único  SENHOR e SALVADOR !!!  A exclusividade da salvação por meio da fé em Cristo é o cerne do Evangelho. O verdadeiro Evangelho contém a mensagem do Único e Verdadeiro Salvador. O apóstolo Paulo resumiu de forma magistral a mensagem salvífica: "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1Co 15.3,4). 

Sendo assim, conservemos o testemunho das Escrituras. Conservemos as palavras verdadeiras da Bíblia Sagrada. Desprezemos doutrinas humanas sem valor. Como você, crente em Jesus, pode verificar de si mesmo se estás realmente obedecendo ao que está revelado nas Escrituras ou obedeces a mandamentos humanos que dão a entender que, se não guardá-los, não estarás salvo? Veja que Jesus em tudo procurou agradar ao Pai (Jo 8.29) e fazer o que Ele Lhe mandava. Sendo assim, o Senhor Jesus nos ensinou que conheceríamos a vontade de Deus se desejássemos de fato fazer a vontade Dele. E o crente saberia se a doutrina, a palavra, o ensino, era realmente proveniente de Deus (Jo 7.16,17). Note que no verso 18, Jesus disse algo contundente para todos aqueles que falavam ou ensinavam de si mesmos, ou seja, não estavam ensinando a verdadeira Palavra de Deus: "Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória, mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça."  E assim era o procedimento do próprio Filho de Deus, Jesus, que procurou, como Enviado de Deus Pai, fazer unicamente a vontade dAquele que lhe enviara.

Você tem, meu amado irmão ou irmã em Cristo, o Espírito Santo  habitando em seu interior (1Jo 2.20,27). Essa unção, o próprio Espírito Santo, realmente te ensina sobre todas as coisas. No verso 26, o apóstolo João diz que escrevia estas coisas acerca dos que eram enganadores, ou seja, é possível estarmos em uma igreja e estarmos sinceramente enganados acerca da fé cristã que praticamos. Urge que, mediante o que está escrito na Bíblia e com a preciosa ajuda do Espírito de Deus, tenhamos o devido discernimento.

Em tempo: Sua Bíblia deve ser constantemente lida e estudada. Somente assim confirmará o Santo Espírito que em ti habita, todas as verdades das doutrinas verdadeiramente bíblicas e, principalmente, na verdade única de que Jesus Cristo é o nosso Único e suficiente Salvador, ou seja, nada mais deveremos acrescentar a isto.

Cabem aqui estas palavras do apóstolo Pedro: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém" (2Pe 3.18).

A todos, quer sejam discípulos de Cristo ou não: Pensem em tudo isso. Deus vos abençoe!  


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A Palavra de Deus e a crescente violência em São Paulo

Não sou habitante da maior cidade do país, mas certamente preocupa-me e muito a situação de violência,  homicídios e de muita tensão para a população por conta da série de assassinatos que ocorrem todos os dias de forma absolutamente covarde e assustadora.

Todos os dias a mídia contabiliza o número de mortos e feridos em ataques em todas as regiões da cidade de São Paulo, geralmente realizados à noite por pessoas a bordo de uma motocicleta ou em veículos. E o que causa espécie é que muitas das vítimas não tinham antecedentes criminais. Ou seja, estão matando pessoas a esmo, basta que alguém esteja em um bar conversando com amigos, caminhando pela calçada ou na porta de sua casa, corre o risco de ser sumariamente executado.

É claro que assassinatos sempre ocorreram nesta grande metrópole. Desde 2008, a taxa de 10,8 mortes por grupo de 100 mil pessoas havia se estabilizado, mas do mês passado para cá a taxa de homicídios dobrou na cidade de São Paulo, subindo a quase 40% no Estado. Para se ter uma ideia de como isto é uma triste realidade, em outubro do ano passado para cá houve um aumento de 114%, um salto de 82 para 176 mortos na comparação com 2011.

Esta onda de mortes teve início com o assassinato de policiais, todavia hoje ela se generalizou. Estão matando qualquer um, basta que se esteja fatalmente na hora e lugar onde os "comandos da morte" passarem em qualquer bairro da capital paulista.

Não cabe aqui discorrer sobre quem ou qual grupo estaria orquestrando tudo isso. É evidente que é algo planejado, existem mandatários para tudo isso que está acontecendo. Mas como nosso objetivo é analisar à luz das Escrituras o mundo em que vivemos, sabemos como cristãos, conhecedores da revelação bíblica que isto tudo denuncia o aumento da atividade demoníaca no mundo às vésperas do segundo advento de nosso Senhor Jesus Cristo.

O diabo sempre utilizou a violência para causar medo na sociedade. Desde Caim ao matar seu irmão Abel, a morte e a violência irromperam neste mundo de pecado e muitos tem caído, subjugados ante seu opressor. É do interesse de Satanás que aumente ainda mais a violência e a cultura de morte para que as pessoas ainda mais se odeiem, cometam violência e matem seus semelhantes, ou, que se suicidem pelo aumento da angústia e desespero por tal situação do cotidiano.

O diabo quer que os valores cristãos, o amor, a alegria, a paz, bondade, gentileza, solidariedade, o perdão, sejam lançados fora dos corações dos seres humanos e que este presente mundo seja cada vez mais parecido com a antesala do inferno. E é notório que muitos já vivem assim. O apóstolo Paulo disse acerca desses últimos dias: "Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes." (2Tm 3.1-5 - NVI).

Aqui é que percebemos a plena realidade do que a Bíblia declara. Junte-se a isto as declarações de Jesus quando disse que a iniquidade iria se multiplicar e em vista disto, o amor esfriaria (Mt 24.12). A presente época está testemunhando um aumento incrível da maldade em todos os aspectos.

E juntamente com isto, a genuína fé cristã seria cada vez mais desprezada, os valores e princípios divinos não seriam mais objeto de consideração e temor dos homens, mas iria prevalecer o ódio, insuflado pelo diabo que sempre trabalha em cima da natureza pecaminosa dos homens para alcançar seu maléficos objetivos.

O apóstolo João foi enfático em declarar de que o mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19). O que vemos hoje acontecendo de forma tão crescente na cidade de São Paulo (e ocorreu em grau menor em Santa Catarina, caracterizado muito mais com depredações de ônibus e ataques a postos policiais), faz parte do aumento da maldade anunciado para o fim dos tempos como declara a Palavra de Deus. O mistério da iniquidade está em plena operação (2 Ts 2.7) e o Anticristo se manifestará em meio a um mundo quase que totalmente entregue aos desígnios do Maligno e rejeitando tudo o que concerne ao Cristianismo bíblico.

Realmente, estes são dias maus (Ef 5.16). Devemos, como servos de Cristo, redobrar nossa prontidão em servir ao Senhor e interceder pelas vidas ausentes da presença de Deus, orar para que Deus quebre os grilhões demoníacos que prendem as vidas de tantos e que só vivem para roubar, assaltar, agredir e matar as pessoas. Orarmos pelas autoridades para que não deixem levar pelo ganho fácil, não se permitindo corromper e também, que não sejam violentos, mas que possam agir dentro dos estritos limites da lei.

À Igreja do Senhor cabe um papel de importância fundamental nestes dias, pois assim como João Batista foi a voz que clamava no deserto, anunciando a vinda do Filho de Deus (Jo 1.23), assim a Igreja hoje também estará proclamando no deserto moral e existencial deste mundo, a mensagem do Evangelho, convidando que o homem se arrependa de seus pecados e creia no Senhor Jesus e também como João Batista, anunciando a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo que subverterá todo este estado de coisas ao Seu absoluto senhorio. A Igreja deve viver de maneira santa e agradável ao Senhor, anunciando corajosamente os pecados da presente sociedade e como João Batista, deve estar disposta até mesmo ao martírio como corajosamente ele sofreu (Mt 14.1-11).

Que o Senhor guarde aos habitantes da cidade de São Paulo. Que a Sua misericórdia se estenda a todos. Que o Evangelho alcance a vida e os corações das pessoas tomadas de tanta sede de violência. Senhor meu Deus, guarde a todos em Teu precioso Nome.

Por favor, leia e pense sobre tudo isso...... 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Deus e Seu amor e outras certezas

A única certeza é o amor. Se Deus é amor, igualmente certa é a existência do Ser para além de todos os seres. O amor de Deus, essência de Sua Pessoa, rege a existência dos seres humanos, objetos de Seu amor, posto que demonstrado foi no Calvário com a morte e subsequente ressurreição de Jesus Cristo, Filho deste Deus de amor. A minha e a sua existência estão permeadas nesse amor e esta é uma absoluta certeza. A certeza de que, por nos amar, enviou o Senhor Deus por nós a Seu próprio Filho para livrar-nos da morte eterna e da eterna alienação de Sua Pessoa. E era absolutamente certo de que estávamos condenados ao eterno banimento da face de Deus. 

Tão certo é isto que o Senhor Jesus Cristo contou a história de um homem rico e de um homem pobre, Lázaro, o qual, por temer a Deus, ao adentrar à eternidade, imediatamente encontra-se em estado de inigualável felicidade, diametralmente o oposto ao que vivia em sua existência terrena. Enquanto isso, o homem rico, que em vida vivia em egoístico e regalado glamour, vai para um lugar ignífero, medonho, dantesco, chamejante. Fora da presença de Deus. Eternas almas, eternos destinos, certezas clarividentes. 

Mas para muito além dessas certezas contadas por ninguém menos que o próprio Senhor Jesus, está a certeza de que o amor de Deus é absoluto e não ficou contido ao contemplar a queda da criatura formada à Sua imagem e semelhança. Por ser a única certeza o amor eterno de Deus, exatamente movido por este inexplicável amor, buscou o Senhor e Criador as suas criaturas, homem e mulher, no jardim, lhes providenciou roupas, pois sua inocência original, por causa do pecado, fora aviltada e lhes prometeu um futuro Redentor. Tudo isto por causa da certeza de seu magnífico amor.

Em um mundo onde os absolutos de Deus conforme exarados em Sua Eterna Palavra são a cada dia desafiados, e homens céticos tolamente menosprezam os mandamentos divinos, temos a certeza da preservação do amoroso coração divino em continuar a buscar suas criaturas através da mensagem reconciliadora do Evangelho. Temos a certeza de que os absolutos mandamentos do Senhor se constituem em guia seguro e confiável para uma vida de plena felicidade e agradavelmente dedicada ao Pai. Temos a mais tranquilizadora certeza de que o Seu amor nos alcançou em Jesus Cristo e também de que o Seu Santo Espírito mora em nossos corações, faz de nossos corpos o Seu templo e além de termos sido justificados, regenerados, santificados e adotados em Sua família, somos glorificados por causa da certeza de Sua eterna habitação em nós através do mesmo e bendito Espírito Santo. 

Todas essas certezas culminam na bendita esperança de que um dia estaremos para sempre na presença de nosso Senhor Jesus, no dia glorioso de Sua segunda vinda, Sua Palavra nos dá a mais absoluta certeza disso e de que reunidos seremos com Ele entre nuvens, além da certeza de nossos corpos serem transformados em imortais e incorruptos para todo o sempre. 

Temos também a certeza da certa e justa retribuição para todos que mantiveram suas vidas fora da cobertura do amor de Deus, que rejeitaram aquilo que era certo e verdadeiro, ou seja, a mensagem da redenção, a mensagem da cruz, a mensagem do Evangelho, e escolheram a incerteza dos humanismos sem fundamento seguro, das ideologias enganosas gestadas nas mentes pecaminosas e não-regeneradas pelo Evangelho de Cristo. É igualmente e absolutamente certo o dia em que todos estes serão julgados por Aquele que é o Ser por excelência e que é a Verdade em pessoa. 

Incomparáveis riquezas e gozo sem igual aguardam a todos que se apegam às certezas que o Pai em Seu amor nos comunicou em Sua eterna Palavra. Ainda há tempo, e isto é outra certeza, para abandonarmos nossos maus caminhos e nos convertermos Àquele que certamente nos ama e que com toda certeza nos guardará até aquele grande dia em que vem nos buscar.

Reflita nessas certezas. Creia nelas. Não mais valorize o ceticismo e a incredulidade. Deus é fiel e absolutamente verdadeiro em tudo que revelou na Bíblia Sagrada. Não se deixe levar pelo engano e a incredulidade de um mundo que não mais aceita os absolutos divinos, humilhe-se perante Deus, deixe Ele transformar e renovar sua mente hoje mesmo, para que estas certezas façam parte inseparável de seu ser. Abra seu coração com fé para a verdade absoluta do amor de Deus demonstrada na mensagem  salvadora do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Pense nisso.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Porque a vida cristã não consiste em só buscar vitória.......

Tenho constatado desde sempre o afã incrível que muitos amados irmãos em Cristo possuem de obter vitórias em seu viver diário. É natural que todos nós que servimos ao Senhor, que após o novo nascimento, passamos através da iluminação do Espírito Santo a compreender as trevas espirituais que nos acossavam e que agora se tornaram evidentes, queiramos viver uma vitoriosa vida de fé.

Porém, vejo uma falha primordial em todos nós neste aspecto que consiste em viver numa contínua petição ao Senhor por bençãos e vitórias, tirando assim o foco principal em sua vida que seria em conhecer ao Senhor e Sua vontade a cada dia.

O Senhor Jesus disse: "Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste" (Jo 17.3 NVI). Ora, se conhecer a Deus Pai e a Deus Filho significa ter vida eterna, quão grande benefício somos possuidores e quão grande labor isso consiste. O profeta Jeremias diz assim: "Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficiência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor" (Jr 9.23,24). Também fala o profeta Oséias: "Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra" (Os 6.3). 

O correto conhecimento de Deus, o entendimento de Seus gloriosos caminhos consiste na tarefa principal de nossa vida cristã. O Catecismo Maior de Westminster, das igrejas reformadas, em sua primeira pergunta diz: Qual é o fim supremo e principal do homem? E a resposta é: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre. Não há outra maneira do homem glorificar a Deus se não for conhecendo-O como dEle consta nas Escrituras do Antigo e Novo Testamento. E isto vai, por consequência natural, gerar no ser humano a alegria verdadeira em face desse essencial conhecimento da Pessoa divina.

Conhecer ao Senhor proporciona o alicerce, a base, o fundamento seguro para edificação de nossa vida. Isto demanda tempo, sim, o tempo de toda nossa vida aqui. E é, terrenamente falando, um processo interminável. Algo que não lograremos terminar nesta existência. Até mesmo na eternidade continuaremos conhecendo Aquele que nos criou e nos redimiu, é que diz Paulo em Efésios 2.7: "Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus."

É aviltante e mesmo muito decepcionante o cultivo de uma vida cristã que não tem como pólo enfático o conhecimento da Pessoa bendita do Senhor. O Deus Trino anseia por ser conhecido. Deseja que Seus filhos o busquem a cada dia para continuarem a crescer no conhecimento de Sua Pessoa. Fundamental para isso é entender que está é a grande razão de Deus ter outorgado ao Seu povo as Sagradas Escrituras. Somente através da Bíblia vamos conhecer ao Senhor, Seu caráter, Seus atributos, Seus feitos, Sua obra redentora em prol da humanidade rebelada contra Si.

Infelizmente, muitas igrejas e pastores dão uma ênfase indevida à busca de vitórias, ênfase essa que nada mais é do que um pernicioso triunfalismo. O cristão triunfalista é aquele que é possuído de um espírito exagerado de otimismo e que entende a vida em Jesus como que isenta totalmente de contratempos, revezes, adiamentos e derrotas. Por ocuparem quase o seu tempo inteiro somente em promover e angariar vitórias, onde todo seu discurso, pregação e ensino consiste em enfatizar uma vida de sucessos constantes, deixam assim de buscar a Deus como Ele desejaria que fosse a fim de melhor conhece-Lo e pudessem compreender que também Ele usa os contratempos, revezes, adiamentos e derrotas para nos moldar.

Mas para entender isto, é necessário conhecer ao Senhor. É preciso aprofundamento na leitura bíblica, juntamente com uma vida de oração. Para que nas contingências cotidianas, estejamos ancorados no conhecimento da Pessoa do Senhor, plenamente confiantes nEle e deixando de lado uma ótica de vida cristã triunfalista que é também ególatra, porque se só desejo vitórias, estou então somente querendo satisfazer meu ego, minha vontade, meus desejos. Conhecer a Deus é fundamental, porque Sua vontade é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2) e nossa maior vitória está justamente em conhecer a Sua vontade.

É preciso deixar fora de nossa prática de vida cristã este triunfalismo, este otimismo exacerbado. O apóstolo Paulo, conquanto fosse um homem alegre, satisfeito em servir a Deus, recomendando que todo crente se alegrasse no Senhor (Fp 4.4), não era triunfalista, não vivia apregoando "só vitória", muito embora tivesse dito de que em Jesus Cristo, somos mais do que vencedores (Rm 8.37). Ele relatou o quanto sofreu pela causa do Evangelho, por ser um persistente pregador do Reino de Deus (2Co 11.24-33). Paulo demonstrou um notável equilíbrio, exatamente porque procurou conhecer o Senhor (Fp 3.10).

Não conhecer a Deus é a causa da corrupção universal do gênero humano (Rm 1.28). Também por não conhecer a Deus, por rejeitar a obediência à Sua Palavra, a nação de Israel caiu e foi dispersa (Is 1.3; Lc 19.42,43). A grande razão pela qual nos foi outorgada a Palavra de Deus escrita é para que O conheçamos (2Tm 3.15-17). Apesar disso, crentes há que somente consideram conhecer o Senhor através das experiências de cada dia. Outros acham que conhecer ao Senhor consiste em ser obediente às ordenanças de sua igreja. Obedecer às normas de sua denominação para muitos equivale à obedecer ao Senhor e, mais ainda, isso significa na mente desses que conhecem realmente ao Deus que dizem servir.

Ler as Escrituras com zelo, com constância, com entendimento. Persistir nisso a cada dia. Procurar, com a ajuda do Espírito Santo, o entendimento do texto bíblico. Procurar também, pela instrumentalidade dos servos que Deus capacitou para ensinar a Seu povo, aprender cada vez mais. Fazendo assim, todo crente vai conhecer ao Senhor de maneira crescente e seu caráter consequentemente estará sendo transformado dia-a-dia. Paulo disse que devemos ser transformados exatamente pela renovação de nosso entendimento (Rm 12.2) e isto acontecerá como natural consequência em persistir no conhecimento de Deus oriundo de Sua Palavra escrita, a Bíblia Sagrada.

Querer as bençãos (as vitórias) somente, e não querer conhecer Aquele que dá a vitória, é um contrasenso.

Estar em Cristo já é, em si, uma grande vitória. Portanto, prossiga em crescer no conhecimento de seu Redentor, o Senhor Jesus Cristo, é o que diz o apóstolo Pedro: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém" (2Pe 3.18).

Meu irmão e amigo, conheça o Senhor, conheça de fato o Deus descrito nas Escrituras porque isto sim já será vitória suficiente para sua vida. 

Pense nisso.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Igreja deve ser missionária aqui e além.....

Tenho observado o panorama atual da Igreja evangélica no Brasil e vejo que no tocante à fazer missões, ainda existem pastores e líderes equivocados no que tange à simultaneidade de Atos 1.8. O texto diz: "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra." O TANTO e o COMO definem por si só como a Igreja deve agir no tocante à missões.

A preocupação de muitas igrejas e ministérios com o crescimento, com o ganho de almas em sua própria localidade é louvável. Desejamos que muitas igrejas tenham uma visão evangelística mais profunda e mais abrangente, sempre sob o poder do Espírito Santo conforme o texto de Atos. Mas é errada a visão do pastor que acha que a sua igreja deve primeiro conquistar seu bairro ou sua cidade para Cristo para daí então, pensar em missões em seu estado, outras regiões de seu país ou missões transculturais. Porque falo isso? Simplesmente porque, o livro por excelência no NT sobre missões que é o livro de Atos dos Apóstolos, deixa clara a postura das igrejas locais, ou seja, elas devem ter uma visão abrangente em alcançar os perdidos e isso vai para além de sua própria localidade.

Em Atos 13, vemos a igreja do Senhor que servia em Antioquia e que notavelmente, sob a orientação do Espírito Santo, entendeu pelo Espírito Santo de que não poderia permanecer restrita à sua própria cidade e debaixo de oração e jejum, ouviram a voz do Espírito Santo, separaram a Barnabé e a Paulo, consagraram-nos para o trabalho e os enviaram. A igreja em Antioquia continuou seu trabalho local. Era uma igreja notável, com muitos mestres e profetas e certamente o povo dessa congregação estava bem sustentado e bem orientado por sua liderança. Mas eles não foram insensíveis ao Espírito de Deus que lhes falava certamente sobre os povos a serem alcançados em outros lugares do Império Romano. E por fim enviaram dois de seus melhores homens, Paulo e Barnabé.

Vejo o afã de muitas denominações em construir grandes templos em várias cidades brasileiras. Se tenho alguma coisa contra? Não, desde que da mesma maneira, essa igreja ou denominação tenha a mesma disposição, recursos e principalmente a visão de alcançar outros povos em outros lugares deste Brasil e também do mundo. O exemplo da igreja em Antioquia não nos deixa em dúvidas quanto a isso. 

Era de fato uma igreja que nascera sob o signo da excelência. No capítulo 11 de Atos, lemos que os que foram dispersos pela perseguição por causa de Estevão, chegaram a outros lugares dentre eles, Antioquia. Muitas pessoas vieram a se converter naquela cidade e uma igreja surgiu ali, vigorosa e cheia de crentes entusiastas em fazer a obra de Cristo. A igreja em Jerusalém soube da fama da igreja de Antioquia e para lá enviou a Barnabé, que viu como era cheia de graça a novel igreja e através de seu ministério ali, mais pessoas uniram-se ao Senhor (At 11.20-24). Em seguida, vai à procura de Paulo e o conduz a Antioquia e juntos dedicam-se à tarefa de ensinar e ensinaram a muitos, e tal foi a dinâmica daquela congregação perante os habitantes da cidade que ali pela primeira vez um grupo de discípulos de Jesus são chamados de cristãos (11.25,26).

E foi dessa igreja, pujante, alegre, cheia de vida e vida no Espírito, que enfatizava o ensino bíblico tendo em si muitos mestres, que foram separados e enviados os primeiros missionários transculturais da história eclesiástica.

Não deveríamos hoje menosprezar o que podemos aprender com a igreja de Antioquia. Apesar de ser uma igreja que anunciava o Evangelho com sucesso em sua própria localidade, ela não se limitou a seus próprios horizontes. Foi sensível à clara orientação do Espírito Santo e enviou dois de seus melhores obreiros que foram bem sucedidos. A igreja continuou seu trabalho com eficácia e no capítulo 15 vemos que, após participarem do primeiro concílio cristão da história, onde tiveram a oportunidade de contar como os gentios se converteram através do trabalho missionário que levaram a termo, Paulo e Barnabé voltam para Antioquia levando as resoluções do concílio acerca da questão das imposições que alguns cristãos judaizantes queriam fazer sobre os crentes gentios. E eles continuaram a pregar e a ensinar juntamente com muitos outros, a Palavra de Deus (At 15.35).

Creio firmemente que a igreja de hoje deve espelhar-se no ensino de Atos dos Apóstolos para cumprir com relevância sua missão no mundo. Veja que não estou defendendo fazer missões e deixar a igreja local sem o devido cuidado e, mais ainda, não estou defendendo a tese de vivermos placidamente em nossa "Jerusalém" e absolutamente nada fazermos pela nossa "Judéia", "Samaria", e os confins da terra. Longe disso. É preciso que entendamos de uma vez para sempre que a simultaneidade na missão da igreja é a vontade de Deus para ela, é preciso confiar no poder do Senhor em levantar seus escolhidos para o campo bem como os recursos necessários para que eles possam ir conforme a orientação do Espírito Santo, assim como aconteceu na igreja de Antioquia.

Podem as igrejas de hoje erigir seus grandes templos, desde que façam aquilo que claramente está orientado por Deus em Sua Palavra. Perde aquela igreja local em sua relutância em crer na íntegra no que diz o texto bíblico. Ganha aquela igreja local que obedece e crê na orientação bíblica e aplica-se em fazer a obra do Senhor conforme Sua direção.

A igreja é testemunha tanto perto como longe de seu local de origem. Ela deve tentar alcançar todos os povos, línguas, tribos e nações com a mensagem salvífica. Diante do trono do Senhor comparecerão pessoas de todas as etnias, todos os idiomas, todos os lugares (Ap 5.9;7.9). Qual a contribuição que sua igreja local dará para a consecução desse grande acontecimento? 

Não posso tolerar a ideia de uma igreja que não tem consciência missionária, ou se a possui, essa seja distorcida por um errôneo entendimento bíblico.

Minha oração é que o Espírito Santo guie as igrejas locais ao encontro de Sua vontade conforme está bem exarada em Sua Palavra.

Pense nisso.    
















sábado, 21 de julho de 2012

Deus deseja que você use sua mente......

Quero congratular-me com todo o crente em Jesus Cristo que faz uso correto de sua mente e com integridade de atitude, não aceita o que ouve ou o que vê sem um exame criterioso, tendo a Bíblia como a base de seu julgamento.

Desejo citar somente duas passagens bíblicas que tão claramente podem nos orientar nesse aspecto. A primeira passagem está em Atos 17.11: "Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim." O verso 10 informa que "estes" referidos no verso 11, eram os judeus de Beréia, a qual Lucas, o autor do  livro de Atos, adjetivou de "nobres", no grego εὐγενέστεροι eugenesteroi  porque esses judeus da sinagoga de Beréia eram possuidores de um espírito nobre, elevado, no sentido de que permaneceram "examinando" (gr. ἀνακρίνοντες - anakrinontes) a Torá (as Escrituras do AT) de forma contínua, enquanto Paulo lhes expunha o Evangelho. Este verbo grego indica uma ação continuada ou repetida e assim fizeram, conferindo a palavra que ouviam com a Palavra de Deus que tinham em suas mãos. E como resultado disso, no v. 12 lemos que muitos dentre eles converteram-se a Cristo.

A outra passagem está em  1 Tessalonicenses 5.21:  "Examinai tudo. Retende o bem." O original grego também nos ajudará aqui, "examinai" é um  verbo que está no presente do imperativo, δοκιμάζετε dokimazete. Aqui Paulo demonstra através do verbo grego que todos os cristãos devem por à prova as profecias, conforme o verso 20, mas por extensão, também tudo o que ouve ou vê. O verbo "retende" é κατέχετε katechete estando também no presente na forma imperativa e significa conservar no coração ou na mente, retendo e guardando a informação, aquilo que for bom, no caso, a boa doutrina, a verdadeira Palavra de Deus.

Meus amados, informo-vos tudo isso, a fim de que tenhamos a mesma nobreza dos judeus de Beréia, examinando muito bem tudo o que ouvimos ou vemos tendo sempre como base as Escrituras. Jamais o Senhor Deus tornará desprezível o uso de nossas faculdades mentais. Prestamos ao Senhor um culto racional (Rm 12.1) um culto com nossas mentes, um culto inteligente, e por isso, todo uso indevido da mente ou sua inutilização é algo medíocre, desprezível e francamente contrário aos propósitos divinos para o homem.

Não é possível haver igrejas, pastores e crentes que ignorem isso. Que desconsideram a busca do verdadeiro significado de uma passagem bíblica. Do exame individual das Escrituras com a necessária argúcia. Esta palavra significa finura na observação, agudeza de raciocínio. Muitos se satisfazem com pregações e ensinos que são extremamente superficiais, e, pior ainda, heréticos em muitos aspectos e não se dão ao trabalho de estudar, de examinar, o que ouviram do púlpito, ou em uma sala de aula. Até mesmo canções ditas cristãs e evangélicas podem conter elementos que destoam da doutrina bíblica e que o povo de Deus canta e até pula e se alegra, mas que não passa disso, melodia para mexer as emoções somente e nada tem a dizer de verdade à mente do cristão que lhe proporcione edificação ou genuína adoração ao Senhor.

Sou defensor da amplitude do ensino bíblico na Igreja. Para todas as faixas etárias. Para mim, a comunidade do povo de Deus é uma comunidade de aprendizado constante. O manual de ensino, a Bíblia Sagrada em sua monumental biblioteca de 66 livros, tem tudo o que é necessário para conhecermos a revelação divina em sua plenitude. Mas igrejas e pastores há que não se incomodam de permanecer na superficialidade de seus ensinos, em alguns casos pseudo-ensinos cristãos. Não se questiona aqui a sinceridade com que servem a Deus mas sim a forma como o vivenciam no sentido de não crescerem no conhecimento das coisas divinas e assim ensinarem aos seus irmãos.

O apóstolo Pedro diz: "Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude, pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência, há no mundo, e vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude; e à virtude, a ciência; e à ciência, a temperança; e à temperança, a paciência; e à paciência, a piedade" (2Pe 1.3-6), ou seja, ele ressalta o "conhecimento" no grego ἐπιγνώσεως epignōseōs que é o pleno conhecimento com referência ao que é conhecido nas páginas do NT sobre Deus, Cristo e as coisas divinas. Também chamo a atenção para o termo  γνῶσιν gnōsin "ciência" que refere-se ao conhecimento da fé cristã em geral e também a um conhecimento cristão melhor e mais aprofundado.

Desnecessário dizer que tanto o conhecimento como a ciência deverão estar acompanhados de todas as outras virtudes cristãs que Pedro menciona, isto por si só já seria objeto de um estudo aprofundado, verificando através de sadia exegese textual o significado de cada palavra em seus original grego.

Portanto, deixo aqui esta breve reflexão a todos que consideram que a Palavra de Deus é digna do melhor esforço de nossas mentes. Não desperdice mais este tesouro que Deus graciosamente lhe concedeu, sua capacidade de raciocinar. A revelação bíblica demanda que façamos o melhor uso que nós pudermos de nossas mentes. A inteligência humana é um dom maravilhoso que Deus nos outorgou.

Sejamos sábios portanto. Sejamos interessados em aprender mais. Estudemos com propriedade a Palavra do Senhor. Glorifiquemos ao Deus Trino porque somos semelhantes a Ele, exatamente por causa de nossa capacidade racional.

Que o Senhor então lhe conceda a mente de Cristo (1 Co 2.16). Não tenha mais uma mente medíocre. Seja um entusiasta no estudo de Sua Palavra. Use sua inteligência, creia, isto é desejo de Deus.

Pense sobre isso.........


sábado, 23 de junho de 2012

O meio ambiente em si mesmo, tem mais valor que as pessoas?


Jonas 4.9-11: "Então disse Deus a Jonas: Fazes bem que assim te ires por causa da aboboreira? E ele disse: Faço bem que me revolte até à morte. E disse o Senhor: Tiveste tu compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer, que numa noite nasceu, e numa noite pereceu. E não hei eu de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muito animais?" 

Gostaria de tecer algumas reflexões sobre o extremismo de alguns membros do movimento ambientalista internacional, que no afã de protegerem ao meio ambiente e seus recursos, chegam às raias de idolatrar a natureza e, mais grave que isso, de forma consciente ou não, acabam colocando esta como mais importante do que os seres humanos.

Quem são os ambientalistas? São aqueles que trabalham para resolver os problemas ambientais. Procuram soluções para a poluição do ar, da água, o esgotamento das reservas naturais e também se preocupam com o crescimento constante da população, porque este fator traz consigo o aumento do consumo e também uma maior exploração dos recursos existentes no planeta. Os problemas que temos hoje no tocante à dilapidação desses recursos e à poluição do meio ambiente, envolvem e atraem ativistas que empregam tempo (muitas vezes de forma integral) e talentos para esta causa. Mas a questão é que muitos dos assim chamados ambientalistas tem como fundamento ideológico de suas ações os ensinos pagãos que levam ao endeusamento da Terra e da natureza. 

A personificação do planeta Terra é denominada de teoria Gaia. Gaia era na antiguidade, a deusa da terra na mitologia grega e romana, ou seja, a Mãe-Terra (foto). Este termo na forma como é usado hoje pelos que adoram a natureza, tem a ver com uma cosmovisão oriental, panteísta, de que a terra seria uma deusa e portanto, passível de adoração. Vejam como este texto, extraído de uma publicação do Movimento da Nova Era, demonstra claramente o que estamos descrevendo aqui: “Uma necessidade interior chama claramente a nossa atenção neste momento do período evolutivo. O chamado é para servir o bem-estar do planeta vivo, Terra Gaia.....O chamado é para fazer parte de uma consciência holística na qual todos os povos, todas as formas de vida, todos os tipos de manifestação universal são vistos como aspectos interdependentes de uma verdade única”  (Barry McWaters, Conscious Evolution, Los Angeles: New Age Press, 1981). 

Vejo uma grande contradição naqueles que se consideram intelectualizados demais para crer na Bíblia como sendo a infalível e eterna Palavra de Deus, porém facilmente aceitam o mito da terra personificada e endeusada. E nisso, atribuem tanto valor à natureza, como as florestas, os rios, o ar, o solo, as geleiras no Ártico e na Antártida, que argumentam fortemente contra o aumento da população mundial porque poderia gerar um esgotamento dos recursos e o incremento da poluição no mundo inteiro. E já se ouve de alguns setores do movimento ambientalista (muitos deles envolvidos fortemente com o ocultismo) de que é necessária a redução drástica da população no mundo para que este não venha a ser destruído em face do que possa ocorrer diante deste fato, segundo eles, calamitoso para o planeta em todos os sentidos.

No que tange ao controle populacional, temos um exemplo de muitos anos com a experiência do governo chinês que instituiu, de forma obrigatória, a política do "filho único" para tentar frear a velocidade do aumento frenético de sua população. Também com o mesmo intuito, várias entidades nos demais países apoiam o aborto como outra solução para o "problema". O ramo mais extremista dos defensores do meio ambiente já começa a considerar que pessoas idosas, doentes ou incapacitadas por problemas físicos e mentais são menos importantes que a natureza e seus recursos. A depreciação com os seres humanos certamente aumentará na mesma medida em que aumenta a idolatria para com este planeta e suas riquezas naturais.

E o que isto tudo tem a ver com o profeta Jonas, conforme o texto bíblico que inicia esta reflexão? Comissionado por Deus para ir e pregar uma mensagem de arrependimento, recusou-se e procurou fugir para um lugar distante, porém o Senhor de forma drástica fez com que o Seu servo fosse e pregasse naquela grande cidade. Assim, 120 mil pessoas se arrependeram com a mensagem e Deus mudou Seu plano de aniquilar aquele povo por causa de seus muitos pecados. Mas o profeta ficou desgostoso com a misericórdia divina demonstrada para com os inimigos de seu povo e desejou a morte. Cansado, assenta-se fora da cidade sob uma cabana que construíra para ver o que realmente Deus faria à Nínive (talvez esperando que Deus finalmente castigasse os ninivitas). Então, o Todo-Poderoso faz com que uma planta, uma aboboreira, crescesse em uma noite de tal forma que proporcionasse uma bela sombra sobre onde Jonas se encontrava de tal forma que o indignado profeta muito se alegrou. Mas, no dia seguinte, Deus envia um verme que ataca a planta e esta vem a morrer. Sem a sombra protetora daquele vegetal, o calor aumenta sobremaneira e  ele chega a desmaiar. Quando acorda, novamente tem desejos de morte.

Deus interpela então seu rebelde profeta por causa do sentimento que alimentara por uma simples planta. O texto bíblico diz que ele sentira compaixão pela morte da mesma, compaixão esta que se transforma em ira por causa do calor que voltara a sentir. Aprendemos da passagem, que em verdade, o Senhor mostra a Jonas que ele sentira um sentimento que era ilícito, porque estava direcionado a um mero vegetal, enquanto que ao mesmo tempo, ele não demonstrara o mesmo sentimento pelas 120 mil pessoas que estavam ameaçadas de morrerem em face de seus pecados, e de fato morreriam, se Jonas não lhes fosse pregar o arrependimento como Deus Lhe ordenara.

Aqui estabeleço o ponto de contato. Os ambientalistas pagãos, rebeldes a Deus, que não aceitam um Deus pessoal, Deus este que é amoroso e que se preocupa com o bem estar de Sua criação, principalmente e acima de tudo com o homem, criado à Sua imagem e semelhança (Gn 1.26) menosprezam as pessoas, mesmo alegando que querem proteger a natureza e seus recursos para o melhor usufruto da raça humana. Isto porque querem se  basear nas premissas do paganismo. Na verdade, estão em choque duas cosmovisões: a cosmovisão teísta, ocidental e judaico-cristã e a cosmovisão panteísta/monista, oriental e hinduísta-budista.

E, orquestrando tudo isto está a velha serpente, Satanás, que deseja implementar uma cosmovisão que destrona Deus e Seus mandamentos, estabelecendo uma doutrinação nas mentes das pessoas, quer sejam governos, empresas, organizações não-governamentais e até mesmo as igrejas cristãs bem como a sociedade em geral para que seja considerada prioridade máxima a salvação do planeta Terra da destruição pela poluição, estabelecendo parâmetros de sustentabilidade, que obviamente contém muitas considerações úteis e válidas para o mundo e a sociedade humana, mas outras são francamente hostis à Deus e aos seres humanos que Ele criou.

Satanás tem ódio da raça humana e deseja dominá-la e destruí-la. O vindouro Anticristo trabalhará exatamente com este intuito destruidor porque ele terá o poder do dragão, ou seja, Satanás (Ap 13.4) para inflingir sofrimento e destruição neste combalido planeta. Mas tudo isto acontecerá porque os homens têm pecado contra o Senhor e este já determinou um período na história futura para fazer recair a Sua ira sobre todo aquele que hoje recusa a oferta graciosa do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

É tempo pois de a Igreja do Senhor, do povo de Deus em todo o mundo, discernir plenamente a mensagem do ambientalismo pagão a fim de não cooperar naquilo que for francamente contrário aos mandamentos do Senhor, que manda amarmos ao próximo (Mc 12.31) sem fazer distinção de pessoas (Tg 2.1-9). Também é necessário entendermos que os cristãos devem ser os primeiros a defender a natureza, porque o uso equilibrado dos recursos naturais é dever de todos, porque todos são beneficiários deles. Mas não fazemos isto por causa de alguma ideia humanista e pagã de que a Terra é viva, de que ela é a Mãe-Gaia devendo ser respeitada e adorada, mesmo que isso custe a vida de outros seres humanos.

Essa espiritualidade pagã é de inspiração diabólica. Mesmo quando alega amor aos seres humanos, porque não está fundamentada na verdade das Escrituras do AT e NT. Não reconhece a verdade suprema personificada em Jesus Cristo. Não reconhece o que a Bíblia ensina sobre o homem. E não aceita o ensino bíblico acerca da criação.

Que possamos com a ajuda de Deus entender biblicamente os tempos que estamos vivendo. 

Pense nisso. 

domingo, 10 de junho de 2012

Por um legítimo pastor de almas, por um legítimo homem de Deus

Pastor de almas. Acaso existe função mais nobre do que essa? Pode ser até que outras funções tenham igual nobreza. Mas a legítima função pastoral está um degrau acima das outras porque ela se refere ao cuidado com vidas que deverão herdar a vida eterna prometida por Jesus Cristo (Jo 5.24; 6.47; 6.54; 10.28).

Diante disso, há que se refletir acuradamente com base na Bíblia, sobre a excelência do ser pastor. Não é um ofício fácil. Não se espera que o pastor desfrute de comodidades enquanto suas ovelhas padecem por falta de alimento espiritual, a Palavra de Deus. Não é aceitável um pastor contaminado pelo vírus da avareza e do orgulho. Também não se aceita um pastor que tenha perfil de empresário, fazendo somente a gestão da igreja ou dos "negócios" eclesiais enquanto deixa de lado aquilo para o qual foi chamado conforme Atos 6.4: "Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra." 

Ser pastor é um dom de Deus (Ef 4.11; 2Tm 1.6). É lícito desejar, aspirar ao ministério pastoral, porque é obra excelente (1Tm 3.1), desde que o candidato tenha os indispensáveis requisitos (1Tm 3.2-7; Tt 1.5-9). É uma  vocação espiritual (1Tm 4.14). O pastor, o verdadeiro pastor chamado por Deus, demonstra várias outras qualidades no exercício de seu ministério tais como: Fidelidade e diligência (1Co 4.1,2; 1Tm 4.6-16); zelo na pregação da verdade bíblica (2Tm 4.1-5); humildade (1Pe 5.1).

Tanto as epístolas de 1 e 2 Timóteo e Tito como também 1 e 2 Tessalonicenses denotam muito bem sobre o que o pastor deve ser e fazer. Em 1Ts 2.1-6, Paulo descreve a natureza da liderança pastoral. Ele usa as figuras da mãe (1Ts 2.7,8), do trabalhador (2.9), do membro de uma família (2.10) e do pai (2.11,12).

Certamente a influência do secularismo se faz muito forte na igreja hodierna. E isto naturalmente afetou a essência do ministério pastoral. Muitos pastores hoje, em praticamente qualquer nação do mundo, não exercem seu ministério (se é que muitos efetivamente possuem tal dom) como a Bíblia ordena de forma clara e iniludível.

Tomemos o exemplo da visitação pastoral. Está quase que totalmente raro, salvo honrosas exceções, encontrar um pastor que dedique-se a visitar suas ovelhas. Muitos estabeleceram que, se o crente vai aos cultos e ouve a pregação da Palavra, é o que basta. Esse pastor tem em conta de que essa ovelha já está devidamente alimentada e pastoreada. Mas a Bíblia claramente ensina: "Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos."  A Nova Versão Internacional (NVI) verte esta passagem assim: "Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos." Entendo este versículo como uma recomendação clara do Espírito Santo para que o pastor não negligencie o cuidado pastoral devido. Visitar o crente em sua residência proporciona ao pastor da congregação, a oportunidade de ouvir sem distrações aquela ovelha (algo difícil de acontecer antes ou depois de um culto, por exemplo) e ministrar diretamente sobre a vida. Muitos cristãos por essa razão, procuram um outro ministério onde o pastor seja realmente interessado em efetivamente pastorear, aconselhar, ministrar, conduzir, porque não se pode admitir que isso seja feito somente pela palavra pregada de púlpito domingo após domingo. O contato pessoal do pastor com suas ovelhas de forma individualizada é muito importante no ministério pastoral.

Além de alimentar ao rebanho com a Palavra de Deus, pregando e ensinando a mesma (desnecessário dizer que o pastor é um homem de leitura e que estuda diariamente as Escrituras, 1Tm 4.13; 2Tm 2.15) o pastor deve supervisionar o rebanho, liderando-o por meio de seu exemplo de vida. É por isso que torna-se inaceitável e porque não dizer, insuportável, homens assim chamados pastores que exercitam-se diariamente na avareza, fazendo do ministério um cabide de emprego e fonte de lucro, porque só visam o enriquecimento pessoal às custas do rebanho. Como podem ser exemplo desta maneira? Como podem ser um referencial seguro, visto que a Bíblia manda imitar a fé deles e atentar para a forma como vivem (Hb 13.7)?      

Os profetas Jeremias e Ezequiel tem palavras duras contra este tipo de pastor, leiamos: "Portanto, assim diz o Senhor Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor"; "Ovelhas perdidas têm sido o meu povo, os seus pastores as fizeram errar, para os montes as desviaram; de monte para outeiro andaram; esqueceram-se do lugar de seu repouso"; "As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as buscasse";"Vivo eu, diz o Senhor Deus, que, porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas; e os pastores apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas ovelhas" (Jr 23.2; 50.6; Ez 34.6,8).    

Eu tenho por certo que Deus é incansável em Sua tarefa de levantar pastores segundo Seu coração, o profeta Jeremias escreve: "E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência" (Jr 3.15). A excelência do ministério pastoral não pode ser aviltada por causa da visão humana falível e secularizada. Os pastores e aspirantes ao ministério não podem se render à entrada do humanismo na Igreja, de tal forma que o ministério pastoral se renda à satisfação das necessidades humanas, o homem tornado consumidor de produtos eclesiásticos, ministério antropocêntrico, ministério definido pela cultura, ministério que exalta sobremaneira a psicologia ou sociologia mudando de acordo com elas. Será sim um ministério aprovado cientificamente e relevante para o atual ambiente cultural que é regido pelos meios de comunicação e pela informática. Mas será ao mesmo tempo, um ministério desprovido de poder, de graça, descaracterizado pelo homem em seu afã pragmatista de produzir resultados palpáveis sem a chancela das Escrituras.

O ministério pastoral contemporâneo que, contrariamente, deixa-se definir pela Bíblia, tem a suficiência das Escrituras e é claramente um ministério cristocêntrico, obterá a total aprovação de Deus e terá a relevância espiritual e ministerial como sua constante. É tempo de a Igreja acordar para a diferença que existe para o pastor moldado segundo princípios humanos e o pastor forjado segundo as claras orientações das Escrituras.

Precisa-se de pastores que conduzam com excelência bíblica o rebanho de Deus. Cristo é o Supremo Pastor e Bispo de nossas almas e todos os outros são co-pastores (1Pe 2.25). Portanto, o rebanho é de Cristo e nada além do que o modelo de Cristo e as orientações das Escrituras devem reger o ministério dos co-pastores, os pastores humanos do rebanho de Jesus Cristo. Ele quer que Suas ovelhas sejam apascentadas (Jo 21.15-17) mas esse ofício é revestido de tal nobreza que somente se validará debaixo inteiramente da vontade divina. O amor que Cristo devota a nós, suas ovelhas, deve ser almejado por todos aqueles que desejam cuidar de vidas.

A todo pastor que leu essas linhas, convido a pensar seriamente sobre tudo isso. Deus abençoe sua vida e seu ministério, sendo ele conforme a vontade expressa de Deus!  



terça-feira, 15 de maio de 2012

Algumas breves (e genuínas) reflexões pentecostais

O ser cheio do Espírito Santo, o revestimento do alto, o batismo de poder, está claramente à disposição de todo crente em Jesus Cristo (At 2.39). É uma benção de Deus que ocorre de forma subsequente à conversão a Cristo. Incrédulos não são batizados com o Espírito Santo. Crentes que ainda não receberam essa promessa e vivem no pecado também não o são. Tem de estar em Cristo, vivendo em santidade, crendo que Ele cumprirá sua promessa (At 1.5; 2.1-4). 

O crente em Jesus precisa estar com sua alma propícia a receber o dom do Espírito Santo (At 2.38). Esta passagem diz que o homem após arrepender-se, receberá o perdão de seus pecados e será batizado com o Espírito Santo. Alguns por uma interpretação equivocada ou até mesmo por preconceitos em relação a como os pentecostais creem, entendem que assim que a pessoa se torna cristã, já é batizada com o Espírito Santo, à luz de 1Co 12.13. Ora, esta passagem é notória em afirmar que o Espírito Santo executa o batismo do recém-convertido no Corpo de Cristo, a Igreja, ou seja, o introduz e ele assim passa a pertencer ao rebanho de Cristo. Em outras palavras, o Espírito Santo aqui é o agente que traz alguém a ser membro do Corpo de Cristo.

Quem batiza com o Espírito Santo ou no Espírito Santo, é o Senhor Jesus Cristo (Mt 3.11). E é uma promessa de Deus Pai (At 1.4).
 
Para que o recebimento de fato ocorra, relembramos de que o crente deve estar em plena comunhão com seu Senhor. Assim como os discípulos reunidos no Cenáculo em Jerusalém orando e esperando a promessa do revestimento de poder, assim os cristãos hoje também. Independente de qual denominação ele pertença, o verdadeiro servo de Deus e crente em Jesus, pode orar e pedir o batismo com o Espírito Santo. O Senhor Jesus está muito mais interessando em conceder esta benção do que nós mesmos em pedir e receber.
 
Myer Pearlman explica que a palavra "batismo" é aplicada à experiência espiritual, sendo usada figurativamente para descrever a imersão no poder vitalizante do Espírito Divino. Essa comunicação de poder é descrita como ser cheio do Espírito. Aqueles que foram batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecoste também foram cheios do Espírito. 
 
Que se compreenda entretanto, que aquele que é um autêntico crente em Jesus, tem habitando em si a pessoa do Espírito Santo. Neste sentido, todo crente tem o Espírito Santo, ele é morada da terceira Pessoa da Trindade (1Co 6.19; Jo 16.7).
 
Mas há um revestimento de poder (Lc 24.49), ou recebimento da virtude do Espírito Santo (At 1.8), ou enchimento do Espírito Santo (At 2.4), ou ainda, um derramamento do Espírito (At 2.17,18) que são sinônimos para a experiência única do batismo com o Espírito Santo (At 1.5) como claramente declarou o Senhor Jesus ressurreto.
 
Sendo assim, de forma tão absolutamente clara nas Escrituras a declaração desta doutrina, ficamos aturdidos com os amados irmãos que creem na doutrina do cessacionismo onde entendem que o batismo com o Espírito Santo, o falar em línguas (como sinal indubitável de que alguém foi batizado) e a concessão de dons espirituais pela própria pessoa do Espírito Santo, conforme o apóstolo Paulo ensina em 1Co 12.1-11, tudo isto ficou relegado à época apostólica, serviram apenas para o início e avanço da Igreja no primeiro século e depois com o cânon do NT completado, não haveria mais necessidade dessas coisas. Classificamos como um engano da parte de Satanás, que conseguiu privar boa parte da cristandade das bençãos completas de Deus para Sua Igreja, ao confundir os crentes no tocante à doutrina do batismo com o Espírito Santo. Convém dizer que nada há no NT indicando de que o batismo com o Espírito Santo, o falar em línguas e os demais dons cessariam. Um dia eles cessarão sim, quando o Senhor Jesus Cristo vier em glória (1Co 13.8,9).
 
Mas até lá, é glorioso saber que Deus continua cumprindo Sua promessa que foi feita no livro de Joel no AT (2.28,29). Essa promessa foi citada pelo apóstolo Pedro (At 2.17,18), confirmando que aquilo que os judeus que estavam em Jerusalém no dia de Pentecostes viram e ouviram, nada mais era do que o cumprimento da promessa de Deus. E ele disse mais ainda: "Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar" (At 2.39), declarando de forma taxativa a continuidade do cumprimento da promessa pelos séculos subsequentes até à vinda de Jesus.

Convém lembrar aqui que todos os que estão em Cristo tem o Espírito Santo (2Co 1.21,22). Este texto diz que são ungidos. Diferentemente da Antiga Aliança, na Nova Aliança em Jesus, todos tem o Espírito Santo. O que descrevemos nas linhas acima se refere à clara doutrina pentecostal e que muitos querem menosprezar também por causa de erros de neopentecostais que cometem exageros e aberrações no tocante ao batismo e ao uso dos dons. Há uma legítima fé pentecostal que é sadia e está firmemente ancorada na Palavra de Deus. 
 
Nessa questão da unção, não há crentes de primeira classe, por serem supostamente muito mais ungidos do que outros. O que existe são crentes em Jesus que tem realmente um maior nível de consagração pessoal com o Senhor e por isso o Espírito Santo tem mais liberdade de usar a estes. Todos podem ser usados de variadas formas pelo Senhor, porque Ele não faz acepção de nenhum de seus servos. 
 
É realmente incrível como o neopentecostalismo já há alguns anos tem ensinado ideias errôneas sobre a unção. A unção que recebemos de Deus, ou seja, o próprio Espírito Santo (1Jo 2.20; Jo 14.26) que nos ensina tudo e também é a unção que fica em nós, que permanece de contínuo (1Jo 2.27; Jo 14.16,17), denota que o ensino sobre ter uma "nova unção" não encontra respaldo bíblico. O que Deus pode fazer "é restaurar sim, a nossa unção recebida dEle" conforme nos ensina o insígne pastor Antonio Gilberto "mas isso não significa uma nova unção."  Também vários clichês gospel tais como se lê na letra de uma das canções da pastora Ludmila Ferber "unção de conquista", "unção de ousadia", "unção de multiplicação", além de outras afirmações que ouvem quase todos os dias na mídia gospel e nos púlpitos de algumas igrejas, "unção do profeta Elias", "unção dos quatro seres" e outras invencionices mais, denotam claramente como existe realmente um falso conceito de unção que causa muita confusão e transmite a ideia de um pentecostalismo e mais ainda, de um Evangelho que se parece mais com um poder mágico e não com aquilo que Paulo disse: "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego" (Rm 1.16).

O pentecostalismo genuíno, a unção genuína da parte do Senhor, está totalmente ligada à ortodoxia doutrinária. Deus não é Deus de confusão, disse o apóstolo Paulo (1Co 14.33). Portanto, creio que é possível ser um crente pentecostal genuíno, equilibrado e"retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tando para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes" (Tt 1.9).
 
Por um despertamento poderoso na Igreja do Brasil através da ação genuína do Espírito Santo. Por uma verdadeira experiência de batismo no Espírito Santo como preconiza a Palavra de Deus. Para as igrejas que são pentecostais, que valorizem grandemente a sã doutrina, o ensino ortodoxo, corrigindo sempre as distorções e ensinos errôneos que possam surgir e efetivamente tem surgido em seu seio. Pela pregação do Evangelho sob o poder do Espírito Santo.
 
Que todos pensemos nessas coisas. Em o Nome de Jesus, amém!

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Barack Obama e a implantação do chip, um necessário esclarecimento

Está sendo veiculada a notícia de que o presidente norteamericano Barack Obama determinou de que em 2013 os cidadãos deverão obrigatoriamente usar um chip subcutâneo. Será verídica tal informação?

São esses tipos de notícias veiculadas nas mídias, principalmente na internet que levam à criação de infindáveis especulações escatológicas. Vamos tentar entender o que está acontecendo. 

Na verdade, no que pude apurar, o presidente Obama determinou que fosse criada uma Secretaria Nacional de Dispositivos Médicos (National Medical Device Registry). E o que isso significa? De que o governo americano deseja facilitar a análise da segurança de dados de saúde dos cidadãos norteamericanos e para isso deverá utilizar um "dispositivo implantável de classe II de apoio à vida ou suporte de vida", segundo o texto das medidas a entrarem em vigor.

E o que é exatamente um "dispositivo implantável de classe II"? Esse mecanismo foi aprovado pelo FDA (que é a agência governamental americana que lida com o controle das indústrias alimentícias e de medicamentos) e consiste em um transponder (um dispositivo de comunicação eletrônico) de rádio frequência para identificação do paciente e de informação em saúde. A finalidade desse dispositivo eletrônico que será implantado sob a pele das pessoas é a coleta de dados médicos em pacientes tais como reinvidincações de dados, levantamento do paciente, padronização de arquivos que permita a partilha e análise de dados de ambientes de dados diferentes facilitando o uso dos registros de saúde eletrônicos e quaisquer outros dados apropriados pelo secretário de saúde. 

Sendo implementada essa nova lei, os Estados Unidos se tornarão a primeira nação do mundo a exigir que todos os seus cidadãos tenham implantados uma identificação por rádio frequência (conhecida pela sigla RFID (em inglês Radio Frequency Identification, identificação por frequência de rádio). Será então de fato um microchip implantado sob a pele e terá a finalidade de controlar o que é ou não permitido em cuidados médicos no território americano.

Interessante notarmos o seguinte: O governo americano refere-se ao microchip implantável como um "dispositivo de vigilância médica". Porque utilizar o termo "vigilância"? Essa palavra significa o monitoramento do comportamento, atividades ou outras informações que se alteram, geralmente de pessoas e é atividade feita muitas vezes de forma secreta. Teoricamente existe a intenção de simplificar o atendimento de saúde e eliminar fraudes. Porém, deve-se considerar que este mesmo chip poderá ser utilizado para controlar a vida das pessoas. Todo aquele que utilizar tal dispositivo, pode ser monitorado 24 horas por dia esteja onde estiver. E é claro que do objetivo inicial de utilizar o microchip no âmbito do serviço de saúde, o governo pode mudar essa disposição e passar a controlar a vida das pessoas e isso é pavoroso.

E é aqui que gostaria de inserir a profecia bíblica. Ela é clara no livro de Apocalipse capítulo 13 versos 16 e 17 sobre o fato de que o futuro governante da Nova Ordem Mundial, a besta, o Anticristo, através da ação da segunda besta, o Falso Profeta, determinará que cada pessoa no mundo inteiro, receba uma marca na sua mão direita ou na sua testa. Isso se fará a fim de que ninguém possa comprar ou vender, ou seja, quem não aceitar a referida marca ficará fora do mercado, não poderá comprar NADA para sua subsistência (fica subentendido que o dinheiro como conhecemos não mais existirá). Também não poderá vender, negociar, porque isso ficará sujeito ao fato de que ele deverá ter a marca que será seu passaporte para poder viver legalmente na nova sociedade mundial anticristã. Aqui entendo também que, quem não se sujeitar a esses ordenamentos que valerão para o planeta como um todo, ficarão proscritos, viverão na clandestinidade e certamente serão perseguidos, presos ou mortos pelas forças policiais do Anticristo.

Quão terrível será o mundo nessa época. Entretanto, o mais estarrecedor nessa verdade profética, é de que aquele que receber a marca da besta fechará inteiramente a porta da salvação para sua alma (Ap 14.9-11). Os versículos são claros, não haverá possibilidade de salvação para os que adorarem a besta e a sua imagem e receberem em si a sua marca.

 Entendemos que o período do governo mundial anticristão é conhecido também como a Grande Tribulação como profetizou o Senhor Jesus em Mateus 24.21: "Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá." Jesus deixa claro de que será uma época sem precedentes. O mundo estará entregue por 42 meses, ou seja, três anos e meio, ou ainda, 1260 dias (Dn 9.27; Ap 11.2,3) ao governo pessoal de Satanás (o dragão, Ap 12.1-18) através do Anticristo e do Falso Profeta.

Gostaria de ressaltar no presente texto de que a medida que mui provavelmente entrará em vigor em 2013 nos Estados Unidos, é um prenúncio de algo que se estenderá ao mundo inteiro quando o Anticristo assumir pessoalmente o governo. Existem cristãos afirmando que já estamos na época de que fala Apocalipse 13. Repudio tal afirmação porque lemos ali sobre a implantação da marca da besta nos habitantes da Terra e o contexto desse fato é claro em demonstrar de que o mundo já estará unificado sob o governo mundial anticristão e que o Anticristo já estará governando em pessoa. Desnecessário dizer que os cristãos que estiverem no mundo nessa época serão implacavelmente perseguidos (Ap 13.7a). Sob o ponto de vista pré-tribulacionista, esses crentes serão aqueles que se converterão durante a Grande Tribulação, pois a Igreja já terá sido arrebatada pelo Senhor Jesus Cristo. Sob o ponto de vista pós-tribulacionista, a Igreja estará sim sobre a Terra e sofrendo sob a grande perseguição que o Anticristo empreenderá.    

Portanto, escrevo este esclarecimento porque crentes nas redes sociais, nos cultos nas igrejas bem como em conversas informais estão se deixando levar pelas informações veiculadas mas com insuficiente suporte bíblico. Ademais, o verdadeiro servo de Cristo, que tem sua vida consagrada, que procura a cada dia andar mais perto do Senhor, sabe que nada tem a temer porque está debaixo das asas do Onipotente (Sl 91.1) e o Maligno não tem poder sobre ele. Deus lhe preserva e lhe guarda.
Este é um tempo que corre aceleradamente ao desfecho dos séculos. Brevemente, após essas coisas, Deus banirá o mal do universo e para sempre estaremos face a face com Ele (Ap 21) e com o Cordeiro que foi morto e que venceu para comprar pessoas de toda tribo, língua, povo e nação (Ap 5.9) O mal tem vida curta. O Eterno Juiz de toda a Terra já determinou o seu fim e vemos isso claramente no livro de Apocalipse (cap. 20).

Viva então sua vida com Jesus em santidade e com confiança plena no que diz a Palavra de Deus. Leia mais a Bíblia. Estude-a para que você seja sábio nesses conturbados últimos dias. Não perca tempo com especulações vãs, mas se atenha ao que está escrito. Cuidado com os falsos profetas, quer dentro ou fora da Igreja. Não subestime o poder do diabo em enganar o ser humano, cuidado para não "cochilar" em sua vida de santidade, Jesus breve vem, por isso Ele tanto exortou para que fossemos vigilantes (Mc 13.32-37). 

Que você pense em tudo que acabou de ler e possa agir em conformidade com as Escrituras para seu próprio bem. O Senhor te abençoe muitíssimo.














 

sábado, 28 de abril de 2012

Por um culto agradável a Deus somente

O grande pastor norte-americano A.W. Tozer (1897-1963) há muitos anos atrás chamou o culto cristão de "a jóia perdida da igreja". Porque ele disse isso? Simplesmente porque já em seu tempo, algumas igrejas e alguns cristãos já haviam perdido a dimensão correta de como deveria ser o culto ao Senhor. O pragmatismo americano havia também invadido as igrejas cristãs e o efeito disso foi a perda da essência em cultuar ao Senhor estando os cristãos reunidos em um determinado lugar.

Segundo John MacArthur, nos Estados Unidos 350 mil igrejas possuem oitenta bilhões de dólares em prédios dedicados ao culto a Deus. E ele pergunta: "Mas quanto de culto de fato se realiza nesses locais"?

Muitas denominações no Brasil, muitos ministérios e muitos pastores ávidos de projeção de seu nome e de sua igreja, pensam a igreja cristã somente em termos de construção de templos, para que depois então nesses confortáveis prédios, ofereçam um assim chamado "culto" onde a predominância está em uma propagar uma filosofia de ministério que quase nada tem a ver com os pressupostos neotestamentários para a Igreja de Cristo.

É no culto que se refletirá toda a ideologia da denominação ou as ideias bem particulares de seu pastor-presidente muitas vezes. Não se estará cultuando a Deus adequadamente em um lugar onde tudo o que se ouve são elogios ao fundador da denominação (isso deveria ser feito em relação a Cristo, e não elogios, mas sim, verdadeira reverência e adoração). Onde se gasta parte do precioso tempo de uma reunião (normalmente em torno de duas horas) para se falar de tudo, se ouvir de tudo, menos uma mensagem verdadeiramente ungida, descida do alto, diretamente Pai das luzes (Tg 1.17) onde não há mudança nem sombra de variação.

Os pastores não tem de satisfazer as necessidades das pessoas. Esta é a realidade em muitos ministérios. O culto deve obviamente ser direcionado a Deus, deve ser teocêntrico ou cristocêntrico. O que mais está em voga hoje são os cultos antropocêntricos. Isto porque, o homem está sendo o foco primordial do culto e não Deus, muito embora os que ali estão reunidos digam que ali estão para adorar ao Senhor. E essa reunião e essa adoração será que está refletindo verdadeiramente o que Jesus disse no Evangelho de João: "Mas a hora vem, e agora é,  em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (4.23,24) ou quase tudo o que é feito ali satisfaz tão somente a uma filosofia de ministério que parte das necessidades do homem e não da vontade de Deus.

A pregação, ponto alto do culto, consiste tão somente em muitos ministérios, de conceitos de auto-ajuda. Este termo significa "ajudar a si próprio", ou seja, ter atitudes e comportamentos para construir uma personalidade forte e capaz de levar uma vida feliz e próspera independente de fatores externos. Não é algo necessariamente mau ou incorreto ouvir um sermão com essa característica, ajudando o crente a viver melhor sua vida nesse mundo. Porém, o que criticamos é a excessiva ênfase nesse aspecto. O foco central de mensagens desse tipo é a satisfação humana, eles não pregam todo o conselho de Deus (At 20.27).

Assim, constato com tristeza incontida o crescimento no Brasil deste tipo de culto que de bíblico tem muito pouco. Muito mais de Deus poderia ser pregado. Também, todo o culto deveria ser direcionado ao Senhor e não parte dele somente. Muitos vão aos prédios que erradamente são chamados de "igreja" (igreja é gente, pessoas, eu e você) "para buscar uma benção de Deus". Ora, isso não é cultuar ao Senhor verdadeiramente. É estar focado em mim mesmo, é culto antropocêntrico, como dissemos antes. 

Você e eu somos abençoados por Deus quando lhe oferecemos um culto racional verdadeiro (Rm 12.1). O fato de estarmos adorando Ele assim e em espírito e em verdade (Jo 4.24) já se constitui por si em algo abençoado para o adorador.

O culto na Bíblia é o serviço prestado a Deus pelo povo escolhido por Ele mesmo. Devemos compreender que cultuar a Deus é relacionar-se com Ele. O culto bíblico é o encontro entre Deus e o ser humano, entre Deus e o Seu povo. Se for constante e intenso o diálogo entre Deus e o ser humano, mas frutífero se tornará o culto. Tudo o que acontece no culto deve levar em consideração a experiência de encontro com Deus.

Infelizmente são inúmeras as igrejas e cristãos que pensam que é preciso transformar o culto num bom espetáculo que atraia e agrade as multidões. Outros pensam que as diversas partes do culto e a disposição de seus elementos numa determinada ordem dependem de um costume estabelecido, ou, então, das preferências do pastor.

Declinarei aqui três pontos fundamentais se como cristãos pretendemos cultuar biblicamente a Deus. 1) O culto bíblico é uma experiência corporativa e não individualista; 2) O culto é serviço a Deus e não encontro casual para o lazer; 3) O culto bíblico traz em si uma íntima ligação entre adoração e vida. 

Desnecessário dizer que o culto a Deus está vinculado ao todo de nossa existência. Não devemos identificar a adoração a Deus somente com as reuniões no templo. Se isso acontecer, estaremos desvinculando o culto do viver diário. 

Vamos agradar ao Senhor cultuando-o verdadeiramente. Nós e nossas necessidades não são a essência do culto prestado ao Senhor Deus, mas sim a adoração de Sua Augusta Pessoa em toda Sua Realeza e Majestade. Cultuar a Deus deve ser um estilo de vida em todo o tempo. 

"Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém" (1Tm 1.17).   

Pensemos muito bem no que acabamos de ler e assim ofereçamos culto a Deus como Lhe é devido.