domingo, 20 de fevereiro de 2011

O planeta Terra, o homem e o Soberano Deus


Salmo 104.24: "Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas."

Admiro-me profundamente com a variedade e com a beleza da criação de Deus. Desde uma pequenina formiga (como exemplo de uma criatura que podemos ver a olho nu, sem mencionar os inumeráveis seres microscópicos existentes) até as estrelas que podemos ver no céu noturno (de novo, sem mencionar aqueles astros que não podemos ver e que estão a distâncias inimagináveis), fico maravilhado com toda esta riqueza e pluralidade. Não há, decididamente, monotonia naquilo que o Senhor criou. Também não há caos, desordem, mas harmonia, equilíbrio e desígnio evidentes.

Que dizer então sobre este assunto palpitante de nossos dias, a degradação da natureza, obra de Deus, pelo homem? Conseguiria o ser humano, que foi designado gerente, administrador, mordomo da criação de Deus (Gn 1.28; 2.15,19,20) destruir aquilo que não é seu, que declaradamente não lhe pertence (Sl 103.19)?

A sociedade tecnocrática em que vivemos já extinguiu muitos recursos do planeta para a produção de bens de consumo. Igualmente, o meio-ambiente continua a ser degradado pelos resíduos dos processos industriais ou de geração de energia. Mas continuo a indagar se o homem, deixado por si mesmo, neste ritmo atual de sua vivência no planeta, conseguiria destruir aquilo que Deus de forma tão linda, poderosa e gloriosa criou?

O discurso sobre o aquecimento global é um exemplo ímpar do que estamos tratando. Somos bombardeados diariamente com a informação de que a Terra está ficando mais quente por causa das ações levadas a cabo pela humanidade, principalmente a partir da Revolução Industrial no século 18. Será mesmo verdade que o planeta está ficando mais quente por causa das atividades humanas? A Bíblia deixa bem evidente de que o Senhor criou o mundo e tudo o que nele há e exerce domínio e controle sobre tudo. O Salmo 104.5 diz: "Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum." O comentário da Bíblia de Genebra sobre esta passagem, assim diz: "O mundo é estável e bem ordenado, e não caótico. Deus o criou assim, e o controle permanente que ele tem dele é um consolo para os que reconhecem isso."

Eu creio firmemente na sustentação e no ordenamento de Deus sobre o todo de Sua obra criada. Encontro sérias dificuldades para crer de que o homem poderá finalmente extinguir todos os recursos ou a vida mesmo do planeta Terra.

Francis Schaeffer escreveu um livro intitulado Poluição e Morte do Homem (JUERP) e denuncia que é fato a exploração da natureza feita de forma abusiva pelo homem. E de que essa exploração tem motivos egoístas e arrogantes. Schaeffer ensina que o homem vê a natureza criada por Deus como algo sem valor e sem direitos. E se o homem fala de proteger o equilíbrio ecológico da natureza, o faz baseado em um aspecto puramente prático para ele, não porque a natureza seja vista como tendo algum valor real em si mesma.

Assim, o homem pecador não reconhece a bondade e a providência do Senhor em ter criado tudo e em sustentar tudo visando em primeiro lugar Sua própria glória, mas também visando o bem do homem em sua vida terrena, objetivando uma vida sustentável sobre a superfície deste planeta.

Nesta linha de pensamento, queremos declarar altissonantemente a verdade da soberania de Deus sobre o todo de Sua criação. Leiamos o que está escrito em Isaías: "Porventura não sabeis? Porventura não ouvis, ou desde o princípio não se vos notificou, ou não atentaste para os fundamentos da terra? Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar." "Assim diz o Senhor, o Santo de Israel, aquele que o formou: Perguntai-me as coisas futuras; demandai-me acerca de meus filhos, e acerca da obra de minhas mãos. Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens." (40.21,22; 45.11,12).

Aqui está a certeza plena pela Palavra eterna do Deus que não pode mentir, de que Ele criou a tudo e a tudo sustenta. De que Ele criou a tudo e a tudo dispõe como bem Lhe apraz. Não há verdade naqueles que dizem, naqueles que apregoam uma retórica de que o homem finalmente destruirá o planeta, de que as geleiras dos pólos totalmente se derreterão, de que as florestas se converterão em desertos áridos, os que assim falam se esquecem ou ignoram Aquele que detém n'Ele mesmo todo o poder no universo.

É certo de que algumas espécies animais já foram extintas pelo homem, (por exemplo, o tigre-da-Tasmânia, um carnívoro parecido com um cachorro, na Austrália) e também vastas extensões de florestas, podemos citar a Mata Atlântica no Brasil, com uma grande biodiversidade e que se estendia de forma abundante de norte a sul da região litorânea do país, mas que hoje está com uma área reduzidíssima justamente devido à ação predatória do homem. A água, uma das maiores dádivas do Senhor para a vida humana no planeta, está sendo constantemente poluída pelos dejetos químicos e pelos esgotos sem tratamento lançados diariamente nos rios e lagos ao redor do mundo.

Apesar disso tudo e muito mais, afirmarmos que o homem destruirá a vida na Terra, reiteramos, é tolice. Óbvio que o meio ambiente se ressente pelo que já tem sido feito pela mão do homem. Mas declarar que o homem, mero mordomo, destruirá a propriedade e os bens do Senhor absoluto de tudo o que existe, é desconhecer por completo o caráter de Deus.

Jesus disse em uma parábola em Marcos 12 para os principais dos sacerdotes, escribas e anciãos sobre os agricultores maus, em que um proprietário plantou uma vinha, fez uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para espremer as uvas e construiu uma torre. Após isso, arrendou-a a alguns agricultores e saiu de viagem. No tempo propício, mandou um servo aos agricultores para receber deles do fruto da vinha. Os agricultores espancaram o referido servo e o mandaram embora de mãos vazias. O proprietário novamente lhes mandou outro servo e fizeram a este a mesma coisa. Enviado outro, a este os agricultores mataram. Outros ainda foram enviados, alguns foram espancados e outros foram mortos. Então, o proprietário resolve mandar-lhes seu filho amado, dizendo: respeitarão a meu filho. Mas os agricultores ao vê-lo, disseram: Este é o herdeiro, vamos matá-lo e a herança será nossa. Ato contínuo, o agarraram, mataram e o lançaram para fora da vinha. Jesus finaliza dizendo: "Portanto, o que o senhor da vinha fará? Irá e matará os agricultores; e dará a vinha a outros" (Mc 12.9 - Almeida Séc. 21).

É sob esta palavra que vejo a situação do ser humano que usufrui da vinha (o planeta Terra), que por causa do pecado, destrói e faz mal uso da beleza e da criação de Deus, que egoisticamente distribui mal os recursos, que não compartilha a terra para todos, terra esta que muito pode produzir e matar a fome de tantos e tantos. Que dilapida os recursos existentes de forma irracional, predatória. A nação de Israel antes do exílio em Babilônia, pecava constantemente contra o Senhor e este lhe enviou seus servos (os profetas) para alertar-lhes sobre a vida rebelde que viviam, alguns foram escarnecidos, outros espancados e mortos. Até que o próprio filho do proprietário (Jesus Cristo) foi enviado e este também foi espancando, escarnecido e morto.

Agora, na consumação dos tempos, aguardamos o retorno do Senhor, na Pessoa bendita de Seu Filho para consumar Sua justa ira e vingança contra os agricultores (a raça humana pecadora e desobediente ao Evangelho). O discurso dos ecologistas da Nova Era de que a Terra é um organismo vivo e que toda a vida deve ser preservada, é feito sob a égide do panteísmo hindu e budista. Não é um discurso feito segundo a Palavra de Deus que apregoa claramente de que a causa da ruína dos bens e recursos do planeta se dá por causa do fato do homem ser um rebelde contra o seu Criador. E com isso tem destruído e poluído o ambiente e principalmente prejudicado ao seu próximo. A pobreza e desgraça de muitos seres humanos hoje em dia no mundo está interligada com o mau uso dos recursos abundantes que Deus deu ao homem, mas que a ganância faz com que alguns poucos se privilegiem enquanto outros muitos ficam à margem do que Deus gratuitamente concede a todos sem distinção.

Sabemos pela mesma Palavra de Deus, de que a Terra e as obras que nela há, estão reservadas para o fogo: "Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão" (1Pe 3.10). Ou seja, Deus mesmo é quem iniciará este processo, porque haverá uma renovação: "Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça" (1Pe 3.13). A preservação e administração dos bens e recursos do planeta é ordem divina porque o homem é um mordomo, Deus o estabeleceu sobre o todo da criação para gerenciar. Agora, o mesmo Deus, Senhor de tudo que há, pode e certamente fará, a renovação desta terra e desta criação amaldiçoados pelo pecado humano.

Glorifiquemos pois Aquele que tudo criou como bem lhe aprouve e que nos constitui mordomos de toda a obra criada. O homem deve ser humilde porque nada é seu. Nada lhe pertence. A ele cabe administrar visando o bem de seus semelhantes e a inteligente utilização dos recursos naturais. Ao mesmo tempo, sabemos que tudo está numa categoria provisória, pois conforme lemos, o Senhor irá renovar tudo a seu tempo. A glória desta segunda criação será com certeza maior do que a primeira, antes da Queda do homem no pecado, porque estaremos todos, que fomos salvos por Jesus Cristo, habitando para sempre com Ele num eterno e perfeito estado e com um planeta restaurado ao seu estado paradisíaco, idílico e eterno.

Pense nisso.

2 comentários:

  1. É realmente interessante o quanto o homem se sente capaz nesses dias, mas esquece que na realidade nunca podera controlar a criação... A prova é de que amanha vou a um enterro de uma pessoa idosa, que vivia já muito mal, mas que não morria. Ela chegou ao ponto de parar de tomar todos os remédios para poder enfim encontrar repouso.
    Realmente falta ao homem um pouco mais de humildade
    Emespiri
    http://emespiritoeemverdade.com/

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  2. Certamente meu irmão falta mesmo ao ser humano o reconhecimento do quanto é limitado e falível. Devemos sempre pensar sobre isso e agir conforme nos ordena a Palavra de Deus. Um grande abraço!

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