sábado, 31 de março de 2012

Inimigos de Israel e a certeza das promessas de Deus

O recrudescimento das hostilidades contra os israelenses da parte dos palestinos, tanto da Faixa de Gaza como da Cisjordânia, a tensão nas fronteiras com a Síria e o Líbano, a incerteza quanto ao novo governo do Egito e a grande ameaça do Irã com a possibilidade de vir a construir sua bomba atômica, não permitem que Israel viva em paz e segurança, por adequados que sejam seus recursos e o treinamento de suas forças armadas, a melhor do Oriente Médio e uma das mais eficazes do mundo.

Muito se tem falado sobre o surgimento da nação palestina. Não nego o direito do povo palestino, ou de qualquer outro de ter seu próprio território e país. De viver em paz e ser contado como uma nação politicamente organizada tanto quanto as demais nações da Terra. Eles tem o direito a ter sua pátria e de viver conforme sua cultura. Porém, questiono quando, na análise desse processo, ouço vozes a condenar tanto a possibilidade de uma pátria palestina, como também, e o que é pior, a existência de Israel como uma nação.

Muitos inimigos Israel possui. E muito perto de si, praticamente dentro de seu território, está o grupo terrorista Hamas. O Hamas (palavra que significa "Movimento de Resistência Islâmico") é um grupo que pretende instaurar um Estado palestino abrangendo todo o território onde hoje está a nação judaica. Não aceitam a existência do Estado judeu e referem-se a Israel como uma "entidade sionista".  Recebe ajuda em armas do Irã e constantemente lançam foguetes contra cidades israelenses principalmente oriundos da Faixa de Gaza. 

O Hezbollah é uma organização islâmica política e paramilitar baseada no Líbano e que também é inimigo mortal dos israelenses. Planejou e executou muitos ataques e, assim como o Hamas, pretendem aniquilar o estado judeu. 

A Síria, desde os tempos bíblicos se notabilizou como inimigo de Israel e ainda permanece assim. O Egito, com as recentes mudanças políticas, poderá rever sua posição e até anular o acordo de paz que mantém com Israel há décadas. E o Irã, em minha opinião, é o mais perigoso de todos, por ter mais recursos bélicos (são tradicionais fornecedores de armas e treinamento militar para os grupos que atacam Israel como o Hamas). Além disso, o seu presidente Mahmoud Ahmadinejad muitas vezes declarou que pretende varrer  Israel do mapa. Por isso existe a grande preocupação do governo israelense com o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, porque é um passo para o desenvolvimento de uma arma nuclear que certamente poderá ter a Israel como alvo.    

Na concepção de todos esses inimigos (para não mencionar a Arábia Saudita, Turquia e outros, que também são hostis aos judeus), Israel nunca deveria ter ressurgido como uma nação politicamente organizada no século 20. Acreditam que o território onde hoje está a nação judaica deveria ser unicamente do povo palestino. No século 19 em diante, os judeus dispersos pelo mundo, começaram a voltar para a Palestina que estão estava sob domínio otomano. Os britânicos a partir do final da Primeira Guerra Mundial, tem a Palestina sob seu mandato e o número de judeus em retorno à terra de seus ancestrais aumenta enormemente. O clímax desse processo todo se dá na gloriosa data de 14 de maio de 1948 que marca a fundação do moderno Estado de Israel.

Porém o que mais me causa espécie é o fato da ignorância de muitos quanto às milenares promessas bíblicas de Deus para o Seu povo. O patriarca Abraão foi chamado pelo Senhor de Ur dos caldeus e o Senhor lhe faz quatro promessas de bençãos: 1) Benção pessoal - um grande nome; 2) Benção territorial - vasta extensão de terra prometida à sua semente; 3) Benção nacional - uma grande nação; 4) Benção espiritual - todas as nações seriam abençoadas na semente de Abraão (Gn 12.1-3).

A Bíblia dá testemunho que Deus não voltará atrás em Suas promessas. No que tange a Israel, é forte o testemunho do Senhor a favor deste povo que Ele elegeu por meio de Abraão: "Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para a luz da noite, que agita o mar bramando as suas ondas; o Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre" (Jr 31.35,36). Que palavra gloriosa! Deus simplesmente diz, do alto de Sua autoridade, se Sua Majestade, que, se os elementos físicos que criou falharem de alguma maneira, assim deixaria Israel de ser uma nação de diante dEle. Leiamos ainda o versículo 37: "Assim disse o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor." Aqui fica mais assombrosa a declaração do Senhor, porque ninguém a não ser Ele mesmo pode medir os céus ou os fundamentos da terra. Além disso, o Senhor declara que mesmo a rebeldia, o pecado de Seu povo eleito (que lhe trouxe muitos dissabores, derrotas frente a seus inimigos e o exílio de 70 anos em Babilônia) não foram suficientes para que Israel deixasse de ser Seu povo escolhido.

O apóstolo Paulo disse aos cristãos de Roma, concernente aos seus compatriotas: "Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais. Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento" (Rm 11.28,29). No início do capítulo ele indaga: "Porventura rejeitou Deus o seu povo?"  De modo nenhum, ele afirma, e mais adiante no verso 5, Paulo diz que nesse tempo ficou um remanescente segundo a eleição da graça. Por isso tudo então, é temerária qualquer tentativa dos homens de rejeitar Israel. De declararem irresponsavelmente de que os judeus não teriam direito à terra que o próprio Senhor prometera ao patriarca Abraão.

O próprio Deus em Gn 15.18 delimitou o território que daria aos descendentes de Abraão: "Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates." Diante da grandeza desse fato, fico a pensar sobre a permanência dos palestinos nesse território que é dos descendentes de Abraão como disse o Senhor. Deus em Sua benevolência, soberania e misericórdia, pode consentir no fato, ou seja, de os palestinos habitarem na terra que pertence a Israel somente. Isso é da alçada divina. Mas os homens querem matar-se uns aos outros. Quando vão aprender a obedecer ao Senhor e deixar que Seus preceitos governem suas vidas?

Reafirmo que sou contra qualquer violência de ambos os lados. Os covardes ataques com foguetes e homens-bomba contra Israel e a retaliação forte e esmagadora das forças armadas israelenses, com saldo de muitos civis mortos. Devemos os cristãos orar pela paz naquela região. Nós que participamos das bençãos divinas por meio de Jesus Cristo e que somos agora também povo de Deus, escolhidos por Ele, fomos abençoados através da semente de Abraão conforme a palavra que o Todo Poderoso comunicara a Seu servo (Gn 12.3), porque através disto o Evangelho chegou até nós. Que promessa maravilhosa que se cumpre a cada dia na vida de quem conhece ao Senhor.

Assim é também no que concerne à Israel. Brevemente Jesus Cristo voltará pela segunda vez. Mas antes disso, sabemos pela palavra profética de que os judeus serão ainda mais rejeitados e serão perseguidos pelo Anticristo (Dn 9.24-27; Zc 12). Também entendemos que mesmo ainda em meio a todo o sofrimento já vaticinado pela eterna Palavra de Deus, as promessas quanto aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, vão se cumprir cabalmente. Deus disse para Jeremias: "Porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la"  (Jr 1.12).

Vamos orar e interceder pela nação israelita, mesmo porque eles precisam conhecer ao Senhor Jesus. Também da mesma maneira, oremos pelo povo palestino, igualmente alvo do Evangelho de Jesus Cristo. Oremos pelos demais povos e países muçulmanos para que libertos sejam da opressão do diabo e seus olhos sejam abertos para a verdade da Bíblia e compreeendam a mensagem do Príncipe da Paz.

Pense nisso.





4 comentários:

  1. Graça e paz irmão Cícero, excelente retórica sobre o povo israelense e palestino, realmente um observatório fidedigno das sagradas escrituras (e olha que sou chato quanto a isto, não é quelquer coisa que desce, kkk), é disso que nós cristãos precisamos para sermos edificados a cada dia pela Palavra de Deus, parabéns, que Jesus continue te abençoando a cada dia. shalon...
    PS.: Poste algo aqui sobre Jefté e a sua filha, e depois me mande a msg pessoal para eu não deixar de ler é claro se for possível e da sua vontade, gostaria de ver mais observação teológica sobre este assunto...

    ResponderExcluir
  2. Obrigado por sua gentileza amado Carlos André, boa sugestão para estudarmos e refletirmos sobre a passagem da filha de Jefté, uma das mais difíceis das Escrituras. Te avisarei a respeito. Grande abraço de seu irmão em Cristo Cicero Ramos.

    ResponderExcluir
  3. Uma velha história que tem duas faces. Antes de qualquer juízo de valor quero dizer que sou pelo povo que tem de Deus uma promessa profética, o povo de Israel. Entretanto é sempre bom analisar esse assunto, que tem tantos viés. Você há de convir que entre os israelenses existem extremistas (embora em número muito baixo) que defendem ofensivas belicosas, de ataques letais tanto aos seus compatriotas quanto aos seus inimigos declarados. Sou também contra a violência, especialmente aquela dirigida aos civis que morrem de modo bestial tanto de um lado quanto de outro por causa desses extremismos. Vale a lembrança: Orar pelos povos que estão longe de Deus e de suas promessas.

    ResponderExcluir
  4. Certamente amigo, devemos ponderar o equilíbrio na questão, porque existem extremistas nos dois lados como também pacifistas tanto israelenses como palestinos. É uma questão muito delicada, e deve ser alvo de nossas orações e ação enquanto Igreja do Senhor, de alguma maneira. Deus te abençoe Otoniel, fica na PAZ!

    ResponderExcluir