quinta-feira, 27 de junho de 2013

PROTESTOS NO BRASIL - alguns rabiscos cristãos......

"Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual Ele escolheu para sua herança."  Salmo 33.12

OS PROTESTOS em todo Brasil são o resultado concreto da insatisfação do povo com o que vivencia diariamente há décadas.
OS PROTESTOS são a insurgência popular contra o sistema político e econômico vigente.
OS PROTESTOS retratam o que realmente o brasileiro deseja e o quanto está infeliz pela atual condição do país.
OS PROTESTOS clamam pela honestidade, transparência, sabedoria e despojamento dos governantes.
OS PROTESTOS expressam que há muito o que fazer e que já está mais do que na hora de resolver.
OS PROTESTOS desnudam as mazelas do povo, desmascaram os farsantes travestidos de governantes e pedem sua saída JÁ!
OS PROTESTOS são a maior expressão de democracia que se viu em nosso país e mostram a têmpera do povo brasileiro e o amor pela pátria.
OS PROTESTOS já determinam o que deve ser feito, já incomodam os instalados no poder, já provocam urgências nos procedimentos para que o clamor das ruas seja atendido com presteza.
OS PROTESTOS despertaram a consciência nacional, suscitaram reflexões em todos os segmentos, provocaram um estado de alerta contra as instituições.
OS PROTESTOS são uma onda que vai arrebentar na praia para destruir os castelos de areia que os políticos corruptos erigiram para si mesmos.
OS PROTESTOS movem você e movem a mim para contribuir para um Brasil melhor a cada dia.
OS PROTESTOS detonam com as ideologias político-partidárias, despojam os partidos de seu monopólio na condução da democracia e colocam nas mãos do povo o poder que lhe pertence de forma legítima.
OS PROTESTOS dizem para todos que os políticos não são donos do país, que eles devem prestar contas de seus atos, que devem trabalhar pelo povo e para o povo, que se fizerem de forma diversa a isso, automaticamente perderão a  legitimidade.
OS PROTESTOS não tem bandeiras ideológicas, a única ideologia é aquela que diz que há inúmeras coisas erradas neste país e que precisam ser corrigidas porque os brasileiros estão fartos de tantos desmandos.
OS PROTESTOS elevaram os brios de toda nação. Suscitaram o orgulho pátrio, o amor pelas nossas coisas que, se não haviam morrido, estava meio amortecido diante de tanta coisa errada em nossa sociedade.
OS PROTESTOS apontam para o caminho a ser seguido, ou seja, da ordem institucional, da consciência plena da responsabilidade de cada um perante a sociedade, do fortalecimento das instituições democráticas, do respeito pelo dinheiro público e sua justa administração.
OS PROTESTOS começaram com uma única causa, o passe livre nos ônibus, mas espalharam-se pelo país e abarcaram de vez todas as maledicências e excrecências nacionais em seu clamor diário. 
OS PROTESTOS fermentaram e continuam fermentando, a cada dia crescendo, se avolumando, para de uma vez por todas dar um basta em toda corrupção.
OS PROTESTOS fizeram com que os jovens saíssem da frente dos computadores, notebooks, tablets e celulares e ganhassem as ruas interagindo com pessoas de todas as idades numa saudável comunhão pelo bem maior de nosso amado país.
OS PROTESTOS são atitudes de pessoas insatisfeitas. Brasileiros. Que amam seu país e querem o melhor para ele.
OS PROTESTOS são de pessoas de bem. Brasileiros. E ainda que baderneiros, arruaceiros e bandidos estejam misturados à população, não tira a legitimidade do movimento.
OS PROTESTOS chamam a todas as pessoas em todos os quadrantes do território nacional para se unirem em uma só voz - CHEGA DE TANTA INJUSTIÇA SOCIAL !!!
OS PROTESTOS me levam a parar, pensar e agir em prol de uma sociedade mais fraterna, mais justa e que valorize as pessoas pelo que elas são, não pelo que possam possuir.
OS PROTESTOS podem revolucionar a política, saneando-a dos aproveitadores, salafrários e candidatos a salvadores da pátria.
OS PROTESTOS jogam na lata de lixo da História aqueles que se aproveitaram do povo brasileiro, condenando-os ao ostracismo e banido-os para sempre dos cargos públicos.
OS PROTESTOS dizem para os políticos corruptos: "Vocês já vão tarde, e não nos deixarão saudades."
OS PROTESTOS nivelam a todos os brasileiros, não considerando um superior ao outro, ou seja, trazendo plenamente a termo o Artigo 5o  da Constituição Federal: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade." 
OS PROTESTOS revelam a verdadeira face da classe política atual, que, apegados a seus cargos e privilégios, já começam a se sentir certamente muito incomodados com o clamor popular.
OS PROTESTOS com toda a ordem e justiça devem forçar a saída dos aproveitadores do dinheiro público, provocando a necessária faxina institucional, mas sem esquecer a obediência à Constituição Federal.
OS PROTESTOS, ainda que devem idealmente obedecer à CF, também podem provocar um clamor por mudanças na lei maior do país se isso significar os plenos benefícios que todos os brasileiros pedem para a sociedade como um todo.
OS PROTESTOS, enfim, só demonstram o que nunca deveria ter acontecido, qual seja, um sistema político-econômico que privilegia a poucos e penaliza a maioria do povo. Que concede inúmeros privilégios à classe política enquanto a grande massa de trabalhadores sofre com baixos salários e serviços públicos de qualidade inferior. Um sistema que tem uma carga tributária enorme, tornando os preços dos produtos vendidos aqui muito caros e contribuindo para a miséria e necessidade do povo porque estes impostos arrecadados são mal administrados e muito dinheiro é desviado e vai encher os cofres daqueles que exercem cargos públicos de forma cínica e desonesta, enriquecendo às custas de milhões de brasileiros honestos e decentes.

EU CREIO, como um dos seguidores de Jesus Cristo, que observa a Palavra de Deus, que procura vivenciar os mandamentos do Reino dos Céus aqui na Terra, de que o SENHOR abomina tudo o que é injusto, tudo o que é desonesto e contrário às Suas eternas ordenanças. Sua Palavra é clara em afirmar que Ele deseja que todos os homens sejam honestos e bons uns com os outros, isso se expressa em toda a Escritura e, particularmente, nas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo quando disse: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12.31).

SABEMOS porém, pela mesma Palavra, que a sociedade dos homens está contaminada pelo pecado. Que a Queda afetou nosso relacionamento com Deus, bem como afetou nosso relacionamento com o próximo. O apóstolo João foi enfático: "Estamos cientes de que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno" (1Jo 5.19). Portanto, o clamor que vem do povo nas ruas não suscitará com a devida perfeição as mudanças necessárias. Ocorrerão mudanças sim, mas os brasileiros precisam saber de que elas serão imperfeitas porque este é um mundo caído, rebelde a seu Criador e que precisa reconhecer o senhorio de Cristo em suas vidas, precisa reconhecer também que Ele é soberano e o verdadeiro Senhor das nações. 

PORTANTO, que todo cidadão brasileiro seja patriota, no sentido de desejar o melhor para sua nação, abominando com toda sinceridade a corrupção e o erro na sociedade. Mas, muito além, muito mais profundo e mais importante que isso, está em que cada um arrependa-se de seus pecados diante do Eterno Deus. Que reconheça sua própria corrupção pessoal, sua pecaminosidade inata, herdada de Adão e que provoca a separação entre ele e o Criador. Que reconheça a Jesus Cristo como seu Único e Suficiente Salvador.

O ESPÍRITO SANTO procura convencê-lo de sua vida de pecados. Ele te diz, por meio das Escrituras, que somente em Jesus Cristo o homem é plenamente restaurado. E que somente homens plenamente restaurados, posto terem sido regenerados, feitos novas criaturas pelo poder de Deus e justificados diante dEle é que poderão suscitar mudanças na sociedade humana movidos unicamente pelo Seu amor. Não há esperança para seres humanos que são movidos por seus próprios e ocultos interesses. O poder corrompe as pessoas. O ser humano não-regenerado pelo Evangelho não poderá construir uma sociedade justa porque a Bíblia é categórica em afirmar que toda a humanidade está debaixo do pecado, que todo homem é pecador e que o salário do pecado é a morte. O homem sem Jesus Cristo não tem esperança. Seu estado espiritual diante de Deus é desesperador e conspira contra ele mesmo. Não pode usufruir de harmonia uma sociedade constituída de homens sem Deus, pois sua inclinação natural será para o orgulho e o egoísmo.

SÃO LEGÍTIMOS os protestos do povo. Mas ele precisa saber que o homem sem Cristo não é capaz de construir em plenitude, uma sociedade ideal. O que pode ser construído daqui para diante pode se aproximar mais da justiça do Reino de Deus, inclusive os cristãos tem uma grande responsabilidade na construção disso, pois o Senhor Jesus disse que somos sal da terra e luz do mundo, assim como Ele mesmo (Mt 5.13-16; Jo 8.12; 9.5). Mas não significa perfeição e sempre ocorrerão conflitos porque estamos em um mundo decaído. O pecado afetou a tudo e a todos. É preciso redenção que vem por meio de Cristo.

APESAR do triunfalismo nas ruas, todo o cristão que conhece a Palavra de Deus, que sabe sobre a vontade divina expressa de forma cabal nas Escrituras do Antigo e Novo Testamento, sabe que não há esperança para o homem que, individualmente, ainda está em um caos moral diante de seu Criador. 

NÃO NOS OMITIREMOS. Mas nós, os cristãos, diremos a verdade do Evangelho a todo brasileiro: "Em verdade, em verdade te asseguro que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus" (Jo 3.3 - BKJ). 

DE FATO, é bem-aventurada uma nação que faz verdadeiramente de Deus, o Deus bíblico, verdadeiro, imutável e fiel, o seu Senhor e que aceita a redenção que Ele lhe propõe unicamente na Pessoa de Cristo.
 

PENSE nisso.

domingo, 26 de maio de 2013

O caos da mobilidade urbana e o agir de Deus

VIVER EM CERTAS CIDADES hoje em dia está representando um grande desafio para os seres humanos. Moro atualmente em Joinville, SC, e em 10 anos, a frota de veículos da cidade aumentou em 110%. Isto representa muitos engarrafamentos na hora do rush que por sua vez vai gerar atrasos ao trabalho ou a outros compromissos, e o mais importante, trará prejuízos para a saúde de todos, motoristas, passageiros e pedestres igualmente.

NÃO É EXAGERO AFIRMAR que a situação já está insuportável. Principalmente em cidades não planejadas como Joinville, que passa por um período de obras de saneamento em praticamente todas as regiões. Buracos são abertos da noite para o dia, o trânsito é desviado ou totalmente paralisado em certas vias, os pedestres ou os ciclistas tem dificuldades para transitar nesses lugares, o barulho das máquinas da prefeitura, o vai-e-vem de caminhões e mais caminhões transportando materiais, a poeira ou a lama, além dos famigerados engarrafamentos tudo isso enfim, é causador de distúrbios nas pessoas por causa do constante clima de intranquilidade nas vias públicas.

O AUMENTO DE VEÍCULOS nas ruas e os consequentes gargalos no trânsito e as obras como mencionei em Joinville são consequência da falta de planejamento urbano adequado.

SE É ASSIM POR AQUI, que se dirá nas grandes metrópoles brasileiras? Cidades como Rio, São Paulo, Belo Horizonte já sofrem há tempos. A Fundação Getúlio Vargas calcula que só os engarrafamentos da cidade de São Paulo representam um prejuízo de 40 bilhões de reais por ano.

VERDADE É que as pessoas poderiam estar produzindo, comprando, vendendo, aquecendo assim a economia do país bem como poderiam igualmente estar se divertindo, desfrutando momentos agradáveis com seus familiares, todavia ficam reféns na lentidão do trânsito de todos os dias.

OS GASTOS COM A SAÚDE são consideráveis. O stress que é resultante das longas horas no trânsito (pelos cálculos dos especialistas, os motoristas de Belo Horizonte ficam parados no trânsito em torno de 1 hora e meia, os motoristas do Rio de Janeiro, 2 horas e 49 minutos e em São Paulo a média de 3 horas e meia por dia já está sendo ultrapassada) afeta ao corpo do motorista de forma contínua, causando um esgotamento pela perda de tempo, por ser atrapalhado por outros motoristas, por dirigir nos horários de pico, por ficar atrás de veículos muito lentos. Outros problemas como obras sem sinalização nas vias e engarrafamentos em horários incomuns, tudo isto contribui para o aumento da tensão, até mesmo por ser  algo imprevisível e pela falta de controle da situação.  

PESQUISAS EUROPEIAS comprovaram que pessoas que enfrentam congestionamentos de trânsito têm três vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco do que as que não passam por essa situação. Mulheres e homens com mais de 60 anos correm maior risco. Um em cada 12 casos de infarto estão relacionados aos problemas no trânsito. Outros estudos comprovaram o comprometimento de membros inferiores, por conta dos movimentos de frear, acelerar e pressionar a embreagem, podendo assim ocorrer um desgaste das articulações dos tornozelos, além de problemas circulatórios. Dores na coluna, pescoço e ombros, além de cãibras são muito comuns juntamente com dores de cabeça.

O QUE MAIS É MAIS PREOCUPANTE entretanto, é que todo esse stress acarreta manifestações de violência entre os condutores de veículos. Casos de assassinato e agressões se multiplicam. Enfim, o que se comprova é que a equação trânsito/estresse pode ser o gatilho para disparar distúrbios de toda ordem. 

AS DIFICULDADES DE MOBILIDADE urbana vivenciadas no trânsito afetam portanto o ser humano de muitas maneiras. O que impressiona é que cidades entre 50 e 100 mil habitantes enfrentam problemas de trânsito de forma semelhantes às capitais. Em meu caso, Joinville já possui uma população de quase 600 mil habitantes. Realmente, está ficando cada dia mais difícil transitar pelas ruas por aqui.

SEGUNDO PAULO RESENDE, pesquisador da Fundação Dom Cabral, se as cidades não investirem maciçamente em transportes coletivos, terão de optar pela restrição do movimento, através do rodízio e do pedágio urbano. Ainda, segundo ele, isso significará que o cidadão será punido por uma ineficiência histórica da gestão publica no Brasil.

NECESSÁRIO SE FAZ que obras como maiores e mais largas vias de escoamento de trânsito sejam construídas. Mais ciclovias. Mais faixas exclusivas de coletivos. Mais praças e parques. Mais calçadas. As cidades podem e devem ser mais humanizadas onde o indivíduo seja respeitado, quer seja um condutor de veículos, quer seja passageiro, motociclista, ciclista e pedestre.  

O NOSSO MUNDO é um mundo urbano. Estima-se que cerca de 3,2 bilhões de pessoas morem em áreas urbanas, algo em torno de 53% da população mundial. E é um contingente que cresce a cada dia nas áreas urbanas, principalmente em países extremamente populosos.

A PALAVRA DE DEUS nos informa do cuidado de Deus pelas pessoas. Em Seu zelo pelo bem-estar delas. O Senhor contempla o que hoje acontece em meio aos infindáveis problemas urbanos e não somente à questão da mobilidade. Tudo isto, informa-nos a Bíblia, tem origem no afastamento, na rebeldia, do homem para com o seu Criador. Mas a mensagem do Evangelho proporciona ao homem urbano um forte alento em meio ao crescente caos urbano.

A IGREJA DO SENHOR não poderá omitir-se nesta hora crucial da civilização. As populações do mundo são urbanas. Muito poucas pessoas (em termos mundiais) vivem no campo. Desta forma, necessário se faz uma ação evangelística que contemple o indivíduo em seu contexto urbano com tudo o que isto significa. O apóstolo Paulo em suas viagens missionárias teve como foco várias cidades do Império Romano. Suas cartas foram escritas a igrejas urbanas orientando-as sobre como poderiam desenvolver seu ministério na cidade. 

A CIDADE É UM CAMPO DE BATALHA. A Igreja de Jesus precisa apresentar o Evangelho de forma saudável e aprender a vivenciá-la dentro de um contexto urbano problemático. As Escrituras demonstram que Jesus Cristo está voltando. O cristão não pode vivenciar uma utopia humanística em achar que, através da pregação e vivência do Evangelho, todos os problemas urbanos serão resolvidos. Mas o Evangelho proporcionará sim, o alento e a salvação para o homem que se defronta com situações como o caos no trânsito. Jesus foi enfático: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33). 

O AGIR DE DEUS em meio ao trânsito conturbado de nossas cidades todos os dias, é um milagre que não pode ser menosprezado. O Espírito Santo pode trabalhar em meio ao caos como fez no principio da criação em Gênesis (1.1,2). Convém que haja mais filhos e filhas de Deus por aí, agindo em conformidade com a direção do Espírito em suas vidas (Rm 8.14). Servos de Deus que vivem sem murmurações e contendas, irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis que vivem e trabalham em meio a uma geração corrompida e perversa. A Palavra de Deus afirma que eles que assim vivem, resplandecem como astros no mundo (Fp 2.14,15). 

ABORDAMOS AQUI somente a questão da mobilidade urbana. Mas o agir dos servos de Deus nessa sociedade caótica contempla muitos e variados problemas. Por isso mesmo aqui estamos, para anunciar as virtudes d'Aquele que nos salvou e que pode perfeitamente também redimir a tantos quantos ouvirem a mensagem e crerem n'Ele.

SEREMOS UMA GERAÇÃO DE CRENTES que se vivem em guetos eclesiásticos, sem tomar ciência dos grandes problemas hodiernos, como este da mobilidade urbana, ou sairemos para o mundo, vivendo e proclamando em alto e bom som a verdade libertadora do Evangelho de Jesus Cristo? Os homens que crerem em Cristo não precisarão mais gemer sob o peso das cadeias urbanas, cadeias do stress, da agitação, do barulho infernal, mas poderão ser como o apóstolo Paulo e Silas e cantarem alegremente, mesmo estando presos (At 16.25). Na sinagoga de Nazaré, Jesus leu o profeta Isaías, referindo-se a Ele mesmo: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18,19).  

Pense nisso.....




    

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Uma breve reflexão em defesa da cosmovisão teísta na criação do universo

A INDAGAÇÃO procede: A matéria, ou seja, aquilo que não é racional, que é ininteligível, ou o acaso, poderiam dar origem a um universo que demonstra sinais indubitáveis e inconfundíveis de uma Inteligência que criou, ordenou e está sustentando todos os seus elementos e processos?

O RACIOCÍNIO que utilizamos cabe aqui se pensarmos em um relógio mecânico, da beleza e harmonia de todos os seus componentes, cada um deles obedecendo a um propósito preordenado. Entretanto, se pensarmos em cada peça  isolada do restante, do todo, o conjunto e as peças perderão sua razão de ser. Mas se considerarmos todos os componentes em funcionamento harmônico, cumprindo o objetivo para o qual foi desenhado e projetado, o objeto adquire pleno significado e propósito.

ASSIM TAMBÉM o universo, a criação. Ele é ordenado. Tem significado. Tem propósito. É um sistema uniforme de causa e efeito. Isso implica que o Criador está envolvido nele, intervindo nele, ordenando e reordenando todas as coisas.

A ILUSTRAÇÃO do mecanismo de um relógio é procedente. Porém, é preciso que se considere o que disse James W. Sire em seu notável livro "O Universo ao Lado" (United Press): "Os cientistas modernos têm descoberto que as relações entre os vários elementos da realidade podem ser muito mais complexas, se não mais misteriosas, para que a simples imagem do mecanismo de um relógio seja considerada" (p.70).

O DEÍSMO é uma escola de pensamento que, se não chega a negar Deus, porém o concebe como distante e indiferente para com o universo que criou. E se Deus é assim, nenhuma intervenção, nenhum milagre seria possível. Ele criou todas as coisas sim, mas elas permanecem sem nenhuma intervenção de Sua parte.

PORÉM O NATURALISMO é outra escola de pensamento que radicaliza ainda mais a questão ao propor a total impossibilidade de um Criador sobrenatural e transcendente. Concebe a matéria do universo como auto-existente e eterna. O cosmo existe como uma uniformidade de causa e efeito num sistema fechado sem a menor possibilidade de alguma intervenção externa, ou seja, Deus.

FRANCIS SCHAEFFER em "A Igreja do Final do Século XX" (Editora Sião) escreveu: "Mais tarde chegamos à diferença entre a ciência moderna e o que eu chamo de a moderna ciência moderna. A ciência moderna surgiu do conceito cristão de que o homem, baseado na razão, poderia compreender o universo porque um Deus dotado de razão o havia criado. A moderna ciência moderna, entretanto, ampliou a ideia da uniformidade das causas naturais pelo acréscimo de um novo conceito - em um sistema fechado. Esta pequena frase mudou tudo na vida, porque pôs tudo dentro da máquina. (....) É evidente que, se tudo é colocado em termos de máquina, não há lugar para Deus. Mas também não há lugar para a expressão do homem, não há lugar para a beleza, para a moral ou para o amor. Chegando a este ponto, vimo-nos em um mar sem praias. Todas as coisas, então, se apresentam sem vida. Mas a pressuposição da uniformidade das coisas naturais num sistema fechado não explica dois pontos básicos que se deparam diante de nós: (1) a existência e a forma do universo e (2) a dignidade do homem" (pp 17,18).

HÁ PORTANTO, um grande embate entre as cosmovisões teísta e humanista ou naturalista. 

O SISTEMA CRISTÃO, ou o teísmo apresenta pressuposições muito mais coerentes com a realidade do que as pressuposições naturalistas. O naturalismo afirma sem rodeios que a matéria sempre existiu. Todavia, o teísmo aponta para Aquele que criou a matéria. Um Ser superior, inteligente que criou a matéria bruta, inferior e desprovida da faculdade da razão.

COMO ACEITAR uma cosmovisão que atribui à matéria irracional, uma auto-existência ou a autoria de um ordenamento de tudo que está ao nosso derredor? Como atribuir à matéria e ao acaso a ordem e harmonia que observamos em todas as coisas?

O COSMO foi criado como uma uniformidade de causa e efeito num sistema aberto. Não foi criado para ser caótico. Ordem, harmonia e propósito permeiam todas as coisas. O profeta Isaías declara isto de forma magnânima (45.18): "Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a  criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro." Notemos igualmente a questão do sistema ser aberto, ou seja, não está programado, estanque, imóvel, mas está suscetível ao reordenamento, tanto por Deus como por nós, seres humanos. Isto fala das ações de Deus nesse mundo, por exemplo, logo após a Queda ao reordenar as vidas de Adão e Eva e de toda humanidade trazendo ao mundo a redenção através de Jesus Cristo. Se o universo não fosse ordenado, nenhuma de nossas ações no mundo teriam efeito ou, se o curso dos acontecimentos fosse determinado, nenhuma de nossas decisões teriam significado.

É PRECISO que se entenda que o naturalismo consiste em um sistema de crenças pessoal, assim como uma das inúmeras religiões humanas. Cientistas naturalistas fazem tentativas de causar uma impressão de que são racionais e objetivos e de que os cristãos seriam subjetivos e preconceituosos. As premissas do naturalismo não podem ser testadas empiricamente tal como a afirmação do falecido Carl Sagan, autor do livro "Cosmos" que deu origem a uma série científica na TV: "O cosmos é tudo o que é, ou sempre foi, ou sempre o será." 

A QUESTÃO premente nessa afirmativa do ateu Sagan é que ela não se sustenta diante da primeira e segunda leis da termodinâmica que é o estudo da matéria e da energia. A primeira lei afirma que a quantidade de energia do universo é constante, ou seja, o universo possui uma quantidade finita de energia. Pode-se também enunciar esta primeira lei de outra maneira: de que nada está sendo criado agora. Isso implica que, ou todas as coisas foram criadas em alguma ocasião do passado, ou sempre existiram como no presente. A segunda lei é também conhecida como lei da entropia que significa que as coisas na natureza tem a tendência a se desordenarem. Ou seja, em processos espontâneos na natureza, a ordem tende a tornar-se em desordem. Com o tempo, conforme a segunda lei, as coisas naturalmente se desfazem. 

PODE-SE COMPARAR a primeira lei a um carro com quantidade limitada de combustível e seu motor está gastando o combustível durante todo o tempo em que o veículo está se movimentando (a segunda lei). O carro ainda estaria se movimentando, caso a ignição tivesse sido ligada em um tempo muitíssimo distante? Obviamente, ele estaria sem combustível agora. Da mesma forma, o universo estaria sem energia agora se ele fosse eterno como desejam os naturalistas que tiveram em Carl Sagan um de seus maiores representantes. O universo não é eterno. Ele teve um começo. Henry Morris escreveu: "O universo está "indo abaixo", aproximando-se de um estado de completa desordem e morte. Visto que tal estado não foi ainda atingido  o universo não pode ser infinitamente velho. Portanto, ele tem que ter tido um princípio" (Criação ou Evolução, Editora Fiel, p.11). Norman Geisler e Frank Turek asseveraram com bastante propriedade em seu livro "Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu" (Ed. Vida): "Esse aspecto da segunda lei também nos diz que o Universo teve um começo. Uma vez que ainda temos alguma ordem - assim como ainda temos alguma energia utilizável - , o Universo não pode ser eterno, porque, se fosse, teríamos alcançado a completa desordem (entropia) neste momento" (p.76).

PORTANTO, fico a pensar nos inúmeros argumentos e proposições dos naturalistas, dos humanistas e antiteístas que são carentes de uma fundamentação sólida e que desconsideram totalmente a possibilidade de um Ser inteligente e Onipotente que trouxe deu origem ao cosmo, que bem lhe ordenou, propositou e que continua a governá-lo, intervindo sempre que achar necessário. A ciência e suas descobertas apontam claramente para a possibilidade de um Ser superior e inteligente ter criado todas as coisas e são muitos os cientistas (a maior parte deles não se consideram cristãos) que  se inclinam favoravelmente a isto, uma pesquisa na web sobre o Criacionismo ou sobre o Design Inteligente mostrará este fato. 

CONSIDEREMOS agora a grande intervenção além daquela que o Senhor Deus fez quando da Queda do primeiro casal e também quando do nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão do prometido Redentor (Gn 3.16), ocorrerá através da segunda vinda de Jesus Cristo em glória nas nuvens do céu. Nós cristãos aguardamos com firmeza e esperança a consumação das profecias da Palavra de Deus muitas delas proferidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo acerca da promessa de Seu breve retorno. Quando isto ocorrer, cumprir-se-á a palavra registrada pelo apóstolo Paulo em 2Ts 1.8,9: "Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não são submissos ao Evangelho de nosso SENHOR Jesus. Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação permanente da presença do SENHOR e da majestade do seu poder" (Bíblia King James). O Senhor Jesus em Sua segunda vinda irá julgar a todos que negam a verdade da Palavra de Deus, dos que não se submetem humildemente a essa verdade, ou não se dão ao trabalho de investigá-la e dia-a-dia insistem em negar os fatos da criação de todas as coisas por Deus sustentando teorias e ideias contrárias ao que claramente está descrito na revelação bíblica.

QUE ELES atentem para a advertência desta palavra em Romanos 1.20: "Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido observados claramente, podendo ser compreendidos por intermédio de tudo que foi criado, de maneira que tais pessoas são indesculpáveis" (BKJ). O texto bíblico é claríssimo em afirmar que os atributos de Deus, poder e sua natureza igualmente, se observam de forma clara na natureza, no cosmo, no universo, de tal forma que eles nenhuma desculpa terão no dia do Juízo quanto a estas coisas. Ademais, a Bíblia diz ainda que é tola a pessoa que afirma que Deus não existe (Sl 53.1).   

QUE TODOS os que insistem nas premissas do naturalismo possam examinar as premissas do teísmo, ou ainda do criacionismo e deixar todo orgulho intelectual de lado para poderem enxergar as "digitais" do Criador que estão espalhadas em toda Sua criação!

MEU AMIGO se é esse o seu caso, pense bem e considere sobre tudo o que leu. Que o Senhor Deus, nosso Criador, lhe conceda graça hoje e sempre.

sábado, 27 de abril de 2013

Alguém chamado cristão e o CHAMADO cristão

ORANDO a Deus nessa manhã, veio ao meu coração a seguinte indagação: Porque alguém chamado cristão ficaria aflito, apreensivo, ansioso por ainda não ter alcançado determinadas coisas nessa vida? Porque alguém chamado cristão que ainda não possui casa própria, automóvel, estabilidade na profissão e bom salário, por exemplo, estaria angustiado, preocupado, amargurado, por não ter ainda a posse de todas essas coisas?

PORQUE ALGUÉM chamado cristão que ainda não tenha encontrado seu parceiro ideal, aquele que lhe será companheiro para juntos perseverarem na árdua caminhada pela estrada da vida, porque esse alguém chamado cristão estaria triste, acabrunhado, melancólico em face dessa ausência?

O SER chamado cristão teria mesmo razões fundamentadas para lamentar todo seu infortúnio, toda ausência, toda carência, todas as privações, pelas quais sofre em seu momento presente?

ACREDITO, com base nas Escrituras, que nenhuma das necessidades desse ser chamado cristão, enquanto ele estiver vivendo sobre a Terra, deveria conduzi-lo a gastar seus dias em lamúrias, queixas e perplexidades face a seus insucessos, ou seja, a não ter alcançado coisas que, embora lícitas em si mesmas (tais como casamento, casa, carro, realização profissional, etc) todavia, não podem jamais ocupar o primeiro lugar em seu coração, sede de seus afetos.

SE EU SOU alguém reconhecido como cristão, que me vejo, me reconheço e convicto estou de que sou de Cristo, então considerarei e terei em mais alta conta o chamado de Deus para Lhe servir na Pessoa de Seu Filho. Sim, pois alguém pode ser chamado cristão, entretanto não se apercebeu ainda de quão prioritário é esse chamado e de como esse chamado para ser cristão relativiza e deixa em segundo plano todas as demais coisas em sua vida enquanto discípulo de Cristo, Ele mesmo disse em Mt 6.33: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." Esse chamado é prioritário. Sobrepuja e inferioriza tudo o mais nessa vida. É o chamado para a vida do Reino de Deus, o único reino que prevalecerá para sempre (Dn 2.44; 7.13,14).

NOTEMOS que Jesus não está afirmando que as coisas dessa vida não tenham importância, ou seja, de que não sejam legítimas aspirações dos seres humanos, até mesmo dos assim chamados cristãos. Mas é necessário uma consideração aprofundada em todo crente no que tange à essência do que agora significa viver, onde ele poderá (e isso tem acontecido em profusão) inverter as prioridades, dando mais valor ao ter em detrimento ao ser; tendo apenas um adjetivo sobre sua pessoa -"cristão" - mas deixando a cada dia de entender o que isto significa (se é que de fato tenha em algum momento considerado isso seriamente).

O NOVO NASCIMENTO é o início da caminhada nessa vida com Jesus. Durante o trajeto, Cristo, através do Espírito Santo, vai conduzindo o crente de tal maneira que, este aos poucos irá compreendendo seu chamado peculiar. Infelizmente, fatores ambientais, culturais, ou mesmo circunstanciais tem ofuscado esse entendimento. Alguém chamado cristão tem de necessariamente compreender a essencialidade de seu chamado cristão.

ISSO POSTO concluo entendendo que um cristão jamais deverá menosprezar a devida consideração sobre seu chamado para viver a ética do Reino de Deus. Mais do que nunca, é tempo de cada um que se considera discípulo de Jesus Cristo, considerar seriamente e com profundidade, as implicações desse chamado para servir a Deus.

NÃO DISSOCIE uma coisa da outra. Ter sobre si o adjetivo "cristão" implica considerar o chamado singular que essa pessoa possui agora que está em Cristo. Ele prioriza tudo o que concerne ao Reino de Deus e secundariamente valorizará aquilo que as pessoas que não tem sobre si esse Nome colocam como prioridade, as paixões da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens (1Jo 2.16 - Bíblia King James).

É POR ISSO QUE nesse particular, a reflexão bíblica deverá ser tão valorizada, porque somente assim, o crente em Jesus vai compreender pela leitura e estudo da Bíblia e do ministrar do Espírito Santo "tudo o que diz respeito à vida e piedade" (2Pe 1.3) e estará honrando de fato ao Senhor, estará servindo a Deus naquilo que é essencial e prioritário, de acordo com Sua Palavra, e não mais de acordo com a cultura ao redor da Igreja, que a influencia e faz com que o crente não se aproprie em verdade no que consiste em ser cristão de verdade.

SEJA CRISTÃO cumprindo
seu chamado com integridade.

PENSE nisso! 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Covardia, a arma por excelência do terror

FIQUEI revoltado com o atentado terrorista nesta semana em Boston, EUA, durante a realização da Maratona Internacional realizada naquela cidade todos os anos, com centenas de atletas participantes e milhares de pessoas prestigiando o evento. O que se passa na mente de pessoas que, sob o argumento de odiarem os Estados Unidos da América e repudiarem a presença norte-americana em países árabes como o Iraque ou o Afeganistão, por exemplo, prepararem bombas de fabricação caseira com o potencial de matar e ferir as pessoas que estão assistindo o evento, homens, mulheres e crianças e que nada tem a ver com a política externa adotada pelo governo de seu país?   

PESQUISEI sobre como funcionam as bombas de fabricação caseira ("homemade bombs" em inglês),  e no site http://www.perito.blog.br encontrei a descrição dos efeitos desse tipo de artefato explosivo. Leiamos sobre o efeito de fragmentação: "São mais comuns quando o explosivo acha-se confinado no interior de um recipiente qualquer. Uma bomba de fabricação caseira poderá conter pregos, parafusos, fragmentos de metal ou de vidro, pedras, porcas, arruelas, etc, juntamente com os explosivos tudo no interior do mesmo recipiente ou, então, misturados no próprio explosivo  a fim de aumentar os efeitos de fragmentação. Um exemplo típico é a chamada 'bomba de tudo'. É necessário extremo cuidado ao aproximar-se de uma bomba deste tipo e somente pessoas especializadas é que deverão atuar na área." 

AGORA leia sobre os efeitos de pressão ou onda de choque: "São mais observados quando o explosivo acha-se confinado no interior de um prédio ou de outra área interna. Normalmente, quanto mais forte e mais confinada for a área ao redor da explosão, maior será o dano infligido pela onda de pressão ou de choque, quando da sua expansão. Na verdade, a onda de pressão ou de choque é o efeito violento do deslocamento de ar ou onda consistindo de um aumento seguido de uma diminuição extremamente rápida da pressão atmosférica."   

A DESCRIÇÃO que vocês acabaram de ler só aumenta nossa revolta pela forma covarde como seres humanos planejam, constroem e levam a efeito a detonação de um artefato que não tem outro objetivo que matar e/ou mutilar a outros seres humanos. O que leva um indivíduo a empregar de forma maléfica sua inteligência, tempo e recursos para fabricar algo que só trará dor, morte e destruição? 

SABE-SE até o momento que dois homens jovens, naturais da Chechênia, uma das repúblicas da Federação Russa, estariam envolvidos no atentado, segundo as autoridades policiais norte-americanas. Um deles, segundo se consta, teria 26 anos e foi morto em perseguição, após troca de tiros com as forças de segurança, e o outro está foragido até o momento e um grande aparato está sendo empregado para tentar capturá-lo em uma das cidades da região metropolitana de Boston. Segundo a polícia, ele teria 19 anos e estaria armado, inclusive com explosivos.

OS ESTADOS UNIDOS tem uma grande população de imigrantes de vários países e o estado de Massachussets, onde fica a cidade de Boston, recebe muitas dessas pessoas (brasileiros, inclusive) que procuram as prestigiadas universidades de Harvard ou o MIT (Massachussets Institute of Technology) visto serem instituições de renome mundial. Os suspeitos do atentado na Maratona de Boston eram estudantes e segundo apurado, estavam nos EUA há dez anos. Ambos eram muçulmanos.

QUE FIQUE BEM CLARO que não desrespeitamos a fé de quem quer que seja, assim como não gostaria de ser desrespeitado na fé cristã que professo. Outrossim, sabemos o potencial que o Islamismo possui para levar seus seguidores a levantarem bandeiras contra o "grande Satã" como muitos dentre eles denominam os EUA e assim, cooptar indivíduos que farão qualquer coisa, mesmo com risco da própria vida, para infligirem sofrimento máximo contra cidadãos americanos ou até mesmo contra qualquer outro que lhes seja aliado. Fazem isso com promessas de seus líderes do tipo: "Matem a maior quantidade de americanos que puderem e lhes será assegurada a entrada no Paraíso onde terás muitas virgens para seu eterno deleite." Promessas como essa na mente de determinados indivíduos, podem sim levá-los a cometer atrocidades sem pensarem um só instante no grande mal que estarão causando, não lhes importando que atinjam até mesmo mulheres grávidas, crianças ou idosos, o que querem é causar um impacto para chamar a atenção para aquilo que acreditam ser a verdade. E causar pânico, aflição e dor entre as pessoas.

INFELIZMENTE também entre aqueles que se dizem "cristãos" existem os que defendem o uso do terrorismo para expressarem sua oposição a ideias contrárias. O terrorismo do IRA (Irish Republic Arm - Exército Republicano Irlandês) é um clássico exemplo. Eles foram um grupo paramilitar católico que pretendia separar a Irlanda do Norte do restante do Reino Unido e reanexar-se à República da Irlanda. Atacavam protestantes com o uso de métodos terroristas, principalmente ataques com bombas. Em 20 anos de ataques contínuos, causaram mais de 3.500 mortes. A maioria da população norte-irlandesa era de protestantes e a minoria católica tinha sua vontade impedida de se manifestar em candidaturas políticas e plebiscitos. Sendo assim, esta minoria através dos ataques do IRA apelou para a força e o terrorismo como maneira de fazer impor sua vontade. O grupo cessou suas atividades no ano de 2005 com a deposição de suas armas.

PORTANTO, tanto entre muçulmanos como entre "cristãos", como também em outros grupos (os judeus, por exemplo, na época de Jesus, tinham nos "sicários" seus terroristas de plantão, que mataram a muitos  soldados romanos) pode haver o uso do terror assassino. Pode haver a maligna disposição de matar em nome do que se acredita ser o certo para si e/ou para seu povo. Nós, que seguimos a Jesus Cristo, que procuramos obedecer-Lhe os mandamentos, que copiamos sua vida como exemplo para nossa própria conduta, abominamos e repudiamos veementemente tal pensamento.

JESUS DISSE: "Um novo mandamento vos dou: Que vos amei uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13.34,35). Jamais alguém que segue ao Senhor Jesus deverá sequer imaginar em infligir danos ao seu semelhante, seja de que tipo for, para alcançar qualquer objetivo. A fé cristã caracteriza-se pelo amor abnegado em favor do outro. Em doar-se pelo próximo. Em compreender e amar seu semelhante. Por isso, totalmente repudiamos atitudes violentas e hostis contra seres humanos, mesmo que estes não comunguem da mesma fé que comungamos. Tolerância é uma marca registrada do crente em Jesus, assim como a benignidade, a longanimidade, a mansidão, o domínio próprio, a fé, a esperança, a paz, a alegria, a paz, a bondade e coroando isso tudo, o amor (1Co 13.1-13; Gl 5.22).

TEMOS POR CERTO que somente pessoas transformadas pelo poder do Evangelho de Cristo, é que contribuirão para a construção de uma sociedade melhor. Somente o poder do Espírito Santo é que pode efetivamente mudar o maligno coração humano. Jesus foi categórico nisto ao afirmar o quanto de perversidade existe em cada um de nós (Mt 15.19,20; Mc 7.20-23). Não será a mera religiosidade, mesmo a religiosidade dita "cristã" que mudará o malicioso, sombrio, maléfico e pernicioso coração humano. Nossa natureza foi corrompida no Éden com nossos primeiros pais. Mas Jesus Cristo, através de sua morte vicária na cruz do Calvário, nos trouxe a possibilidade de transformação e estabelecimento de comunhão com nosso Pai celestial. Somente nEle encontraremos a necessária transformação. O apóstolo Paulo escreveu em 2Co 5.17: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."

SEMPRE nos causará espécie atos covardes como esse perpetrados em Boston. E não serão os últimos, infelizmente. Nestes tempos em que se aproxima cada vez mais o retorno triunfal de nosso Senhor Jesus Cristo, tem aumentado o fanatismo de muitos, o derramamento de sangue tem sido a forma mais eficaz que eles julgam para alcançar seus objetivos (libertação do opressor ou afirmar a verdade de sua fé). Mas nós, discípulos do Princípe da Paz, estaremos caminhando na contramão desses discípulos do Príncipe das Trevas, demonstrando em palavras e em atos, a excelência da vontade de Deus conforme nos atestam as Escrituras do Antigo e Novo Testamento. Somos mais que vencedores em Cristo Jesus (Rm 8.37), e os dois versos seguintes nos deixam absolutamente seguros na Pessoa em quem temos crido: "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.38,39).

NÃO ESQUEÇAMOS de orar pelos sobreviventes, pelos muitos mutilados nesta covarde ação terrorista para que prontamente se restabeleçam. Vamos orar pelos parentes das vítimas fatais igualmente. Que o fugitivo suspeito seja preso, julgado e exemplarmente condenado pela Justiça norte-americana. E, principalmente, que ele, ou até mesmo outros que possam ter tido algum envolvimento na ação tenham um encontro com o Senhor Jesus, pois o desejo de Deus é de que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade que é Cristo Jesus (1 Tm 2.4).

QUE TODOS NÓS pensemos, reflitamos sobre tudo isso!











quinta-feira, 14 de março de 2013

Papado, uma equivocada tradição de séculos....

Somente o apego denodado a algo estabelecido há séculos justifica uma instituição antibíblica como o papado. Do ponto de vista de sua tradição eclesiástica, a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), afirma sem rodeios que os papas são sucessores do trono de São Pedro que teria sido o primeiro papa. Mas isto é algo que não se sustenta historicamente. Pode ser aceito dentro do âmbito da tradição católico-romana, com seus seguidores no mundo inteiro. Mas nós, cristãos evangélicos protestamos contra esta instituição humana que não encontra respaldo histórico e muito menos bíblico.

Para começar, não existe prova substancial de que o apóstolo Pedro teria estado em Roma. Sabemos que o apóstolo Paulo sim, esteve e está registrado no livro de Atos (28.14-31). Mas as histórias que se levantaram  sobre Pedro, de que esteve em Roma, não se tem certeza nem prova histórica substancial, muito embora, nem tudo que aconteceu na época foi registrado no livro histórico de Atos por Lucas, seu autor, sob inspiração do Espírito Santo. E mais ainda, e é o que quero destacar, não se sustenta de forma alguma de que Pedro (mesmo que estivesse passado ou morado em Roma, como efetivamente aconteceu com o apóstolo Paulo) teria sido o primeiro bispo de Roma ou, como o catolicismo afirma com todas as letras, o primeiro papa.

Declarar durante séculos este suposto fato é o que dá sustentabilidade à instituição papal. Quando se diz que o Papa é sucessor de Pedro, que teria sido então o primeiro deles, isto por si só, na ótica católica, garante uma linha direta que chega até Jesus Cristo, pois do Papa é dito que é o Vigário de Cristo sobre a terra. O peso dos séculos e da tradição solidificou esta suposta verdade de que o papado seria algo divinamente ordenado. 

Desde o Edito de Constantino em 313, foi crescendo a pretensão dos bispos da cidade de Roma para alcançarem posição de preeminência sobre toda a igreja cristã. A igreja de então, estava abandonando a simplicidade e pureza dos ensinos do NT quanto a ser real igreja de Cristo e ficava cada vez mais parecida com o Império Romano como organização. Crescia a tendência para que tivesse um chefe, um cabeça. O Império Romano era governado por um homem com poderes absolutos. Em toda parte, bispos governavam  as igrejas nas cidades do império, mas uma pergunta começou a surgir: Quem governará os bispos? Qual bispo deve exercer na igreja a autoridade que o imperador romano exerce em todo o império? A história da Igreja demonstra que os bispos que dirigiam igrejas em certas cidades eram chamados de "metropolitanos" e mais tarde seriam chamados de "patriarcas", que estavam em Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma. 

Entre estes cinco patriarcados havia disputas constantes pela supremacia sobre toda a igreja. Mais tarde, esta disputa se limitou aos bispos de Roma e de Constantinopla. O bispo de Roma tomou sobre si o título de "pai" que logo depois foi modificado para "papa". Então, ficou estabelecida a disputa pelo poder sobre toda a cristandade de então, à moda do império romano, pelo patriarca de Constantinopla e o papa de Roma.

Roma reclamava esta posição única de autoridade porque logo surgiu a lenda de que Pedro teria sido o primeiro bispo da cidade. Entendiam que, se ele fora bispo, logo, teria sido o primeiro papa. Citavam dois textos dos evangelhos para legitimar a posição do apóstolo Pedro: Mateus 16.18: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" e também João 21.15-17, onde por três vezes Jesus Cristo ressurreto diz a Pedro: "Apascenta as minhas ovelhas". 

Infelizmente os dois textos foram muito mal interpretados pelo catolicismo romano para justificar o suposto primado de Pedro. Na verdade, quando Jesus diz "tu és Pedro" nesse caso, o nome do apóstolo é Kephas (no grego, Petros) que significa o fragmento de uma rocha. Na expressão "sobre esta pedra" estava Cristo referindo a Si mesmo como "petra" uma rocha inabalável, irremovível, para diferenciar de petros. Verdadeiramente aqui aprendemos que Cristo é a única fundação da Igreja, aliás, como o próprio apóstolo Paulo referiu em 1 Coríntios 3.11: "Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo." O apóstolo Pedro, assim como o apóstolo Paulo eram apenas alguns dos construtores. Pedro escreveu: "E, chegando-se para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo." E no verso seguinte, Pedro diz ainda: "Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina (ou seja, Cristo), eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido." 

Dentro deste contexto, cito também Efésios 2.20-22: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para de Deus no Espírito." Podem os católicos querer argumentar no verso 19 do cap. 16 de Mateus de que Jesus deu as chaves da Sua Igreja para Pedro, ou seja, conferindo-lhe toda autoridade. Mas à luz do contexto geral do NT, "dar as chaves do reino dos céus" significa autoridade e poder conferidos não somente a Pedro mas a todos os crentes por extensão, é só lembrar do dia de Pentecostes e o que o próprio Pedro disse em Atos 2.39 sobre a promessa do Espírito Santo e o respectivo poder que seria conferido a todos os verdadeiros crentes em Jesus Cristo.

Em João 21.15-17 quando o Senhor Jesus ressurreto restaurava a Pedro, perdoando-o de seu pecado em negar ao Mestre e mandando pastorear Suas ovelhas, tratava-se de um comissionamento individual, ou seja, Pedro deveria cuidar de vidas, ser um pastor, segundo a vontade de Deus para ele. Esta passagem nada tem a ver com a instituição papal, que é uma invencionice humana sem base alguma na Bíblia Sagrada.

Os cristãos na época da história da Igreja que conhecemos como a época da Igreja Imperial, que vai do Edito de Constantino em 313 até a Queda do Império Romano em 476, viram surgir o embrião da ICAR de hoje que está espalhada no mundo inteiro e tem sua sede no Vaticano, considerado um país, um estado pontifício (palavra derivada de Sumo Pontífice, ou seja, o Papa), dentro da cidade de Roma. No período a que nos reportamos e principalmente no período seguinte, a época da Igreja Medieval, de 476 até 1453, com a queda de Constantinopla, os argumentos sobre o papado de Pedro fortaleceram-se e entenderam portanto que, se Pedro fora o chefe da igreja, seus sucessores, os papas romanos, deveriam continuar a exercer a mesma autoridade.

A partir da ascensão de Leão I em 440, o bispo romano passou a reivindicar a supremacia e poderio sobre os outros bispos. Este bispo declarou que "o cuidado da Igreja universal deve convergir para a cadeira de Pedro (ou seja, para o bispo romano) e nada deve ser separado de sua cabeça." Esta doutrina foi reafirmada no Concílio de Calcedônia em 451 por Leão I, através de seus emissários. Compreendia-se pois, que Pedro havia recebido de Cristo "a primogenitura eclesiástica" sobre os demais companheiros de apostolado e então essa posição de superioridade passaria aos seus sucessores, os bispos de Roma, por sucessão apostólica. Estava criada, conforme os raciocínios e sutilezas dos homens, a instituição papal. Obra humana. Nada tem de divina.  

O que acho interessante é que o apóstolo Pedro, em sua humildade conforme 1Pe 5.1-4 assim se expressou quanto ao ministério pastoral: "Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória."

Sabemos pela história da Igreja cristã, que os papas governaram a igreja romana e a cristandade com mão de ferro, muito contrariamente ao que o apóstolo Pedro ensinou na passagem citada. Usaram a força, a ganância, eram dominadores (assim como os imperadores romanos), e muitos deles não foram exemplo algum de santidade para o rebanho, mas foram fonte de muitos escândalos e confusões. Não foi à toa que Martinho Lutero divulgou suas 95 teses, protestando veementemente contra uma instituição falida e que pilhava o povo simples apregoando heresias (como as indulgências, por ex.) e afastando cada vez mais as pessoas do verdadeiro Evangelho.

Muito mais poderia ser falado, mas creio que o que está descrito aqui servirá para uma reflexão mais aprofundada da parte de todos aqueles que amam a verdade da Palavra de Deus e não se dobram a ensinamentos e tradições de homens. Ajudará a você, verdadeiro homem e mulher de Deus a evangelizar mais adequadamente a pessoas que se dizem cristãs e católicas, mas que não sabem discernir o joio do trigo, que são ensinados pela ICAR (e pelo papa, pois, dizem, sua palavra seria infalível), por exemplo, a colocarem Maria numa posição extremamente elevada (posição elevada na Bíblia somente Cristo) a ponto de ser adorada como se fora uma deusa, e muitas outras doutrinas sem base nas Escrituras que não comentaremos por falta de espaço, mas que você mesmo, servo de Deus, ou você, católico-romano que estiver lendo essas linhas, poderá conferir e cremos que o Espírito Santo mesmo Lhe mostrará a verdade do Evangelho como está realmente escrito e não como homens falíveis como o papa pretendem que seja.

Em o Nome de Jesus, pense nisso.

  

quinta-feira, 7 de março de 2013

Igrejas-empresas, projeção, prosperidade e poder

Conversava com minha esposa nessa manhã, à hora do café e falávamos sobre uma questão que gera muita polêmica: o fato de que certas igrejas são abertas em cidades e em bairros destas cidades onde o poder aquisitivo é maior e isto muitas vezes perto de outros ministérios, bem perto, na mesma rua ou quarteirão e em alguns casos até mesmo ao lado de outro templo já estabelecido há mais tempo no local.

O que me pergunto é o seguinte: Porque essas igrejas ou ministérios, chegando em determinada cidade, não procuram antes um bairro mais pobre e humilde para ali iniciarem o trabalho? Porque não procuram erigir uma igreja, ou mesmo, alugar um salão na parte pobre do município, visto que o trabalho da Igreja do Senhor não é "anunciar aos pobres o Evangelho?" ( Mt 11.5; Lc 7.22).

Sendo assim, não posso concordar com certas igrejas atuais que insistem na prática de estabelecerem-se em locais onde o poder aquisitivo das pessoas é alto. O que isto vem a significar? De que, antes de tudo, o que realmente interessa, não é ganhar as pessoas para o Senhor Jesus, em primeiro lugar, mas sim, conquistar em primeiro lugar seus bolsos, ou, suas carteiras. Sim, porque com a mentalidade empresarial que certos pastores de hoje possuem, mentalidade pragmática, de negócios, as "business churches" multiplicam-se a cada dia, porque o capital, o monetário, o lucro, é o que realmente atrai. Se no processo, alguns realmente se converterem ao Evangelho, tanto melhor. Mas, os dízimos e as ofertas devem ter a prioridade, e não a conversão, o discipulado, o ensino, a renúncia pessoal pelo bem do Reino de Deus.

E não adianta dizer que "o mundo" não está na Igreja. Sim, ele está mais do que podemos imaginar. Quando vejo igrejas evangélicas que priorizam o capital em detrimento da visão de como ser uma igreja bíblica, quando tudo o que pregam é uma prosperidade segundo parâmetros humanos e não segundo as ordenanças divinas, gera uma igreja de interesses monetários, que arrecada muito dinheiro, mas não arranca muitas almas das mãos de Satanás. 

Quero ver as igrejas brasileiras que se baseiam na arrecadação financeira (dízimos e ofertas) abrirem uma congregação em bairros pobres, mas muito pobres mesmo, sabendo que a entrada monetária será sempre fraca, em comparação às suas grandes igrejas em locais mais abastados, quero saber se eles tem interesse real em pregar o Evangelho aos pobres, como disse Jesus que deveríamos fazer, ou, se entendem que não é vantajoso, porque não é lucrativo, não gera recursos, mas, ao contrário, vai gerar muitas despesas para a igreja-matriz. Sei que algumas igrejas brasileiras que pregam o discurso herético da teologia da prosperidade, tem alguns templos em áreas pobres, mas de que adianta se a mensagem que pregam é diluída, é insossa, é deficiente, ou seja, não é saudável espiritualmente?     

Enquanto isso, olho com admiração e respeito para outro tipo de igreja no Brasil que está sim nas áreas pobres das grandes cidades com grande sacrifício de recursos materiais e humanos e que não se furta de pregar a sã doutrina, que ganha almas de fato, que discipula, ensina, igrejas que não medem esforços de anunciar o Evangelho aos pobres, igrejas que não querem arrancar o suado dinheiro dos crentes em Cristo, mas que ensinam uma saudável mordomia dos recursos. Crentes que vão dizimar e ofertar pelos motivos certos, pelo correto ensino bíblico que recebem e não por imposições anti-bíblicas de líderes ambiciosos e mal intencionados, que pregam uma esperança vazia de sentido bíblico. É isto que as igrejas que apregoam o evangelho da prosperidade material tem feito e quantos desiludidos estão hoje longe de Cristo por causa desse discurso falso.

O maior desejo dos pastores dessas igrejas capitalizadas é ver sempre seus templos abarrotados de pessoas, porque isto é sinônimo de boas entradas financeiras. Só focam neste aspecto. Quando falam em "ganhar almas para Jesus" é no sentido de encher os bancos ou cadeiras da igreja, tornando dia após dia estas pessoas contribuintes fiéis da "obra de Deus" e fazendo com que entendam que a vida com Cristo se resume a dizimar e ofertar com fidelidade e então, somente então, as bençãos estarão disponíveis, "as janelas do céus se abrirão" sobre a vida do contribuinte (cristão?) fiel. 

E com isso estes pastores capitalistas aumentam seu exército de seguidores fieis, geram obreiros à sua imagem e semelhança e estes são enviados para irem a uma localidade (claro, preferencialmente com pessoas de bom poder aquisitivo) para gerarem uma nova igreja nos mesmos moldes. E enquanto isso, onde estarão as igrejas que pregam e vivem o autêntico Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo?  

Conheço igrejas assim. Que claramente definiram sua visão pela estratégia capitalista. Não estão dentro da visão do Senhor Jesus "que sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis" (2 Co 8.9b). Na verdade, os 'ministérios monetários" são ricos, não se fazem pobres em favor dos pobres, e em sua riqueza, empobrecem ainda mais os pobres, tanto materialmente como espiritualmente.  

Mas louvo ao Senhor pelas igrejas sérias e responsáveis que ainda pregam o verdadeiro Evangelho, sem invencionices humanas e sem interesses escusos. Não são perfeitas, é claro, mas também não se entregam aos modismos que todo dia aparece na mídia, e por aparecerem na mídia, escandalizam cada vez mais as pessoas quanto à verdade do Evangelho de Cristo. Porque entendem que ser cristão, ser crente, é ser mantenedor financeiro da igreja, com falsas promessas de prosperidade, e nada mais. Triste constatação, mas é a realidade para muitos hoje em dia.

Que o Senhor possa abençoar ao Seu povo, que multipliquem as igrejas sérias, engajadas na pregação autêntica do Evangelho, tanto em áreas pobres, cidades ou bairros, como também nas localidades de maior riqueza de seus habitantes, porque o Evangelho de Cristo tem de ser pregado a todos, pobres e ricos, não há acepção de pessoas quanto a isto. Minha crítica neste texto, vai contra os pastores interesseiros, que imaginam tudo, dinheiro, posses, prosperidade, projeção e poder, e fazem da piedade causa de ganho (1Tm 6.5). Neste versículo, o apóstolo Paulo recomenda para que nos afastemos dos tais. 

Pense nisto.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A salvação do homem em Jesus é saúde total

FIQUEI deveras impressionado quando li o texto do Evangelho de João 4.22 em espanhol: "Vosotros adoráis lo que no sabéis; nosotros adoramos lo que sabemos: porque la salud viene de los Judios"   (versão de Reina Valera). O texto em português: "Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus."

O contexto demonstra que Jesus falava com a mulher samaritana como todos nós já sabemos. O que me impressionou na tradução em língua espanhola, foi o termo salud "saúde" em português. Me pergunto, porque foi utilizado este termo, ao invés de simplesmente a palavra equivalente a "salvação" em português, salvación? Se em português a frase "porque a SALVAÇÃO vem dos judeus" foi vertida assim, esperaríamos que no idioma hispano fosse: "porque la SALVACIÓN viene de los Judios." Então, porque foi usado o termo salud (saúde) e não salvación?

É claro que me reportarei ao original grego da palavra "salvação". Soteria é o termo grego. E quando compreendemos seu significado, fica explicada a preferência do tradutor da Bíblia espanhola pelo termo salud.

Segundo o Dicionário Grego do NT de Strong, soteria pois, é um termo feminino de um derivado de soter  (um libertador, um salvador) usado a rigor como um substantivo, significa resgate ou segurança (fisicamente ou moralmente): salvar, saúde, salvação, libertação. No sentido cristão, soteria é a libertação do pecado e suas consequências espirituais e a admissão à vida eterna, com bem-aventuranças no reino de Cristo. Por sua vez, a palavra soter é um substantivo de sodzo "salvar", "livrar" ou "proteger" (literal ou figurado: curar, preservar, salvar-se, fazer o bem, ser ou tornar íntegro). 

Esta palavra é usada em particular, referindo-se a pessoas. Usada igualmente com respeito a pessoas enfermas, salvar da morte, e, consequentemente, curar, restaurar a saúde: na forma passiva, ser curado, recuperado. E, especificamente, usada no tocante à salvação da morte eterna, do pecado, e da punição e infelicidade que resultam do pecado. Salvar e, como consequência, dar a vida eterna.

Notemos pois, como foi feliz o tradutor da Bíblia espanhola, ao escolher o termo salud em João 4.22, em detrimento de salvación. O termo utilizado é perfeito para demonstrar que, de fato, Jesus Cristo traz salvação ao ser humano, proporcionando-lhe saúde em todos os aspectos. Salvar, da parte de Deus, é saúde na certa. É restauração. É cura. A frase, "la salud viene de los Judios" nos informa que do povo judeu emana saúde porque o Senhor Jesus Cristo, o Salvador, é judeu e nEle está o restabelecimento, a restauração da integralidade humana, perdida por causa da Queda no Éden. Adão e Eva tinham saúde perfeita, integral. Perderam-na no dia em que rebelaram-se contra o Criador, a decadência tomou conta de seus corpos, de suas almas e, desde então, o homem não teve mais saúde perfeita, as doenças, as enfermidades de todo tipo entraram no mundo, acompanhando a morte conforme atesta o apóstolo Paulo em Romanos 5.12: "Portanto, como por um homem, entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram."

Mas o Evangelho deixa clara a mensagem de que em Jesus Cristo, libertação há de todas as consequências que sobrevieram sobre a raça humana por causa do pecado. Portanto, SALVAÇÃO é SAÚDE. Ser salvo é usufruir de restauração das consequências do pecado. Mas que fique claro que, só vamos desfrutar da plenitude desta saúde em toda sua pujança quando Jesus vier e sermos transformados e assim teremos um corpo igual ao corpo glorioso e ressurreto Dele (1Co 15.49-55; Fp 3.20,21; 1Jo 3.1-3). Creio firmemente que quando o Senhor Jesus disse que Ele daria vida abundante a todos que O seguissem (Jo 10.10), estava implícita naturalmente todo o significado que abordamos acima concernente ao significado das palavras originais gregas do NT, e, com toda certeza, a palavra "saúde".

"La salud viene de los Judios", ou, "a salvação vem dos judeus", com toda certeza, saúde proporcionada através da morte e ressurreição de Jesus Cristo unicamente. Não há outra fonte de saúde legítima e real além desta. Como também, não há Salvador, não há salvação para o homem à parte de Cristo Jesus, Atos 4.12: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." 

Obtenha cura substancial para o seu ser. Tome posse da salvação e saúde integrais disponibilizadas gratuitamente por Deus Pai em Seu Filho, por meio do Espírito Santo, de uma vez para sempre (Hb 9.28; 10.12). Não menospreze o remédio divino que lhe dará verdadeira saúde em todos os aspectos. 

Total libertação, total cura, total saúde e total salvação somente em Jesus Cristo. É plena saúde física, psíquica e espiritual. É ser livre do pecado. É estar salvo, lavado e remido pelo sangue de Jesus (1Jo 1.7). É  estar curado, liberto e restaurado pelo próprio Filho de Deus (Lc 4.18,19).

O nome "Jesus" significa "YHWH é salvação", "o SENHOR é salvação", ou seja, Jesus Cristo cura, dá saúde, restaura, restabelece, liberta.  

Pense nisso.





          

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Reflexões sobre a tragédia em Santa Maria

Esta não será a primeira e nem a última tragédia que ocorrerá neste mundo pré-retorno de Cristo. O que ocorreu na danceteria Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul está bem configurado com a presente dispensação que ora vivemos, ou seja, na presença do pecado, e como frisei acima, o tempo do pré-retorno do Senhor nas nuvens do céu. Sofremos todos nós com as consequências da presença do mal no mundo. Além disso, sabemos igualmente pelas Escrituras que Satanás e suas hostes estão presentemente atuantes e, embora derrotados pela obra de Jesus Cristo na cruz (Cl 2.15; Hb 2.14,15) podem e e realmente tem agido para afligir os seres humanos, principalmente os que estão em aliança com Deus por meio de Seu Filho.

Este é um mundo em desordem. Um mundo espiritualmente em caos. Um mundo que experimenta um vazio de Deus e um incremento das atividades diabólicas em todos os quadrantes, afinal, Jesus disse que ele, Satanás, é o príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30; 16.11). Um mundo onde o mal está presente e o pecado é a norma, não a exceção.

Mas também este é um mundo onde o verdadeiro Rei dele (1Tm 6.15; Ap 17.14; Ap 19.16) tem o domínio absoluto sobre tudo (Sl 24.1; 99.1). Mundo que o Criador amou e enviou Seu Filho para exatamente ser o resgate de tantos (Jo 3.16; Mt 20.28; Mc 10.45). Um mundo onde o Espírito Santo atua e efetivamente tem atuado em meio ao caos espiritual da humanidade através da mensagem reconciliadora do Evangelho (2Co 5.18-20), o Espírito de Deus age no mundo, no caos existencial das pessoas, assim como agiu no principio da criação, movendo-Se no caos primordial que era a Terra (Gn 1.2). 

Não deveremos achar que o que aconteceu na danceteria foi uma punição direta de Deus por viverem uma vida de pecados. É certo que a Bíblia declara que o Senhor Deus castiga e castigará aqueles que transgredirem Sua Palavra (2Ts 1.9; Hb 10.29; Ap 3.19). Mas nunca deveremos esquecer do caráter antes de tudo amoroso e benigno do Senhor. Ele não deseja a morte do ímpio, mas sim que Ele se converta de seus maus caminhos, seja salvo e viva retamente na presença Dele (Ez 18.23, 31,32; 2Pe 3.9).

Exatamente por causa da presença do mal no mundo, por causa da nossa natureza pecaminosa, mesmo que já tenhamos nascido de novo, somos sujeitos a pensar e expressar opiniões que não se coadunam com o testemunho das Escrituras. Esses jovens morreram porque o mal está atuante no mundo, porque vivemos num mundo pré-retorno de Cristo, num mundo ainda entregue ao seu príncipe que outra ocupação não tem que não seja tentar transtornar, perturbar, os retos caminhos do Senhor (At 13.10).

Creio no princípio bíblico de que todas as coisas acontecem para a glória de Deus, acontecem sob Sua permissão e acontecem para concorrer para o bem, porque sem dúvida alguma o Bem triunfará.

O mal e o pecado estão presentes no mundo, nas estruturas da sociedade humana e obviamente em todos nós, indivíduos. Uma danceteria que não deveria ter recebido alvará para funcionamento, que não tinha sinalização interna que indicasse as saídas de emergência e que na verdade, nem porta de emergência havia de fato, que estava abarrotada de pessoas, que permitiu a pirotecnia do grupo musical que se apresentava e isto num lugar com um isolamento acústico composto de um material altamente inflamável, boate esta onde os seguranças no momento em que os frequentadores da casa desejavam sair do ambiente que começava a ser atingido pelas chamas tentaram impedir a princípio a saída das pessoas por não efetivarem o pagamento de suas despesas no local (mas que cederam depois, entretanto, isto não impediu que muitos morressem), tudo isto não aponta para uma ambiência de malignidade no mundo em que vivemos que causa e realmente tem causado tantas tragédias?    

A marca do pecado e da malignidade é real. É impossível negar isto. A destruição e morte norteia a existência dos descendentes de Adão. O cativeiro ou servidão da corrupção do pecado (Rm 8.21) está em toda a criação de Deus. As marcas do pecado e do mal são evidentes no homem, nas estruturas humanas e na natureza. Sendo assim, tolos são todos (inclusive e principalmente cristãos) que atribuem ao Senhor a ocorrência dessas tragédias. Elas são consequências do atual estágio em que nos encontramos. E fora das Escrituras nenhuma outra explicação o ser humano terá para tentar entender porque estas coisas ocorrem.

Somente em Jesus Cristo e em Sua morte substitutiva o homem encontrará o necessário perdão (Cl 3.13) e a regeneração promovida pelo Espírito Santo (1Pe 1.3), a justificação diante do Juiz Supremo e a consequente paz (Rm 5.1) e a adoção na família de Deus (Ef 2.19). Tudo isto são os benefícios iniciais do Evangelho mas é muito mais do que isto, porque relacionar-se com Deus para o homem significará viver uma vida verdadeira, uma vida digna de ser vivida, uma vida abundante e plena de sentido em Cristo Jesus.

Deus não prometeu para nós todas as respostas, pelo menos nesta vida (Dt 29.29). Mas no que nos foi revelado, segundo esta passagem de Deuteronômio, o que está disponível para nós no conjunto dos 66 livros que compõem a Bíblia Sagrada, é suficiente para que descansemos no Senhor, para que confiemos nEle, para que seguros nEle estejamos em meio às incertezas deste mundo caído. Estamos todos aqui mergulhados e envolvidos em uma atmosfera espiritual adversa, onde o ar às vezes é rarefeito, espiritualmente falando, mas o Bom Pastor prometeu estar presente conosco todos os dias até o final da história humana (Mt 28.20).

O dia da vinda de Jesus Cristo se aproxima. Diante de tais tragédias e outras que certamente ocorrerão (Mt 24.6,7) devemos nos portar como filhos de Deus que somos e chorar com os que choram (Rm 12.15), deveremos consolar os enlutados (2Co 1.3-7) e proclamar em meio às dores e misérias das pessoas, o insubstituível Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Como povo de Deus presente no mundo, como Igreja do Senhor sobre a terra, aperfeiçoemos nosso amor no Senhor fazendo exatamente o que Ele nos mandou, nos comissionou a fazer até que Ele mesmo venha entre as nuvens em Seu grande e glorioso dia (Ap 19.11-21).

O que chegamos a compreender das dores da humanidade nesta vida é notório nas páginas das Escrituras. Jesus mesmo disse: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz: no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33).

É a mensagem consoladora, alvissareira, esperançosa do Senhor Jesus que devemos viver diariamente e ao mesmo tempo proclamar, a fim de que os que não usufruem do que já possuímos possam igualmente obter acesso a esta graça, acesso com confiança à presença do Pai (Hb 4.16).

Jesus Cristo definitivamente é a esperança de todos os seres humanos. O mal e a morte não prevaleceram contra Ele. O pecado foi derrotado. As hostes malignas estão todas subjugadas a Ele. Sua vitória é incontestável e brevemente Ele voltará como Rei que é para consumar de uma vez para sempre o que já foi feito na cruz do Calvário. E aí então, de forma gloriosa, será banido o mal, a morte e o pecado do universo. Deus tem Sua hora certa para assim o fazer.

Pense nisto.    














quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O dilema dos EUA: Armas, tragédias e liberdade

Uma das grandes tragédias que ora se abatem sobre os Estados Unidos e seu povo tem a ver com a polêmica questão de armamentos nas mãos de civis. É um fato histórico: A Segunda Emenda constitucional , de 15 de dezembro de 1791 concedeu o direito a qualquer cidadão estadunidense de possuir suas próprias armas em casa, assim foi redigido o texto: "Sendo necessária uma milícia bem ordenada à segurança de um Estado livre, o direito do povo de possuir e portar armas não deve ser infringido."

Necessária se faz uma discussão em torno do tema. É um grande equívoco essa emenda, que completou no mês passado, 221 anos. E é evidente que ela ficou obsoleta porque estamos em tempos muito diferentes desde quando foi promulgada. É grande o segmento na sociedade norte-americana a favor da manutenção dessa lei, a ala conservadora, que é composta de muitos assim ditos "cristãos". Existe uma organização não -governamental, a NRA (National Rifle Association - Associação Nacional do Rifle) que defende junto ao governo que a Segunda Emenda seja mantida. Wayne La Pierre, vice-presidente e gerente-geral do órgão chegou a dizer esta pérola: "A única coisa que detém uma pessoa má com uma pistola é uma pessoa boa com uma pistola", demonstrando assim sem pudor algum a mentalidade agressiva dos neoconservadores em uma sociedade que dá sinais de uma decadência evidente em muitos sentidos: intelectual, cultural, moral, político, econômico e principalmente, espiritual.

O presidente Barack Obama após o último massacre em Connecticut em 14 de dezembro onde 20 crianças e seis adultos foram mortos por Adam Lanza de 20 anos, depois de matar a própria mãe em casa e terminar cometendo suicídio,  disse: "Temos que observar mais atentamente uma cultura que glorifica as armas e a violência". Palavras um tanto vagas do presidente da nação militarmente mais poderosa do mundo, que infelizmente tem infringido leis internacionais em sua "guerra ao terror" e agora precisa acudir um problema de enormes proporções em seu próprio país, não só pela sequência de mortes nos últimos anos, em ataques em escolas, shopping centers, empresas, templos, cinemas, os serial killers americanos são muito abrangentes em seus nefandos ataques.

Os Estados Unidos vivem desde o século 19 sob uma cultura de violência imposta de cima para baixo pois apoiam o uso excessivo de força para resolução de arengas tanto dentro como fora de suas fronteiras. O governo desde 2002 durante a presidência de George Bush (filho), invade casas, controla o acesso de qualquer pessoa à internet, executa escutas telefônicas, pratica espionagem, tortura e interroga qualquer um suspeito de terrorismo e isso sem lhe dar direito à ampla defesa. É enfim um estado policial na mais plena acepção do termo. Logo os EUA, considerados a pátria da liberdade e dos direitos civis.

Infelizmente não dá para imaginar outra coisa da nação americana hoje do que esta: é um país que, por meio de seus governantes e sua política externa agressiva (e agora internamente também), tem se apresentado ao mundo como intolerante, truculento com seus cidadãos e que tem uma economia baseada na indústria armamentista. Os problemas sociais entre os norte-americanos são potencializados pelo fato de serem a sociedade que tornou-se a maior consumidora de drogas do mundo. É um negócio trilionário e que gera muita violência (veja o México, vizinho dos americanos, como está sob o domínio dos cartéis do narcotráfico). Suspeita-se que a CIA está envolvida diretamente, em parceria com o governo do Afeganistão, no tráfico de ópio (de onde se produz a heroína) a partir deste país (invadido por tropas dos EUA). 

Um Estado repressor, que invade outros países de forma unilateral e que não aceita ser interpelado pela ONU. Que usa de violência da maneira mais franca possível quando estão em jogo seus interesses. Um país belicoso fora e dentro de suas fronteiras contra seus próprios cidadãos. Que tem além de tudo, a maior população carcerária do mundo, correspondente a 1/4 da população carcerária mundial, a maioria desses detentos são negros. Este fato só reforça o racismo, outro problema na sociedade americana que, apesar dos progressos nesta questão nas últimas décadas, ainda é algo entranhado no seio da sociedade. 

Tudo isto e muito mais formam um caldo amargo e intragável tornando a vida das pessoas sem esperança e com medo de tudo e de todos. Nunca o cidadão americano terá a certeza de que pode fazer sua ligação telefônica, entrar e sair de sua casa, conduzir sua vida e seus negócios com toda tranquilidade porque os seus governantes tem agora o poder de fazer incursões em sua vida privada quando e onde desejar. E também, nunca se sabe quando e onde estará o próximo psicopata que descarregará suas armas contra quem estiver em sua frente, visto que, pelo andar da carruagem, será muito difícil, quase impossível, derrubar uma lei que está mesmo amalgamada com a forma de vida que os americanos tem e que se reforça por causa da cultura de violência do qual falamos e que o governo é o grande responsável e mentor. Somente para se compreender a gravidade desta situação, deixo aqui um link para que vejam quantos ataques já foram fomentados desde 1998, acesse aqui http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1201432-relembre-outros-ataques-a-tiros-nos-eua.shtml e isso é somente um resumo. 

O que resta, e falamos assim porque conhecemos a Cristo, é exatamente aquilo que os norte americanos tem ainda na essência de sua vida enquanto nação, enquanto povo: o sentimento religioso, mesmo que um tanto quanto decadente, mesmo que um tanto quanto domesticado e institucionalizado ou ainda, secularizado. Ainda há verdadeiros homens e mulheres de Deus na América que entendem que a solução para os graves problemas da nação está no Alto, vem d'Aquele que "não dorme e nem tosqueneja" (Sl 121.4). 

Nosso Deus é soberano sobre toda a terra. Nunca é demais lembrar de que Seus eternos propósitos se cumprirão, não importa governo, ideologia, conflitos, nada. Tenho a mais absoluta convicção que em meio a toda esta miséria de pessoas sendo mortas nestes ataques de psicopatas armados, existe um propósito maior. Foi divulgado amplamente nos noticiários que muitas pessoas após o atentado de Connecticut em 14 de dezembro, acorreram para as igrejas procurando conforto espiritual, foi uma oportunidade e tanto para que pastores, líderes e cristãos em geral ministrassem sobre essas pessoas e lhes apregoassem a fé em Jesus Cristo como única alternativa para a vida humana, como o Único que dispõe para todos de VIDA e esta em abundância (Jo 10.10).

Àqueles que se dizem cristãos e que apoiam a Segunda Emenda que mantém a liberdade de qualquer pessoa poder comprar uma arma, deveriam refletir à luz das Escrituras sobre a racionalidade de sua convicção pessoal. Sei que muitos devem mesmo fazer isto e que encontrarão apoio na Bíblia para defender a ideia de que o norte-americano deve se armar, deve ter a liberdade de comprar qualquer tipo de armamento e munição, na quantidade que quiser, considera-se também o próprio princípio de que o governo não deve ter poder de ingerência na vida do cidadão, ou seja, ele compra ou deixa de comprar o que quiser. Mas pessoalmente, defendo sim que haja um meio termo na questão, exatamente por causa dos paranóicos que infestam uma sociedade como a dos Estados Unidos, com vários ex-combatentes de suas últimas guerras, pessoas neuróticas, que podem pegar a qualquer momento em um fuzil e promover um banho de sangue sem o mínimo problema de consciência. Se pessoas como o jovem de 20 anos  de Connecticut  têm a capacidade nefanda de praticar tais atrocidades, o que dizer de um ex-militar treinado exatamente para matar de forma profissional?

Conclamo que todos os cidadãos norte-americanos que temem ao Senhor, que entendem que a violência não se resolve com mais violência, que compreendem e experimentam diariamente em suas vidas o amor do Salvador, que sabem, pelo testemunho do Espírito Santo em seu interior, de que a Palavra de Deus é a verdade pura e cristalina para suas vidas e de todos os que vierem a crer, que esses cristãos possam ser o grande diferencial para o seu país. Que eles deixem todas as diferenças denominacionais e teológicas (repito que estou falando aqui de crentes nascidos de novo, não falo de crentes nominais) e possam unir-se em oração e em ação concreta e objetiva visando mudar a face dos Estados Unidos da América, que já foi considerado o país das oportunidades, além de ser também em passado recente, o país que mais enviava missionários cristãos ao mundo, mas que ultimamente arrefeceu seu ardor missionário, exatamente por causa da agressiva política externa que leva a efeito e que fez com que cidadãos estadunidenses corressem perigo de vida em muitos países devido ao ódio devotado aos Estados Unidos e a tudo o que seja referente ao seu estilo de vida.

É possível reverter a decadência espiritual. Esta, é a base de todo o triste estado que se abate sobre a nação. Pessoalmente, tenho apreço pelo povo americano, gosto de algumas coisas boas da cultura americana. Admiro a força de vontade e vocação empreendedora que possuem, sem exageros. Repudio entretanto seus governantes belicosos que teimam em manter guerras em países distantes com desperdício de vidas e recursos, quando poderiam ter uma cultura de paz, tanto externamente como internamente. Lamentavelmente, estamos neste instante em uma situação sombria, mas sirvo a um Deus, que é o Deus de toda esperança. Gosto do que disse o apóstolo Paulo: "Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo" (Rm 15.13). Sei que não nos aguarda exatamente um mundo de paz promovido somente pelos homens. Isto é impossível, por causa da natureza pecaminosa do ser humano. Porém, creio em homens regenerados, servos verdadeiros de Jesus Cristo, que podem ser agentes de transformação, que podem ser sal e luz (Mt 5.13-16), assim como José do Egito, assim como Daniel em Babilônia, assim como William Wilberforce, parlamentar cristão no século 18 na Inglaterra que ajudou a extinguir o tráfico negreiro, assim como Abraham Kuyper, pastor, que fez um excelente governo como primeiro-ministro da Holanda (1901-1905) e tantos outros exemplos de cristãos, que você pode estar lembrando agora e que fizeram a diferença, glorificando a Deus, servindo a seu próximo, sendo úteis à sociedade pois esta é a vontade do Senhor para nós.

Paz verdadeira somente quando o Princípe da Paz, nosso Senhor Jesus Cristo, vier pela segunda vez. E Ele breve virá. Até lá, cabe aos nós, seus discípulos, influenciar da melhor forma possível, salgar, iluminar, esta sociedade que jaz no Maligno (1Jo 5.19). Isto devemos fazer. Mesmo que ao custo de nossas próprias vidas. Somos testemunhas de Cristo e a palavra "testemunha" no grego marturion, é de fato donde deriva a palavra "martírio" em nosso idioma, isto deixa claro então que ser testemunha de Cristo em um mundo carregado de maldade, sob o domínio (permitido por Deus, não nos esqueçamos nunca disso) de Satanás, pode ser sinônimo de sofrimento, perseguição e morte. Mas isso deve ser motivo de regozijo para os verdadeiros filhos de Deus, sempre (Mt 5.11,12).

Então, se você leu com atenção, agora mesmo pare e pense sobre tudo isso. Que o Senhor nos abençoe e também ao valoroso povo norte-americano.