sexta-feira, 19 de abril de 2013

Covardia, a arma por excelência do terror

FIQUEI revoltado com o atentado terrorista nesta semana em Boston, EUA, durante a realização da Maratona Internacional realizada naquela cidade todos os anos, com centenas de atletas participantes e milhares de pessoas prestigiando o evento. O que se passa na mente de pessoas que, sob o argumento de odiarem os Estados Unidos da América e repudiarem a presença norte-americana em países árabes como o Iraque ou o Afeganistão, por exemplo, prepararem bombas de fabricação caseira com o potencial de matar e ferir as pessoas que estão assistindo o evento, homens, mulheres e crianças e que nada tem a ver com a política externa adotada pelo governo de seu país?   

PESQUISEI sobre como funcionam as bombas de fabricação caseira ("homemade bombs" em inglês),  e no site http://www.perito.blog.br encontrei a descrição dos efeitos desse tipo de artefato explosivo. Leiamos sobre o efeito de fragmentação: "São mais comuns quando o explosivo acha-se confinado no interior de um recipiente qualquer. Uma bomba de fabricação caseira poderá conter pregos, parafusos, fragmentos de metal ou de vidro, pedras, porcas, arruelas, etc, juntamente com os explosivos tudo no interior do mesmo recipiente ou, então, misturados no próprio explosivo  a fim de aumentar os efeitos de fragmentação. Um exemplo típico é a chamada 'bomba de tudo'. É necessário extremo cuidado ao aproximar-se de uma bomba deste tipo e somente pessoas especializadas é que deverão atuar na área." 

AGORA leia sobre os efeitos de pressão ou onda de choque: "São mais observados quando o explosivo acha-se confinado no interior de um prédio ou de outra área interna. Normalmente, quanto mais forte e mais confinada for a área ao redor da explosão, maior será o dano infligido pela onda de pressão ou de choque, quando da sua expansão. Na verdade, a onda de pressão ou de choque é o efeito violento do deslocamento de ar ou onda consistindo de um aumento seguido de uma diminuição extremamente rápida da pressão atmosférica."   

A DESCRIÇÃO que vocês acabaram de ler só aumenta nossa revolta pela forma covarde como seres humanos planejam, constroem e levam a efeito a detonação de um artefato que não tem outro objetivo que matar e/ou mutilar a outros seres humanos. O que leva um indivíduo a empregar de forma maléfica sua inteligência, tempo e recursos para fabricar algo que só trará dor, morte e destruição? 

SABE-SE até o momento que dois homens jovens, naturais da Chechênia, uma das repúblicas da Federação Russa, estariam envolvidos no atentado, segundo as autoridades policiais norte-americanas. Um deles, segundo se consta, teria 26 anos e foi morto em perseguição, após troca de tiros com as forças de segurança, e o outro está foragido até o momento e um grande aparato está sendo empregado para tentar capturá-lo em uma das cidades da região metropolitana de Boston. Segundo a polícia, ele teria 19 anos e estaria armado, inclusive com explosivos.

OS ESTADOS UNIDOS tem uma grande população de imigrantes de vários países e o estado de Massachussets, onde fica a cidade de Boston, recebe muitas dessas pessoas (brasileiros, inclusive) que procuram as prestigiadas universidades de Harvard ou o MIT (Massachussets Institute of Technology) visto serem instituições de renome mundial. Os suspeitos do atentado na Maratona de Boston eram estudantes e segundo apurado, estavam nos EUA há dez anos. Ambos eram muçulmanos.

QUE FIQUE BEM CLARO que não desrespeitamos a fé de quem quer que seja, assim como não gostaria de ser desrespeitado na fé cristã que professo. Outrossim, sabemos o potencial que o Islamismo possui para levar seus seguidores a levantarem bandeiras contra o "grande Satã" como muitos dentre eles denominam os EUA e assim, cooptar indivíduos que farão qualquer coisa, mesmo com risco da própria vida, para infligirem sofrimento máximo contra cidadãos americanos ou até mesmo contra qualquer outro que lhes seja aliado. Fazem isso com promessas de seus líderes do tipo: "Matem a maior quantidade de americanos que puderem e lhes será assegurada a entrada no Paraíso onde terás muitas virgens para seu eterno deleite." Promessas como essa na mente de determinados indivíduos, podem sim levá-los a cometer atrocidades sem pensarem um só instante no grande mal que estarão causando, não lhes importando que atinjam até mesmo mulheres grávidas, crianças ou idosos, o que querem é causar um impacto para chamar a atenção para aquilo que acreditam ser a verdade. E causar pânico, aflição e dor entre as pessoas.

INFELIZMENTE também entre aqueles que se dizem "cristãos" existem os que defendem o uso do terrorismo para expressarem sua oposição a ideias contrárias. O terrorismo do IRA (Irish Republic Arm - Exército Republicano Irlandês) é um clássico exemplo. Eles foram um grupo paramilitar católico que pretendia separar a Irlanda do Norte do restante do Reino Unido e reanexar-se à República da Irlanda. Atacavam protestantes com o uso de métodos terroristas, principalmente ataques com bombas. Em 20 anos de ataques contínuos, causaram mais de 3.500 mortes. A maioria da população norte-irlandesa era de protestantes e a minoria católica tinha sua vontade impedida de se manifestar em candidaturas políticas e plebiscitos. Sendo assim, esta minoria através dos ataques do IRA apelou para a força e o terrorismo como maneira de fazer impor sua vontade. O grupo cessou suas atividades no ano de 2005 com a deposição de suas armas.

PORTANTO, tanto entre muçulmanos como entre "cristãos", como também em outros grupos (os judeus, por exemplo, na época de Jesus, tinham nos "sicários" seus terroristas de plantão, que mataram a muitos  soldados romanos) pode haver o uso do terror assassino. Pode haver a maligna disposição de matar em nome do que se acredita ser o certo para si e/ou para seu povo. Nós, que seguimos a Jesus Cristo, que procuramos obedecer-Lhe os mandamentos, que copiamos sua vida como exemplo para nossa própria conduta, abominamos e repudiamos veementemente tal pensamento.

JESUS DISSE: "Um novo mandamento vos dou: Que vos amei uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13.34,35). Jamais alguém que segue ao Senhor Jesus deverá sequer imaginar em infligir danos ao seu semelhante, seja de que tipo for, para alcançar qualquer objetivo. A fé cristã caracteriza-se pelo amor abnegado em favor do outro. Em doar-se pelo próximo. Em compreender e amar seu semelhante. Por isso, totalmente repudiamos atitudes violentas e hostis contra seres humanos, mesmo que estes não comunguem da mesma fé que comungamos. Tolerância é uma marca registrada do crente em Jesus, assim como a benignidade, a longanimidade, a mansidão, o domínio próprio, a fé, a esperança, a paz, a alegria, a paz, a bondade e coroando isso tudo, o amor (1Co 13.1-13; Gl 5.22).

TEMOS POR CERTO que somente pessoas transformadas pelo poder do Evangelho de Cristo, é que contribuirão para a construção de uma sociedade melhor. Somente o poder do Espírito Santo é que pode efetivamente mudar o maligno coração humano. Jesus foi categórico nisto ao afirmar o quanto de perversidade existe em cada um de nós (Mt 15.19,20; Mc 7.20-23). Não será a mera religiosidade, mesmo a religiosidade dita "cristã" que mudará o malicioso, sombrio, maléfico e pernicioso coração humano. Nossa natureza foi corrompida no Éden com nossos primeiros pais. Mas Jesus Cristo, através de sua morte vicária na cruz do Calvário, nos trouxe a possibilidade de transformação e estabelecimento de comunhão com nosso Pai celestial. Somente nEle encontraremos a necessária transformação. O apóstolo Paulo escreveu em 2Co 5.17: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."

SEMPRE nos causará espécie atos covardes como esse perpetrados em Boston. E não serão os últimos, infelizmente. Nestes tempos em que se aproxima cada vez mais o retorno triunfal de nosso Senhor Jesus Cristo, tem aumentado o fanatismo de muitos, o derramamento de sangue tem sido a forma mais eficaz que eles julgam para alcançar seus objetivos (libertação do opressor ou afirmar a verdade de sua fé). Mas nós, discípulos do Princípe da Paz, estaremos caminhando na contramão desses discípulos do Príncipe das Trevas, demonstrando em palavras e em atos, a excelência da vontade de Deus conforme nos atestam as Escrituras do Antigo e Novo Testamento. Somos mais que vencedores em Cristo Jesus (Rm 8.37), e os dois versos seguintes nos deixam absolutamente seguros na Pessoa em quem temos crido: "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.38,39).

NÃO ESQUEÇAMOS de orar pelos sobreviventes, pelos muitos mutilados nesta covarde ação terrorista para que prontamente se restabeleçam. Vamos orar pelos parentes das vítimas fatais igualmente. Que o fugitivo suspeito seja preso, julgado e exemplarmente condenado pela Justiça norte-americana. E, principalmente, que ele, ou até mesmo outros que possam ter tido algum envolvimento na ação tenham um encontro com o Senhor Jesus, pois o desejo de Deus é de que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade que é Cristo Jesus (1 Tm 2.4).

QUE TODOS NÓS pensemos, reflitamos sobre tudo isso!











quinta-feira, 14 de março de 2013

Papado, uma equivocada tradição de séculos....

Somente o apego denodado a algo estabelecido há séculos justifica uma instituição antibíblica como o papado. Do ponto de vista de sua tradição eclesiástica, a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), afirma sem rodeios que os papas são sucessores do trono de São Pedro que teria sido o primeiro papa. Mas isto é algo que não se sustenta historicamente. Pode ser aceito dentro do âmbito da tradição católico-romana, com seus seguidores no mundo inteiro. Mas nós, cristãos evangélicos protestamos contra esta instituição humana que não encontra respaldo histórico e muito menos bíblico.

Para começar, não existe prova substancial de que o apóstolo Pedro teria estado em Roma. Sabemos que o apóstolo Paulo sim, esteve e está registrado no livro de Atos (28.14-31). Mas as histórias que se levantaram  sobre Pedro, de que esteve em Roma, não se tem certeza nem prova histórica substancial, muito embora, nem tudo que aconteceu na época foi registrado no livro histórico de Atos por Lucas, seu autor, sob inspiração do Espírito Santo. E mais ainda, e é o que quero destacar, não se sustenta de forma alguma de que Pedro (mesmo que estivesse passado ou morado em Roma, como efetivamente aconteceu com o apóstolo Paulo) teria sido o primeiro bispo de Roma ou, como o catolicismo afirma com todas as letras, o primeiro papa.

Declarar durante séculos este suposto fato é o que dá sustentabilidade à instituição papal. Quando se diz que o Papa é sucessor de Pedro, que teria sido então o primeiro deles, isto por si só, na ótica católica, garante uma linha direta que chega até Jesus Cristo, pois do Papa é dito que é o Vigário de Cristo sobre a terra. O peso dos séculos e da tradição solidificou esta suposta verdade de que o papado seria algo divinamente ordenado. 

Desde o Edito de Constantino em 313, foi crescendo a pretensão dos bispos da cidade de Roma para alcançarem posição de preeminência sobre toda a igreja cristã. A igreja de então, estava abandonando a simplicidade e pureza dos ensinos do NT quanto a ser real igreja de Cristo e ficava cada vez mais parecida com o Império Romano como organização. Crescia a tendência para que tivesse um chefe, um cabeça. O Império Romano era governado por um homem com poderes absolutos. Em toda parte, bispos governavam  as igrejas nas cidades do império, mas uma pergunta começou a surgir: Quem governará os bispos? Qual bispo deve exercer na igreja a autoridade que o imperador romano exerce em todo o império? A história da Igreja demonstra que os bispos que dirigiam igrejas em certas cidades eram chamados de "metropolitanos" e mais tarde seriam chamados de "patriarcas", que estavam em Jerusalém, Antioquia, Alexandria, Constantinopla e Roma. 

Entre estes cinco patriarcados havia disputas constantes pela supremacia sobre toda a igreja. Mais tarde, esta disputa se limitou aos bispos de Roma e de Constantinopla. O bispo de Roma tomou sobre si o título de "pai" que logo depois foi modificado para "papa". Então, ficou estabelecida a disputa pelo poder sobre toda a cristandade de então, à moda do império romano, pelo patriarca de Constantinopla e o papa de Roma.

Roma reclamava esta posição única de autoridade porque logo surgiu a lenda de que Pedro teria sido o primeiro bispo da cidade. Entendiam que, se ele fora bispo, logo, teria sido o primeiro papa. Citavam dois textos dos evangelhos para legitimar a posição do apóstolo Pedro: Mateus 16.18: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" e também João 21.15-17, onde por três vezes Jesus Cristo ressurreto diz a Pedro: "Apascenta as minhas ovelhas". 

Infelizmente os dois textos foram muito mal interpretados pelo catolicismo romano para justificar o suposto primado de Pedro. Na verdade, quando Jesus diz "tu és Pedro" nesse caso, o nome do apóstolo é Kephas (no grego, Petros) que significa o fragmento de uma rocha. Na expressão "sobre esta pedra" estava Cristo referindo a Si mesmo como "petra" uma rocha inabalável, irremovível, para diferenciar de petros. Verdadeiramente aqui aprendemos que Cristo é a única fundação da Igreja, aliás, como o próprio apóstolo Paulo referiu em 1 Coríntios 3.11: "Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo." O apóstolo Pedro, assim como o apóstolo Paulo eram apenas alguns dos construtores. Pedro escreveu: "E, chegando-se para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo." E no verso seguinte, Pedro diz ainda: "Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina (ou seja, Cristo), eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido." 

Dentro deste contexto, cito também Efésios 2.20-22: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para de Deus no Espírito." Podem os católicos querer argumentar no verso 19 do cap. 16 de Mateus de que Jesus deu as chaves da Sua Igreja para Pedro, ou seja, conferindo-lhe toda autoridade. Mas à luz do contexto geral do NT, "dar as chaves do reino dos céus" significa autoridade e poder conferidos não somente a Pedro mas a todos os crentes por extensão, é só lembrar do dia de Pentecostes e o que o próprio Pedro disse em Atos 2.39 sobre a promessa do Espírito Santo e o respectivo poder que seria conferido a todos os verdadeiros crentes em Jesus Cristo.

Em João 21.15-17 quando o Senhor Jesus ressurreto restaurava a Pedro, perdoando-o de seu pecado em negar ao Mestre e mandando pastorear Suas ovelhas, tratava-se de um comissionamento individual, ou seja, Pedro deveria cuidar de vidas, ser um pastor, segundo a vontade de Deus para ele. Esta passagem nada tem a ver com a instituição papal, que é uma invencionice humana sem base alguma na Bíblia Sagrada.

Os cristãos na época da história da Igreja que conhecemos como a época da Igreja Imperial, que vai do Edito de Constantino em 313 até a Queda do Império Romano em 476, viram surgir o embrião da ICAR de hoje que está espalhada no mundo inteiro e tem sua sede no Vaticano, considerado um país, um estado pontifício (palavra derivada de Sumo Pontífice, ou seja, o Papa), dentro da cidade de Roma. No período a que nos reportamos e principalmente no período seguinte, a época da Igreja Medieval, de 476 até 1453, com a queda de Constantinopla, os argumentos sobre o papado de Pedro fortaleceram-se e entenderam portanto que, se Pedro fora o chefe da igreja, seus sucessores, os papas romanos, deveriam continuar a exercer a mesma autoridade.

A partir da ascensão de Leão I em 440, o bispo romano passou a reivindicar a supremacia e poderio sobre os outros bispos. Este bispo declarou que "o cuidado da Igreja universal deve convergir para a cadeira de Pedro (ou seja, para o bispo romano) e nada deve ser separado de sua cabeça." Esta doutrina foi reafirmada no Concílio de Calcedônia em 451 por Leão I, através de seus emissários. Compreendia-se pois, que Pedro havia recebido de Cristo "a primogenitura eclesiástica" sobre os demais companheiros de apostolado e então essa posição de superioridade passaria aos seus sucessores, os bispos de Roma, por sucessão apostólica. Estava criada, conforme os raciocínios e sutilezas dos homens, a instituição papal. Obra humana. Nada tem de divina.  

O que acho interessante é que o apóstolo Pedro, em sua humildade conforme 1Pe 5.1-4 assim se expressou quanto ao ministério pastoral: "Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória."

Sabemos pela história da Igreja cristã, que os papas governaram a igreja romana e a cristandade com mão de ferro, muito contrariamente ao que o apóstolo Pedro ensinou na passagem citada. Usaram a força, a ganância, eram dominadores (assim como os imperadores romanos), e muitos deles não foram exemplo algum de santidade para o rebanho, mas foram fonte de muitos escândalos e confusões. Não foi à toa que Martinho Lutero divulgou suas 95 teses, protestando veementemente contra uma instituição falida e que pilhava o povo simples apregoando heresias (como as indulgências, por ex.) e afastando cada vez mais as pessoas do verdadeiro Evangelho.

Muito mais poderia ser falado, mas creio que o que está descrito aqui servirá para uma reflexão mais aprofundada da parte de todos aqueles que amam a verdade da Palavra de Deus e não se dobram a ensinamentos e tradições de homens. Ajudará a você, verdadeiro homem e mulher de Deus a evangelizar mais adequadamente a pessoas que se dizem cristãs e católicas, mas que não sabem discernir o joio do trigo, que são ensinados pela ICAR (e pelo papa, pois, dizem, sua palavra seria infalível), por exemplo, a colocarem Maria numa posição extremamente elevada (posição elevada na Bíblia somente Cristo) a ponto de ser adorada como se fora uma deusa, e muitas outras doutrinas sem base nas Escrituras que não comentaremos por falta de espaço, mas que você mesmo, servo de Deus, ou você, católico-romano que estiver lendo essas linhas, poderá conferir e cremos que o Espírito Santo mesmo Lhe mostrará a verdade do Evangelho como está realmente escrito e não como homens falíveis como o papa pretendem que seja.

Em o Nome de Jesus, pense nisso.

  

quinta-feira, 7 de março de 2013

Igrejas-empresas, projeção, prosperidade e poder

Conversava com minha esposa nessa manhã, à hora do café e falávamos sobre uma questão que gera muita polêmica: o fato de que certas igrejas são abertas em cidades e em bairros destas cidades onde o poder aquisitivo é maior e isto muitas vezes perto de outros ministérios, bem perto, na mesma rua ou quarteirão e em alguns casos até mesmo ao lado de outro templo já estabelecido há mais tempo no local.

O que me pergunto é o seguinte: Porque essas igrejas ou ministérios, chegando em determinada cidade, não procuram antes um bairro mais pobre e humilde para ali iniciarem o trabalho? Porque não procuram erigir uma igreja, ou mesmo, alugar um salão na parte pobre do município, visto que o trabalho da Igreja do Senhor não é "anunciar aos pobres o Evangelho?" ( Mt 11.5; Lc 7.22).

Sendo assim, não posso concordar com certas igrejas atuais que insistem na prática de estabelecerem-se em locais onde o poder aquisitivo das pessoas é alto. O que isto vem a significar? De que, antes de tudo, o que realmente interessa, não é ganhar as pessoas para o Senhor Jesus, em primeiro lugar, mas sim, conquistar em primeiro lugar seus bolsos, ou, suas carteiras. Sim, porque com a mentalidade empresarial que certos pastores de hoje possuem, mentalidade pragmática, de negócios, as "business churches" multiplicam-se a cada dia, porque o capital, o monetário, o lucro, é o que realmente atrai. Se no processo, alguns realmente se converterem ao Evangelho, tanto melhor. Mas, os dízimos e as ofertas devem ter a prioridade, e não a conversão, o discipulado, o ensino, a renúncia pessoal pelo bem do Reino de Deus.

E não adianta dizer que "o mundo" não está na Igreja. Sim, ele está mais do que podemos imaginar. Quando vejo igrejas evangélicas que priorizam o capital em detrimento da visão de como ser uma igreja bíblica, quando tudo o que pregam é uma prosperidade segundo parâmetros humanos e não segundo as ordenanças divinas, gera uma igreja de interesses monetários, que arrecada muito dinheiro, mas não arranca muitas almas das mãos de Satanás. 

Quero ver as igrejas brasileiras que se baseiam na arrecadação financeira (dízimos e ofertas) abrirem uma congregação em bairros pobres, mas muito pobres mesmo, sabendo que a entrada monetária será sempre fraca, em comparação às suas grandes igrejas em locais mais abastados, quero saber se eles tem interesse real em pregar o Evangelho aos pobres, como disse Jesus que deveríamos fazer, ou, se entendem que não é vantajoso, porque não é lucrativo, não gera recursos, mas, ao contrário, vai gerar muitas despesas para a igreja-matriz. Sei que algumas igrejas brasileiras que pregam o discurso herético da teologia da prosperidade, tem alguns templos em áreas pobres, mas de que adianta se a mensagem que pregam é diluída, é insossa, é deficiente, ou seja, não é saudável espiritualmente?     

Enquanto isso, olho com admiração e respeito para outro tipo de igreja no Brasil que está sim nas áreas pobres das grandes cidades com grande sacrifício de recursos materiais e humanos e que não se furta de pregar a sã doutrina, que ganha almas de fato, que discipula, ensina, igrejas que não medem esforços de anunciar o Evangelho aos pobres, igrejas que não querem arrancar o suado dinheiro dos crentes em Cristo, mas que ensinam uma saudável mordomia dos recursos. Crentes que vão dizimar e ofertar pelos motivos certos, pelo correto ensino bíblico que recebem e não por imposições anti-bíblicas de líderes ambiciosos e mal intencionados, que pregam uma esperança vazia de sentido bíblico. É isto que as igrejas que apregoam o evangelho da prosperidade material tem feito e quantos desiludidos estão hoje longe de Cristo por causa desse discurso falso.

O maior desejo dos pastores dessas igrejas capitalizadas é ver sempre seus templos abarrotados de pessoas, porque isto é sinônimo de boas entradas financeiras. Só focam neste aspecto. Quando falam em "ganhar almas para Jesus" é no sentido de encher os bancos ou cadeiras da igreja, tornando dia após dia estas pessoas contribuintes fiéis da "obra de Deus" e fazendo com que entendam que a vida com Cristo se resume a dizimar e ofertar com fidelidade e então, somente então, as bençãos estarão disponíveis, "as janelas do céus se abrirão" sobre a vida do contribuinte (cristão?) fiel. 

E com isso estes pastores capitalistas aumentam seu exército de seguidores fieis, geram obreiros à sua imagem e semelhança e estes são enviados para irem a uma localidade (claro, preferencialmente com pessoas de bom poder aquisitivo) para gerarem uma nova igreja nos mesmos moldes. E enquanto isso, onde estarão as igrejas que pregam e vivem o autêntico Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo?  

Conheço igrejas assim. Que claramente definiram sua visão pela estratégia capitalista. Não estão dentro da visão do Senhor Jesus "que sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis" (2 Co 8.9b). Na verdade, os 'ministérios monetários" são ricos, não se fazem pobres em favor dos pobres, e em sua riqueza, empobrecem ainda mais os pobres, tanto materialmente como espiritualmente.  

Mas louvo ao Senhor pelas igrejas sérias e responsáveis que ainda pregam o verdadeiro Evangelho, sem invencionices humanas e sem interesses escusos. Não são perfeitas, é claro, mas também não se entregam aos modismos que todo dia aparece na mídia, e por aparecerem na mídia, escandalizam cada vez mais as pessoas quanto à verdade do Evangelho de Cristo. Porque entendem que ser cristão, ser crente, é ser mantenedor financeiro da igreja, com falsas promessas de prosperidade, e nada mais. Triste constatação, mas é a realidade para muitos hoje em dia.

Que o Senhor possa abençoar ao Seu povo, que multipliquem as igrejas sérias, engajadas na pregação autêntica do Evangelho, tanto em áreas pobres, cidades ou bairros, como também nas localidades de maior riqueza de seus habitantes, porque o Evangelho de Cristo tem de ser pregado a todos, pobres e ricos, não há acepção de pessoas quanto a isto. Minha crítica neste texto, vai contra os pastores interesseiros, que imaginam tudo, dinheiro, posses, prosperidade, projeção e poder, e fazem da piedade causa de ganho (1Tm 6.5). Neste versículo, o apóstolo Paulo recomenda para que nos afastemos dos tais. 

Pense nisto.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A salvação do homem em Jesus é saúde total

FIQUEI deveras impressionado quando li o texto do Evangelho de João 4.22 em espanhol: "Vosotros adoráis lo que no sabéis; nosotros adoramos lo que sabemos: porque la salud viene de los Judios"   (versão de Reina Valera). O texto em português: "Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus."

O contexto demonstra que Jesus falava com a mulher samaritana como todos nós já sabemos. O que me impressionou na tradução em língua espanhola, foi o termo salud "saúde" em português. Me pergunto, porque foi utilizado este termo, ao invés de simplesmente a palavra equivalente a "salvação" em português, salvación? Se em português a frase "porque a SALVAÇÃO vem dos judeus" foi vertida assim, esperaríamos que no idioma hispano fosse: "porque la SALVACIÓN viene de los Judios." Então, porque foi usado o termo salud (saúde) e não salvación?

É claro que me reportarei ao original grego da palavra "salvação". Soteria é o termo grego. E quando compreendemos seu significado, fica explicada a preferência do tradutor da Bíblia espanhola pelo termo salud.

Segundo o Dicionário Grego do NT de Strong, soteria pois, é um termo feminino de um derivado de soter  (um libertador, um salvador) usado a rigor como um substantivo, significa resgate ou segurança (fisicamente ou moralmente): salvar, saúde, salvação, libertação. No sentido cristão, soteria é a libertação do pecado e suas consequências espirituais e a admissão à vida eterna, com bem-aventuranças no reino de Cristo. Por sua vez, a palavra soter é um substantivo de sodzo "salvar", "livrar" ou "proteger" (literal ou figurado: curar, preservar, salvar-se, fazer o bem, ser ou tornar íntegro). 

Esta palavra é usada em particular, referindo-se a pessoas. Usada igualmente com respeito a pessoas enfermas, salvar da morte, e, consequentemente, curar, restaurar a saúde: na forma passiva, ser curado, recuperado. E, especificamente, usada no tocante à salvação da morte eterna, do pecado, e da punição e infelicidade que resultam do pecado. Salvar e, como consequência, dar a vida eterna.

Notemos pois, como foi feliz o tradutor da Bíblia espanhola, ao escolher o termo salud em João 4.22, em detrimento de salvación. O termo utilizado é perfeito para demonstrar que, de fato, Jesus Cristo traz salvação ao ser humano, proporcionando-lhe saúde em todos os aspectos. Salvar, da parte de Deus, é saúde na certa. É restauração. É cura. A frase, "la salud viene de los Judios" nos informa que do povo judeu emana saúde porque o Senhor Jesus Cristo, o Salvador, é judeu e nEle está o restabelecimento, a restauração da integralidade humana, perdida por causa da Queda no Éden. Adão e Eva tinham saúde perfeita, integral. Perderam-na no dia em que rebelaram-se contra o Criador, a decadência tomou conta de seus corpos, de suas almas e, desde então, o homem não teve mais saúde perfeita, as doenças, as enfermidades de todo tipo entraram no mundo, acompanhando a morte conforme atesta o apóstolo Paulo em Romanos 5.12: "Portanto, como por um homem, entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram."

Mas o Evangelho deixa clara a mensagem de que em Jesus Cristo, libertação há de todas as consequências que sobrevieram sobre a raça humana por causa do pecado. Portanto, SALVAÇÃO é SAÚDE. Ser salvo é usufruir de restauração das consequências do pecado. Mas que fique claro que, só vamos desfrutar da plenitude desta saúde em toda sua pujança quando Jesus vier e sermos transformados e assim teremos um corpo igual ao corpo glorioso e ressurreto Dele (1Co 15.49-55; Fp 3.20,21; 1Jo 3.1-3). Creio firmemente que quando o Senhor Jesus disse que Ele daria vida abundante a todos que O seguissem (Jo 10.10), estava implícita naturalmente todo o significado que abordamos acima concernente ao significado das palavras originais gregas do NT, e, com toda certeza, a palavra "saúde".

"La salud viene de los Judios", ou, "a salvação vem dos judeus", com toda certeza, saúde proporcionada através da morte e ressurreição de Jesus Cristo unicamente. Não há outra fonte de saúde legítima e real além desta. Como também, não há Salvador, não há salvação para o homem à parte de Cristo Jesus, Atos 4.12: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." 

Obtenha cura substancial para o seu ser. Tome posse da salvação e saúde integrais disponibilizadas gratuitamente por Deus Pai em Seu Filho, por meio do Espírito Santo, de uma vez para sempre (Hb 9.28; 10.12). Não menospreze o remédio divino que lhe dará verdadeira saúde em todos os aspectos. 

Total libertação, total cura, total saúde e total salvação somente em Jesus Cristo. É plena saúde física, psíquica e espiritual. É ser livre do pecado. É estar salvo, lavado e remido pelo sangue de Jesus (1Jo 1.7). É  estar curado, liberto e restaurado pelo próprio Filho de Deus (Lc 4.18,19).

O nome "Jesus" significa "YHWH é salvação", "o SENHOR é salvação", ou seja, Jesus Cristo cura, dá saúde, restaura, restabelece, liberta.  

Pense nisso.





          

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Reflexões sobre a tragédia em Santa Maria

Esta não será a primeira e nem a última tragédia que ocorrerá neste mundo pré-retorno de Cristo. O que ocorreu na danceteria Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul está bem configurado com a presente dispensação que ora vivemos, ou seja, na presença do pecado, e como frisei acima, o tempo do pré-retorno do Senhor nas nuvens do céu. Sofremos todos nós com as consequências da presença do mal no mundo. Além disso, sabemos igualmente pelas Escrituras que Satanás e suas hostes estão presentemente atuantes e, embora derrotados pela obra de Jesus Cristo na cruz (Cl 2.15; Hb 2.14,15) podem e e realmente tem agido para afligir os seres humanos, principalmente os que estão em aliança com Deus por meio de Seu Filho.

Este é um mundo em desordem. Um mundo espiritualmente em caos. Um mundo que experimenta um vazio de Deus e um incremento das atividades diabólicas em todos os quadrantes, afinal, Jesus disse que ele, Satanás, é o príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30; 16.11). Um mundo onde o mal está presente e o pecado é a norma, não a exceção.

Mas também este é um mundo onde o verdadeiro Rei dele (1Tm 6.15; Ap 17.14; Ap 19.16) tem o domínio absoluto sobre tudo (Sl 24.1; 99.1). Mundo que o Criador amou e enviou Seu Filho para exatamente ser o resgate de tantos (Jo 3.16; Mt 20.28; Mc 10.45). Um mundo onde o Espírito Santo atua e efetivamente tem atuado em meio ao caos espiritual da humanidade através da mensagem reconciliadora do Evangelho (2Co 5.18-20), o Espírito de Deus age no mundo, no caos existencial das pessoas, assim como agiu no principio da criação, movendo-Se no caos primordial que era a Terra (Gn 1.2). 

Não deveremos achar que o que aconteceu na danceteria foi uma punição direta de Deus por viverem uma vida de pecados. É certo que a Bíblia declara que o Senhor Deus castiga e castigará aqueles que transgredirem Sua Palavra (2Ts 1.9; Hb 10.29; Ap 3.19). Mas nunca deveremos esquecer do caráter antes de tudo amoroso e benigno do Senhor. Ele não deseja a morte do ímpio, mas sim que Ele se converta de seus maus caminhos, seja salvo e viva retamente na presença Dele (Ez 18.23, 31,32; 2Pe 3.9).

Exatamente por causa da presença do mal no mundo, por causa da nossa natureza pecaminosa, mesmo que já tenhamos nascido de novo, somos sujeitos a pensar e expressar opiniões que não se coadunam com o testemunho das Escrituras. Esses jovens morreram porque o mal está atuante no mundo, porque vivemos num mundo pré-retorno de Cristo, num mundo ainda entregue ao seu príncipe que outra ocupação não tem que não seja tentar transtornar, perturbar, os retos caminhos do Senhor (At 13.10).

Creio no princípio bíblico de que todas as coisas acontecem para a glória de Deus, acontecem sob Sua permissão e acontecem para concorrer para o bem, porque sem dúvida alguma o Bem triunfará.

O mal e o pecado estão presentes no mundo, nas estruturas da sociedade humana e obviamente em todos nós, indivíduos. Uma danceteria que não deveria ter recebido alvará para funcionamento, que não tinha sinalização interna que indicasse as saídas de emergência e que na verdade, nem porta de emergência havia de fato, que estava abarrotada de pessoas, que permitiu a pirotecnia do grupo musical que se apresentava e isto num lugar com um isolamento acústico composto de um material altamente inflamável, boate esta onde os seguranças no momento em que os frequentadores da casa desejavam sair do ambiente que começava a ser atingido pelas chamas tentaram impedir a princípio a saída das pessoas por não efetivarem o pagamento de suas despesas no local (mas que cederam depois, entretanto, isto não impediu que muitos morressem), tudo isto não aponta para uma ambiência de malignidade no mundo em que vivemos que causa e realmente tem causado tantas tragédias?    

A marca do pecado e da malignidade é real. É impossível negar isto. A destruição e morte norteia a existência dos descendentes de Adão. O cativeiro ou servidão da corrupção do pecado (Rm 8.21) está em toda a criação de Deus. As marcas do pecado e do mal são evidentes no homem, nas estruturas humanas e na natureza. Sendo assim, tolos são todos (inclusive e principalmente cristãos) que atribuem ao Senhor a ocorrência dessas tragédias. Elas são consequências do atual estágio em que nos encontramos. E fora das Escrituras nenhuma outra explicação o ser humano terá para tentar entender porque estas coisas ocorrem.

Somente em Jesus Cristo e em Sua morte substitutiva o homem encontrará o necessário perdão (Cl 3.13) e a regeneração promovida pelo Espírito Santo (1Pe 1.3), a justificação diante do Juiz Supremo e a consequente paz (Rm 5.1) e a adoção na família de Deus (Ef 2.19). Tudo isto são os benefícios iniciais do Evangelho mas é muito mais do que isto, porque relacionar-se com Deus para o homem significará viver uma vida verdadeira, uma vida digna de ser vivida, uma vida abundante e plena de sentido em Cristo Jesus.

Deus não prometeu para nós todas as respostas, pelo menos nesta vida (Dt 29.29). Mas no que nos foi revelado, segundo esta passagem de Deuteronômio, o que está disponível para nós no conjunto dos 66 livros que compõem a Bíblia Sagrada, é suficiente para que descansemos no Senhor, para que confiemos nEle, para que seguros nEle estejamos em meio às incertezas deste mundo caído. Estamos todos aqui mergulhados e envolvidos em uma atmosfera espiritual adversa, onde o ar às vezes é rarefeito, espiritualmente falando, mas o Bom Pastor prometeu estar presente conosco todos os dias até o final da história humana (Mt 28.20).

O dia da vinda de Jesus Cristo se aproxima. Diante de tais tragédias e outras que certamente ocorrerão (Mt 24.6,7) devemos nos portar como filhos de Deus que somos e chorar com os que choram (Rm 12.15), deveremos consolar os enlutados (2Co 1.3-7) e proclamar em meio às dores e misérias das pessoas, o insubstituível Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Como povo de Deus presente no mundo, como Igreja do Senhor sobre a terra, aperfeiçoemos nosso amor no Senhor fazendo exatamente o que Ele nos mandou, nos comissionou a fazer até que Ele mesmo venha entre as nuvens em Seu grande e glorioso dia (Ap 19.11-21).

O que chegamos a compreender das dores da humanidade nesta vida é notório nas páginas das Escrituras. Jesus mesmo disse: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz: no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33).

É a mensagem consoladora, alvissareira, esperançosa do Senhor Jesus que devemos viver diariamente e ao mesmo tempo proclamar, a fim de que os que não usufruem do que já possuímos possam igualmente obter acesso a esta graça, acesso com confiança à presença do Pai (Hb 4.16).

Jesus Cristo definitivamente é a esperança de todos os seres humanos. O mal e a morte não prevaleceram contra Ele. O pecado foi derrotado. As hostes malignas estão todas subjugadas a Ele. Sua vitória é incontestável e brevemente Ele voltará como Rei que é para consumar de uma vez para sempre o que já foi feito na cruz do Calvário. E aí então, de forma gloriosa, será banido o mal, a morte e o pecado do universo. Deus tem Sua hora certa para assim o fazer.

Pense nisto.    














quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O dilema dos EUA: Armas, tragédias e liberdade

Uma das grandes tragédias que ora se abatem sobre os Estados Unidos e seu povo tem a ver com a polêmica questão de armamentos nas mãos de civis. É um fato histórico: A Segunda Emenda constitucional , de 15 de dezembro de 1791 concedeu o direito a qualquer cidadão estadunidense de possuir suas próprias armas em casa, assim foi redigido o texto: "Sendo necessária uma milícia bem ordenada à segurança de um Estado livre, o direito do povo de possuir e portar armas não deve ser infringido."

Necessária se faz uma discussão em torno do tema. É um grande equívoco essa emenda, que completou no mês passado, 221 anos. E é evidente que ela ficou obsoleta porque estamos em tempos muito diferentes desde quando foi promulgada. É grande o segmento na sociedade norte-americana a favor da manutenção dessa lei, a ala conservadora, que é composta de muitos assim ditos "cristãos". Existe uma organização não -governamental, a NRA (National Rifle Association - Associação Nacional do Rifle) que defende junto ao governo que a Segunda Emenda seja mantida. Wayne La Pierre, vice-presidente e gerente-geral do órgão chegou a dizer esta pérola: "A única coisa que detém uma pessoa má com uma pistola é uma pessoa boa com uma pistola", demonstrando assim sem pudor algum a mentalidade agressiva dos neoconservadores em uma sociedade que dá sinais de uma decadência evidente em muitos sentidos: intelectual, cultural, moral, político, econômico e principalmente, espiritual.

O presidente Barack Obama após o último massacre em Connecticut em 14 de dezembro onde 20 crianças e seis adultos foram mortos por Adam Lanza de 20 anos, depois de matar a própria mãe em casa e terminar cometendo suicídio,  disse: "Temos que observar mais atentamente uma cultura que glorifica as armas e a violência". Palavras um tanto vagas do presidente da nação militarmente mais poderosa do mundo, que infelizmente tem infringido leis internacionais em sua "guerra ao terror" e agora precisa acudir um problema de enormes proporções em seu próprio país, não só pela sequência de mortes nos últimos anos, em ataques em escolas, shopping centers, empresas, templos, cinemas, os serial killers americanos são muito abrangentes em seus nefandos ataques.

Os Estados Unidos vivem desde o século 19 sob uma cultura de violência imposta de cima para baixo pois apoiam o uso excessivo de força para resolução de arengas tanto dentro como fora de suas fronteiras. O governo desde 2002 durante a presidência de George Bush (filho), invade casas, controla o acesso de qualquer pessoa à internet, executa escutas telefônicas, pratica espionagem, tortura e interroga qualquer um suspeito de terrorismo e isso sem lhe dar direito à ampla defesa. É enfim um estado policial na mais plena acepção do termo. Logo os EUA, considerados a pátria da liberdade e dos direitos civis.

Infelizmente não dá para imaginar outra coisa da nação americana hoje do que esta: é um país que, por meio de seus governantes e sua política externa agressiva (e agora internamente também), tem se apresentado ao mundo como intolerante, truculento com seus cidadãos e que tem uma economia baseada na indústria armamentista. Os problemas sociais entre os norte-americanos são potencializados pelo fato de serem a sociedade que tornou-se a maior consumidora de drogas do mundo. É um negócio trilionário e que gera muita violência (veja o México, vizinho dos americanos, como está sob o domínio dos cartéis do narcotráfico). Suspeita-se que a CIA está envolvida diretamente, em parceria com o governo do Afeganistão, no tráfico de ópio (de onde se produz a heroína) a partir deste país (invadido por tropas dos EUA). 

Um Estado repressor, que invade outros países de forma unilateral e que não aceita ser interpelado pela ONU. Que usa de violência da maneira mais franca possível quando estão em jogo seus interesses. Um país belicoso fora e dentro de suas fronteiras contra seus próprios cidadãos. Que tem além de tudo, a maior população carcerária do mundo, correspondente a 1/4 da população carcerária mundial, a maioria desses detentos são negros. Este fato só reforça o racismo, outro problema na sociedade americana que, apesar dos progressos nesta questão nas últimas décadas, ainda é algo entranhado no seio da sociedade. 

Tudo isto e muito mais formam um caldo amargo e intragável tornando a vida das pessoas sem esperança e com medo de tudo e de todos. Nunca o cidadão americano terá a certeza de que pode fazer sua ligação telefônica, entrar e sair de sua casa, conduzir sua vida e seus negócios com toda tranquilidade porque os seus governantes tem agora o poder de fazer incursões em sua vida privada quando e onde desejar. E também, nunca se sabe quando e onde estará o próximo psicopata que descarregará suas armas contra quem estiver em sua frente, visto que, pelo andar da carruagem, será muito difícil, quase impossível, derrubar uma lei que está mesmo amalgamada com a forma de vida que os americanos tem e que se reforça por causa da cultura de violência do qual falamos e que o governo é o grande responsável e mentor. Somente para se compreender a gravidade desta situação, deixo aqui um link para que vejam quantos ataques já foram fomentados desde 1998, acesse aqui http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1201432-relembre-outros-ataques-a-tiros-nos-eua.shtml e isso é somente um resumo. 

O que resta, e falamos assim porque conhecemos a Cristo, é exatamente aquilo que os norte americanos tem ainda na essência de sua vida enquanto nação, enquanto povo: o sentimento religioso, mesmo que um tanto quanto decadente, mesmo que um tanto quanto domesticado e institucionalizado ou ainda, secularizado. Ainda há verdadeiros homens e mulheres de Deus na América que entendem que a solução para os graves problemas da nação está no Alto, vem d'Aquele que "não dorme e nem tosqueneja" (Sl 121.4). 

Nosso Deus é soberano sobre toda a terra. Nunca é demais lembrar de que Seus eternos propósitos se cumprirão, não importa governo, ideologia, conflitos, nada. Tenho a mais absoluta convicção que em meio a toda esta miséria de pessoas sendo mortas nestes ataques de psicopatas armados, existe um propósito maior. Foi divulgado amplamente nos noticiários que muitas pessoas após o atentado de Connecticut em 14 de dezembro, acorreram para as igrejas procurando conforto espiritual, foi uma oportunidade e tanto para que pastores, líderes e cristãos em geral ministrassem sobre essas pessoas e lhes apregoassem a fé em Jesus Cristo como única alternativa para a vida humana, como o Único que dispõe para todos de VIDA e esta em abundância (Jo 10.10).

Àqueles que se dizem cristãos e que apoiam a Segunda Emenda que mantém a liberdade de qualquer pessoa poder comprar uma arma, deveriam refletir à luz das Escrituras sobre a racionalidade de sua convicção pessoal. Sei que muitos devem mesmo fazer isto e que encontrarão apoio na Bíblia para defender a ideia de que o norte-americano deve se armar, deve ter a liberdade de comprar qualquer tipo de armamento e munição, na quantidade que quiser, considera-se também o próprio princípio de que o governo não deve ter poder de ingerência na vida do cidadão, ou seja, ele compra ou deixa de comprar o que quiser. Mas pessoalmente, defendo sim que haja um meio termo na questão, exatamente por causa dos paranóicos que infestam uma sociedade como a dos Estados Unidos, com vários ex-combatentes de suas últimas guerras, pessoas neuróticas, que podem pegar a qualquer momento em um fuzil e promover um banho de sangue sem o mínimo problema de consciência. Se pessoas como o jovem de 20 anos  de Connecticut  têm a capacidade nefanda de praticar tais atrocidades, o que dizer de um ex-militar treinado exatamente para matar de forma profissional?

Conclamo que todos os cidadãos norte-americanos que temem ao Senhor, que entendem que a violência não se resolve com mais violência, que compreendem e experimentam diariamente em suas vidas o amor do Salvador, que sabem, pelo testemunho do Espírito Santo em seu interior, de que a Palavra de Deus é a verdade pura e cristalina para suas vidas e de todos os que vierem a crer, que esses cristãos possam ser o grande diferencial para o seu país. Que eles deixem todas as diferenças denominacionais e teológicas (repito que estou falando aqui de crentes nascidos de novo, não falo de crentes nominais) e possam unir-se em oração e em ação concreta e objetiva visando mudar a face dos Estados Unidos da América, que já foi considerado o país das oportunidades, além de ser também em passado recente, o país que mais enviava missionários cristãos ao mundo, mas que ultimamente arrefeceu seu ardor missionário, exatamente por causa da agressiva política externa que leva a efeito e que fez com que cidadãos estadunidenses corressem perigo de vida em muitos países devido ao ódio devotado aos Estados Unidos e a tudo o que seja referente ao seu estilo de vida.

É possível reverter a decadência espiritual. Esta, é a base de todo o triste estado que se abate sobre a nação. Pessoalmente, tenho apreço pelo povo americano, gosto de algumas coisas boas da cultura americana. Admiro a força de vontade e vocação empreendedora que possuem, sem exageros. Repudio entretanto seus governantes belicosos que teimam em manter guerras em países distantes com desperdício de vidas e recursos, quando poderiam ter uma cultura de paz, tanto externamente como internamente. Lamentavelmente, estamos neste instante em uma situação sombria, mas sirvo a um Deus, que é o Deus de toda esperança. Gosto do que disse o apóstolo Paulo: "Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo" (Rm 15.13). Sei que não nos aguarda exatamente um mundo de paz promovido somente pelos homens. Isto é impossível, por causa da natureza pecaminosa do ser humano. Porém, creio em homens regenerados, servos verdadeiros de Jesus Cristo, que podem ser agentes de transformação, que podem ser sal e luz (Mt 5.13-16), assim como José do Egito, assim como Daniel em Babilônia, assim como William Wilberforce, parlamentar cristão no século 18 na Inglaterra que ajudou a extinguir o tráfico negreiro, assim como Abraham Kuyper, pastor, que fez um excelente governo como primeiro-ministro da Holanda (1901-1905) e tantos outros exemplos de cristãos, que você pode estar lembrando agora e que fizeram a diferença, glorificando a Deus, servindo a seu próximo, sendo úteis à sociedade pois esta é a vontade do Senhor para nós.

Paz verdadeira somente quando o Princípe da Paz, nosso Senhor Jesus Cristo, vier pela segunda vez. E Ele breve virá. Até lá, cabe aos nós, seus discípulos, influenciar da melhor forma possível, salgar, iluminar, esta sociedade que jaz no Maligno (1Jo 5.19). Isto devemos fazer. Mesmo que ao custo de nossas próprias vidas. Somos testemunhas de Cristo e a palavra "testemunha" no grego marturion, é de fato donde deriva a palavra "martírio" em nosso idioma, isto deixa claro então que ser testemunha de Cristo em um mundo carregado de maldade, sob o domínio (permitido por Deus, não nos esqueçamos nunca disso) de Satanás, pode ser sinônimo de sofrimento, perseguição e morte. Mas isso deve ser motivo de regozijo para os verdadeiros filhos de Deus, sempre (Mt 5.11,12).

Então, se você leu com atenção, agora mesmo pare e pense sobre tudo isso. Que o Senhor nos abençoe e também ao valoroso povo norte-americano. 













terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Em 2013 sendo parecidos com Cristo, alcançando vidas para Ele, e nada mais

Mais um ano em nossas vidas. Mais oportunidades em Deus para cooperarmos com Ele na proclamação do Seu Reino. Mais perspectivas disponíveis em Cristo para que façamos a Sua obra. Há também um claro apelo do Espírito de Deus em nosso coração para que sejamos cada vez mais parecidos com nosso Salvador. Convém refletirmos um pouco sobre como nos conduzirmos em face das claras ordenanças bíblicas sobre nosso viver em Cristo.

Essas são duas das principais considerações a serem devidamente levadas em conta por todo servo de Deus: 1) Ser parecido com Jesus a cada dia (Rm 8.29; Ef 4.22-24); 2) Alcançar vidas para o Reino de Deus (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; At 1.8).

Fomos salvos pelo Senhor e essa salvação é acompanhada de transformação. Esta se refere a termos em nós as virtudes de Cristo. O caráter do Filho de Deus deve ser nosso distintivo. Deve ser aquilo que nos faz diferentes em relação aos outros homens que não conhecem ainda ao Senhor. E, ainda mais, deve fazer com que as pessoas que ainda não o conhecem, sejam atraídas, sejam levadas ao encontro do Senhor a fim de que também Ele as salve e também as transforme.

Aqui então encontramos o objetivo, a missão, a obra que cada um de nós está imbuído de fazer que é conduzir pessoas aos pés de Jesus Cristo. Nada é mais importante para o Corpo de Cristo, a Igreja, do que este trabalho que devemos realizar por ordem expressa do Senhor e devemos disto nos ocuparmos tanto individualmente, como também coletivamente visto que somos um só Corpo (1Co 12.12,27).

Muitas vezes acontece de o servo de Deus perder o foco em sua peregrinação neste mundo. Ele perde a visão celestial. Torna-se meramente um religioso cristão. Dá ênfase indevida a muitas outras coisas que pouco ou nada tem a ver com a verdadeira essência de sua vida em Cristo. Transforma sua devoção a Deus em algo sem sentido, pesado, monótono, costumeiro. O primeiro amor arrefece em sua vida e ele torna-se sério candidato à acomodação e por fim, a desviar-se dos caminhos santos do Senhor. 

Quando contrariamente, permitimos de fato que o Espírito Santo seja o nosso infalível guia na jornada que  ora fazemos nesta vida (Rm 8.14), certamente não esmoreceremos diante dos desafios e tentações que nos rodeiam (Hb 12.1). Isto porque contemplaremos sempre a face de Jesus adiante de nós conforme nos diz o escritor aos Hebreus  "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" (12.2a). E como consequência natural deste olhar de fé, estaremos proclamando a todo aquele que não conhece o Evangelho, a única mensagem que tem o poder para a salvação do homem perdido e desviado da comunhão com seu Criador (Rm 1.16).

Olhar para Jesus significará ser como Ele é. Será uma vida transformada em face de Sua glória: "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2Co 3.18). E sendo assim como Ele mesmo é, tendo as características em nós do caráter de Jesus Cristo, dentre essas, o amor, seremos movidos a ir ao encontro dos perdidos, assim como nosso Amado Mestre, para lhes proclamar as boas-novas de salvação e libertação do jugo do pecado e de Satanás em suas vidas.

E é isto tudo o que realmente importa. Igrejas suntuosas, grandes corais, afluência do povo aos templos, projeção na mídia e tantas coisas semelhantes (que podem ou não serem úteis e necessárias à causa do Reino), ficam em plano secundário quando se considera que temos que crescer, avançar, em nossa santificação pessoal a cada dia, em outras palavras, em sermos parecidos com Jesus e também na execução pessoal que cada um de nós está imbuído pelo próprio Senhor, ou seja, proclamar o Evangelho a todos de forma clara e insofismável.

A vida cristã é uma coisa só. Ou seja, tanto o ser como Jesus como também trabalhar em prol de Seu Reino estão interligados. Ao realizarmos a obra que Ele nos mandou fazer, pregar o Evangelho, seremos como Ele mesmo foi, porque em Seu glorioso ministério, o Senhor Jesus pregou o Evangelho (Mc 1.15) e ao fazer isto, Ele foi obediente ao Pai que o enviara. Jesus disse: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra" (Jo 4.34). Portanto, ser parecido com Jesus é fazer a Sua obra e fazer a Sua obra nos faz semelhantes a Ele.

Inicio pessoalmente este ano novo de 2013 nesta perspectiva. Quero sinceramente ser mais e mais parecido com meu amado Salvador. Ter o seu caráter implantado em mim. Quero também proclamar a mensagem do Evangelho. Quero em tudo Lhe obedecer. E tudo isto através da preciosa ajuda do Espírito Santo que em mim habita (Jo 14.16,17) e que em mim opera e me guia (1Co 12.11; Jo 16.13) e que por mim intercede ao Pai (Em 8.26,27). 

É assim que desejo viver. É assim que quero permanecer todos os meus dias sobre a terra até o dia do glorioso encontro com o nosso Senhor nas nuvens de céu (1Ts 4.17).

Se você deseja isto também para sua vida, se deseja viver dentro destes sagrados parâmetros, te convido para que faça isso agora mesmo. Ore ao Senhor, confesse a Ele os seus pecados, diga-Lhe que deseja ser como Ele é, que deseja ser transformado e também deseja igualmente fazer a Sua obra. O Senhor imediatamente lhe perdoará e renovará sua vida. Aproveite este novo ano e renove seu compromisso com o Senhor como eu mesmo fiz. Você também entenderá que isto realmente é tudo o que importa. 

Pense nisso.



domingo, 23 de dezembro de 2012

CRISTO - e nada ou ninguém mais - é o Único SENHOR e SALVADOR !!!

A Palavra de Deus em Atos 4.10-12 nos mostra o testemunho do apóstolo Pedro diante dos anciãos, das autoridades e do sumo sacerdote acerca de um homem que fora curado sendo este aleijado desde seu nascimento. Quando indagado juntamente com João com que poder ou em nome de quem operaram aquele milagre (v.5), Pedro assim respondeu: "Saibam os senhores e todo o povo de Israel que por meio do nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem os senhores crucificaram, mas a quem Deus ressuscitou dos mortos, este homem está aí curado diante dos senhores. Este Jesus é a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular. Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (Nova Versão Internacional).   

A fé cristã é exclusivista. Isto é, em hipótese alguma admite que o homem poderá ser salvo de seus pecados e ter comunhão com Deus, à parte de Jesus Cristo. Não se admite algo agregado a isso. Não se concebem caminhos alternativos. Atalhos são absolutamente desconsiderados quando o assunto é a salvação do ser humano. A salvação está centrada em uma Pessoa. Jesus Cristo é o Salvador. Seu próprio Nome JESUS  que é a forma grega do nome hebraico Josué, significa "o Senhor salva" ou "o Senhor é a salvação".

Dito isto, fico a pensar em quantos cristãos acreditam piamente em coisas agregadas ao fato de que Jesus Cristo é o nosso Único e exclusivo Salvador. Falo dos crentes que acham que ALÉM de Jesus DEVERÃO TAMBÉM guardar ciosamente as ordenanças peculiares de sua igreja ou denominação, julgando com isso estarem obedecendo melhor a Deus, ou pior ainda, GARANTINDO SUA SALVAÇÃO PELA GUARDA DE MANDAMENTOS DENOMINACIONAIS OU MANDAMENTOS HUMANOS.

São muitos no Brasil evangélico de hoje que fazem isso. O crente é membro de uma igreja X onde, apesar de se pregar a Cristo como Salvador único, contraditoriamente lhes é ensinado que deverá guardar determinadas coisas para "agradar realmente a Deus" ou, ensinam de forma direta que obedecendo ao que o pastor ou líder diz, estará assim o crente garantindo realmente sua salvação.

Isto é heresia. Anote: O DISCÍPULO DE CRISTO NÃO TEM OBRIGAÇÃO ALGUMA DE SEGUIR MANDAMENTOS DE HOMENS (Is 29.13; Mt 15.1-9; Mc 7.6-13). Jesus questiona os fariseus porque de forma extremamente zelosa guardavam a "tradição dos anciãos" e ao mesmo tempo anulavam os mandamentos de Deus por causa da obediência à tradição. É exatamente isso que acontece em muitas igrejas hoje. Aos crentes é ensinada a guarda de inúmeras regras que base nenhuma possuem na Palavra de Deus e ao fazer isto, inconscientemente o cristão pensa estar em conformidade com o que Deus revelou na Bíblia. Mas estas regras humanas se constituem em prisões porque a liberdade do filho de Deus é violada porque sua consciência ao invés de ficar atrelada ao que diz o TEXTO BÍBLICO fica demasiadamente apegada aos ensinos humanos.

O apóstolo Paulo ensinou em Colossenses 2.20-23 que o cristão morreu com Cristo para os rudimentos do mundo, isto é, os princípios elementares deste mundo, ou ainda, o crente ao morrer com Cristo, FOI LIBERTO DE SEGUIR AS IDEIAS DO MUNDO SOBRE A MANEIRA DE SER SALVO - ou seja, fazendo o bem ou obedecendo a diversos preceitos humanos. Esta passagem ensina que o crente não deve se sujeitar a ordenanças humanas. Que descentralizam a Cristo e colocam práticas e ideias outras como devendo ser observadas se o crente quiser chegar ao céu. E Paulo diz categoricamente que essas regras humanas até possuem alguma aparência de sabedoria, ou seja, de serem uma coisa boa. Na verdade, essas regras levam o cristão a uma prática de fé hipócrita, a uma falsa humildade e uma disciplina para o corpo, porém, elas não tem valor algum para frear os maus desejos e pensamentos do crente em Jesus. E também não garantem a salvação de ninguém, posto que nada mais são do que isto: PRECEITOS E ENSINAMENTOS DOS HOMENS!

CRISTO e somente Ele, é o SALVADOR, Ele é a nossa SALVAÇÃO. Foi Ele quem morreu pelos nossos pecados. Foi através Dele, de Sua morte na cruz que alcançamos a reconciliação com Deus (Rm 5.10,11) e fomos justificados (Rm 5.1). E assim, estaremos submissos a Ele no tocante a tudo que se refere à esta nossa nova vida que desfrutamos. Ele é o nosso Senhor. A obediência é devida a Ele. Como então não devo parar para pensar se estou somente obedecendo a Ele, mediante o que está registrado nas Escrituras, ou se em verdade sou somente um religioso cristão que obedeço a um sistema de igreja que castra minha liberdade que tenho em Cristo e me diz que para ser salvo tenho que me submeter aos ensinamentos da denominação a qual pertenço?

Um crente, seja qual denominação pertença, pode sinceramente permanecer em sua igreja mas precisa ter uma postura de sabedoria. Ou seja, SUA MENTALIDADE TÊM DE ESTAR ATRELADA SOMENTE À PALAVRA DE DEUS. Para isso, ele, o crente, precisa ler muito sua Bíblia. Precisa orar com base no que está escrito na Bíblia. Se ele fizer assim com diligência, terá a capacidade de discernir a vontade de Deus e entender que NEM TUDO O QUE SUA DENOMINAÇÃO APREGOA ESTÁ EM CONFORMIDADE COM O QUE A BÍBLIA DIZ. E nem precisa dizer que a Bíblia de fato é a nossa única regra de fé e de prática.

E é lamentável constatar o grande número de cristãos (não só em nosso país) que acham que pertencer, ser membro de sua particular igreja ou denominação, para eles é sinônimo de estar salvo. ISTO É HERESIA. A Bíblia deixa bem clara a posição singular de Jesus Cristo conforme o texto de Atos 4.12 e também leiamos o que o próprio Jesus disse em João 14.6: "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." E também em 5.24 do mesmo Evangelho: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." Paulo disse também: "Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1Tm 2.5). 

Diante disso, do fato da singularidade de Jesus Cristo, é igualmente condenável qualquer outra concepção de fé que, além de Cristo Jesus, admita que outro possa compartilhar com Ele os méritos para nossa salvação. Buda, Maomé, Allan Kardec, Krishna, os orixás da Umbanda, os santos da igreja católica romana, enfim, quaisquer outros "deuses", "santos" ou fundadores de religiões, ou ainda, doutrinas quaisquer que sejam, nada mais são do que falsidades humanas, tentativas vãs de alcançar a salvação por méritos próprios ou atribuindo a si algum poder. Todos igualmente falsos, diabólicos e condenáveis. O ecumenismo religioso tenta juntar tudo em só pacote apregoando a falsa ideia de que todos os caminhos ou todas as religiões levam a Deus igualmente ou creem no universalismo, a doutrina que diz que, ao final. Deus é tão bom que a todos salvará sem fazer distinções.   

Por isso ratificamos conforme o título deste post: CRISTO - e nada ou ninguém mais - é o Único  SENHOR e SALVADOR !!!  A exclusividade da salvação por meio da fé em Cristo é o cerne do Evangelho. O verdadeiro Evangelho contém a mensagem do Único e Verdadeiro Salvador. O apóstolo Paulo resumiu de forma magistral a mensagem salvífica: "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1Co 15.3,4). 

Sendo assim, conservemos o testemunho das Escrituras. Conservemos as palavras verdadeiras da Bíblia Sagrada. Desprezemos doutrinas humanas sem valor. Como você, crente em Jesus, pode verificar de si mesmo se estás realmente obedecendo ao que está revelado nas Escrituras ou obedeces a mandamentos humanos que dão a entender que, se não guardá-los, não estarás salvo? Veja que Jesus em tudo procurou agradar ao Pai (Jo 8.29) e fazer o que Ele Lhe mandava. Sendo assim, o Senhor Jesus nos ensinou que conheceríamos a vontade de Deus se desejássemos de fato fazer a vontade Dele. E o crente saberia se a doutrina, a palavra, o ensino, era realmente proveniente de Deus (Jo 7.16,17). Note que no verso 18, Jesus disse algo contundente para todos aqueles que falavam ou ensinavam de si mesmos, ou seja, não estavam ensinando a verdadeira Palavra de Deus: "Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória, mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça."  E assim era o procedimento do próprio Filho de Deus, Jesus, que procurou, como Enviado de Deus Pai, fazer unicamente a vontade dAquele que lhe enviara.

Você tem, meu amado irmão ou irmã em Cristo, o Espírito Santo  habitando em seu interior (1Jo 2.20,27). Essa unção, o próprio Espírito Santo, realmente te ensina sobre todas as coisas. No verso 26, o apóstolo João diz que escrevia estas coisas acerca dos que eram enganadores, ou seja, é possível estarmos em uma igreja e estarmos sinceramente enganados acerca da fé cristã que praticamos. Urge que, mediante o que está escrito na Bíblia e com a preciosa ajuda do Espírito de Deus, tenhamos o devido discernimento.

Em tempo: Sua Bíblia deve ser constantemente lida e estudada. Somente assim confirmará o Santo Espírito que em ti habita, todas as verdades das doutrinas verdadeiramente bíblicas e, principalmente, na verdade única de que Jesus Cristo é o nosso Único e suficiente Salvador, ou seja, nada mais deveremos acrescentar a isto.

Cabem aqui estas palavras do apóstolo Pedro: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém" (2Pe 3.18).

A todos, quer sejam discípulos de Cristo ou não: Pensem em tudo isso. Deus vos abençoe!  


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A Palavra de Deus e a crescente violência em São Paulo

Não sou habitante da maior cidade do país, mas certamente preocupa-me e muito a situação de violência,  homicídios e de muita tensão para a população por conta da série de assassinatos que ocorrem todos os dias de forma absolutamente covarde e assustadora.

Todos os dias a mídia contabiliza o número de mortos e feridos em ataques em todas as regiões da cidade de São Paulo, geralmente realizados à noite por pessoas a bordo de uma motocicleta ou em veículos. E o que causa espécie é que muitas das vítimas não tinham antecedentes criminais. Ou seja, estão matando pessoas a esmo, basta que alguém esteja em um bar conversando com amigos, caminhando pela calçada ou na porta de sua casa, corre o risco de ser sumariamente executado.

É claro que assassinatos sempre ocorreram nesta grande metrópole. Desde 2008, a taxa de 10,8 mortes por grupo de 100 mil pessoas havia se estabilizado, mas do mês passado para cá a taxa de homicídios dobrou na cidade de São Paulo, subindo a quase 40% no Estado. Para se ter uma ideia de como isto é uma triste realidade, em outubro do ano passado para cá houve um aumento de 114%, um salto de 82 para 176 mortos na comparação com 2011.

Esta onda de mortes teve início com o assassinato de policiais, todavia hoje ela se generalizou. Estão matando qualquer um, basta que se esteja fatalmente na hora e lugar onde os "comandos da morte" passarem em qualquer bairro da capital paulista.

Não cabe aqui discorrer sobre quem ou qual grupo estaria orquestrando tudo isso. É evidente que é algo planejado, existem mandatários para tudo isso que está acontecendo. Mas como nosso objetivo é analisar à luz das Escrituras o mundo em que vivemos, sabemos como cristãos, conhecedores da revelação bíblica que isto tudo denuncia o aumento da atividade demoníaca no mundo às vésperas do segundo advento de nosso Senhor Jesus Cristo.

O diabo sempre utilizou a violência para causar medo na sociedade. Desde Caim ao matar seu irmão Abel, a morte e a violência irromperam neste mundo de pecado e muitos tem caído, subjugados ante seu opressor. É do interesse de Satanás que aumente ainda mais a violência e a cultura de morte para que as pessoas ainda mais se odeiem, cometam violência e matem seus semelhantes, ou, que se suicidem pelo aumento da angústia e desespero por tal situação do cotidiano.

O diabo quer que os valores cristãos, o amor, a alegria, a paz, bondade, gentileza, solidariedade, o perdão, sejam lançados fora dos corações dos seres humanos e que este presente mundo seja cada vez mais parecido com a antesala do inferno. E é notório que muitos já vivem assim. O apóstolo Paulo disse acerca desses últimos dias: "Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes." (2Tm 3.1-5 - NVI).

Aqui é que percebemos a plena realidade do que a Bíblia declara. Junte-se a isto as declarações de Jesus quando disse que a iniquidade iria se multiplicar e em vista disto, o amor esfriaria (Mt 24.12). A presente época está testemunhando um aumento incrível da maldade em todos os aspectos.

E juntamente com isto, a genuína fé cristã seria cada vez mais desprezada, os valores e princípios divinos não seriam mais objeto de consideração e temor dos homens, mas iria prevalecer o ódio, insuflado pelo diabo que sempre trabalha em cima da natureza pecaminosa dos homens para alcançar seu maléficos objetivos.

O apóstolo João foi enfático em declarar de que o mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19). O que vemos hoje acontecendo de forma tão crescente na cidade de São Paulo (e ocorreu em grau menor em Santa Catarina, caracterizado muito mais com depredações de ônibus e ataques a postos policiais), faz parte do aumento da maldade anunciado para o fim dos tempos como declara a Palavra de Deus. O mistério da iniquidade está em plena operação (2 Ts 2.7) e o Anticristo se manifestará em meio a um mundo quase que totalmente entregue aos desígnios do Maligno e rejeitando tudo o que concerne ao Cristianismo bíblico.

Realmente, estes são dias maus (Ef 5.16). Devemos, como servos de Cristo, redobrar nossa prontidão em servir ao Senhor e interceder pelas vidas ausentes da presença de Deus, orar para que Deus quebre os grilhões demoníacos que prendem as vidas de tantos e que só vivem para roubar, assaltar, agredir e matar as pessoas. Orarmos pelas autoridades para que não deixem levar pelo ganho fácil, não se permitindo corromper e também, que não sejam violentos, mas que possam agir dentro dos estritos limites da lei.

À Igreja do Senhor cabe um papel de importância fundamental nestes dias, pois assim como João Batista foi a voz que clamava no deserto, anunciando a vinda do Filho de Deus (Jo 1.23), assim a Igreja hoje também estará proclamando no deserto moral e existencial deste mundo, a mensagem do Evangelho, convidando que o homem se arrependa de seus pecados e creia no Senhor Jesus e também como João Batista, anunciando a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo que subverterá todo este estado de coisas ao Seu absoluto senhorio. A Igreja deve viver de maneira santa e agradável ao Senhor, anunciando corajosamente os pecados da presente sociedade e como João Batista, deve estar disposta até mesmo ao martírio como corajosamente ele sofreu (Mt 14.1-11).

Que o Senhor guarde aos habitantes da cidade de São Paulo. Que a Sua misericórdia se estenda a todos. Que o Evangelho alcance a vida e os corações das pessoas tomadas de tanta sede de violência. Senhor meu Deus, guarde a todos em Teu precioso Nome.

Por favor, leia e pense sobre tudo isso...... 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Deus e Seu amor e outras certezas

A única certeza é o amor. Se Deus é amor, igualmente certa é a existência do Ser para além de todos os seres. O amor de Deus, essência de Sua Pessoa, rege a existência dos seres humanos, objetos de Seu amor, posto que demonstrado foi no Calvário com a morte e subsequente ressurreição de Jesus Cristo, Filho deste Deus de amor. A minha e a sua existência estão permeadas nesse amor e esta é uma absoluta certeza. A certeza de que, por nos amar, enviou o Senhor Deus por nós a Seu próprio Filho para livrar-nos da morte eterna e da eterna alienação de Sua Pessoa. E era absolutamente certo de que estávamos condenados ao eterno banimento da face de Deus. 

Tão certo é isto que o Senhor Jesus Cristo contou a história de um homem rico e de um homem pobre, Lázaro, o qual, por temer a Deus, ao adentrar à eternidade, imediatamente encontra-se em estado de inigualável felicidade, diametralmente o oposto ao que vivia em sua existência terrena. Enquanto isso, o homem rico, que em vida vivia em egoístico e regalado glamour, vai para um lugar ignífero, medonho, dantesco, chamejante. Fora da presença de Deus. Eternas almas, eternos destinos, certezas clarividentes. 

Mas para muito além dessas certezas contadas por ninguém menos que o próprio Senhor Jesus, está a certeza de que o amor de Deus é absoluto e não ficou contido ao contemplar a queda da criatura formada à Sua imagem e semelhança. Por ser a única certeza o amor eterno de Deus, exatamente movido por este inexplicável amor, buscou o Senhor e Criador as suas criaturas, homem e mulher, no jardim, lhes providenciou roupas, pois sua inocência original, por causa do pecado, fora aviltada e lhes prometeu um futuro Redentor. Tudo isto por causa da certeza de seu magnífico amor.

Em um mundo onde os absolutos de Deus conforme exarados em Sua Eterna Palavra são a cada dia desafiados, e homens céticos tolamente menosprezam os mandamentos divinos, temos a certeza da preservação do amoroso coração divino em continuar a buscar suas criaturas através da mensagem reconciliadora do Evangelho. Temos a certeza de que os absolutos mandamentos do Senhor se constituem em guia seguro e confiável para uma vida de plena felicidade e agradavelmente dedicada ao Pai. Temos a mais tranquilizadora certeza de que o Seu amor nos alcançou em Jesus Cristo e também de que o Seu Santo Espírito mora em nossos corações, faz de nossos corpos o Seu templo e além de termos sido justificados, regenerados, santificados e adotados em Sua família, somos glorificados por causa da certeza de Sua eterna habitação em nós através do mesmo e bendito Espírito Santo. 

Todas essas certezas culminam na bendita esperança de que um dia estaremos para sempre na presença de nosso Senhor Jesus, no dia glorioso de Sua segunda vinda, Sua Palavra nos dá a mais absoluta certeza disso e de que reunidos seremos com Ele entre nuvens, além da certeza de nossos corpos serem transformados em imortais e incorruptos para todo o sempre. 

Temos também a certeza da certa e justa retribuição para todos que mantiveram suas vidas fora da cobertura do amor de Deus, que rejeitaram aquilo que era certo e verdadeiro, ou seja, a mensagem da redenção, a mensagem da cruz, a mensagem do Evangelho, e escolheram a incerteza dos humanismos sem fundamento seguro, das ideologias enganosas gestadas nas mentes pecaminosas e não-regeneradas pelo Evangelho de Cristo. É igualmente e absolutamente certo o dia em que todos estes serão julgados por Aquele que é o Ser por excelência e que é a Verdade em pessoa. 

Incomparáveis riquezas e gozo sem igual aguardam a todos que se apegam às certezas que o Pai em Seu amor nos comunicou em Sua eterna Palavra. Ainda há tempo, e isto é outra certeza, para abandonarmos nossos maus caminhos e nos convertermos Àquele que certamente nos ama e que com toda certeza nos guardará até aquele grande dia em que vem nos buscar.

Reflita nessas certezas. Creia nelas. Não mais valorize o ceticismo e a incredulidade. Deus é fiel e absolutamente verdadeiro em tudo que revelou na Bíblia Sagrada. Não se deixe levar pelo engano e a incredulidade de um mundo que não mais aceita os absolutos divinos, humilhe-se perante Deus, deixe Ele transformar e renovar sua mente hoje mesmo, para que estas certezas façam parte inseparável de seu ser. Abra seu coração com fé para a verdade absoluta do amor de Deus demonstrada na mensagem  salvadora do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Pense nisso.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Porque a vida cristã não consiste em só buscar vitória.......

Tenho constatado desde sempre o afã incrível que muitos amados irmãos em Cristo possuem de obter vitórias em seu viver diário. É natural que todos nós que servimos ao Senhor, que após o novo nascimento, passamos através da iluminação do Espírito Santo a compreender as trevas espirituais que nos acossavam e que agora se tornaram evidentes, queiramos viver uma vitoriosa vida de fé.

Porém, vejo uma falha primordial em todos nós neste aspecto que consiste em viver numa contínua petição ao Senhor por bençãos e vitórias, tirando assim o foco principal em sua vida que seria em conhecer ao Senhor e Sua vontade a cada dia.

O Senhor Jesus disse: "Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste" (Jo 17.3 NVI). Ora, se conhecer a Deus Pai e a Deus Filho significa ter vida eterna, quão grande benefício somos possuidores e quão grande labor isso consiste. O profeta Jeremias diz assim: "Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas, mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficiência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor" (Jr 9.23,24). Também fala o profeta Oséias: "Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra" (Os 6.3). 

O correto conhecimento de Deus, o entendimento de Seus gloriosos caminhos consiste na tarefa principal de nossa vida cristã. O Catecismo Maior de Westminster, das igrejas reformadas, em sua primeira pergunta diz: Qual é o fim supremo e principal do homem? E a resposta é: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre. Não há outra maneira do homem glorificar a Deus se não for conhecendo-O como dEle consta nas Escrituras do Antigo e Novo Testamento. E isto vai, por consequência natural, gerar no ser humano a alegria verdadeira em face desse essencial conhecimento da Pessoa divina.

Conhecer ao Senhor proporciona o alicerce, a base, o fundamento seguro para edificação de nossa vida. Isto demanda tempo, sim, o tempo de toda nossa vida aqui. E é, terrenamente falando, um processo interminável. Algo que não lograremos terminar nesta existência. Até mesmo na eternidade continuaremos conhecendo Aquele que nos criou e nos redimiu, é que diz Paulo em Efésios 2.7: "Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus."

É aviltante e mesmo muito decepcionante o cultivo de uma vida cristã que não tem como pólo enfático o conhecimento da Pessoa bendita do Senhor. O Deus Trino anseia por ser conhecido. Deseja que Seus filhos o busquem a cada dia para continuarem a crescer no conhecimento de Sua Pessoa. Fundamental para isso é entender que está é a grande razão de Deus ter outorgado ao Seu povo as Sagradas Escrituras. Somente através da Bíblia vamos conhecer ao Senhor, Seu caráter, Seus atributos, Seus feitos, Sua obra redentora em prol da humanidade rebelada contra Si.

Infelizmente, muitas igrejas e pastores dão uma ênfase indevida à busca de vitórias, ênfase essa que nada mais é do que um pernicioso triunfalismo. O cristão triunfalista é aquele que é possuído de um espírito exagerado de otimismo e que entende a vida em Jesus como que isenta totalmente de contratempos, revezes, adiamentos e derrotas. Por ocuparem quase o seu tempo inteiro somente em promover e angariar vitórias, onde todo seu discurso, pregação e ensino consiste em enfatizar uma vida de sucessos constantes, deixam assim de buscar a Deus como Ele desejaria que fosse a fim de melhor conhece-Lo e pudessem compreender que também Ele usa os contratempos, revezes, adiamentos e derrotas para nos moldar.

Mas para entender isto, é necessário conhecer ao Senhor. É preciso aprofundamento na leitura bíblica, juntamente com uma vida de oração. Para que nas contingências cotidianas, estejamos ancorados no conhecimento da Pessoa do Senhor, plenamente confiantes nEle e deixando de lado uma ótica de vida cristã triunfalista que é também ególatra, porque se só desejo vitórias, estou então somente querendo satisfazer meu ego, minha vontade, meus desejos. Conhecer a Deus é fundamental, porque Sua vontade é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2) e nossa maior vitória está justamente em conhecer a Sua vontade.

É preciso deixar fora de nossa prática de vida cristã este triunfalismo, este otimismo exacerbado. O apóstolo Paulo, conquanto fosse um homem alegre, satisfeito em servir a Deus, recomendando que todo crente se alegrasse no Senhor (Fp 4.4), não era triunfalista, não vivia apregoando "só vitória", muito embora tivesse dito de que em Jesus Cristo, somos mais do que vencedores (Rm 8.37). Ele relatou o quanto sofreu pela causa do Evangelho, por ser um persistente pregador do Reino de Deus (2Co 11.24-33). Paulo demonstrou um notável equilíbrio, exatamente porque procurou conhecer o Senhor (Fp 3.10).

Não conhecer a Deus é a causa da corrupção universal do gênero humano (Rm 1.28). Também por não conhecer a Deus, por rejeitar a obediência à Sua Palavra, a nação de Israel caiu e foi dispersa (Is 1.3; Lc 19.42,43). A grande razão pela qual nos foi outorgada a Palavra de Deus escrita é para que O conheçamos (2Tm 3.15-17). Apesar disso, crentes há que somente consideram conhecer o Senhor através das experiências de cada dia. Outros acham que conhecer ao Senhor consiste em ser obediente às ordenanças de sua igreja. Obedecer às normas de sua denominação para muitos equivale à obedecer ao Senhor e, mais ainda, isso significa na mente desses que conhecem realmente ao Deus que dizem servir.

Ler as Escrituras com zelo, com constância, com entendimento. Persistir nisso a cada dia. Procurar, com a ajuda do Espírito Santo, o entendimento do texto bíblico. Procurar também, pela instrumentalidade dos servos que Deus capacitou para ensinar a Seu povo, aprender cada vez mais. Fazendo assim, todo crente vai conhecer ao Senhor de maneira crescente e seu caráter consequentemente estará sendo transformado dia-a-dia. Paulo disse que devemos ser transformados exatamente pela renovação de nosso entendimento (Rm 12.2) e isto acontecerá como natural consequência em persistir no conhecimento de Deus oriundo de Sua Palavra escrita, a Bíblia Sagrada.

Querer as bençãos (as vitórias) somente, e não querer conhecer Aquele que dá a vitória, é um contrasenso.

Estar em Cristo já é, em si, uma grande vitória. Portanto, prossiga em crescer no conhecimento de seu Redentor, o Senhor Jesus Cristo, é o que diz o apóstolo Pedro: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém" (2Pe 3.18).

Meu irmão e amigo, conheça o Senhor, conheça de fato o Deus descrito nas Escrituras porque isto sim já será vitória suficiente para sua vida. 

Pense nisso.