domingo, 29 de maio de 2011

A Igreja brasileira precisa tomar uma vacina urgentemente

O dinheiro, definitivamente, tem determinado os rumos de vários segmentos da Igreja brasileira. O discurso predominante é o monetário. Pedir contribuições está na ordem do dia. Dízimos e ofertas foram elencados a tema principal nas pregações e testemunhos. Não se passa um só culto onde sejam desavergonhadamente pedidas ofertas e declarado de que aquele que for dizimista fiel, obterá muitas bençãos. Deus terá um favor especial com estes e quanto aos outros ficarão “chupando o dedo” porque não ofertaram ou dizimaram para a obra do Senhor. O princípio do dízimo e a voluntariedade das ofertas estão grandemente desfigurados por causa da intromissão de ensinos estranhos à Bíblia.

Tudo isso acontece por causa da assim chamada Teologia da Prosperidade ou Evangelho da Prosperidade. Também se conhece por outro nome, Movimento da Fé. Oriunda de solo norteamericano, já foi amplamente refutada por lá. Seus proponentes principais são largamente conhecidos. Louvamos a Deus porque há na Igreja evangélica estadunidense gente séria, que estuda e aplica com precisão o ensinamento bíblico e ajuda a desmascarar estes falsos profetas. Paulo disse uma palavra muito interessante em 2Co 2.17: “Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus.” Este é precisamente o retrato falado deste elementos. Falsificadores da Palavra de Deus. Infelizmente, a Igreja brasileira está recheada destes ensinadores. Ministérios inteiros foram estruturados do nada a partir do discurso de prosperidade material. Mas também aqui há gente dedicada aos ensinamentos de cunho realmente bíblico e que tem ajudado igualmente a desmascará-los.

Todavia, quero citar alguns livros que podem lhe ajudar para melhor entendimento do assunto e levá-lo a repensar suas convicções cristãs se estas estiverem já contaminadas por este pernicioso ensino. É como uma vacina que lhe será aplicada para ajudar na cura. Esta cura está na Palavra de Deus, é óbvio, mas os livros que irei indicar estão exatamente baseados na Bíblia e lhe darão informação abundante sobre o tema para que você esteja precavido a partir de agora e não se deixe levar por esse vento de doutrina que tem levado muitos cristãos a acharem que a essência da fé em Cristo está em ser rico, ter saúde plena, fazer declarações de poder (a chamada confissão positiva) não passar mais pelas vicissitudes a que todos estamos sujeitos enquanto estivermos neste mundo amaldiçoado pelo pecado. Certo é que Cristo levou sobre a cruz os nossos pecados e certo é que aquele que serve fielmente a Ele é abençoado, é próspero. Todavia, muitos estão entendendo esta prosperidade somente em termos materiais. Não se está pregando e ensinando mais o Evangelho que transforma o ser. A ênfase está totalmente no ter. Possuir autoridade sobre a terra e ter muitos bens. Em resumo, este realmente é um outro evangelho (Gl 1.6-10).

Passemos aos livros. De autores brasileiros indico três livros de Paulo Romeiro, todos pela editora Mundo Cristão: SuperCrentes, Evangélicos em Crise e Decepcionados Com a Graça. Paulo Romeiro é pastor da Igreja Cristã da Trindade em São Paulo, Mestre em Teologia e Doutor em Ciências da Religião. Mais dois livros de autores nacionais que analisam e refutam os ensinos da Teologia da Prosperidade são: O Evangelho da Nova Era, de Ricardo Gondim, editora Abba Press e O Evangelho da Prosperidade, Análise e Resposta, de Alan B. Pierath, Edições Vida Nova. De autores americanos, dois livros: Cristianismo em Crise de Hank Hanegraaff, CPAD, e Os Fatos Sobre o Movimento da Fé de John Ankerberg e John Weldon, Chamada da Meia Noite. Um outro autor brasileiro que irei igualmente recomendar é o Pr. Augustus Nicodemus Lopes: O Que Você Precisa Saber Sobre Batalha Espiritual, Editora Cultura Cristã e O Que Estão Fazendo Com a Igreja, Editora Mundo Cristão. Nestes dois livros, embora o autor não trate de forma específica sobre o tema como os outros anteriormente indicados, todavia proporciona a todos nós um panorama da igreja evangélica brasileira com aspectos que mostram como avançou em sua paganização por causa de vários ensinamentos errôneos.

Estas publicações ajudarão a proporcionar excelentes reflexões a respeito. Trata-se de uma vacina realmente e que haverá de proporcionar a cura no tempo certo, ou seja, a partir do momento em que alguém entender a deformidade do que é pregado e ensinado hoje em nossos púlpitos e desejar realmente a realidade da verdadeira doutrina bíblica e jogar fora estes mitos, estas invencionices que fazem em nome do Evangelho.

Lógico que não citamos toda a bibliografia existente (até porque eu precisaria “fazer uma oração forte” ou “decretar” a benção de Deus, como dizem os pastores e líderes deste chamado Movimento da Fé sobre minhas combalidas finanças e assim poder comprar mais livros, rsrsrsrs) mas julgo que estes formam um corpo consistente de auxílio precioso a todos que se interessarem. Julgo que, se você acha que está sendo manipulado por algum desses pregadores da prosperidade, recomendo o estudo urgente da Bíblia e destes e outros bons livros.

Como disse no título, a Igreja brasileira precisa tomar uma vacina urgentemente. Vacina de conhecimento. Vacina de verdadeira doutrina bíblica. A cura virá, certamente porque a Palavra de Deus é verdadeiramente viva e eficaz.

Todos nós, pensemos sobre isso.

sábado, 21 de maio de 2011

Confiança e desconfiança na balança


Todos nós precisamos dar um voto de confiança às pessoas. Devemos também inspirar confiança nelas. A convivência em sociedade ficará grandemente prejudicada se vivermos em desconfianças mútuas e consequentemente deixando de viver uma vida de excelência nos relacionamentos humanos. 

Confiança é algo a ser conquistado. E pode ser duramente conquistado e facilmente perdido. Amor sem confiança não é amor. Os filhos confiam nos pais, porque os amam. Os cônjuges, noivos e namorados confiam mutuamente porque se amam.

A confiança é tão importante em nosso cotidiano. Imagine se eu fosse viajar para a China, no outro lado do mundo, portanto (ia falar no Japão, mas a China está na moda, não é mesmo?). Compraria um bilhete de uma companhia aérea e confiaria que o bilhete que está sendo adquirido por mim na agência é um bilhete legítimo, não falsificado. Confiaria que realmente o avião partiria na data e horário determinados. Confiaria igualmente que o avião estaria com sua manutenção em dia e que os pilotos são profissionalmente competentes para chegar ao destino em segurança. Devo confiar nestes fatores. Veja quantas pessoas envolvidas e, mesmo sem conhecê-las, devo confiar em seu trabalho.

Confiança absoluta devemos ter somente em Deus. É o que a Palavra de Deus preconiza. Ela condena a mim e a você quando depositamos este tipo de confiança em outra pessoa como nós, falíveis, mortais e pecadoras, leiamos: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do Senhor o coração” (Jr 17.5 – Almeida Séc. 21). Este tipo de confiança é idolátrica porque faz de outro ser humano seu apoio, sua rocha, seu escudo protetor. Estas ilustrações de proteção somente em Deus devem ser reconhecidas. Um ser humano não pode apoiar-se a outro semelhante esperando que este seja sua fortaleza. Quem assim faz, Deus diz que é maldito.

O homem abençoado é aquele que faz conforme o verso 7: ”Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor.” Esse tem a promessa de benção porque confia em Deus apoiando sua vida nele e não em um mero ser humano.

Todavia, eu quero me reportar à confiança que deve haver entre os membros da grande família humana. Em seus graus variados de relacionamento. Pais e filhos, marido e mulher, namorados e noivos, parentes mais distantes, patrão e empregado, enfim, são muitos os relacionamentos e sempre haverá de existir um nível de confiança mútua.

Se eu amo a alguém, eu confio sim nessa pessoa. Poderão haver abalos, mas para que existe o diálogo? A conversa franca? A abertura do coração? Além de tudo, o Senhor Jesus nos ensinou o perdão (Mt 6.14,15). Eu posso errar. Você pode errar. A confiança pode balançar. Mas quem ama real e verdadeiramente, perdoa e a partir daí poderá principiar o retorno ao nível de confiança anterior. Claro que, em algumas situações, fica por demais complicado um nível de confiança como era antes. Mas, todos devem ser ouvidos, o diálogo franco deve ser estimulado. Sempre.

Viver em desconfiança é insuportável. Viver desconfiando de tudo e de todos é terrível. Não ser digno de confiança é detestável. Por isso, um exercício saudável de tolerância e diálogo sempre será tão desejável em qualquer relacionamento humano.

Eu confio em você. De que lerá este texto e refletirá sobre a importância da confiança em suas relações. Sei que você igualmente gosta de inspirar confiança em outrem. Não deseja igualmente aprender a confiar mais em seu próximo? Sempre compreendendo, entretanto, que Deus é o seu amparo. E não as pessoas. Confie e faça-se digno da confiança de outra pessoa também.

Pense nisso.

domingo, 15 de maio de 2011

Mudanças.....inevitáveis, naturais e necessárias

Ontem estive no casamento da filha de um amigo nosso que há sete meses aproximadamente ficou viúvo. O Senhor escolheu recolher para Si sua esposa e companheira. Fiquei a refletir sobre o fato de como, em pouco tempo, inevitavelmente as mudanças sobrevieram sobre aquela família. Marido viúvo, três filhos jovens saudosos de sua querida mãe, mudança de residência, casamento......tudo isto aconteceu em tão pouco tempo. O que podemos aprender com isso?

Acredito que uma das lições mais valiosas refere-se aquilo que está escrito em Tiago 4.13-15: "Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo." A nossa limitação é algo que deve nos manter humildes. Não temos poder em nós mesmos para, de forma totalmente autônoma, planejar e fazer exatamente como concebemos. Não. Nossa condição humana é limitadora em si mesma. De fato, nossa vida é como um vapor que aparece por pouco tempo e logo desaparece. Tiago diz claramente de que deveríamos dizer: "Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (v. 15b).

Tiago se refere a alguém que planejava e confabulava com outro que iriam para outra cidade, passariam um ano, contratariam e ganhariam. Ele planejou, mas Tiago diz que ele efetivamente não sabia o que lhe aconteceria amanhã, que nada sabia sobre seu futuro. Então compara a vida a um vapor, a uma neblina, para dizer logo após algo que denota que somos realmente dependentes de Alguém acima de nós: Deus. Pois é Ele que permite tal ou qual acontecimento sobre nossa existência.

A família a qual me referi no início, certamente tinha seus projetos. Tinha com certeza muitos planos arquitetados para o futuro. Mas não foram adiante em virtude da morte de um de seus componentes. Mudanças ocorreram como desdobramentos desse fato e agora eles vivem uma outra realidade. A vida é assim. A existência humana é dessa maneira. Planejamos, confabulamos, tentamos reunir os meios para que os projetos saiam do papel. Em alguns casos, isto, por permissão divina, pode até acontecer. Mas em outros, ficará somente na intenção, pois a última palavra sobre as nossas vidas é de Deus.

As mudanças além de serem inevitáveis, são naturais e necessárias. Deus sabe disso e permite que ocorram para produzirem efeitos sobre nós, para nos fazer mais próximos d'Ele. Se levarmos isto em consideração, seremos grandemente beneficiados. Por nos amar tanto, o Senhor permite que muitas coisas ocorram ou sobrevenham sobre nossas existências e estas coisas nem sempre nos agradam. Uma das coisas que mais detestamos é de sermos contrariados. Alguém chegar em nós e dizer que não façamos tal coisa. Logo mandamos que se retire pois alegaremos que a vida é nossa e fazemos o que bem nos aprouver. O Senhor, embora tenha dado ao homem o livre-arbítrio, ou seja, o ser humano pode fazer o que bem entender, todavia, deve o homem ficar ciente de que prestará contas de seus atos (Ec 11.9) e de que o Senhor Deus é soberano para intervir em sua vida a hora que desejar.

O ser humano cresce com a intervenção divina sobre si. O poder de Deus agindo sobre sua breve existência deve levá-lo a uma postura humilde, como nos referimos anteriormente. Se permitir a livre ação do Senhor sobre sua vida, o homem gozará do privilégio da amorável companhia divina a guiar-lhe os passos. Entenderá que Ele só quer o nosso bem, ainda que pareça, temporariamente, de que estamos totalmente à mercê dos duros golpes da vida, como desemprego, violências, doenças, morte. Deus ama tanto a mim e a você que permite muitas coisas para, quero novamente ressaltar, fazer com que estejamos mais próximos de Si e recebamos Suas bençãos pelo fato de nos submetermos aos Seus eternos propósitos.

Lembre-se irmão querido: A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. A sabedoria de Deus para nós é pura, perfeita, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia (Rm 12.2; Tg 3.17). Sendo nós submissos à Sua vontade perfeita, Ele mesmo nos concederá a sabedoria que vem do alto, sabedoria para vivermos uma vida nesta terra que Lhe agrade em tudo, em plena harmonia com o Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

As mudanças sempre ocorrerão. Elas são inevitáveis. Ocorrem muitas vezes à revelia de nossa própria vontade. Mas se vem de Deus, podem ser para corrigir nossos caminhos diante d'Ele e proporcionarão posteriormente um gozo, uma alegria plena. É como disse o escritor aos Hebreus, referindo-se no cap. 12 sobre a disciplina de Deus sobre nós: "E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela" (v.11).

Que o Senhor nos conceda entendimento neste dia para que compreendamos estes fatos. E é da vontade d'Ele que tenhamos esta compreensão.

Pense nisso.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vitória dos gays, famílias envergonhadas, mas Deus ainda está agindo!

Infelizmente, na quinta feira passada dia 05 de maio, o Supremo Tribunal Federal reconheceu como legal a união entre gays. Considerou como uma "entidade familiar" como a família normal a que estamos habituados a reconhecer. Agora os casais homossexuais podem juridicamente se casar com uma união estável reconhecida na justiça garantindo direitos que são comuns a casais heterossexuais tais como:

1- Pensão

2- Herança

3- Comunhão de bens

4- Previdência

Isto é legalizar o que é abominável aos olhos divinos, Êxodo 18.22: "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é." Também em 20.13: "Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles."

Os senhores juízes do STF legislaram de acordo com a nova moralidade que está aí todos os dias escrachada na mídia. Passaram ao largo da família como foi estabelecida no princípio por Deus, ou seja, homem e mulher, macho e fêmea (Gn 2.18-25). Criaram os homens uma família à imagem e semelhança de si mesmos, ou seja, pecadores. A família criada legitimamente por Deus é pura, perfeita e agradável ao Senhor, sendo assim expressão de Sua própria vontade (Rm 12.2).

Não é o caso de que o indivíduo, o cidadão, não tenha seus direitos garantidos pela Constituição Federal, a lei maior de nosso país. Mas legalizar estas uniões, bizarras que são, para que tenham as partes direitos garantidos, é querer justificar o erro, ou seja, aquilo que Deus condena em Sua Palavra. Também agora esses casais de gays masculinos e/ou femininos também irão requerer o direito de criarem filhos. Ou seja, vão garantir que a próxima geração já seja gay desde a mais tenra idade.

A família saudável e estável constitui-se do marido/pai e esposa/mãe. Os filhos oriundos desta união legítima serão criados da maneira adequada, ou seja, terão a normal figura masculina em suas atribuições e responsabilidades como Deus determinou, e terão a normal figura feminina, igualmente exercendo suas funções segundo a vontade do Senhor.

A maioria do povo de nosso país é contra este tipo de união espúria. A maioria não é a favor destas uniões que atentam contra os mandamentos judaico-cristãos sobre a família. Também não se vê nenhuma maioria de pessoas que concordem que uma criança seja criada por dois homens ou duas mulheres que façam o papel de pai e mãe.

Concordamos que houve uma ruptura com o projeto divino para o homem, quando ele pecou no Éden. Sujeito agora aos seus instintos, ele começa a alterar o papel que Deus lhe reservara. O homem passa a ver a mulher como um objeto para satisfação de seus instintos. A mulher, embora seja atraída ao seu marido (Gn 3.16) começa cada vez mais a buscar sua autonomia. O sexo passa a ser um fim em si mesmo, a poligamia pode indicar isto juntamente com a prostituição (4.19; 6.2; 16.1-4). E continua a espiral descendente do homem e da mulher no livro de Gênesis, até que encontramos na decisão de Deus em destruir Sodoma e Gomorra (cap. 19) e um dos motivos para esta ação divina sobre os habitantes destas cidades é exatamente a homossexualidade de seus habitantes.

Isto posto, é totalmente reprovável a atitude dos magistrados do STF. Repudio veementemente a decisão que tomaram. Agora, o lobby homossexual fará tudo para que a PLC 122, que criminaliza toda opinião filosófica, médica, moral ou religiosa contrária à relação sexual entre duas pessoas do mesmo sexo, seja aprovada. Amanhã, dia 12 de maio, esta matéria será votada no Senado Federal. Muito embora a senadora Marta Suplicy tenha sugerido em texto substitutivo que discursos feitos nos interiores dos templos não fossem considerados crimes, todavia ficou mantido de que declarações em lugares públicos e na mídia contra o estilo de vida gay sejam considerados crimes passíveis de punição pela Justiça.

Louvável a atitude do deputado Jair Bolsonaro, que distribuiu panfletos contra os defensores dos gays em Resende no Rio de Janeiro. Escreve Bolsonaro no panfleto: “Com o falso discurso de combater a homofobia, o MEC em parceria com grupos LGBTs, na verdade, incentivam o homossexualismo nas escolas públicas do 1° Grau, bem como, tornam nossos filhos presas fáceis para pedófilos.”

O deputado Bolsonaro apresenta em seu material, 180 itens do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT denominado por ele de "Plano Nacional da Vergonha". A apresentação da cartilha declara: “Ilustríssimos senhores e senhoras chefes de família, apresento alguns dos 180 itens deste que chamo Plano Nacional da Vergonha, onde meninos e meninas, alunos do 1º grau, serão emboscados por grupos homossexuais fundamentalistas, levando a mensagem de que ser gay ou lésbica é motivo de orgulho para a família brasileira”.

Lamentável e profundamente triste o que este governo pretende fazer com a juventude brasileira. Já está confirmado de que será distribuído no segundo semestre o kit escolar para combater a violência contra os gays. Intitulado "Escola sem Homofobia", o kit será enviado para 6.000 colégios públicos do Brasil. É óbvio que este material estimulará a homossexualidade entre alunos e até mesmo a pedofilia. Segundo o Ministério da Educação, o objetivo deste kit é ensinar os estudantes a aceitar as diferenças e evitar agressões e perseguições a colegas que assumem a homossexualidade. Está direcionado a professores e alunos do ensino médio em geral com 14 a 18 anos. O material contém vídeos que tratam a homossexualidade, bissexualidade e de namoro gay e lésbico.

Mas o Deus que tudo vê e conhece as intenções do coração está a contemplar a institucionalização desta iniquidade em nossa pátria. E o papel de Seu povo? Omissos? Estaremos de boca fechada a permitir que a Lei do Senhor seja subvertida segundo a impiedade do coração humano? Devemos continuar cada vez mais a proclamar em alto e bom som o Evangelho libertador de Jesus Cristo. Declarar que Deus abomina completamente tudo isso. Declarar igualmente que haverá um dia de acerto de contas entre o homem e o Senhor, pois Ele é o Juiz de toda a terra (Gn 18.25).

A influência benéfica do Evangelho verdadeiro deve ser ainda mais implementada. Os homens devem aspirar a fragrância do conhecimento de Cristo que por meio de nós é manifestada (2Co 2.14). Na verdade, esta é uma batalha espiritual, onde o diabo tenta a cada dia corromper ainda mais a sociedade por meio da pecaminosidade inerente à raça humana. Mas o Espírito de Deus ainda continua a agir por meio do Evangelho e convencendo a muitos corações sobre a verdade do Evangelho libertador de Cristo Jesus (Jo 16.7-11).

Vitória dos gays. Famílias envergonhadas. Mas realmente, em meio a tudo isso, é notório o agir de Deus. Sejamos participantes deste mover divino para que Sua vontade prevaleça entre os homens e Satanás seja envergonhado.

Pense nisso.

domingo, 8 de maio de 2011

Adiós Bin Laden, mas, e a Al-Qaeda?

Osama Bin Laden está oficialmente morto. O terrorista mais procurado do mundo foi localizado em sua casa-fortaleza em uma cidade paquistanesa e comandos americanos o executaram após 10 anos de intensas buscas desde os atentados de 11 de setembro de 2001. Mas a organização que chefiava, a Al-Qaeda, expressão árabe que significa "A Base", está espalhada em várias células, vários comandos, ao redor do mundo. Até mesmo no Brasil, suspeita-se que exista uma ou mais destas células. Como seguirão as atividades desta organização terrorista islâmica sem seu líder principal?

Os americanos quando invadiram a casa de Bin Laden, confiscaram muitos documentos. Papéis, dvd's, pen drives, computadores, enfim, e através deste material, conseguiram descobrir que a Al-Qaeda planejava atacar trens nos EUA por ocasião do décimo aniversário dos atentados de 11 de setembro. Com sua morte, é óbvio esperar que eles ataquem alvos na Europa e nos EUA ainda neste e nos próximos anos, pois se já havia um planejamento para suas ações, agora encontraram uma motivação ainda maior para continuarem em sua sanha de morte e destruição.

Cidadãos americanos são o alvo preferencial dos militantes extremistas. A Al-Qaeda foi planejada para funcionar de forma independente em suas células estejam onde estiverem. A chamada jihad - guerra santa contra os infiéis - é autosustentável. Surgiu provavelmente a partir de 1989 após a retirada soviética do Afeganistão. Vários veteranos da guerra contra a então União Soviética quiseram continuar lutando pelas causas islâmicas. A Al-Qaeda considerou os Estados Unidos o seu grande inimigo, por entenderem que são opressivos aos muçulmanos, juntamente com o estado de Israel. Em 1997, em uma entrevista de Bin Laden concedida ao repórter Peter Arnett, ele afirmou que a presença americana no Oriente Médio e o apoio aos israelenses são as principais razões para as ações de sua organização.

A estrutura atual da Al-Qaeda é desconhecida. O que se sabe é que são muito bem organizados e planejam com antecedência e meticulosidade suas ações terroristas. Possuem campos de treinamento no Afeganistão. O segundo líder de importância e que mui provavelmente será o sucessor de Bin Laden é o médico egípcio Ayman al-Zawahiri. Este indivíduo declarou em 1998 de que "matar americanos e seus aliados, civis e militares é um dever individual de todo muçulmano capaz de fazê-lo." O grande objetivo da Al-Qaeda, além de atacar os EUA e Israel, é de estabelecer um estado islâmico no mundo, regido conforme as leis do Alcorão.

A direção da Al-Qaeda reconheceu a morte de Bin Laden e declarou: "Afirmamos que o sangue do chefe dos mujahedins (guerreiros santos) Osama bin Laden é mais valioso e mais precioso para nós e para qualquer muçulmano por isso não vamos permitir que seja derramado em vão." No comunicado, disseram ainda que "uma maldição vai perseguir os americanos e seus seguidores dentro e fora de seus países. Logo, com a cooperação de Alá, suas alegrias vão se converter em tristezas e seu sangue vai se misturar a suas lágrimas."

Todo este ódio, todo este desrespeito pelas vidas humanas não tem explicação racional. A Al-Qaeda é uma rede terrorista que acredita nos pressupostos de Maomé como registrados no Alcorão, livro que acreditam que foi dado por Alá ao próprio Maomé. Na verdade, este livro é da lavra do próprio Maomé ou de seus seguidores que compilaram suas ideias ou modificaram-nas posteriormente. A palavra Islã é um substantivo derivado do árabe que significa "submeter-se, render-se ou dedicar-se a". Sendo assim, o Islamismo transmite a ideia de submissão ou rendição. Segundo McDowell e Stewart, essa tradução do termo evoca a ideia de ação, e não de simples estagnação, o próprio ato de dedicação submissa acha-se no coração do Islamismo, que nem pensa na simples aceitação passiva de uma doutrina. Muçulmano, uma outra forma do mesmo verbo árabe, significa "aquele que se submete" (Entendendo as Religiões Seculares - Um Manual das Religiões de Hoje, Josh MacDowell e Don Stewart, Editora Candeira, 1992).

Sendo desta maneira, o fundamentalismo islâmico traz inumeráveis angústias a todo aquele que não se coaduna a seus mandamentos. São inflexíveis. São violentos e não admitem outra ideia religiosa, outra "revelação" de Deus que não seja através do Islamismo. Os fundamentalistas islâmicos odeiam a todos que pensam diferentes deles, principalmente cristãos e judeus. O que causa espécie é o fato de que o Islamismo, no Brasil por exemplo, tem garantido pela Constituição Federal seu direito de existir. Os muçulmanos em nosso país tem liberdade de expressão. Mesquitas são construídas assim como igrejas cristãs ou terreiros de umbanda. Mas nos países fundamentalistas islâmicos, nenhuma outra expressão religiosa tem lugar. São proibidas quaisquer manifestações de outras fés, exceto em países islâmicos onde os governos são mais liberais como ainda vemos no Líbano e no Marrocos, por exemplo.

Acredito pessoalmente que Bin Laden, por permissão divina, foi morto porque mesmo recluso em seu esconderijo, ainda dava as cartas para todas as ações violentas da Al-Qaeda. Nosso Deus é um Deus de justiça e pesava sobre os ombros do famoso líder islâmico as quase três mil mortes do 11 de setembro, fora as outras vítimas de outros atentados atribuídos à sua rede terrorista.

Não podemos mais interceder pela vida dele. Agora, poderemos continuar a pedir ao Senhor que aja nos corações de tantos envolvidos no Islamismo, principalmente em sua vertente mais extremista e radical, para que deixem de matar seres humanos em nome de uma fé falsa e demoníaca desde seus primórdios.

Existem muitos missionários cristãos em países muçulmanos. Brasileiros inclusive. Existem outros vocacionados que neste momento estão se preparando para ir para esses lugares. A intercessão dos cristãos por seus irmãos que já encontram-se lá e outros que ainda irão, é de fundamental importância, bem como os recursos financeiros para seu trabalho e seu treinamento que deve ser o melhor possível. As dificuldades encontradas pelos missionários muitas vezes são tão grandes que muitos desistem, ou por falta de apoio das igrejas, ou por treinamento inadequado.

A Al-Qaeda infelizmente continuará planejando e executando suas sinistras ações. Bem ficou patenteada a mentalidade desses indivíduos quando Bin Laden certa feita fez uma declaração onde disse que nós, os ocidentais, amávamos a vida e eles, muçulmanos, cortejavam a morte, ou não tinham medo dela. Isso pode explicar os homens-bomba, que se martirizam em nome de Alá para matar o máximo de infiéis que puderem. Sim, amamos a vida porque ela é um dom de Deus e porque Jesus Cristo entregou sua própria vida para nos salvar de uma existência longe de Deus, que significa morte eterna. Sua morte efetivamente nos deu vida, mortos que estávamos em nossos delitos e pecados (Ef 2.1).

Jamais, um VERDADEIRO e AUTÊNTICO seguidor de Jesus Cristo cortejará a morte ou sentenciará à morte seus semelhantes porque não seguem ao Senhor. Ele mesmo disse: "Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las" (Lc 9.56 e também 19.10).

Que o verdadeiro Evangelho da paz seja vivido pelos fiéis seguidores de Jesus Cristo e que em amor possamos proclamar esta mensagem para retirar das trevas espirituais os seguidores enganados de Alá, ou melhor, de Maomé.

Pense nisso.




sábado, 30 de abril de 2011

O cristão não é prisioneiro do destino, do acaso ou da sorte

A doutrina da providência divina como está delineada nas Escrituras, informa-nos de que Deus controla tudo e controla a todos de forma soberana. Ao afirmar isso, muitos compreendem erroneamente de que Ele passaria por cima da escolha humana, da liberdade que o homem tem de tomar decisões que poderão conformar-se à vontade divina ou ser-lhe francamente contrária.

Nada mais falso. O que esta doutrina nos ensina é que o Senhor do universo interage com aspectos diferentes de sua criação. De acordo com suas naturezas específicas. Nós e os anjos, criados com vontade própria, recebemos de Deus um tratamento diferenciado em relação às criaturas sem vontade ou da criação inanimada. O que precisamos de uma vez por todas entender é que Deus leva a efeito muitos de seus planos por meio do livre arbítrio humano.

O destino, o acaso ou a sorte simplesmente, do ponto de vista cristão, não são considerados. A doutrina da providência demonstra que Deus considera as ações humanas no mundo. E que Ele age por meio delas, a favor ou contra de acordo com Seus eternos propósitos e decretos. Deveremos igualmente entender que o Senhor criou um universo no qual Ele poderia interagir com a Sua criação. Não criou um universo autômato, que simplesmente realizaria aquilo que Ele já havia determinado eternamente. Esta relação de Deus e Sua criação, principalmente com os seres morais, homens e anjos, é algo que ensina muito sobre o caráter benigno do Senhor. Ele escolheu criar-nos com vontade própria mesmo sabendo de antemão de que o homem cairia no pecado e que descumpriria Sua vontade perfeita.

Nada acontece por acaso. Não existe o chamado "golpe de sorte". Nosso destino não está já antecipadamente traçado. O homem é um construtor. Ele tem autonomia, dada por Deus, para construir sua própria vida. Mas ao mesmo tempo, adverte-O de que ele é responsável por suas escolhas pessoais (Ec 11.9).

Sendo assim, nada melhor do que caminhar com Ele em uma parceria que só trará benefícios a nós e redundará em maior glória para Deus. Reconhecer o senhorio de Jesus Cristo, posto que após sua morte e ressurreição em favor de nossos pecados, Deus Pai o exaltou de forma absolutamente soberana, leiamos: "E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai" (Fp 2.8-11). Viver desta maneira é reconhecer que de fato o Senhor de todo o universo realmente tem poder para controlar nossas vidas e de conduzí-las, mas O fará somente em consonância conosco. Se crermos que Seu Filho ressuscitou do mortos para nossa justificação, se crermos que Jesus veio destruir o poder da morte e do diabo, se crermos que Ele, Jesus, veio nos proporcionar liberdade do cativeiro do pecado. Viver nesta fé em tudo o que o foi realizado por meio do Evangelho. O controle de Deus é suave sobre nós, não é forçado.

O que Deus realizou por meio de Cristo consistiu no cumprimento de um decreto divino. Decreto este de salvar a todos os que cressem na obra realizada na cruz do Calvário. Quem crer nesta obra realizada, de fato tem destino certo, a vida eterna. Quem não crer também tem o destino decretado, a morte eterna (Jo 3.16-18;36).

Assim, afirmamos novamente de que o homem não está destinado a ir para o inferno. Ou seja, somente porque alguém quis ou o próprio Deus. Este não manda ninguém para o tormento eterno (Ez 18.32; 2Pe 3.9) . Somos nós que escolhemos o nosso destino final. O homem não está de forma alguma preso a algum desígnio externo. Ele pode, como disse, construir um destino de felicidade plena e muita paz por meio da obra realizada por Jesus Cristo no tempo e no espaço.

Somos livres, não somos prisioneiros de forças obscuras. Graças a Deus por isso. Podemos escolher a quem queremos servir. Essa liberdade é dádiva de Deus, é graça do Senhor para nós. Que nossas escolhas portanto tenham como objetivo a glorificação de nosso Deus porque fomos criados originalmente para refletir essa glória.

O controle final de tudo está nas mãos soberanas de Deus. Mas mesmo assim, Ele não forçará ninguém a serví-Lo. Se o servirmos é por amor e voluntariamente. É porque fomos realmente tocados e alcançados por Sua maravilhosa graça. Mas esta pode ser resistida. Decididamente, não somos marionetes. Mas o Espírito de Deus continuará a trabalhar para que sejamos persuadidos de que estar sob o controle amoroso de nosso Senhor é incomparavelmente melhor do que sermos independentes e rebeldes ao seu jugo, que, como disse Jesus, é manso e suave (Mt 11.29,30). Há outro que quer sim, com força e violência, submeter-nos a seu jugo. Mas o Senhor Jesus Cristo já despojou de seu poderio ao mesmo e suas hostes de forma triunfal (Cl 2.15).

Pense nisso.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Devoções populares, ignorância espiritual crescente


"Nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar"

Isaías 45.20b

Assisti ontem a um documentário da National Geographic Channel sobre os santos populares dentro da programação referente à semana da Páscoa. Fiquei estarrecido com o nível de ignorância espiritual das pessoas e a inclinação para a idolatria evidente nos corações não regenerados pelo Evangelho. O cenário eram dois países da América Latina, México e Argentina. Mas bem que poderiam citar o Brasil, pois aqui a religiosidade popular é, lamentavelmente, muito forte.

O programa da NatGeo mostrou os "santos" mexicanos Jesús Malverde e menino Fidencio. Na Argentina apresentaram o Gauchito Gil e Gilda. Vamos a um pequeno resumo de todos eles. Os números na foto correspondem aos seus nomes.

Jesús Malverde (1) foi um bandido que viveu no início do século XX e que roubava de fazendeiros e pessoas abastadas, distribuindo depois o dinheiro entre os pobres de sua região. Após sua morte em 1909 pelo governo que mandou enforcá-lo, começaram a lhe atribuir milagres. É considerado o patrono dos narcotraficantes mexicanos e seu templo fica em Culiacán no estado de Sinaloa no México para onde acorrem as pessoas para pedir um milagre e deixam flores, velas, bilhetes e fotos. Até mesmo recipientes com camarão são deixados no altar em agradecimento por uma boa pesca.

O culto ao menino Fidencio (2), também no México, é um dos mais populares. Fidencio, nascido em 1898, era conhecido como "menino" devido sua voz ser afinada. Usava métodos de cura como um banho em um lamaçal que segundo os devotos possui propriedades curativas e também fazia uso de um balanço onde balançava os doentes até curá-los. Anos antes de sua morte em 1938, anunciou aos seus seguidores de que voltaria. Seus devotos acreditam piamente de que ele realmente retorna, na forma de espírito, cada vez que é invocado. Hoje seus seguidores buscam a cura através do espírito de Fidencio. Ou seja, seu culto é uma forma de espiritismo.

Na Argentina, o Gauchito Gil (3) é um "santo" dos mais populares. A lenda diz que ele teria nascido em 1847 e falecido em 1874 na província argentina de Corrientes. Participou da Guerra do Paraguai e também da guerra civil entre os federais e os unitários argentinos. Após ter desertado do exército, segundo se conta, por ordem de Deus que pediu para que não mais derramasse o sangue de seus compatriotas, tornou-se um "gaúcho" que conduzia o gado e praticava roubos, repartindo os despojos com os mais pobres. Foi preso e morto pelas autoridades. Desde então por alguns é considerado um gaúcho marginal e por outros um verdadeiro "santo". Sua festa é no dia 08 de janeiro data de sua morte onde milhares acorrem ao local onde está supostamente enterrado e erigido um santuário em sua homenagem. Seu culto cresce a cada ano na Argentina e já tem chegado ao Brasil e Uruguai.

A devoção a Gilda (4) é outra criação argentina. Maria Alejandra Bianchi, seu nome verdadeiro, era uma ex-professora, nascida em 1961 e que tornou-se uma cantora de cumbia, estilo de música nacional da Colômbia mas que espalhou-se pelos países da América Latina. Gilda gravou quatro discos e várias de suas músicas transcederam o universo da cumbia e foram incorporadas por setores da classe média e até mesmo cantadas por torcidas organizadas de times de futebol argentino. Gilda faleceu em 1996 no auge de sua carreira em um acidente automobilístico e enquanto vivia as pessoas lhe atribuíam milagres e curas os quais ela se negava a aceitá-los. Após sua morte, a fama de Gilda como "santa" cresceu e é hoje o novo símbolo da religião popular entre os argentinos. Milhares de devotos acorrem ao santuário erigido no local do acidente ou à sua sepultura em um cemitério em Buenos Aires.

O que dizer diante de tudo isso? O ser humano tem sede do que lhe transcende. Em Eclesiastes 3.11 (ARA) está escrito: "...também pôs a eternidade no coração do homem". Os estudiosos constataram que a religiosidade é um fenômeno universal. O ser humano é religioso. Foi constituído de tal forma que anseia e sempre ansiará por aquilo que está acima de si. Quando Deus criou o homem conforme lemos em Gênesis, é dito que ele fora criado conforme à imagem e a semelhança de Deus. Isto lhe proporciona a comunicação com seu Criador. É a única criatura que pode fazer isso. Após sua queda no pecado, o homem ficou alijado de uma comunhão íntima com o Senhor, criador de todas as coisas, mas o senso de algo acima de si, superior a si mesmo, permanece.

As civilizações e povos primitivos dão prova abundante disso. Sempre se encontram vestígios das antigas civilizações humanas de elementos de religiosidade. O homem primitivo possuía a ideia de uma Providência divina superior a ele e dona de seu destino. A fim de estabelecer relações com esta entidade suprema, começa a praticar rituais. Se não o fizer, o homem trai sua própria essência, posto que assim saiu das mãos de Deus, com sede do transcendental e do eterno.

O monoteísmo original, foi praticado pelos povos por vários séculos após a criação e queda do homem. O animismo (crença de que um espírito ou divindade reside dentro de cada objeto), a magia, o totemismo (conjunto de ideias e práticas baseadas na crença da existência de um parentesco místico entre seres humanos e objetos naturais como animais e plantas, totem é qualquer objeto, animal ou planta que seja adorado como Deus por uma sociedade organizada), o culto aos antepassados, são todos exemplos de formas degeneradas de religiosidade. Vemos que o homem é religioso porque realmente Deus o criou para que tivesse comunhão com Ele.

A consciência religiosa portanto, faz parte de nossa própria constituição. Mas o pecado alterou essa capacidade. Ela foi degenerada e quando os povos primitivos dispersos nas diversas regiões do mundo começaram a personificar ou a dar nomes próprios a Deus, conforme seus próprios idiomas, surge então o politeísmo porque começa-se a distinguir várias divindades a partir deste fato.

Portanto, entende-se essas devoções populares no México, na Argentina e outros lugares como em nossa própria pátria (poderíamos incluir na lista acima, a devoção ao Padre Cícero e outros, por exemplo) como degenerações do sentimento religioso de que é possuidor cada ser humano. Todos possuem uma sede espiritual. Todos anseiam em ter comunhão com um poder superior a si mesmo. Neste afã, vão procurar mitigar esta sede em fontes poluídas, entrando aí o engano de demônios conforme a Palavra de Deus adverte (2Ts 2.9-12; 1Tm 4.1). Jesus disse que Satanás é o pai da mentira (Jo 8.44) e de que ele, sendo o príncipe deste mundo (Jo 14.30) seria obviamente atuante em enganar os seres humanos, mantendo os mesmos longe da verdadeira adoração a Deus.

Estes "santos" são apenas alguns exemplos, porque os mexicanos mantém outras devoções. Uma delas é a adoração a La Santa Muerte por exemplo, uma estátua de um esqueleto coberta com um capuz e com foice nas mãos, ou seja, a tradicional figura da morte. Os altares e o culto da Santa Muerte podem ser encontrados em todo o México.

Mas os verdadeiros cristãos, cremos, temos a iluminação do Espírito de Deus que nos conduz à toda a verdade como Jesus Cristo nos ensinou (Jo 16.13). Ele, Jesus, é a própria verdade (Jo 14.6). Ele, Jesus, é o libertador do homem (Lc 4.19), o restaurador da cegueira espiritual. Foi Ele, Cristo Jesus quem declarou que a vida eterna consistia em conhecer ao Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem Ele, Deus Pai, havia enviado para libertar o homem do pecado e cegueira espiritual (Jo 17.3).

Este Evangelho deve ser anunciado a todas as pessoas. Este Evangelho em si é poderoso o suficiente para libertar o homem das amarras do pecado (Rm 1.16). Os verdadeiros cristãos devem continuar a anunciar ao Nome do Senhor. Proclamar que, através de sua morte vicária na cruz do Calvário, pode salvar totalmente os que se chegam a Ele (Hb 7.25).

Assim acontecerá a todo aquele que crer na mensagem santa e verdadeira do Evangelho de Jesus. Não é um Evangelho adulterado, um "outro" Evangelho (Gl 1.6-9), que vai salvar o homem da idolatria dos santos populares. Aliás, o conceito de "santo" preconizado na Palavra de Deus é muito diferente do que apregoam os falsos profetas por aí. Santo é todo aquele que foi salvo por Jesus e procura a cada dia viver em obediência aos princípios bíblicos. Fica totalmente fora qualquer invencionice dos homens pecadores inspirados por espíritos malignos que tem o intuito de manter as almas ignorantes sobre a revelação de Deus em Jesus Cristo conforme a Bíblia, a Palavra de Deus cabalmente demonstra.

O apóstolo Paulo escreveu assim aos crentes em Tessalônica: "Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco e como DOS ÍDOLOS VOS CONVERTESTES A DEUS, PARA SERVIR O DEUS VIVO E VERDADEIRO" (1Ts 1.9).

Sim, eles se converteram através do Evangelho da idolatria e agora desfrutavam da comunhão com Deus e da verdadeira adoração.

Satanás teve a ousadia de exigir que Jesus o adorasse. Mas o Senhor magnificamente e de maneira honrosa a Deus Pai disse-lhe: "Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás" (Mt 4.8-10; Lc 4.6-8).

Esses, quer estejam no México, Argentina, Brasil ou qualquer outro país, necessitam da liberdade para servirem ao único Deus vivo e verdadeiro, aquele que disse: "Eu sou o Senhor e não há outro; fora de mim não há Deus.....Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor e não há outro.....Olhai para mim e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus e não há outro" (Is 45.5a,6,22).

Convido você nesta sexta-feira da Paixão de Cristo a pensar sobre isso. Que o Senhor Jesus que deu sua vida por nós nos liberte de todas as algemas do Maligno. Amém!










segunda-feira, 11 de abril de 2011

O bem sucedido movimento pentecostal - 100 anos da AD no Brasil


O movimento pentecostal no Brasil e no mundo caracteriza-se por uma palavra: crescimento. Não é à toa que a Assembléia de Deus constitui-se na maior igreja evangélica em nosso país. Desde os primórdios isso se torna notório por causa da compreensão das verdades pentecostais e sua aplicabilidade na vida cristã. O ardor pentecostal, o zelo evangelizador, a permanência nas verdades bíblicas fizeram com que a Assembléia de Deus crescesse extraordinariamente. Muitos brasileiros conheceram ao Senhor Jesus Cristo por causa de pioneiros como os suecos Daniel Berg, Gunnar Vingren e tantos outros que entregaram suas vidas à causa do Evangelho pelo poder do Espírito Santo.

Estes dois pioneiros mencionados chegaram a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910. Traziam a doutrina pentecostal evidenciada no batismo no Espírito Santo com a evidência inicial de falarem em novas línguas e por causa disso, não puderam permanecer na Igreja Batista denominação a qual pertenciam nos Estados Unidos. Então, Berg, Vingren e outros irmãos que aceitaram a fé pentecostal em 18 de junho de 1911 saíram e passaram a reunir-se na casa de uma irmã por nome Celina Albuquerque e fundaram uma nova igreja com o nome de Missão da Fé Apostólica que passa mais tarde, em 18 de janeiro de 1918, por sugestão de Gunnar Vingren, a denominar-se Assembléia de Deus.

O expansionismo missionário fez com que em poucos anos a partir da década de 20, a AD pregasse o Evangelho crescendo muito no próprio estado do Pará, Amazonas, região Nordeste e por volta de 1922 chegasse à região Sudeste através de paraenses que debaixo da direção divina, mudaram para o Rio de Janeiro para implantar a fé pentecostal onde quer que o Senhor os orientasse.

A experiência pentecostal desafia a muitos que possuem alguma forma de santidade mas que negam o poder (2 Tm 3.5). Infelizmente, julgam serem desnecessárias as experiências espirituais. Não compreendem que a Igreja Primitiva aprendeu mais sobre o Espírito Santo depois que experimentou o seu poder e os dons. E mais ainda, também declaramos que as experiências com o Espírito Santo podem fazer clara diferença no conhecimento das Escrituras.

Desde seus primórdios, claramente a AD perseverou na doutrina dos apóstolos (At 2.42). Esta doutrina de forma a não deixar dúvidas, enfatizava a oração, a vida de santidade, as boas obras e o recebimento do dom do Espírito Santo (At 2.38,39). A pregação de Pedro nesta passagem deixa clara a doutrina bíblica do batismo no Espírito Santo. Ele menciona o arrependimento dos pecados, o consequente perdão dos mesmos, o batismo em águas e em seguida o recebimento do dom do Espírito. No livro de Atos vemos de forma consciente o batismo com o Espírito Santo sendo desejado, buscado e recebido. Consequentemente, entendemos que o batismo com o Espírito Santo não era um dom automaticamente concedido aos crentes em Cristo, mas deveria zelosamente ser buscado.

Sendo assim, esta gloriosa doutrina bíblica colocada em prática foi a causa do enorme crescimento da AD. Já existiam outras insígnes igrejas evangélicas no Brasil (como a própria Igreja Batista donde Berg e Vingren eram oriundos) mas que não alcançaram um tão grande número de conversões como a AD. Porque será que isto não ocorreu?

A Igreja Anglicana foi fundada em 1822. Em 1824 é fundada a Igreja Luterana. Em 1858 foi a Igreja Congregacional. Em 1862 foi a vez da Igreja Presbiteriana. Em 1871 foi a vez de metodistas e batistas fundarem suas primeiras igrejas em solo brasileiro. Note que são seis grandes denominações evangélicas diferentes (sem mencionar algumas outras menores) que já existiam muito antes da AD e que tinham um número inexpressivo de convertidos à Jesus Cristo.

Sem desmerecer nenhuma delas, o que quero apenas ressaltar é o fato de que o crescimento numérico das Assembléias de Deus no Brasil não foi por causa de estratégias humanas. Não foi porque os pastores e irmãos pioneiros adotaram uma estratégia de crescimento de igrejas baseada em estudos e pesquisas. Tudo isso tem o seu devido lugar e valor. Também não permaneceram imóveis, satisfeitos em apenas abrir uma igreja ou ponto de pregação. É certo que muitos dos cristãos evangélicos anteriores ao estabelecimento da AD no Brasil, evangelizavam e distribuíam Bíblias, esforçando-se para ganhar almas para Cristo. Mas o crescimento, as conversões, as milhares de almas salvas não pode ser atribuído a mérito humano algum, mas somente pelo poder de Deus. E foi no poder do Espírito Santo e com muita ousadia que esses crentes pioneiros pentecostais desbravaram muitas regiões de nossa pátria em busca das almas preciosas pelas quais Jesus morreu e ressuscitou.

O Espírito Santo no dia de Pentecostes (At 2) por meio de Seu poder, capacitou os discípulos a pregarem o Nome de Jesus ressuscitado. Isto por si só foi a causa do crescimento exponencial dos seguidores de Cristo, note: "E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais eram todos curados" (At 5.14-16). Percebamos igualmente o cumprimento do que o Senhor Jesus falara em Mc 16.15-18 sobre os sinais que acompanhariam aos que cressem, além de falarem em novas línguas, eles também orariam ao Senhor, iriam impor as mãos sobre os enfermos e estes em o Nome de Jesus seriam curados.

Tudo isto ficou patente no século 20 com a fundação das AD no Brasil. A ênfase dada ao poder do Espírito Santo, a liberdade de ação dada à terceira Pessoa da Trindade, permitiu a repetição em nossos tempos da manifestação gloriosa de Seu poder como nos tempos apostólicos. Salvação de almas, batismo com o Espírito Santo, curas e maravilhas pelo poder de Deus demonstravam de forma gloriosa que o avivamento chegara em nossas terras para resgatar a plenitude da experiência pentecostal em nossos tempos.

As Assembléias de Deus, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, vieram à existência como resultado do reavivamento pentecostal que teve lugar em fins do século 19 e início do século 20. Era a resposta de Deus ao modernismo teológico que estava grassando entre as igrejas na América do Norte. De forma absolutamente poderosa e sobrenatural, o Espírito de Deus passou a mover-se em pequenas reuniões de crentes sinceros e perseverantes em buscar mais de Deus para suas vidas. Este reavivamento começou a partir de 1906 a expandir-se para outros lugares a partir da Rua Azusa em Los Angeles, Califórnia. O derramar do poder do Espírito alcançou muitos cristãos, dentre esses Daniel Berg e Gunnar Vingren, que, sendo obedientes à visão celestial a exemplo do apóstolo Paulo (At 26.19), procuraram cumprir sem demora a missão a que Deus lhes comissionara, lhes revelara, e partiram em um navio para a distante nação brasileira.

Entendemos sem dúvida alguma que somente pela fé na doutrina pentecostal, tão claramente vista em prática por todo livro de Atos dos Apóstolos que a AD logrou alcançar um tão grande número de almas. Foi o poder de Deus quem fez isto. O batismo com o Espírito Santo concede o poder para servir e em adição a isso proporciona a entrada para uma adoração mais profunda a Deus além de a porta dos vários ministérios espirituais chamados dons do Espírito (1 Co 12). Notemos o seguinte: O batismo no Espírito Santo era a experiência normal de todos os crentes no primeiro século da Era Cristã. E tanto esta experiência como os dons do Espírito não cessaram após a época apostólica. Aqueles crentes evangélicos que afirmam isto, ou desconhecem a história da Igreja, ou são realmente incrédulos no que tange ao poder do Espírito de Deus.

Louvamos a Deus pela comunidade pentecostal em nossa nação. Graças a Deus pela persistência dos pioneiros da AD no Brasil. Que à custa de sacrifícios e copiosas lágrimas, que em muitas e insistentes vigílias de oração, legaram-nos inúmeras bençãos quais sejam vidas transformadas por Jesus, curas de enfermidades físicas e espirituais, continuamente despojando dia-a-dia o inferno e a Satanás e suas hostes.

Acima de tudo, que o Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo seja glorificado nestes 100 anos da AD no Brasil. Muito acima das falhas humanas, do legalismo, denominacionalismo, formalismo ou orgulho e vaidades humanas.

Que todos pensemos em tudo o que o Senhor fez em nossa pátria nestes 100 anos por meio da pregação autenticamente pentecostal. Toda a honra e toda glória sejam dadas ao Senhor.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Louco animal humano!

Estarrecedor. Chocante. Absurdamente maligno. Revoltante. O que todo o Brasil e o mundo presenciaram na manhã de ontem, 7 de abril de 2011, ficará registrado nas memórias de todos como uma das mais abjetas demonstrações de desamor, crueldade e frieza pelos seus semelhantes que alguém possa ter.

O indivíduo por nome Wellington Menezes de Oliveira de 23 anos planejou e executou infelizmente seu intento maligno de tirar a vida de seus semelhantes. Consumou sua sede de sangue e destruição em 12 adolescentes e deixou feridos outros 11 sendo 4 deles em estado grave. E faria mais vítimas, se não fora a providencial intervenção do bem na figura do policial-militar que o interceptou no corredor da escola, ferindo-o com um tiro na perna e o jovem assassino, ato contínuo, resolve dar cabo à própria vida atirando contra o crânio.

A pergunta mais evidente é: Por quê? Porque alguém cometeria um ato tresloucado como esse? Porque odiosamente empregou sua inteligência no planejamento de uma ação que consistia unicamente de semear a morte e infligir sofrimento? Sofrimento este naqueles que lutam agora para sobreviver aos disparos em uma sala de cirurgia ou em uma UTI devido à gravidade dos ferimentos (o homicida disparou seus dois revólveres preferencialmente sobre a cabeça das vítimas e tórax).

O louco animal humano interrompeu brutalmente a trajetória dessas vidas ao consumar sua sandice animalesca. Impediu sonhos de se concretizarem. Cortou violentamente os laços indeléveis de amor e afeto que haviam entre suas vítimas e respectivos familiares e amigos, deixando a dor da separação e a saudade sufocante. O louco animal humano acertou seus tiros em várias pessoas, mas os impactos de seus disparos foram para muito além de suas inocentes vítimas, alunos de uma escola municipal em Realengo no Rio de Janeiro: atingiu cruelmente os corações dos parentes e de todos nós igualmente.

Louco animal humano! Como explicar tamanha aberração? Somente a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, tem a capacidade ímpar de dizer claramente e sem rodeios sobre o mal congênito do coração do homem. No original hebraico, o Antigo Testamento apresenta o pecado em pelo menos treze termos e no grego do Novo Testamento são empregadas onze palavras que também demonstram a realidade do pecado na vida humana.

Ou seja, conseguimos compreender que o pecado afeta totalmente todo o espectro da vida do homem. Separa ele de Deus, torce a verdade lhe conduz à maldade, à autodestruição e à destruição de seu próximo. Tudo isso vimos neste serial killer. Ele deixou uma carta onde mais evidenciada ficou sua loucura, com pensamentos desconexos e um notório desprezo pela vida de seus semelhantes dizendo, dentre outras coisas, que os animais tinham mais valor que os seres humanos.

Aí está portanto, no ato de reconhecida loucura ocorrido ontem para não deixar dúvida alguma acerca do que é capaz de fazer alguém que, sem Deus, entrega-se a seus próprios malignos pensamentos e ideias, abrindo assim as portas de sua vida a Satanás e, inspirado por este e seus demônios, executa o intento de seu mau e corrompido coração, concordando assim com o que diz o profeta Jeremias: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (17.9). De igual maneira, as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo são confirmadas: "Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem" (Mc 7.21-23).

Fica pois evidente a liberdade em Cristo, liberdade da miséria do pecado (Jo 8.34,36), liberdade do mal, liberdade da loucura de um coração tomado pela perversidade.

Pense nisso se você ainda não obteve esta liberdade e se ainda insiste de que o homem é bom e nada há de que tenha do que se arrepender.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Esta é uma sociedade terapêutica

Nossa sociedade caracteriza-se como uma sociedade terapêutica porque temos um grande anseio pelo nosso bem-estar. A saúde, em suas várias facetas, é objeto do desejo de todos nós. Queremos ter muita saúde, obviamente. Não há mal algum em querer o próprio bem-estar. Quando os judeus cumprimentam com “shalom” uns aos outros, não estão desejando tão somente paz para a outra pessoa. Pois a palavra shalom possui um significado que ultrapassa o mero sentido de paz, mas indica igualmente integridade, calma, tranquilidade, bem-estar e saúde. Esta palavra deriva-se de outra shalem que tem o significado de íntegro, completo. Ou seja, a pessoa alcança o shalom – a paz – quando esta envolve um bem estar completo no todo de sua vida, incluíndo aí sua saúde pessoal.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define: Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. Esta definição aproxima-se bastante do significado do shalom dos judeus. Vejamos ainda outras definições para saúde:

* Saúde é o total bom estado do corpo, mente sadia e integridade de emoções, que torna possível a mais alta qualidade de serviço e vida eficientes.

* Saúde é a qualidade resultante do total funcionamento do indivíduo, que o capacita a viver uma vida pessoalmente satisfatória e socialmente útil.

* Saúde é a condição na qual o indivícuo é capaz de mobilizar todos os seus recursos – intelectuais, emocionais e físicos – para uma vida excelente.

Intitulei este post desta forma porque hoje ocorre um frenesi intenso na busca de soluções para os males que nos acometem. Existem especialistas para praticamente todos os problemas que afetam nossa saúde. A palavra terapia (do grego: θεραπεία - "servir a deus") ou terapêutica significa o tratamento para uma determinada doença pela medicina tradicional, ou através de terapias complementares ou alternativas. Outra definição útil seria tratamento cuja finalidade é curar ou aliviar um estado deteriorado, para que o funcionamento normal do organismo se restabeleça.

A medicina, pela graça de Deus, avançou muito mediante as descobertas da ciência no que tange aos mecanismos que promovem a doença no ser humano. Organismos microscópicos causadores de doenças foram e ainda são exaustivamente estudados para que se encontre o remédio eficaz que combata seus malefícios que possam produzir em cada um de nós. Substâncias causadoras de enfermidades são estudadas a fundo bem como aquelas que possuem propriedades que ajudam na cura ou curam completamente o indivíduo.

Tudo isto é muito bom. Mas não o suficiente. Porque, a ênfase que é colocada hoje na medicina, nos tratamentos, na busca tão somente do bem-estar em todos os aspectos, mascara o que realmente ocorre com o ser humano, sua doença básica, crônica, o pecado. Procura-se a cura de todas as doenças em nível físico ou até psíquico, mas se esquece ou se ignora que a causa das doenças na raça humana decorre de sua Queda no Éden. Quando Adão caiu, juntamente com Eva, sua desobediência permitiu que a partir de então, o enfraquecimento físico, as doenças, o envelhecimento e a morte fizessem parte de nossa constituição, quando Deus não havia planejado isso tudo para nós.

Adão e Eva saíram das mãos criadoras e benfazejas de Deus de forma perfeita, já adultos e gozando de plena saúde. Imagino com que maestria e perfeição o Senhor Deus os formou. Nem sombra de algum defeito físico, psíquico ou espiritual. A integralidade plena de saúde de que eram possuidores era um dom de Deus. Mas a Queda a tudo isso afetou e o primeiro casal legou aos seus descendentes, todo um espectro sombrio de doenças e finalmente a morte. Os microorganismos causadores de doenças hoje estão em plena atividade. Na época áurea do Éden, estavam sob controle, não causavam nenhum mal ao ser humano. Mas hoje, somado aos fatores do enfraquecimento do corpo humano e de substâncias outras que podem lhe fazer mal, temos um quadro que cria muitas dificuldades na existência humana.

Este mundo está envelhecido, doente e enfraquecido pelo pecado. Adão e Eva gozavam de saúde perfeita antes da Queda por causa de sua comunhão plena com o Senhor Deus que os criara. E essa é a questão central. Primordial. Comunhão com Deus pressupõe saúde. Saúde, em primeiro lugar, espiritual. Esse aspecto de nossa saúde vêm em primeiro lugar.

Jesus Cristo em seu ministério terreno curou muitos enfermos. A Palavra de Deus diz assim: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo”; “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Mt 9.35; At 10.38).

A obra redentora de Jesus Cristo, abrangeu a plena restauração da saúde humana. Porém, ainda por estarmos em um mundo ímpio, amaldiçoado pelo pecado e sob influência de Satanás, não entramos ainda na plenitude dessa saúde total. Deus ainda hoje cura os enfermos, assim como na época do glorioso ministério terreno do Senhor Jesus. Em grande medida, hoje deparamos com muitas pessoas afetadas em sua saúde emocional. Nunca como hoje a psiquê humana foi devassada através de estudos e pesquisas para se descobrir a cura emocional. Terapias psicológicas existem aos montes. Mas devemos compreender que a Psicologia não pode continuar a determinar a conduta e o significado da vida humana. Esse desvio da Bíblia, da Palavra de Deus, outrora determinante dos valores da sociedade e que apresentava e ainda apresenta o ser humano como verdadeiramente ele é – criado à imagem e semelhança de Deus, portanto, possui algo de elevado e maravilhoso em si, mas ao mesmo tempo, caído em delitos e pecados, e assim, possuindo uma outra faceta de sombria decadência – isto deve ser altamente considerado por todos nós que procuramos respostas aos nossos males longe do poder, do amor e da sabedoria do Senhor.

Uma famosa cantora brasileira dizia em uma de suas canções: “Quero mais saúde/Me cansei de escutar opiniões/De como ter um mundo melhor”. As pessoas continuam de fato a querer mais saúde. Ela é um dom de Deus. Uma dádiva de nosso Criador. E Ele quer amplamente nos dar esta saúde a exemplo do significado pleno da saudação hebraica shalom. Mas não nos esqueçamos que, acima de tudo, o Senhor quer nos dar a SAÚDE ESPIRITUAL. Esta vem em primeiro lugar, ela é a base para que tenhamos saúde plena em nosso físico e em nosso emocional.

Não estejamos iludidos quanto ao que Jesus Cristo através de Sua obra redentora na cruz do Calvário pode fazer. A restauração plena de nossa relação com Deus Pai por meio d’Ele, Cristo. Somente assim teremos para nós a VERDADEIRA TERAPIA. E esta é a cura de nossa alienação de nosso Pai celestial que anseia restabelecer a comunhão conosco.

A graça de Deus por meio de Cristo quer fazer esta obra gloriosa em mim e em você. E por conseguinte, estender esta cura substancial ao todo da criação, afetada como o homem também pelo pecado (Rm 8.19-23).

Esta é de fato uma sociedade terapêutica. Procura ela de todas as formas e por todos os meios a cura das mazelas do ser humano. Existe algo de mal nisso? Não, pois a Bíbia diz que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do Senhor (Tg 1.17). A saúde é algo bom e nisto Deus tem prazer. Mas o homem erra quando: 1) Procura a cura por meios alheios ao poder de Deus, como no caso das operações mediúnicas ou simpatias e benzimentos, por exemplo; 2) Quando procura tão somente gozar de boa saúde à parte de um relacionamento com Deus por meio de Jesus Cristo. As terapias humanas, grande maioria delas, querem gerar um bem-estar às pessoas sem que com isso haja arrependimento, confissão de pecados e conversão Àquele que morreu na cruz para nos salvar. Esta morte e consequente ressurreição de Cristo é a terapêutica divina que tratamento algum humano pode se lhe comparar, por favor, leia Atos 4.12 e Hebreus 9.11-14,26-28.

Ouçamos todos a voz de Deus: “E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara” (Êx 15.26). Ou seja, temor ao Senhor, a condição sine qua non de saúde para todos. Iras, cobiças, invejas, rancores, ansiedades, culpas, tudo isto gera doenças no ser humano. Mas o Evangelho possui cura substancial para todos estes males. Esta cura não será jamais encontrada em alguma terapia de origem humana. Poderão algumas oferecer alguma espécie de alívio temporário. Mas a cura perfeita somente por Jesus Cristo e Sua obra consumada na cruz.

De agora em diante, pare e pense sobre tudo isso.

domingo, 27 de março de 2011

Preciso de uma igreja bíblica e de um pastor bíblico


Tenho a mais absoluta convicção de que uma igreja que realmente seja acolhedora, servidora, ministradora da graça de Deus às vidas que ali aportem, deveria ser sempre aquela onde os membros pudessem se conhecer mutuamente e conviver entre si de forma constante, onde o tamanho dela não ultrapassasse essa medida, onde o perseverar na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (At 2.42) fosse pleno, onde houvesse um só o coração e alma dos que cressem em Jesus, onde ninguém pudesse dizer que coisa alguma fosse sua própria, mas onde todas as coisas lhes fossem comuns, onde não houvesse necessitado algum, havendo bens fossem generosamente repartidos se porventura houvesse algum necessitado entre os irmãos (At 4.32-35).

Creio que uma igreja que assim vivesse e assim agisse nos dias de hoje seria revolucionária porque estaria dentro do ideal concebido no Novo Testamento. A primitiva igreja de Jerusalém era assim. Mas, alertamos que não queremos idealizá-la como a igreja perfeita, sem falhas. De forma alguma. Esta igreja ensimesmou-se e foi necessário que o Senhor permitisse de que ela fosse perseguida (At 8.1) a fim de que fielmente cumprisse o mandado do Senhor de pregar o Evangelho (Mt 28.19,20; Mc 16.15-18; At 1.8) em todos os lugares e a todos os povos.

Portanto, o que gostaríamos de ressaltar é a virtude que a igreja de Jerusalém possuía como vemos tão bem descrita por Lucas no livro de Atos. Diante do afã de pastores e ministérios por crescimento, por constituírem megaigrejas apenas destacando o crescimento numérico em detrimento da qualidade da comunhão, é que escrevo estas linhas para fomentar uma necessária reflexão.

Vemos hoje que muitos pastores se destacam não por exatamente pastorearem as almas, pelo cuidado intenso do rebanho, mas por serem gerentes, administradores, CEO's de suas organizações eclesiásticas. E acham que estão certos. Mantém a distância do rebanho e cercam-se de inúmeros auxiliares, terceirizando sem pudores a função pastoral e contentando-se em gerir o seu império. Quero dizer, embasado nas Escrituras, de que Jesus não os chamou para isto. O paradigma do chamado pastoral encontra-se na restauração de Pedro relatada no Evangelho de João 21.15-17, onde o Jesus ressurreto conclama a Pedro por três vezes para que pastoreasse Suas ovelhas. Pedro, que negara o Senhor três vezes, agora recebe este chamado triplo para ser pastor de almas. Jesus não chamou-o para que em Jerusalém alugasse uma sala e organizasse uma entidade evangelística ou eclesiástica, arrecadasse fundos para isso, nomeasse auxiliares para a tarefa e assim ele ficaria como o gestor deste negócio. Não. Seu chamado era para cuidar de vidas.

Na sua primeira epístola cap. 5 versos 2 e 3, é o próprio Pedro quem fala: "Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho." Vemos desta maneira que o apóstolo seguiu exatamente o que havia sido ordenado por Jesus e tornou-se pastor, tendo ainda deixado, sob a orientação do Espírito Santo, conselhos para todos os que se ocupassem deste mister.

Uma igreja que seja pastoreada efetivamente, e não somente administrada, gerenciada ou chefiada será uma igreja neotestamentária de fato. Ela precisa ser assim, para não ser como determinadas igrejas ou pastores de nossos dias. Aqui e ali surge a igreja-empresa. Não mais se cultiva a mutualidade entre os irmãos, não se valoriza o convívio sincero onde se possa expressar o amor a outrem e promover sua edificação. A sensibilidade para com os necessitados é praticamente nula. O ativismo é grandemente valorizado, em detrimento muitas vezes da reflexão genuinamente bíblica e prática de oração. Os cultos se transformaram em shows, onde o que vale, o que realmente interessa é a performance dos músicos, a utilização exagerada de recursos de multimídia, a repetição de slogans ou bordões sem nenhum respaldo bíblico.

Acredito que uma igreja possa ser numericamente grande, muitos membros, muitos reais seguidores de Jesus Cristo e ser devidamente pastoreada. Onde hajam líderes devidamente preparados, que pastoreiem de fato assim como o pastor principal faz. Este por sua vez, apesar do tamanho de sua congregação, cultiva o salutar hábito da visitação pastoral. Pelo menos uma vez, ele deveria ter a hombridade de visitar os irmãos pessoalmente, não terceirizando esta prática, mas ele mesmo juntamente com sua esposa deverá visitar os crentes de sua igreja.

Um pastor que ama as ovelhas, tem de estar necessariamente com elas. É muito fácil hoje o pastor de uma grande igreja desculpar-se por causa do tamanho de sua comunidade e, acomodando-se, não dedicar-se a procurar conhecer o estado de suas ovelhas (Pv 27.23) e assim também não fortalece a fraca, não cura a doente, não torna a trazer a perdida e a desgarrada (Ez 34.4). Lógico que, além de visitar, ele tem de ensinar aos seus co-pastores, pela palavra e pelo exemplo, a fazerem o mesmo. É evidente que, sendo uma grande congregação, este encargo sagrado da visitação pastoral não poderá resumir-se ao pastor principal, mas, à semelhança dos auxiliares que Moisés constituiu a conselho de seu sogro Jetro (Êx 18), deverá este encargo ser delegado aos demais pastores e líderes reconhecidos da igreja. Mas o pastor-sênior deve fazer sua parte também e não terceirizar algo que é inerente ao seu chamado. Um pastor deve estar junto de suas ovelhas. Sempre.

Há uma evasão contínua de membros de determinadas igrejas, porque não recebem o devido cuidado pastoral. Porque os pastores-gestores de hoje criam uma lacuna enorme entre si e o rebanho. Porque a igreja assim não reproduzirá aquelas virtudes maravilhosas que lemos sobre a igreja de Jerusalém. Ora, se os pastores, que deveriam dar o principal exemplo, procedem dessa maneira, não dá para esperar grande coisa de uma igreja assim. Se tudo o que o pastor deseja é somente de que a igreja cresça numericamente e não coloca o seu coração direcionado ao rebanho, em pessoalmente alimentá-lo (quando falo em alimentar, não é somente com os sermões pregados aos domingos, mas, como disse, visitando as ovelhas, procurando estar com elas pessoalmente), enfim, se ele procede de forma contrária ao que o NT preconiza claramente, estará somente alimentando uma superestrutura e fomentando recursos para seu sustento pessoal, sua própria fama e poder, sua glória pessoal.

A igreja que vai fazer a diferença nas vidas das pessoas nos dias de hoje que antecedem ao breve retorno de Jesus, é aquela que realmente coloca em prática o ensino bíblico a respeito. Que despreza os modismos que afloram constantemente e que conspiram muitos destes contra a essência de uma comunidade que têm o sagrado encargo de restaurar vidas por meio do Evangelho da graça de Deus. Certamente há uma tensão entre o tradicional e o contemporâneo. É a questão da contextualização do Evangelho. Mas devemos nos lembrar que, o critério que Deus usará para aprovar ou desaprovar o trabalho de Sua igreja, é se o ministério exercido foi de acordo com Sua vontade ou contrário a ela, ou seja se bíblico ou não-bíblico. Essa é a medida correta de aferição.

Que a igreja nos dias de hoje não seja conformada com o mundo, mas conformada com o que ensina a Bíblia. O Evangelho é glorioso demais para resumir-se a preocupações numéricas, coisas essas que muitos pastores não escondem, ou seja, por todas as formas anseiam o crescimento de seu rebanho e adotam práticas que não possuem o devido respaldo bíblico. Pessoas são aceitas como membros em determinadas igrejas, por exemplo, são batizadas sem um necessário período probatório, para que se verificasse a firmeza da fé dos mesmos. A Ceia do Senhor também está sendo ministrada em determinadas comunidades para qualquer um, quando claramente o NT demonstra que a Ceia é somente para efetivos discípulos de Jesus, o que se está fazendo é a vulgarização destas duas ordenanças de Jesus, o batismo e a ceia, para que o apelo por uma igreja cheia, lotada de pessoas mas não de discípulos verdadeiros seja cada vez mais seja atendido.

Só para recordar, estas são as tendências recorrentes nos dias em que vivemos então: megaigrejas e ausência quase total de comunhão, líderes que são tudo, menos pastores. Sem generalizar, é o que temos presenciado. Onde estarão os pastores de Deus, que amam a Jesus e amam também as ovelhas? Onde estará a igreja acolhedora, restauradora, servidora, que vive e proclama verdadeiramente o Evangelho da graça de Deus em Cristo?

Plantar igrejas verdadeiramente bíblicas. Formar pastores realmente bíblicos. Este é o desafio.

Vamos pensar urgentemente sobre isso. Que Deus nos abençoe, amém.