terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O espírito anticristão dos vândalos de torcida


Na última rodada do Campeonato Brasileiro realizada no último domingo, a equipe do Coritiba enfrentou o Fluminense, jogo realizado no estádio Couto Pereira em Curitiba, PR. O resultado do jogo, empate de 1x1 contribuiu para que o Coritiba fosse rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Este resultado, combinado como outros resultados da rodada, enterrou de vez a esperança da equipe paranaense de permanecer na elite do futebol profissional na primeira divisão.

É fato inconteste que o futebol é um esporte que desperta paixões. Paixões estas que extrapolam os limites de sensatez e da racionalidade. Mas o que vimos, através dos noticiários sobre a bandalheira ao final da referida partida de futebol, foge a qualquer tentativa de entendimento ou racionalização.

A quebradeira foi geral. Cadeiras arrancadas e arremessadas ao campo e sobre os policiais, as armações de madeira dos anúncios em volta do campo usadas como bastões, portões derrubados, catracas também arrancadas de seus lugares, salas do estádio invadidas e depredadas. Uma horda de vândalos (torcedores?) invadem o gramado para agredir ao juiz e seus auxiliares e passam a atacar aos policiais que os protegiam. Um policial cai desmaiado sangrando no rosto e é agredido covardemente estando ainda no chão. No lado de fora do estádio, um ônibus de linha municipal é atacado por um grupo de torcedores, uma bomba é lançada e uma passageira vai parar no hospital com três dedos da mão arrancados pela violência da explosão. No interior do estádio, que mais parece um campo de batalha, os reforços da Polícia Militar chegam e começam a atirar contra a multidão de torcedores do Coritiba, balas de borracha mas que acertam um torcedor na cabeça e outro que foi atingido na clavícula e teve um osso esmagado.

Haveria porventura alguma explicação racional para tudo isto? Sim, há. Como é intenção deste blog, pretendemos analisar o homem e o mundo em que vive à luz das Sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamento. Isto posto, entendemos então pela Palavra de Deus, a inclinação maldosa do ser humano por causa de sua natureza pecaminosa (Gn 6.5; Jr 17.9; Mc 7.21-23; Rm 7.18-24). Exatamente por ser quem o homem é, como bem claro está na Bíblia, é que estas coisas acontecem.

Por outro lado, não se pode deixar de mencionar o inimigo do homem, Satanás e seus demônios que continuamente influenciam o homem sem Deus para que siga os ditames de sua natureza decaída. Aproveitando-se do estado de rebelião do homem para com Deus, o diabo tem estado presente na vida cotidiana promovendo toda sorte de violência, destruição e morte. Constatamos claramente sua ação em passagens como 1 Cr 21.1; Jó 1.7-12; 2.1-7; Mt 4.1-11; 2Co 2.10, 11; Ef 6.10-18; 1 Jo 5.19; Ap 12.12. Existem muitas outras passagens que demonstram deforma cabal, como o diabo procura atacar ao homem, sempre escudado no fato de que o homem tem uma natureza carnal e está em estado de rebeldia contra o seu Criador. O sistema mundano, com sua ideologia anti-Deus, de inspiração igualmente satânica, provê um meio ambiente ideal para que episódios desta natureza como ocorreram no domingo possam ser uma constante.

Por isso é necessário pregar a mensagem do Evangelho no poder e na autoridade do Espírito Santo. É necessário mais do que nunca a Igreja ser portadora fiel desta mensagem, vivenciando-a em sua plenitude e sendo "sal fora do saleiro" para que a corrupção do pecado possa deixar de fazer seus efeitos destruidores por causa da presença de vidas transformadas por Jesus Cristo.

Um espírito anticristão muito forte tem sido notado nestes dias que vivemos. Uma revolta contra toda forma de autoridade, inclusive no meio eclesiástico. Paulo disse ao seu jovem obreiro Timóteo: "Sabe, porém isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te" (2 Tm 3.1-5). Esta influência do espírito do anticristo é crescente (2 Ts 2.1-12; 1 Jo 2.18) porque a anarquia e insubordinação contra a lei e a ordem são suas características (Dn 7.25). E isto começou com Lúcifer em sua rebelião original há muitas eras passadas ao querer sobrepujar a Deus em sua Majestade e primazia (Is 14.12-15; Ez 28.12-19).

Não deve ser surpresa para aquele que conhece as Sagradas Escrituras de que Deus já nos revelara o que hoje presenciamos. Jesus mesmo falou em seu sermão em Mateus 24 sobre este aumento da violência no coração do homem nos últimos tempos antes de sua volta.

Oremos pela nação brasileira, oremos pelas autoridades constituídas, oremos uns pelos outros. Sejamos, tanto como crentes individualmente como constituintes do Corpo de Cristo, amantes e promovedores da paz (Rm 12.18: "Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens").

Esta é a vontade do Senhor. Pense sobre isso.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mundo, mais e mais consumista


O estado de consumo da humanidade, conforme o relatório "O Estado do Mundo" do Worldwatch Institute de 2004, continua a aumentar a cada dia. A China é o exemplo clássico, hoje, do nível de consumismo galopante. Esta nação era conhecida como "pátria das bicicletas" haja vista a população ter nela o seu principal meio de transporte. Suas ruas viviam apinhadas desses veículos, utilizadas por milhões de chineses para transporte pessoal e transporte de cargas igualmente. Nos anos 80, poucos veículos circulavam nas ruas chinesas. Dados de 2002 davam conta de que havia 10 milhões de automóveis particulares e o número de proprietários crescia aceleradamente: a cada dia em 2003, 11.000 mais veículos juntavam-se ao tráfego das rodovias chinesas – 4 milhões de carros novos no ano. As vendas aumentaram 60% em 2002 e em mais de 80% no primeiro semestre de 2003. Até 2015, nesse ritmo, os analistas da indústria calculam que 150 milhões de automóveis estarão congestionando as ruas chinesas – 18 milhões a mais do que circulavam nas ruas e rodovias dos Estados Unidos em 1999.

Muito embora já tenham passado oito décadas desde que o uso generalizado do automóvel popularizou-se nos Estados Unidos, a China está transitando por uma trilha já bem conhecida, mas a história automotiva da China não está ligada aos chineses nem ao automóvel, mas sim ao fato de que grande parte do mundo de hoje está entrando na sociedade de consumo num ritmo alucinante. É de cerca de 1,7 bilhões de adeptos os constituintes desta "classe consumista" sendo a metade deles nos países em desenvolvimento. É uma cultura e estilo de vida que se tornaram comuns na Europa, América do Norte e Japão e em alguns outros bolsões do planeta no século XX e que se globalizam no século XXI.

É notório que a chamada sociedade de consumo tem um forte atrativo e carrega em seu bojo muitos benefícios econômicos. É claro que as vantagens obtidas por uma geração anterior de consumidores deve ser compartilhada pela geração seguinte. Entretanto, o veloz e crescente aumento do consumo e as projeções que derivam deste fato indicam que o mundo estará logo à frente de um grande dilema. Porque, se o nível de consumo hoje aumentar em pelo menos metade da população que o planeta terá até o ano de 2050 (calcula-se que o mundo terá cerca de 9 bilhões de habitantes), a oferta de água, a qualidade do ar, florestas, clima, diversidade biológica e saúde humanas serão fortemente impactados. Apesar destes indícios, não há sinal de que haverá alguma desaceleração deste consumo, ao contrário, ele aumenta a cada dia. Os Estados Unidos, já há muito mais tempo que os chineses, usufrui de muitos bens de consumo e dentre eles os automóveis são um caso à parte. Em 2003 aquela nação dispunha de mais carros particulares do que motoristas, e os utilitários esportivos, beberrões de gasolina, estavam entre os veículos mais vendidos do país. Novas habitações aumentaram 38% em 2002, em comparação a 1975, apesar de haver um número menor de pessoas, em média, por moradia. Em síntese, há toda uma tendência na indústria e no comércio e serviços para atender às aspirações consumistas dos cidadãos americanos em todas as áreas e se estas aspirações não podem ser saciadas, as expectativas de controle do consumo nos outros países antes do desnudamento e degradação por completo de nosso planeta são desanimadoras.

Mas há sinais esperançosos também. Estão sendo desenvolvidas opções criativas para atender às necessidades das pessoas, e ao mesmo tempo, reduzir os custos ambientais e sociais associados ao consumo em massa. As pessoas são ajudadas a encontrar o equilíbrio entre muito e pouco consumo dando maior ênfase a bens e serviços públicos, a serviços em lugar de bens, a bens com maior teor de reciclados e a alternativas genuínas para consumidores. Em conjunto, essas medidas poderão contribuir para alta qualidade de vida com um mínimo de agressão ambiental e desigualdade social. Critérios devem ser aplicados não só na "quantidade" de consumo, como também na "racionalidade." O consumo em si mesmo não é um mal porque todos nós precisamos consumir para nossa sobrevivência. Mas, quando se torna um fim em si mesmo, o consumo ameaça o bem-estar das pessoas e do meio ambiente, sendo o principal objetivo de vida de uma pessoa ou, a medida máxima de sucesso da política econômica de um governo.

Jesus disse: "Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lc 12.15). Já a Bíblia declara há muito tempo, antes do advento de nossa sociedade industrial e sua superoferta de bens e serviços, de que o consumismo não pode ser de forma alguma o foco central na vida de uma pessoa. E mesmo entre os cristãos, há muitos que não observam o conselho de Deus a respeito, e vivem atribulados com inúmeras dívidas em seu cartão de crédito, cheque especial, crediário, empréstimos, por causa da adesão a este estilo de vida que leva para baixo sempre a qualidade de vida de qualquer um. O apóstolo Paulo em 1 Tm 6.8 declara: "Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes." Uma razão da ansiedade que assola o homem nos dias de hoje são os desejos não satisfeitos. Sendo uma sociedade globalizada de viés consumista, ela atiça as pessoas a que adquiram mais e mais, muitas vezes produtos sem necessidade, apenas pelo afã, pelo prazer que o ato de comprar proporciona (uma duvidosa terapia) e, quando isto não é realizável, lança o consumidor numa vala de insatisfação e até de depressão.

A vida que o Evangelho proporciona foge a estes ideais mundanos. Todos nós podemos hoje viver de uma forma equilibrada e equilibradora, consumindo o necessário e estimulando outros para que assim o façam. Temos, como seguidores de Cristo Jesus, uma responsabilidade crucial neste aspecto. A Igreja pode e deve estimular a vivência de um estilo de vida que seja diametralmente diferente do que hoje está mergulhada a sociedade globalizada. O autêntico e genuíno estilo de vida cristocêntrico confronta o estilo de vida mundial globalizado, desperdiçador de recursos e alienador dos seres humanos. Vivamos de tal forma que possamos oferecer ao mundo um estilo que preserve os recursos deste planeta que Deus outorgou ao homem.

Somente assim, o nome do Senhor será glorificado por nós (1Co 10.31). Fuja do consumo exagerado, fuja deste estilo de vida e seja como Jesus, repartindo e ajudando ao necessitado e recolhendo o que sobra para que não seja desperdiçado, veja as passagens da multiplicação dos pães (Mt 14.13-21; Mc 6.30-44; Lc 9+10-17; Jo 6.1-14), especialmente o verso 12 do capítulo 6 do Evangelho de João onde Jesus manda que os pedaços que sobraram fossem recolhidos para que nada se perdesse. Eis aí nosso modelo pleno de cuidado e exemplo de cultura anti-desperdício.

Que todos nós possamos pensar e colocar em prática a Palavra de Deus também neste aspecto.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Porque os milagres são possíveis?


São possíveis porque Deus criou o cosmo como uma uniformidade de causa e efeito num sistema aberto. O que isso significa? Significa que Deus não criou o cosmo para ser caótico. Isaías 45.18,19 declara isto de forma sublime. O universo foi criado de forma ordenada, não estando num estado de confusão mas de ordenamento e propósito. E há uma relação clara entre a natureza do universo de Deus e a natureza do caráter de Deus. O mundo é o que é em parte, porque Deus é o que é.

Em continuidade, vemos um sistema aberto que não está, absolutamente, preso a um determinismo. Ou seja, Deus está interagindo em seu universo criado, num padrão de desdobramento e contínua atividade. Também somos assim como seres humanos. O reordenamento do mundo é uma realidade. Vemos isto de forma clássica no episódio da Queda. Adão e Eva fizeram uma escolha que teve reflexos extensos sobre a raça humana. Porém Deus fez outra escolha redimindo as criaturas que criara à Sua imagem e semelhança por meio de Jesus Cristo. E o ser humano está em contínua atividade de reordenamento deste mundo, através de suas ações e decisões quer individuais, quer coletivas.

Fica portanto bem delineado o fato de que no teísmo cristão, o universo é um sistema aberto, ordenado mas não determinado. Diferentemente, o deísmo declara que o universo é um sistema fechado. Há uma cadeia de causa e efeito, ou seja, tudo já estaria preordenado, determinado E se está fechado ou preordenado não está aberto à intervenção, ou de Deus, ou anjos e demônios, ou dos seres humanos. O sistema estaria fechado à semelhança do mecanismo de um relógio.

Como cristãos cremos firmemente que o Deus que criou todas as coisas está presente em nosso meio e age soberanamente em nossas existências. Cremos que os milagres são possíveis porque Deus não criou todas as coisas para depois ausentar-se ao Seu reino celestial, como creem os deístas, e deixou todas as coisas funcionando predeterminadamente, somente em uma relação de causa e efeito. Não. Cremos que há realmente uma uniformidade de causa e efeito num sistema aberto, onde Deus pode intervir em nossas vidas continuamente. E nós somos participantes deste processo de reordenação, logicamente sendo Deus unicamente o Autor do extra-ordinário porque nós agimos somente no nível ordinário mas que também tem grande significação e importância porque somos seres moralmente responsáveis.

O ceticismo de muitas pessoas hoje acontece porque sua cosmovisão, seja ela qual for, não reconhece a cosmovisão cristã. Nesta cosmovisão, o homem alcança pleno significado para sua vida no presente e contempla com esperança o porvir. O teísmo é a única cosmovisão que admite plenamente a intervenção de Deus, o Deus da Bíblia que se revelou plenamente na Pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo e que continua hoje a agir como no passado (Hb 13.8).

Aceite o fato portanto, seja você quem for que estiver lendo estas linhas, de que o mundo não está entregue a si mesmo. O mundo e tudo que nele há, incluindo a raça humana não é autônomo em sua existência ou veio ele a existir sem a intervenção divina. Falharam gravemente os pensadores e filósofos que construíram seus sistemas de pensamento e deixaram Deus de fora. Ficaram totalmente vazios e sem significado. Mas o Senhor ainda hoje continua a sinalizar, continua a se fazer presente em seu mundo. Ele é o Senhor (Is 45.12, 23)!

Olhe ao seu redor. Você realmente acredita que o mundo é sem significado, não tem nenhum propósito, está vazio da presença de Deus? De que Ele absolutamente não se importa com o que acontece conosco? Nos deixa entregues à própria sorte? Deus continua a agir em seu mundo, que Ele amorosamente criou e onde colocou a coroa de Sua criação, o homem, que depois caiu em pecado, mas não ficou entregue ao seu infortúnio, o Criador o buscou e fez provisão plena para sua transgressão.

Eu creio em milagres por tudo isto que declinei mas maiormente pelo grande ação divina que marca incontestavelmente a todos que abraçam a fé cristã: sua salvação através do sangue expiador de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que o Espírito Santo fale profundamente ao seu coração. Pense nisto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Novo modelo de "família" à vista.....


Um jornal de grande circulação em minha cidade, publicou em sua edição de 01/12/09 matéria de capa sob o título: "A vitória dos laços de amor" onde informa que o juiz da vara de família do município concedeu a guarda definitiva de uma menina de três anos a um casal homossexual, duas mulheres que estão juntas há mais de dez anos. A menina já estava sob a guarda provisória das duas desde o seu nascimento em 2006.

Decisão polêmica sem nenhuma dúvida tomada pelo referido juiz. Isso demonstra cabalmente para nós que cremos na Palavra de Deus de que os tempos em que vivemos são tempos difíceis, onde cada vez mais o ser humano, separado de seu Criador, atrai para si a ira de Deus com tais atitudes que frontalmente contrariam o projeto divino para o homem.

Indagamos, qual o parâmetro bíblico da família? Inicia-se quando o homem deixa a casa de seus pais, conhece uma mulher, une-se a ela pelos laços sagrados do matrimônio e passam a constituir assim o seu próprio lar, sua própria família (Gn 2.24; Mt 19.4-6). Nesta passagem de Mateus, Jesus foi categórico ao dizer: "Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez." Já notamos aqui como a Palavra de Deus define que um casal ideal, um casal normal, aos olhos de Deus, haverá de gerar por conseguinte uma família também ideal e normal. Filhos que recebem o exemplo que vem da figura masculina - homem, marido, pai e o exemplo da figura feminina - mulher, esposa, mãe.

Repudiamos sem pestanejar tal união de duas mulheres que dizem constituir um "casal" e repudiamos a educação que tal criança receberá, deletéria para seu desenvolvimento normal. Repudiamos a decisão do juiz em conceder a guarda definitiva desta criança. A Bíblia diz: "Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem" (Rm 1.32). Ou seja, para Deus, tanto é condenável o que pratica o homossexualismo, como aquele que não pratica, mas consente, mas concorda com tal prática onde querem passar para a sociedade de que um casal gay é normal e que não se deve ter nenhum preconceito a respeito.

Aliás, em entrevista a uma emissora local, o juiz afirmou exatamente isto de que não haveria de se ter qualquer preconceito com relação à prática gay, ele mesmo não criticava a opção sexual de qualquer pessoa e foi igualmente de uma infelicidade só quando disse: "Mas, e se a menina ao crescer, tornar-se também homossexual, e daí, qual seria o problema?" Para minimizar, ele citou de que segundo alguns estudos, nada comprova de que, necessariamente, a menina teria que ser gay também somente porque foi criada por um casal gay. Mas mesmo que isso não ocorra, a menina estará convencida, em face da criação que terá, de que ser gay é algo normal.

O juiz em sua justificativa para conceder a adoção ao "casal", disse que elas eram estáveis materialmente e que por isso poderiam dar o que fosse de melhor para a menina. Materialmente sim, mas e moral e psicologicamente? Essa menina não terá o referencial adequado em sua vida sobre a figura real do pai, e até mesmo da mãe, e quero aqui indagar: Ela tem duas mães? Ou serão dois pais? Como essa menina entenderá isso?

Deus disse: "Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!" E ainda: "Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que prescrevem opressão" (Is 5.20,21; 10.1).

Creio que não preciso nada mais falar.......por favor, pense nisso.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O racionalismo de Descartes, fundamento do ateísmo contemporâneo


Atribui-se a René Descartes (1596-1650) a paternidade da filosofia moderna. Seu objetivo era a elaboração de um método de investigação que facilitasse a descoberta daquelas verdades integralmente corretas. Ele personificava a Idade da Razão que surgia. Descartes cria que a introdução do rigor da demonstração matemática nos campos do conhecimento tinha um grau de correção maior do que do conhecimento oriunda da observação empírica, sujeita a erros.

Havia uma diferença fundamental em Descartes em relação aos filósofos empíricos do século seguinte - ele não se deixou vencer pelo ceticismo. Em sua busca pelo conhecimento preciso, ele partiu da dúvida e nesta proposta, colocava em dúvida todas as coisas, porém chega a concluir de que há uma coisa, pelo menos, do qual nenhum ser pensante pode duvidar - sua própria existência. Tomando emprestado de Agostinho (354-430) ficou famosa a máxima cartesiana - cogito ergo sum - "penso, logo existo."
Ao comprometer-se radicalmente com a dúvida, houve, para grande alegria de Descartes a produção de uma certeza inquestionável e consequentemente um fundamento com base no qual seria edificada uma estrutura racional segura.

Isto posto, surge a partir da metodologia filosófica de Descartes uma nova visão do ser humano. Passa a definir o homem como uma substância pensante e a pessoa humana como sujeito racional autônomo. A ênfase é na experiência pessoal e no conhecimento pessoal resultante do ponto de vista particular do indivíduo. Fica assim estabelecida a partir de Descartes a centralidade da mente humana e o programa filosófico para os próximos três séculos. Os filósofos da modernidade acataram o método cartesiano, partindo também da dúvida e insistiam que toda a crença fosse considerada falsa até que sua veracidade fosse comprovada. A partir deste ponto, rompe-se o equilíbrio da cosmovisão do mundo medieval pautada pelo teocentrismo e passa-se a admitir o antropocentrismo. O ponto de partida para o conhecimento e a reflexão agora é o sujeito pensante, o homem e sua racionalidade, e não mais a revelação divina.

A Bíblia passará a ser submetida a métodos racionalistas para ser "devidamente" compreendida. O Iluminismo que surge a partir do método cartesiano influencia aos teólogos que passam a construir sua teologia sobre o fundamento da filosofia racionalista - para esses, a razão passa a ser, por si mesma, competente para a produção do conhecimento das verdades eternas.

Claramente são percebidas as implicações para a fé e a teologia por causa do racionalismo cartesiano. E esta influência chega fortalecida em nossos dias com a negação e ataques sistemáticos feitos à fé cristã e à Bíblia pelos ateus e céticos de plantão. Este fluxo é engrossado por aqueles egressos do Cristianismo que, por vários motivos, passam a posicionar-se contra o mesmo também rejeitando com veemência a Palavra de Deus.

O irônico é que René Descartes, ele mesmo, era um cristão. Ele cria na Bíblia e considerava Deus o ponto central em toda a sua filosofia. Logicamente, não podia imaginar que o seu método fundamentado na matemática, pudesse dar origem ao clima hostil e à rejeição que hoje se nota em muitos no que tange à Jesus Cristo, à Bíblia e a fé cristã em geral.

Obviamente somos seres pensantes, racionais. Entretanto, não rejeitamos, como cristãos, a fé na Palavra de Deus, a crença em Jesus e em seu nascimento virginal, nos milagres, etc. Isto porque, se Deus é realmente Todo Poderoso, Perfeito, Justo, Santo, pode satisfazer plenamente à mente humana crer na existência de tal Ser. As evidências a favor da Bíblia e a favor da existência de Deus são robustas. É razoável crer que Deus existe e que a Bíblia é a Sua revelação para o homem. Os cristãos não devem temer os ataques à fé que professam. A Igreja está guarnecida pela verdade bíblica (1 Pe 1.25). Crer é também pensar, como afirma um dos livros de John Stott. Não somos postulantes de uma fé racionalizada. Francis Schaeffer disse em A Morte da Razão que o racionalista coloca-se deliberadamente no centro do universo insistindo em sua pretensa autonomia e acaba assim destituído de significado e realce, nulo e sem valor real. Schaeffer ensina-nos ainda que o Cristianismo é um sistema constituído de um elenco de ideias que se pode discutir. Tem um princípio e se desenvolve desse ponto de partida em moldes que se não contradizem. Esse ponto de partida é a existência do Deus pessoal-infinito como Criador de tudo o mais que existe. Não é o Cristianismo, ainda citando Schaeffer, uma série vaga de experiências incomunicáveis, baseadas em um "salto no escuro", totalmente inverificável.

O que Descartes fez foi estabelecer a mais próxima certeza da existência de Deus - porque somente se Deus existe e não queira que sejamos enganados por nossas experiências é que poderemos confiar em nossos sentidos e processos lógicos de pensamento. Rejeitamos todo tipo de racionalidade portanto que nega a Deus e nega ao próprio homem ao declarar orgulhosamente que pode por meio de seus próprios processos mentais, descobrir a verdade sobre a vida, sobre si mesmo, negando a soberania de Deus sobre todos nós.

Pense nisto! Com esta expressão sempre concluímos nossas postagens. É preciso mais do que nunca pensar sobre a revelação que Deus faz de Si mesmo na Bíblia, pensar na obra consumada de Jesus Cristo na cruz, pensar sobre o homem, sobre nós mesmos, em que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, portanto em posição elevada em relação ao restante da Criação, mas ao mesmo tempo, estamos separados de Deus por causa da Queda acontecida em determinado ponto da história do homem sobre a terra. É inteira e completamente mais plausível o que está registrado nas Escrituras judaico-cristãs sobre Deus, o mundo e o homem do que podem os filósofos arguir com suas vãs especulações, ou, por outro enfoque, quando meros homens, meras criaturas de Deus, querem convencer a outras criaturas de que Deus é irreal.

Em tempo: Pense muito e continuamente sobre tudo isso. Que assim seja!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O púlpito pentecostal deve ser reformado


"É preciso que as igrejas pentecostais [...] acrescentem ao nosso ardente testemunho de experiência [...] esforço intelectual mais determinado a fim de expor com precisão a nossa fé. Não devemos nos deleitar com emoções profundas à custa de reflexões superficiais".
Donald Gee, teólogo pentecostal em 1935

Considero nossa teologia pentecostal consistente. Muito embora não tenhamos uma elaboração teológica mais aprofundada e acurada como os irmãos reformados, todavia, ainda assim, podemos verificar a biblicidade de nossa teologia. Todavia, é preciso falar acerca da palavra vinda de nossos púlpitos porque carecem exatamente de uma exposição muito mais aprofundada, muito mais bíblica, e como disse Donald Gee, deleitamo-nos nas emoções profundas à custa de reflexões superficiais.

Muitos pregadores de matiz pentecostal, são especialistas, pode-se assim dizer, em suscitar emoções em sua platéia. O labor teológico não é o forte destes irmãos, mas sim, a emocionalidade que agrada em cheio ao povo pentecostal. Sabemos que, de uma forma geral, em nossas igrejas pentecostais no Brasil, a predileção é pelo pregador inflamado, que com sua técnica emocionalista, arranca muitos glórias a Deus e aleluias da igreja reunida. Mas, a estruturação das vidas pela Palavra de Deus fica prejudicada. Também se sabe que, via de regra, se o pregador da noite for um homem de estudo, um mestre, não reconhecido como um pregador “avivalista”, ele é, em alguns lugares, rejeitado pelos crentes reunidos, porque na mente de muitos a teologia torna o crente “frio” ou “mundano”.

Este tipo de mensagem de ênfase emocional é de natureza antropocêntrica. Tendo o homem como centro, os pregadores emocionalistas, avivalistas, inconscientemente, têm como alvo que seus ouvintes “sintam as emoções gloriosas do Espírito Santo”. O misticismo toma lugar em detrimento à uma reflexão bíblica que gere cristãos mais maduros, mais plenos em Cristo e que saibam reflexionar os conteúdos fundamentais da Palavra de Deus.

Desta forma, defendo aqui a reforma do púlpito pentecostal. Eu mesmo, preguei algumas vezes nesta ênfase emocionalista. Mas eu sei que foi um desperdício, preguei minhas próprias ênfases, meus próprios pensamentos, ao invés de trazer uma mensagem oriunda de uma reflexão profunda e teologicamente abalizada na Palavra de Deus. Não devemos desprezar a paixão e o ardor na pregação, não estamos aqui absolutamente falando em mensagens formais, homileticamente perfeitas, mas sem a pujança da vida no Espírito, mas sim em mensagens de origens inteiramente bíblicas e teologicamente saudáveis. Isto porque, não quero estar fascinado por uma teologia contaminada pela psicologia ou a sociologia, por exemplo, trazendo aos meus ouvintes as últimas novidades nesta área. Isto não me interessa e não é o que Deus quer que eu pregue. O Espírito Santo sempre me orientará para que eu pregue todo o conselho de Deus (At 20.27) porque não é outro o alimento espiritual de que nós precisamos – unicamente a pura Palavra de Deus.

O púlpito pentecostal deve ser reformado. Outros púlpitos também. Mas falo prioritariamente do púlpito pentecostal, porque é este de minha ambiência e experiência cristã. São más as emoções? Não, foram dadas por Deus, fazem parte da integralidade humana. São inteiramente perniciosos os insights da psicologia, da sociologia ou de qualquer outra ciência humana? Não, todavia, a Palavra de Deus não será encontrada em nenhum outro lugar a não ser em púlpitos consagrados a transmiti-la de acordo com a direção do Espírito Santo. É na Igreja e através de pastores zelosos que o conselho de Deus, a Palavra de Deus, fará o que lhe apraz (Is 55.11) nas vidas e corações.

Deus tem muito a nos falar do púlpito. Urge que hajam púlpitos realmente consagrados a transmitir a mensagem divina. Uma pregação radicalmente saturada da Bíblia e não apenas baseada nela. Uma mensagem saturada da Bíblia, plenamente cheia dela, sendo a Bíblia amplamente explicada como deve ser para que todos entendam o que Deus quer nos falar. Não devemos entreter o povo com emoções, mas saturar a mente e o coração do povo com a riqueza e profundidade de todo o conselho de Deus.

Bíblia! É disso que realmente precisamos. E nada mais. Pense nisto.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Não existem apóstolos contemporâneos


Alguns líderes da Igreja de nossos dias prezam grandemente os títulos e as posições exaltadas. Muitos pastores tem tomado para si o título de "apóstolos." Com toda sinceridade e com todo respeito devidos a estes amados irmãos, não consigo perceber no NT a direção para que alguém tome este título sobre si. Consideremos os seguintes pontos:

1) Em primeiro lugar, lemos o texto de Ef 4.11, onde se vê claramente os dons ministeriais da Igreja de Cristo: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (mestres). A supervisão da igreja era feita por estes ministros diferentemente dotados. Totalmente sob a direção do Espírito Santo e nada era feito segundo o critério humano;

2) Os apóstolos eram os representantes legítimos de Cristo aqui na Terra e deram prosseguimento à sua obra. A Igreja estava edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, Ef 2.20;

3) Receberam originalmente a revelação cristã, Ef 3.5 e foram testemunhas especiais da ressurreição de Jesus Cristo.

Precisamos agora perceber algumas características específicas dos apóstolos:

1) Chamada pessoal da parte de Jesus Cristo, Gl 1.1; Mt 10.1;
2) A operação de sinais, prodígios e milagres, 2 Co 12.12;
3) O cuidado das igrejas e a responsabilidade de fazer discípulos em todas as partes da terra, 2 Co 11.28; Mt 28.19; At 15.36.

O ensino dos apóstolos chegou até nós em sua forma definitiva como é encontrado no NT. Submeter-se aos ensinos do NT significa portanto submeter-se aos ensinos apostólicos. E quanto ao número de apóstolos, obviamente que o NT não fala somente nos doze e em Paulo, mas, outros foram denominados também de apóstolos, entretanto, o que deve ser percebido é que, fundamentalmente, um apóstolo era testemunha ocular da ressurreição de Cristo e Paulo foi claramente uma exceção gloriosa neste caso (não estava presente no momento da ressurreição de Cristo, até porque, nesse tempo, nem convertido era), mas mesmo assim era considerado uma testemunha conforme ele mesmo afirma em 1 Co 15.8, 9, porque vira o Cristo ressurreto, mesmo que a posteriori.

Está claro que a função apostólica tem a comissão de testificar, por palavra e por sinal, sobre o Cristo ressurreto e Sua obra terminada. O ofício apostólico jamais poderia ser repetido ou transmitido. Os apóstolos zelavam para que fosse provido um ministério local e não se nota transmissão de funções apostólicas, como se vê na função pastoral propriamente dita, 2 Tm 2.2; Tt 1.5-9.

É por isso que cremos que não se pode atribuir o título de apóstolo a alguém neste nosso tempo, muito embora, à semelhança de um apóstolo, possa ir pioneiramente a alguma terra onde não haja a presença do Evangelho e ali pregar a Palavra e estabelecer uma igreja cristã. Porém, isto é claro, é função de um evangelista. Alguns tomam sobre si o título de apóstolo com ares de apóstolo à moda do NT. É inaceitável. Conforme o Novo Dicionário da Bíblia de Edições Vida Nova: "Nem era também necessária uma tal transmissão. O testemunho apostólico tem sido mantido na obra permanente dos apóstolos e, o que se tornou normativo para séculos vindouros é o que ficou escrito no Novo Testamento. Nenhuma renovação do ofício ou de seus dons especiais tem sido necessária. Foi um ofício do alicerce; e a história da Igreja, desde então, tem sido a superestrutura" (1983, p. 98).

Rejeito portanto, os autodenominados "apóstolos." Rejeito os ministérios apostólicos. Vejo como algo desnecessário esta denominação "apostolar" e tem um "quê" de vaidade pessoal em alguns, não em todos. O apóstolo, na visão de muitos desses, é visto como alguém superior, inatingível, intocável, inquestionável. Todavia, não quero julgar as motivações de ninguém porque o Senhor, somente Ele, é o juiz, Tg 4.11, 12.

Quando digo que não existem apóstolos contemporâneos que fique claro que é no sentido, como frisei, de como é apresentado no NT e que alguns acham que podem repetir o ofício apostolar, ou que, de alguma forma, poderia ser transmitido. Já vimos que não se coaduna tal pensamento com o que se encontra registrado no NT.

Por favor, se possível, amigo e irmão, pense nisso.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Porque Ahmadinejad visita o Brasil?

Porque o Brasil deseja uma maior projeção internacional e o atual governo sabe disso muito bem e para tanto convida um líder altamente polêmico que afirma que o holocausto dos judeus nunca existiu. Só esta constatação já seria mais do que suficiente para questionar, e muito, um governante que pensa desta maneira.

Todavia como o pragmatismo e o relativismo são o pano-de-fundo de quase todo relacionamento entre os homens e governos pós-modernos, naturalmente o presidente Lula transita com muita desenvoltura por esta via. E por isso, empunha o discurso da tolerância ao convidar Ahmadinejad para visitar esta Terra de Vera Cruz onde, de maneira harmônica, convivem várias etnias de procedências diferentes.

O presidente iraniano bem que poderia aproveitar esta visita e procurar entender esta salada-de-frutas tropical que é o Brasil, a fim de que em sua querida pátria, o Irã, ele possa parar de perseguir os que discordam de seu governo.

Certamente que devemos ser tolerantes. O governo brasileiro assinou vários acordos com o governo iraniano de cooperação econômica. Isto é bom ou é mau à luz do que Ahmadinejad pensa? Só o tempo dirá se foi com acerto que estes acordos foram feitos, se esta parceria comercial se ateve somente no que tange às relações comerciais entre os dois países, ou se irá transbordar para a área política.

Nossa tolerância não deve excluir a denúncia do que ocorre no Irã hoje. Nem deve-se deixar o senso crítico de lado quando o sr. Mahmoud Ahmadinejad pronunciar barbaridades como "Israel deve ser varrido da face da terra."

Francamente, foi um tapa na cara de todo judeu a acolhida altamente amistosa e fraterna que o governante iraniano recebeu. Quero ver se da mesma forma, Lula irá apoiar Israel quando o Hamas e o Hezbollah (grupos terroristas apoiados pelo Irã) resolverem efetivar novas ofensivas que periodicamente fazem contra o território israelense como já aconteceu neste ano da parte do Hamas e Israel foi bastante criticado pela comunidade internacional (inclusive o Brasil) pela forma como reagiu contra estes terroristas palestinos.

Não nos enganemos. Não nos deixemos manipular. O presidente do Irã até aliviou um pouco o discurso quando foi entrevistado por um repórter da Rede Globo e não falou com a ferocidade habitual contra Israel.

O porque verdadeiro da visita do Ahmadinejad ao Brasil não encobre o fato da grande hostilidade sofrida pelo estado judeu e que aumentará ainda mais para que a palavra profética da Bíblia se cumpra: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar" (Mt 24.35). Jesus no sermão profético que pronunciou registrado neste capítulo 24 de Mateus profetizou a grande perseguição promovida contra os judeus da parte do Anticristo e seus aliados do qual, certamente, Ahmadinejad se faz um desses.

Oremos por todos, inclusive pelos governantes como manda a Palavra de Deus. Mas sejamos sábios em nossa análise do que se passa nos dias de hoje.

Irmão, considere bem o teor desta postagem e te conclamo: Pense nisto!

domingo, 22 de novembro de 2009

Eu digo não ao "Partido do Aborto"

Este era um assunto o qual planejava escrever qualquer hora dessas, mas tive o click inspiracional para agora fazê-lo ao ler o 'Mensageiro da Paz' deste mês na página 25 onde o pastor Elinaldo Renovato de Lima, conceituado articulista, discorre sobre a postura do Partido dos Trabalhadores (PT) em fazer aprovar leis pró-aborto no intuito de plenamente legalizar esta abominável prática. Ou seja: É A OFICIALIZAÇÃO PELO ESTADO DO HOMICÍDIO. Não aceito de forma alguma o discurso dos pró-abortistas de que a mulher é dona de seu próprio corpo. Não é. Nem nunca será. Porque nenhum ser humano é autônomo, Deus é o dono de tudo e foi Ele que soberanamente criou-nos a todos. O ABORTO É CRIME!

Dois deputados do PT Luis Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso (PT/AC) não concordaram com a filosofia abortista que domina este partido e, arguidos pela consciência, resolveram não aderir a esta postura oficial e ofensiva a Deus e passaram a defender a vida. Foram então punidos com a expulsão das fileiras do PT. Deputados estes que, não deram o mau exemplo de outros parlamentares do referido partido que meteram a mão no dinheiro público, que tentaram enriquecer às custas do erário. Deputados estes questionaram a descriminalização do aborto com coragem e por isso foram punidos. É revoltante. É vergonhoso.

A filosofia materialista e relativista deste partido também é compartilhado pelo PC do B e PPS. Miseravelmente, o governo Lula em seu segundo mandato através de seu ministro da saúde, José Gomes Temporão insistiu na aprovação do Projeto de Lei 1135/91 afirmando convictamente que "o aborto é uma questão de saúde pública." Todavia, esta proposta foi rejeitada duas vezes. Mas o PT não se deu por vencido e continua em sua luta pela plena aprovação de sua lei pró-aborto.

O que causa espécie é pensar que há determinados "cristãos" que concordam com a prática do aborto. O que passa na cabeça deles? Ou melhor, o que se passa com o coração, com a alma? Edir Macedo, o maioral da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) declara abertamente sua posição a favor do aborto e a Rede Record, de sua propriedade, criou um comercial que está no Youtube (Título: Record E O ABORTO: Eu decidi matar bebês). Não só na IURD como em outras denominações evangélicas, existem os lobos travestidos de ovelhas que insistem que o aborto não é crime e, à semelhança da mulher do comercial da Record/IURD, declaram descaradamente que a mulher pode fazer do seu corpo o que quiser.

Faço minhas as palavras do pastor Elinaldo: "Reflitam muito sobre em quem votar nas próximas eleições nos anos seguintes. Se votarem em algum candidato filiado a esse Partido do Aborto, estarão sendo cúmplices de crime hediondo, da destruição de vidas humanas inocentes em seus primeiros dias ou meses de gestação."

Certamente o mundo está sendo preparado para a ascensão do Anticristo. A morte será mais e mais cortejada por aqueles que, inspirados por Satanás, almejam a destruição da obra-prima de toda a criação, o homem. O diabo tem colocado nos corações desses pervertidos (inclusos muitos cristãos) a opção pelo aborto, pelo descarte de vidas, simplesmente se a mulher não desejar continuar aquela gestação e ter o bebê. A Bíblia diz: "Eu te louvarei, porque de um modo assombroso,e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem" (Sl 139.14). É obra maravilhosa de Deus a formação do ser humano no ventre de sua mãe e é motivo de louvor para o salmista.

Não venham aqueles que defendem o aborto utilizando a argumentação de estupro, de má formação fetal, etc. Isto é relativizar a questão. Deus é soberano. Ele tem poder. Ele pode tornar o mal em bem. Tudo está em Suas mãos porque Ele é onipotente. Está registrado na Palavra de Deus que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados pelo Seu propósito (Rm 8.28). Mas para os abortistas, tudo concorre para o mal, porque não amam a Deus e Ele abomina o pecado que praticam.

Irmãos, é hora de estarmos bem firmes. Não ao aborto. Não aos partidos ou candidatos que assim creem. A favor da vida, a favor de Deus e Sua Palavra.

Bem disse o Senhor Jesus: "Serpentes, raça de víboras, como escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23.33).

Por favor,te conclamo, pense nisto!


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

E a Bíblia continua sendo rejeitada por essa geração....


A incredulidade no meio acadêmico em relação à Bíblia não é segredo para ninguém. Conjugam-se esforços a cada dia para trazer à lume pesquisas científicas que provariam que as Escrituras não passam de um livro como outro qualquer.

Os pressupostos utilizados pelos pesquisadores seculares são o começo para que possamos entender a grande rejeição das Escrituras do Antigo e Novo Testamento. Esses pressupostos incluem o uso da razão humana que desemboca numa rejeição dos milagres narrados no texto sagrado e a não atribuição da inspiração divina sobre os escritores bíblicos. Segue-se com isso que, naturalmente, negam a existência de Deus. Se Deus não existe, logo, o compêndio que é chamado de Livro de Deus não passa de uma fábula.

A crítica contemporânea em relação à Bíblia está firmada sobre os trabalhos da Alta Crítica desenvolvida nos séculos 18 e 19 nas universidades alemãs onde métodos de investigação e análise foram desenvolvidos por historiadores para reconstruir o passado. Nestes estudos, procuram descobrir a data de cada livro, seu autor, seu propósito e características de estilo e linguagem. A Baixa Crítica, também conhecida por Crítica Textual, por outro lado, é a que se ocupa do estudo do texto em si. Observa os manuscritos existentes para estabelecer qual o texto mais aproximado do original. Suas investigações têm deixado textos muito exatos e dignos de confiança. A crítica bíblica, tanto a textual como a alta, pode lançar muita luz sobre as Escrituras, sendo aplicada com reverência e erudição. O exemplo dos Pais da Igreja, dos reformadores e dos eruditos evangélicos demonstram o grande benefício que obtiveram e para toda a Igreja, dos estudos feitos sob este prisma adequado. Infelizmente, os críticos alemães, sob a deletéria influência do racionalismo daquele tempo, chegaram a conclusões que, começando naquela época, geraram um crescente repúdio e a hostilidade para com a Bíblia em nossos dias aumenta cada vez mais.

Os estudiosos alemães aceitaram a teoria idealizada pelo filósofo Hegel de que a religião dos hebreus teria seguido um processo evolutivo. Assim, no princípio de sua história, os israelitas acreditavam em muitos espíritos, depois desenvolveram a crença em um só Deus, e mais tarde chegaram à fase sacerdotal. Igualmente o culto dos hebreus veio a evoluir quanto aos seus sacrifícios, suas festas sagradas e seu sacerdócio.

A base fundamental de toda a Alta Crítica, assenta-se na Hipótese Documentária de Julius Wellhausen e Karl H. Graf. O Pentateuco foi entendido como tendo sido composto por vários autores e não por Moisés. Assim, o produto resultante desta infundada teoria e tantas outras é o clima predominante nesta nossa época pós-moderna, tempo de desconstrução e de aceitação de múltiplas narrativas, todas consideradas igualmente válidas.

A Arqueologia têm trazido ao conhecimento de todos que queiram enxergar, descobertas que têm provado muitas das afirmações do Antigo Testamento. A historicidade de grande parte do livro de Gênesis vem sendo confirmada, por isso, já não se pode denominá-lo de "uma coleção de lendas cananéias adaptadas pelos hebreus." Particularmente no que tange ao Pentateuco, rejeitar Moisés como seu autor é, de maneira óbvia, obra de estudiosos que creem cabalmente de que não existe nenhuma ação sobrenatural de Deus no mundo, nem jamais houve. Para eles, seria absurdo acreditar em todas as informações históricas escritas sobre a criação do mundo, o Dilúvio, a travessia do Mar Vermelho, Deus falando a Moisés, etc.

As pesquisas do erudito liberal estão assentadas no pressuposto de que nada de sobrenatural existe na Bíblia, sendo que tudo o que é referente a milagres são considerados relatos míticos.

Em contrapartida, o erudito conservador parte do pressuposto de que Deus interveio milagrosa e sobrenaturalmente em determinadas épocas conforme o relato bíblico deixa inteiramente demonstrado.

Consultando ao Texto Sagrado com ideias preconcebidas revestidas de um ceticismo absoluto, naturalmente que estes pesquisadores e todos que se servem do resultado de seus estudos, continuamente estarão a rejeitar a verdade eterna da Palavra de Deus.

Cumprem-se assim as palavras de Jeremias: "Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor" (17.5) .

Irmãos, mais do que nunca, devemos proclamar em alto e bom som e por todos os meios, a verdade da Palavra de Deus. Devemos escrever e publicar livros, artigos, estudos, reportagens, postagens, enfim, o que for de nosso alcance e capacidade para refutar as afirmações de homens néscios, insensatos, desprovidos de entendimento, que tratam a Bíblia como um mero livro humano, que rejeitam o Deus da Bíblia e tentam a cada dia ridicularizar a bendita figura de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quanto a mim, em que pese minhas inúmeras falhas, minhas fraquezas e defeitos, continuarei neste afã de escrever e contribuir para que a Palavra de Deus seja amplamente divulgada, esperando no Senhor que Sua santa semente caia em terreno fértil.

E quanto a ti? Já pensou sobre isso? Então comece agora mesmo, em o Nome de Jesus, pense nisto.

"Porque
Toda a carne é como a erva,
E toda glória do homem como a flor da erva.
Secou-se a erva, e caiu sua flor;
Mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada."

1 Pedro 1.24,25



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Igreja: Vivendo em esperança e em expectativa


Vivemos como Igreja do Senhor na dimensão da esperança e da expectativa escatológica. Sabemos, pelas Escrituras do AT e NT, que Jesus Cristo retornará e estabelecerá o Seu reino sobre todas as coisas (Dn 7.13, 14).

É a Igreja, por vocação, um lugar de esperança. Organismo vivo, composto de muitos membros e com variadas funções (1Co 12.12-31; Rm 12.4-8), está a Igreja comissionada por Deus para proclamar esta esperança, oriunda que é da verdade do Evangelho.

Nossa expectativa é pelo breve retorno de Nosso Senhor nas nuvens do céu e nosso arrebatamento e união com Ele para todo o sempre.
O crente em Jesus nutre-se desta esperança. E por causa da iminência do retorno de Jesus, vigia e ora (Mt 26.41) como Ele mesmo ordenou que fizéssemos.

Fundamentado no que diz a Palavra de Deus, tem a Igreja portanto o que realmente oferecer a um mundo sem esperança e que não nutre expectativas alentadoras sobre o estado do mundo e seu futuro, futuro este quase sempre projetado em tons sombrios de guerras, fomes, poluição e destruição do meio ambiente, etc. Para este mundo está a Igreja plenamente comissionada para oferecer a luz e a verdade que promanam do Evangelho.

Todavia, lamentavelmente em inumeráveis vezes em sua história e ainda hoje, vemos uma Igreja não cumpridora desta santa vocação de esperança e expectativa. Uma Igreja afetada por ventos de doutrinas (At 20. 29, 30; Ef 4.14; 2 Pe 2.1-3; Jd 4), por divisões e dissenssões (1 Co 3.1-3), uma Igreja morna (Ap 3.15,16) e, infelizmente, uma Igreja apóstata (1 Tm 4.1-3).

Urge que aconteça um pleno retorno ao fundamento único e seguro da Bíblia Sagrada (Ef 2.20). Que haja igualmente um fervor renovado na vida de cada cristão individualmente. Uma real conversão de nossos afetos a Deus, num relacionamento inteiramente calcado no amor à bendita Pessoa do Senhor e ficando de fora qualquer coisa menor que isso, porque a verdade é que muitas vezes nosso relacionamento com Deus tem como base somente o interesse mesquinho em Suas dádivas, Suas bençãos e não em Sua própria Pessoa, como realmente Ele é, em Seus divinos e gloriosos atributos e na magnificência augusta de Sua presença que nos atrai.

Portanto, só oferecerá real esperança ao mundo, aquele cristão que, individualmente, serve a Deus conforme orientações em Sua Palavra, e a Igreja, coletivamente, faz da mesma forma e sinaliza ao mundo a glória do Evangelho.

Nossa esperança e expectativa são utilizadas pelo Espírito Santo, creio, para atrair muitas almas para Cristo. Quando a comunidade dos redimidos vive exultantemente, mesmo em meio a variadas tribulações, dando glória a Deus por tudo, causará um efeito de atração para vidas destroçadas pelo pecado. Quando a comunidade dos redimidos vive em união (Sl 133.1), procurando autenticidade nos relacionamentos e vivendo verdadeiramente à luz do Evangelho, atrairá vidas que vivem em desilusão. E é esta Igreja, alegre, unida, por causa do amor de Deus e pela esperança e expectativa presentes em si que haverá de buscar, cuidar e restaurar o ser humano pecador através do poder de Deus.

O Espírito de Deus continuamente trabalha em nós, quer individualmente (Fp 1.6), que coletivamente (1 Co 12.1-31). Permitamos este bendito trabalho do Parácleto divino. Não podemos cometer os erros do passado e nem ser derrotados pelos clamores vãos do presente. Viver em esperança e expectativa pelo breve retorno de nosso Senhor e Salvador é característica fundamental da comunidade dos redimidos - fator que distingue a Igreja de Cristo de qualquer outra instituição do mundo.

Pense nisto e que seu coração esteja inundado pela esperança e você possa viver na expectativa do breve encontro com o Senhor Jesus. Deus te abençoe.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Compreendendo os meus caros amigos apóstatas


Que esperança, que perspectiva de vida tem aqueles que um dia conheceram a Jesus, foram participantes das bençãos do Evangelho mas apostataram da fé?

Estão se cumprindo hoje, de forma acelerada, as palavras de Paulo em 1 Tm 4.1: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores,e a doutrinas de demônios." Muitos há que neste presente momento estão abominando a fé que um dia abraçaram, seja aquele que foi criado no seio de uma família cristã ou que recebeu a Cristo por ter sido alvo de evangelismo. O secularismo e o ateísmo crescem continuamente e efetivamente tem afetado a muitos que têm crido em Jesus.

Eu tenho um amigo que estava aborrecido com as inconsequências e incoerências da igreja e seus líderes e, sendo influenciado por um professor universitário, humanista e ateu, aos poucos teve sua fé solapada e, quando finalmente entrou na universidade, foi complementado o processo deletério em sua mente e coração que começara anos antes. Criado por pais cristãos evangélicos, foi líder de juventude na igreja e pregador talentoso. Todavia, e eu entendo muito bem, decepcionou-se com o sistema eclesiástico e nem quis considerar a possibilidade de migrar para uma outra denominação, vindo a abandonar a fé e hoje fala contra a mesma e contra os amigos que desejam trazê-lo de volta. Este amigo em sua atitude de voltar as costas para tudo o que representa a igreja ou o Evangelho, não está sozinho. Veja por exemplo, o que disse Rubem Alves ex-pastor presbiteriano: "Hoje, as idéias centrais da teologia cristã em que acreditei nada significam para mim: são cascas de cigarras, vazias. Não fazem sentido. Não as entendo. Não as amo. Não posso amar um Pai que mata o Filho, para satisfazer sua justiça."

Incrementam-se os ataques a Deus, à Bíblia e à fé cristã a cada dia. Veja homens como Richard Dawkins ou Daniel Dennett nos dias de hoje ou Friedrich Nietzsche e David Hume, por exemplo, no passado. Aqueles que optam por abandonar a fé, escolhendo a sabedoria do mundo, como o meu amigo já citado, firmam-se em valores da filosofia humanista é declaram que o Cristianismo é irrelevante, não tendo nenhuma aplicabilidade para o homem atual. Outros há que reconhecem a fé cristã até certo ponto, mas não o recebem totalmente porque sabem das implicações morais para suas vidas - como disse Dostoiévski em Os Irmãos Karamazov: "Se Deus não existe, tudo é permitido."

Os ateus podem ser distinguidos de duas maneiras: os teóricos são aqueles que por meio de argumentos, procuram defender a ideia da não-existência divina. Os práticos são aqueles que até afirmam que Deus existe, mas vivem de tal maneira que esta sua forma de viver equivale a negar, por meio de suas atitudes, a existência do Todo-Poderoso que criou todas as coisas incluindo o homem. Tanto um como o outro são condenáveis sob a ótica divina.

Estou abarcando com esta argumentação, aquele que, criado nos princípios do Evangelho, aborrece-se com a instituição eclesiástica ou com a liderança, ficando muitas vezes amargurado e irresolvido nesta parte. Muitos começam a fazer pouco da igreja, menosprezando-a e começam a generalizar achando que todas são iguais, que todas possuem as mesmas falhas e injustiças que porventura possa ter sofrido. E o que é mais grave, passam a rejeitar os pressupostos bíblicos, a sã doutrina, a teologia e entregam-se às especulações vãs da filosofia. Ou, reinterpretam a teologia de acordo com os seus próprios pressupostos, de acordo com sua nova cosmovisão.

Tudo isto, para nós que estamos batalhando na fé que de uma vez por todas foi dada aos santos (Judas 3) causa tristeza, causa mal-estar. Saber que alguém que trilhou o caminho estreito do peregrino cristão, resolve tomar outro caminho, a via plana da fé humanista, hedonista e relativista. Entretanto, a Palavra de Deus cada vez mais se confirma em sua veracidade em face destes que assim procedem. Fica a lição de que a igreja, muitas vezes, constitui de fato um empecilho para a fé e para o crescimento saudável do discípulo de Cristo. As convicções cristãs dos crentes deveriam ser melhor trabalhadas, a Palavra pregada com excelência em mensagens expositivas, a vida de devocionalidade, o pleno cultivo da espiritualidade, a vivência de um Evangelho integral abrangendo a totalidade da vida do cristão, num ambiente de real comunhão, na prática da mutualidade, uns cuidando dos outros em amor fraternal, faria com que a fé débil e fragilizada que muitos manifestam, pudesse ser trabalhada suscitando seu crescimento e amadurecimento.

Infelizmente, muitos não observaram a recomendação do apóstolo Paulo em Cl 2.8 e tornaram-se presas das filosofias e vãs sutilezas, segundo as tradições e rudimentos do mundo. Agora estão rejeitando o glorioso Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Que se pode fazer? Continuar a amá-los, continuar a orar por eles rogando que o Espírito Santo os traga à razão.

Que nós como Igreja una e santificada pelo sangue do Cordeiro, possamos refletir e contribuir para que esta Igreja seja de fato Igreja neotestamentária, cristocentrada. Sendo desta maneira, o impacto causado nas vidas, cremos, fará com que jamais alguns queiram afastar-se dos caminhos do Senhor. A vida cristã autêntica e íntegra é um poderoso atrativo para alcançar outros para Cristo.

Se você faz parte do povo de Deus, pense nisto!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O muro de Berlim caiu, mas há outros muros....


Foi triunfal a queda do famigerado muro de Berlim em 09 de novembro de 1989. Um fato histórico que determinou os caminhos do capitalismo e do comunismo, demonstrando notadamente a crueldade deste, todavia, não se pode esquecer as mazelas daquele.

Angela Merkel, atual chanceler alemã, disse que a queda do muro "foi o dia de uma vitória da uma liberdade que deve ser defendida a cada dia." Lembrou que tal momento não teria sido possível sem a generosa ajuda "de nossos aliados."

O muro de Berlim foi erigido a partir de 13 de agosto de 1961 numa tentativa dos comunistas de impedir a passagem dos alemães orientais para o lado capitalista onde os salários eram muito melhores e havia liberdade. A cidade de Berlim estava isolada dentro da Alemanha Oriental e a solução que os comunistas previram para a evasão de pessoas foi construir o muro. Eram 3 metros de altura e na realidade os comunistas fizeram um outro muro recuado aproximadamente 100 metros do outro e neste espaço entre muros havia arame farpado, minas, metralhadoras acionadas por células fotoelétricas, pedaços de trilhos de trem para obstruir a passagem de carros e cães treinados.

Oficialmente, morreram 180 pessoas, mas a conta passa de 800 mortos dos que tentaram atravessar o famigerado muro. Porém, muitos conseguiram passar para o lado capitalista de variadas formas - em porta-malas de veículos, de ultraleve, nadando sob o arame farpado (havia trechos de água, lagos, por onde passava a cerca de arame), cavando um túnel, escondido em materiais de construção transportados por caminhões, ou simplesmente pulando o muro.

Por 38 anos os cidadãos berlinenses conviveram com esta situação trágica. Mas com os ventos de liberdade que começaram a soprar na hoje extinta União Soviética, não demorou muito para que o governo comunista permitisse que seus aliados abrissem as fronteiras, sendo que os primeiros países foram a Hungria e a Tchecoslováquia (que hoje se constitui em dois países - a República Tcheca e a Eslováquia) em meados de 1989. E em 09 de novembro do mesmo ano, o governo alemão-oriental libera a travessia entre as duas Berlins. No dia seguinte, a população de forma totalmente espontânea começa a demolir o muro com picaretas e marretas.

Hoje, vemos a pujança da Alemanha reunificada, conhecida como a locomotiva da Europa por sua força industrial e financeira. Apesar dos abalos econômicos da década de 90, a Alemanha é um país com um alto padrão de desenvolvimento humano e econômico, sendo uma das grandes potências do globo.

Um muro físico foi derrubado. Mas, e os muros que continuam a estar da pé? Falo aqui dos muros da xenofobia e do neonazismo. As minorias étnicas sofrem para serem inseridas no tecido social alemão e em outros países da prosperidade européia.

Na Alemanha de hoje há um partido político, o NPD (sigla para Partido Democrático Nacional da Alemanha) e outros partidos da extrema direita (que são fragmentados e não conseguiram nem 5% de votos necessários para ocupar uma vaga no congresso alemão) que vislumbram boas perspectivas de fazerem vicejar sua ideologia extremista sobre o racismo. É incrível como estas ideias odiosas tem crescido ultimamente na Alemanha e em outros países da Comunidade Européia como a França por exemplo. Aproximadamente 10% da população da Alemanha é de estrangeiros dos quais 28% são turcos. Estes são os mais atingidos pela discriminação e esta é especialmente visível em demonstrações da extrema-direita e em músicas sendo que estas últimas já criaram um novo mercado: o mercado do rock de direita.

Outro muro é o que existe na cabeça dos alemães, o chamado "muro psicológico." Os salários mais baixos e o maior desemprego no leste da Alemanha demonstram que após a unificação do país, ainda há muitas insatisfações que são terreno propício para o avanço das ideias xenófabas e racistas.

Isto demonstra para nós, Igreja de Cristo, que a Alemanha e a Europa como um todo devem ser um alvo constante de nossos esforços missionários porque cremos que o Evangelho tem poder para quebrar as trevas espirituais que se abatem sobre aqueles povos, em que pese o desenvolvimento e a prosperidade. A própria Alemanha é um país de muitos ateus e/ou pessoas que são indiferentes a fé cristã, o índice de cristãos alemães é muito baixo e o que predomina é o nominalismo entre aqueles que se dizem seguidores de Cristo.

Por isso, creio que o maior muro a ser derrubado é o muro da separação entre o homem e Deus. Isso fará com que os muros da xenofobia e do racismo sejam derribados e possa acontecer o que está escrito em Ef 2.14-17: "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto."

Deus fez com um muro de concreto caísse. Não teria Ele poder para que os muros nas vidas de muitos, o ódio, a discriminação, a indiferença, a vingança, o egoísmo, fossem derrubados da mesma maneira?

Eu creio no poder deste grande Deus. E você? Pense nisto!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A estudante, a lascívia e a hipocrisia


Realmente causou um frissom o caso da universitária de São Paulo que teria provocado aos colegas ao usar determinado vestido, vindo a sofrer hostilidades dos alunos. A direção da Universidade Bandeirante (Uniban) em São Bernardo do Campo, votou pela saída da aluna da instituição.

Segundo o advogado da Uniban, não teria sido propriamente pela vestimenta, mas a jovem teria provocado aos alunos por ter levantado a saia. Em comunicado pago publicado em jornais do estado de São Paulo, a universidade informou ter decidido expulsar a jovem "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade". "Foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar que já manifestava há tempos", diz a nota da Uniban. A direção da instituição acrescentou ainda que a atitude dos alunos foi "uma reação coletiva em defesa do ambiente escolar". A direção informou que os alunos e funcionários da universidade foram consultados antes de ser decidida a expulsão da estudante.

O que acho interessante nesta história real, é o fato de que a hipocrisia salta aos olhos de todos que viram as imagens nas reportagens nos telejornais. Alunos subiram na parede, disputando para observar a aluna dentro da sala por uma janela acima da porta, regozijando-se em contemplá-la em seus trajes provocantes.

Todos nós sabemos que estamos vivendo em uma sociedade erotizada onde o sex-appeal é fortemente estimulado desde que o jovem entra na puberdade e até antes. A mídia estimula a sexualidade constantemente por meio de imagens e programações que, se não são explícitas, demonstram de maneira expressiva o apelo do sexo de muitas formas. Todos sabem disto, não é fato oculto de ninguém de que há uma liberalidade no tocante às roupas que mulheres e também os homens utilizam no intuito de chamar para si a atenção, atraindo olhares e despertando a lascívia latente em seus corações.

No episódio da Uniban, não duvido de que a jovem possa ter provocado aos alunos, mas, com toda sinceridade, aqueles seus colegas estavam ali hostilizando-a, todavia, quantas vezes não devem ter se deleitado com as curvas daquela jovem, quantas vezes não devem ter alimentado em seu coração desejos libidinosos tendo como alvo aquela colega de estudos? A hipocrisia neste caso é gritante porque não estamos em nenhuma hipótese diante de alunos "santinhos", "comportadinhos", longe disso, o que eles mais queriam era que a jovem continuasse a expressar sua sensualidade para que eles se deleitassem mais e mais.

Essa é uma realidade desta nossa sociedade que jaz no maligno (1 Jo 5.19). Os homens estão entregues aos seus próprios apetites e desejos. Conforme Romanos 1.24, homens e mulheres que não conhecem ao Senhor Jesus Cristo, que não passaram pela experiência vital do novo nascimento, estão entregues à imundícia, pela concupiscência de seus próprios corações, para desonrarem os seus corpos entre si. Por isso cresce a cada dia a imoralidade que, como já foi citado, é estimulado todos os dias nas programações televisivas sem pudor algum.

Mas Deus não se deixa escarnecer. Deus julgará o mundo, aproxima-se o dia do acerto de contas entre o Criador e Suas criaturas. Todo pecado e desejo ilícito dos homens será julgado naquele grande dia (Rm 2.16; Ap 20.11-15; 21.8).

Por isso amigo, se você ainda não conhece ao meigo Salvador, que entregou Sua vida para salvá-lo do pecado e de uma eternidade longe de Deus, para sempre apartado de Sua presença, pode ainda hoje recebê-lo para que uma mudança gloriosa se efetue em seu interior. Você, que é egocêntrico precisa ser cristocêntrico em sua existência afim de agradar a Deus.

Pense nisto, pense na podridão moral que o rodeia, pense que Deus ama a todos os seres humanos que Ele criou, mas abomina cabalmente as rebeliões e pecados destas mesmas criaturas. A imoralidade, a prostituição e tantos outros pecados campeiam nesta sociedade e cada vez mais os homens atraem a ira de Deus para si mesmos por causa destas atitudes.

Não fique longe do amor de Deus, não despreze o amor de Jesus por você, mas uma vez te rogo: Pense nisto!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Cuidado com o dano da segunda morte


Está findando o dia de hoje, 02 de novembro, dia de Finados. Sem dúvida, respeito à memória dos que se foram não se discute. Todavia, quero me reportar não ao dia da morte ao qual todos os seres humanos poderão passar. Disse poderão porque para o crente em Jesus, existe a bendita expectativa e esperança de que Ele voltará e levará para Si os que estiverem vivos na ocasião. Esses não passarão pela morte e muito menos serão atingidos pela segunda morte. E é sobre essa que quero discorrer.


Esta morte refere-se ao destino final de todos aqueles que rejeitarem a Deus e a salvação por meio de Seu Filho, Jesus Cristo. Apocalipse 20.14 declara de maneira indubitável que a segunda morte é o lago de fogo (gr. geena). Lugar final, lugar definitivo para os ímpios. As duas personagens que inaugurarão o lago de fogo, segundo Ap 19.20 são a besta, ou seja, o anticristo e o falso profeta. Todavia, Jesus, em Mt 25.41 declara que este lugar foi preparado para o diabo e seus anjos. É para um lugar destes que todos aqueles que rejeitarem a Cristo nesta vida irão, e terão como companhia, nada menos que Satanás, os demônios, o anticristo e o falso profeta. Mas não é só isso.


Apocalipse 20.14 diz ainda que a própria morte (gr. thanatos) e o inferno (gr. hades) foram lançados no lago de fogo. Este lugar é, na realidade, o verdadeiro inferno, lugar onde, segundo as palavras de Jesus que lemos em Mc 9.43-48, o fogo nunca se apagará. Jesus disse ainda que Deus pode fazer perecer no inferno, tanto a alma como o corpo (Mt 10.28). Os ímpios ressuscitarão após o Milênio, segundo Ap 20.11 e comparecerão perante o Grande Trono Branco no dia do Juízo Final para receberem o veredito e irem para o lago de fogo. Desta forma, estará sendo cumprida a passagem de Mt 10.28, pois haverão de ressuscitar, retomando seus corpos e em seguida irão para aquele lugar terrível.


Esta segunda morte é final. Não há retorno. Não haverá nenhuma espécie de contemporização. Hb 9.27 informa taxativamente que aos homens está ordenado morrerem, vindo após isto o juízo. QUEM REJEITA A JESUS HOJE, ESTÁ COM SEU DESTINO RESERVADO PARA AQUELE LUGAR!


Atentemos bem para o que descreve o escritor de Apocalipse, João, no cap 20.6: "Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos."


Assim, amado leitor deste blog, quer seja cristão ou não, saiba que a Palavra de Deus deixou a orientação sobre o nosso destino eterno de forma bastante clara. Para os que aceitam ainda em vida a mensagem do Evangelho e recebem a Jesus Cristo como seu Único e suficiente Salvador, passando a viver uma nova vida por meio do Espírito Santo, pode descansar inteiramente no poder de Deus em preservá-lo até ao fim. Mas, aos que rejeitam a Jesus, aos rebeldes ao Evangelho que ouçam o que diz a Palavra: "Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte" (Ap 21.8) .


Cuidado com o dano da segunda morte. Se morreres sem conheceres a Cristo, saibas que passarás por esta primeira morte física, mas invariavelmente já estarás contado entre aqueles que participarão da ressurreição dos injustos após os mil anos do governo de Cristo sobre a Terra. Julgado diante do Soberano Senhor do Universo, irás para o teu destino eterno, o lago de fogo.

Pense com seriedade sobre esta verdade bíblica e, se é o caso, rogo-te a que te reconcilies com Deus. Abandone já o pecado e receba a salvação de graça na Pessoa de Jesus, porque não é da vontade de Deus que o homem se perca eternamente.

Como está escrito: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte" (Ap 2.11).